quinta-feira, 19 de junho de 2025

São Romualdo, exemplar na fidelidade ao Senhor (19/06)

 


São Romualdo, exemplar na fidelidade ao Senhor

São Romualdo nasceu em Ravena (Itália), em meados do século X, e morreu por volta de 1027.

Tendo abraçado a vida eremítica, por muitos anos percorreu vários lugares em busca de solidão, edificando pequeninos mosteiros.

Sua vida foi marcada pela valorosa luta contra o relaxamento de costumes dos monges de seu tempo, enquanto, por sua parte, progredia com empenho no caminho da santidade pelo perfeito exercício das virtudes.

Conheçamos a história e o testemunho de vida do Abade São Romualdo (séc. XI), descritos por São Pedro Damião.

“Romualdo passou três anos nas vizinhanças da cidade de Parenzo. No primeiro ano, construiu um mosteiro e colocou nele uma comunidade de irmãos com seu abade; nos dois anos seguintes, aí permaneceu enclausurado.

Nesse lugar, a vontade divina o elevou a tão alto grau de perfeição que, inspirado pelo Espírito Santo, previu acontecimentos futuros e, com a luz da inteligência, pôde compreender muitos mistérios ocultos do Antigo e do Novo Testamento.

Era frequentemente tão arrebatado pela contemplação da divindade que se desfazia em lágrimas e, ardendo no fogo do amor divino, tinha expressões como esta: ‘Jesus, meu amado Jesus, para mim mais doce do que o mel, desejo inefável, doçura dos santos, suavidade dos anjos’.

Estes e outros sentimentos de alegria profunda a que era movido pela ação do Espírito Santo, nós não somos capazes de exprimir com palavras humanas.

Em qualquer lugar que o santo varão decidisse morar, sua primeira providência era fazer uma cela com um altar. Em seguida, fechando-se nela, isolava-se de toda a gente.

Depois de ter vivido em vários lugares, sentindo que se aproximava o fim de sua vida, voltou ao mosteiro que construíra em Val di Castro. Aí, esperando como certa a morte iminente, mandou construir uma cela com oratório, para nela se recolher e guardar silêncio até o fim.

Acabada a construção dessa ermida, com mente lúcida, dispôs-se imediatamente para nela se recolher. No entanto, seu estado começou a se agravar não tanto pela doença, mas devido ao peso dos anos.

E assim, certo dia, sentiu que lhe faltavam as forças e aumentava a fadiga causada pelas enfermidades. Ao pôr do sol, ordenou aos dois irmãos que ali se achavam que saíssem e fechassem a porta da cela; e que voltassem de madrugada, a fim de cantarem juntos o ofício das Laudes. Preocupados com seu estado de saúde, os irmãos saíram a contragosto, mas não foram descansar; ficaram junto da cela, observando aquele tesouro de valor inestimável, temendo que, de um momento para outro, seu mestre pudesse morrer. Permanecendo por ali e passando algum tempo, escutando com atenção, deram-se conta de que não havia qualquer movimento do corpo nem o menor ressonar.

Convencidos do que havia acontecido, empurraram a porta, entraram depressa e acenderam a luz. Encontraram o corpo santo de Romualdo caído no chão e deitado de costas; a alma santa já tinha partido para o céu. Ali jazia ele, como pedra preciosa caída do céu e abandonada, para ser novamente colocada, com todas as honras, no tesouro do rei supremo.”

Também nós, em nosso tempo e realidade, somos chamados às renúncias cotidianas necessárias, para maior fidelidade no seguimento de Jesus Cristo (Lc 9,23).

Meditemos suas palavras e a Oração do Dia, quando se celebra sua memória:

“Jesus, meu amado Jesus, para mim mais doce do que o mel, desejo inefável, doçura dos santos, suavidade dos anjos”.

Oremos:

“Ó Deus, que por São Romualdo renovastes na Vossa Igreja a vida eremítica, concedei-nos renunciar a nós mesmos e, seguindo o Cristo, chegar com alegria ao Reino Celeste. Por N.S.J.C. Amém.”

domingo, 15 de junho de 2025

Trindade Santa, como eu Vos amo!

                                                               


Trindade Santa, como eu Vos amo! 

Ó Deus, nós Vos suplicamos a fim de que Vosso inefável Amor, continue sendo derramado em nossos corações.
 
Ó Deus, como Te amo!
E por mais que Te ame, é um nada,
absolutamente nada,
Diante do Teu amor, mas Te amo!
E quero amar-Te, a cada dia,  sempre mais.
Apaixonado por Cristo, Vosso Amado Filho,
que convosco vive e reina na comunhão com o Espírito Santo.
Amém.

 

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Santo Antônio e as virtudes teologais

                                                                 


Santo Antônio e as virtudes teologais

Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio) nasceu em Lisboa em 1195 e faleceu em Pádua (Itália) no ano de 1231. Professor e grande pregador da Ordem dos Frades Menores, levando à conversão muitos hereges. Santo Antônio, Presbítero e Doutor da Igreja, é o Santo mais popular do Brasil.

Em 2013, quando ainda Pároco da Paróquia Santo Antônio-Gopoúva, em Guarulhos, tive a graça de celebrar o Tríduo em honra a Santo Antônio, que teve como tema geral: “Celebremos nosso padroeiro! Aprendamos com ele as Virtudes divinas!”

Na primeira noite, com o subtema: Santo Antônio, “Homem de Deus, teve Fé na Palavra.” Com a reflexão, contemplamos a vida de Santo Antônio à luz da virtude divina da Fé: Homem de Fé viva, corajosa, contemplativa e ativa.

Na noite seguinte: “Santo Antônio, Homem de Deus, viveu a Esperança que brota da Palavra”, refletimos sobre a vida de Santo Antônio à luz da Virtude Teologal da Esperança: Santo Antônio Homem de Esperança, porque nascido para contemplar as coisas dos céus, com pés firmes na terra; Homem de Esperança com fundamentos sólidos na oração, ação, sofrimento corajosamente assumido por amor a Jesus, num compromisso incansável com os empobrecidos, tendo no coração a confiança irrevogável na justiça divina.

Na terceira: “Santo Antônio, Homem de Deus, nutriu a Caridade pela Palavra”, refletimos a vida de nosso Padroeiro à luz da Virtude Teologal da Caridade, fazendo uma perfeita sincronia entre a Fé e a Esperança. Contemplamos a vida de Santo Antônio, um homem de Caridade Ativa; fazendo desta a alma de sua Fé. Tudo em sua vida, como também em nossa vida deve girar em torno da Caridade que é a expressão do verdadeiro Amor.

Santo Antônio, como a Igreja nos ensina à luz do Evangelho, via Deus necessariamente presente no outro, e isto moveu toda a sua vida, por isto é tão grande a devoção para com ele, que é também conhecido como Padroeiro dos pobres. Aqui podemos citar o Papa Bento em sua Encíclica “Deus caritas est” “... o amor ao próximo é uma estrada para encontrar também a Deus, e que o fechar os olhos diante do próximo nos torna cegos também diante de Deus”.

Celebramos a Festa de nosso Padroeiro e, com ele, aprofundamos nosso aprendizado das Virtudes Divinas, pois ele, fiel à Palavra de Deus, é modelo para nós.

Santo Antônio foi um homem de Fé viva, Esperança renovada e Caridade incontestável.

Alegria e Fogo do Espírito, como em Pentecostes, também se fizeram presentes: religiosidade purificada, compromisso com o Reino Renovado!

Como Santo Antônio, movidos pela Fé, sejamos “jardineiros da Esperança” de um Paraíso, não como saudade, mas como compromisso inadiável, na vivência irrenunciável da Caridade.

Aprendizes das Virtudes Divinas - Fé, Esperança e Caridade -, trilhemos o caminho da santidade, correspondendo ao envio que o Senhor nos faz, e não desperdicemos a graça que Ele nos concede a cada instante.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

A semente de mostarda e o Reino (27/06)


 
A semente de mostarda e o Reino
No Reino de Deus,
lançar a semente é nossa missão!

Na passagem do Evangelho (Mt 13,31-32), Jesus nos fala do Reino de Deus à luz da Parábola do grão de mostarda.

Jesus compara o Reino de Deus a um grão de mostarda, a menor de todas as sementes, mas produz ramos tão grandes que os pássaros vêm habitar à sua sombra.

Na construção e espera do Reino que vem, é preciso confiança ativa. O Reino é como o crescimento da semente, um processo lento e silencioso, mas seguro. A pequenez da semente também é significativa, pois aparentemente o que fazemos parece nada mudar, mas quanta diferença faz para quem dela recebe, já, os frutos.

Muitas vezes, a pobreza dos meios, as nossas limitações, emergências e clamores nos levam a abrir-nos mais intensa e sinceramente à ação divina, explicitamente falando com a ação do Espírito que é imprescindível para a ação evangelizadora e a construção do Reino.

O Missal Cotidiano nos diz: “Em vez de agitação, serenidade; em vez de indolência, esforço; em vez de desânimo a certeza da fé; eis a atitude da Igreja, do apóstolo, do educador”.

Serenidade, esforço e a certeza da fé devem ser marcas de todo aquele que se coloca a serviço do Reino, contra toda tentação de agitação estéril e estressante, que nada de bom constrói; contra toda perniciosa, desastrosa tentação da acomodação, do recuo, do cruzar os braços em inativismo deplorável aos olhos de Deus – Deus que nos ama, como é próprio do Seu amor, não dispensa nossos esforços; contra toda tentação da perda da fé, do naufrágio da fé, o pior de todos os naufrágios.

Nisto consiste a missão de todos nós: lançar e cultivar as sementes. Se dela frutos não comermos, já terá valido ao outro ter assegurado esta possibilidade.

São oportunas as palavras do Apóstolo Paulo: “Eu plantei, Apolo regou, mas era Deus quem fazia crescer” (1Cor 3,6).

De fato, aquilo que comemos ou desfrutamos não é fruto do acaso, mas do reconhecido e louvável esforço e empenho de tantos/as que, muito antes, e até no tempo presente, suas sementes lançaram.

Lancemos nossas sementes, as melhores que pudermos, para que outros desfrutem. 

PS: Passagem paralela no Evangelho de Lucas (Lc 13,18-21)

sábado, 7 de junho de 2025

Quem é Jesus para nós? (XDTCB)

                                                         

Quem é Jesus para nós?

A Liturgia do 10º Domingo do Tempo Comum (ano B) nos convida a refletir sobre a identidade de Jesus e a comunhão que Ele deseja viver com aqueles que quiserem se tornar seus discípulos.

Na passagem da primeira Leitura (Gn 3,9-15), refletimos sobre o pecado, o mal, e a necessária vigilância, para não cairmos na tentação do Maligno, simbolizado pela serpente.

Também se faz necessária a superação da tendência humana de se desculpabilizar, desresponsabilizar e autojustificar, como vemos na passagem, nas atitudes de nossos primeiros pais.

Nesta vigilância, estamos numa luta constante contra a “serpente”, e esta será derrotada pelo Rei-Messias, Jesus, como vemos em várias passagens do Novo Testamento – (Rm 16,20; Ap 12,9; 20,2).

Na releitura cristã, a sentença divina em relação à “serpente” apresenta-se como profecia de luta de Jesus Cristo, descendente da mulher, contra o mal e contra o seu autor, descendente da antiga “serpente” simbólica” nesta passagem apresentada.

Oportuna são as palavras do Papa Francisco sobre a ação do demônio:

“Não se dialoga com o demônio […] A vida cristã é uma luta permanente. Requer-se força e coragem para resistir às tentações do demónio e anunciar o Evangelho. […] Não pensemos que é um mito, uma representação, um símbolo, uma figura ou uma ideia. Este engano leva-nos a diminuir a vigilância, a descuidar-nos e a ficar mais expostos. O demônio não precisa de nos possuir. Envenena-nos com o ódio, a tristeza, a inveja, os vícios. E assim, enquanto abrandamos a vigilância, ele aproveita para destruir a nossa vida, as nossas famílias e as nossas comunidades, porque, “como um leão a rugir, anda a rondar-vos, procurando a quem devorar” (1Pd 5,8)” (Gaudete et Exsultate 158.161).

Na passagem da segunda Leitura (2 Cor 4,13-5,1), o Apóstolo Paulo é para nós exemplo para vencermos as tribulações do cotidiano, na vivência da fé, mantendo vivo o ardor missionário, a confiança em Deus e sobretudo a confiança e esperança da vida eterna:

“A atitude de Paulo diante das tribulações serve de modelo para os cristãos de todos os tempos, como atitude a conservar diante das provas e tribulações, quer derivem do exercício dos diversos ministérios na comunidade eclesial, quer se refiram a tantas outras situações que derivam do próprio ‘ser cristãos’ no mundo contemporâneo. É antes de mais uma atitude de fé e de confiança que tem a eternidade como fim bem visível” (1)

Paulo é um exemplo no exercício do Ministério a serviço da Igreja, não para a sua glória pessoal, e, com seu Ministério Apostólico, gera novos cristãos.

Vemos que o Apóstolo tem a esperança de estar para sempre em união perfeita com Cristo, bem como, no tempo presente, deseja ardentemente a comunhão com a comunidade, e isto o impulsiona em toda a sua missão.

Na passagem do Evangelho (Mc 3,20-35), temos revelada a identidade de Jesus – “Quem é Jesus?”.

Vemos que Ele não pactua com o Demônio, ao contrário, vem para libertar homens e mulheres de todos os tempos, e nisto consiste a realização da vontade de Deus, uma comunidade de libertos do Maligno, e de realizadores da vontade divina.

A verdadeira questão da passagem é sobre a identidade de Jesus, e o não reconhecimento d’Ele como enviado do Pai, assim como o não reconhecimento de Sua identidade divina; é o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo, e este não tem perdão.

Portanto, para fazer parte da família de Jesus, é preciso que vivamos  em total obediência à vontade de Deus, tendo a mesma atitude de Jesus na realização da vontade do Pai: o método para estabelecer uma relação de familiaridade com Jesus passa necessariamente pelo Seu seguimento, pois Ele é o primeiro a fazer a vontade de Deus, ainda que enfrentando a incompreensão e rejeição, e o Mistério da Paixão e Morte de Cruz.

Supliquemos a presença do Espírito Santo, para que, vigilantes na fé, não sucumbamos diante do poder do Maligno.

Procuremos em todos os momentos e lugares fazer a vontade de Deus, assim como Jesus o fez, para que sejamos membros de Sua família.

Tão somente assim, poderemos rezar a Oração que Ele nos ensinou, de modo especial, ao dizermos: – “Seja feita a Vossa vontade”; “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal”.

domingo, 1 de junho de 2025

A indiferença ao Mundial na Rússia


A indiferença ao Mundial na Rússia

Andando pelas ruas e praças, observamos uma fraca motivação e expectativa em relação à Copa do Mundo.

Segundo pesquisa da Folha de São Paulo, podem ser atribuídos, em forma de alegoria (alusão à derrota do Brasil na última Copa – 7x1), sete motivos para esta apatia (53% da população são indiferentes ao Mundial de Futebol na Rússia)

1 – a economia – falta de emprego e a perda do poder de compra, inflação crescente;
2 – corrupção, saúde e violência;
3 – descrédito em relação às instituições do país;
4 – governo federal mais impopular desde a redemocratização do país;
5 – falta de esperança;
6 – crescente desinteresse dos brasileiros pelo futebol;
7 – a perda do orgulho em declarar-se brasileiro.
Um ponto positivo é o raro apoio da população em relação ao treinador da Seleção, sobretudo considerando o descrédito em relação às figuras públicas do país.


De fato, não será um hexacampeonato conquistado que resolverá questões tão sérias por que passamos.

Agora é tempo de sonharmos acordados, redescobrindo o caminho do fortalecimento da democracia em que vivemos.

É tempo de pautarmos as reflexões nos temas que nos inquietam e roubam a beleza da vida: fome, desemprego, corrupção, violência, corrupção...

É tempo de ressuscitarmos os princípios éticos, que asseguram uma sociedade mais justa e fraterna, em que rostos desfigurados pela fome, tristeza e abandono sejam transfigurados.

É tempo de que ressuscitarmos a verdadeira política, a fim de que ela seja, de fato, a forma sublime da caridade vivida em vista do bem comum, como tão bem expressou o Bem-Aventurado Papa Paulo VI, na “Octogesima Adveniens”, em 1971: “A política é uma maneira exigente - se bem que não seja a única - de viver o compromisso cristão, ao serviço dos outros.” (n.46).

Mais que o hexacampeonato Mundial de futebol, precisamos novos dias, novos tempos, novos caminhos, novas realidades sociais, políticas, econômicas, culturais.

Torcer pela seleção é possível ou não, mas compromissos com um Brasil mais justo e fraterno, mais que possível, é necessário, inadiável e ninguém pode se omitir.

PS: Texto escrito em julho de 2018 -  Mundial de Futebol na Rússia

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Para que permaneçamos na Videira... (06/08)

                                                             

Para que permaneçamos na Videira...

Jesus é a Verdadeira Videira na qual somos
enxertados para produzir muitos frutos.

Adesão aos Mandamentos do Senhor, sobretudo ao Mandamento Maior do Amor, com todo esforço de não entristecermos o Espírito Santo de Deus, é condição indispensável para que n’Ele permaneçamos, alcançando santidade perfeita, aprofundando verdadeira e profunda amizade, acompanhada pela divina sabedoria que se multiplicará em gestos de bondade.

Quem ama gosta de estar com seu amado, porque no amor vivido encontra-se a verdadeira alegria. Jesus que tanto nos ama, quer estar conosco e nos convida a permanecer com Ele e isto consiste em ficar com Ele, não ignorá-Lo, não tornar-se indiferente ao Seu amor.

Como toda videira precisa da poda de seus ramos para produzir frutos, também nós, ramos preciosos de Deus, precisamos das podas cotidianas para que os frutos sejam abundantes.

Permanecer é estar unido ao tronco que Ele é. Somos apenas ramos, mas é nos ramos que os frutos aparecem, e portanto podas são necessárias: limpeza, purificação, conversão, renúncia, sacrifícios, abrir mão de vontades, caprichos e princípios que não condizem com Seu Evangelho.

Precisamos fortalecer nossa união com Cristo, suportando todas as adversidades, inclusive as vividas dentro da comunidade, da Igreja, que para além de seus limites, apresentemos ao mundo saborosos frutos de amor, verdade, solidariedade e paz.

Permanecer com Jesus não quer dizer que problemas não existirão, perseguições não nos acompanharão e que todas as lágrimas para sempre secarão! Não! Isto é como ficar entorpecido pelo ópio, alienar-se do que deve ser superado.

Não estamos sós, temos a seiva de Seu amor, que foi testemunhado quando por nós na Cruz foi pregado, coração transpassado, Sangue e Água jorrados e o mundo reconciliado. Seiva que nos vem pela ação do Espírito Santo que O Pai sempre nos envia e nos garante colheita abundante.

Permanecer com Ele num Amor incondicional quer dizer que a vida consiste em atender ao convite de Jesus: permanecer com Ele. Recusar Seu convite é unir-se às árvores que produzem mortes.

Somente na Verdadeira Videira os bons frutos são produzidos. Longe d'Ela a vida será marcada pela insatisfação, egoísmo, frustração, autossuficiência e morte.

O amor vivido evidencia a fé que temos e a fé que professamos. O amor vivido é a garantia de frutos abundantes com cestas, corações e mesas fartas!

O amor vivido torna visível a fé, porque faz da esperança não algo improvável, mas já alcançável, porque quem em Deus confia jamais se decepciona.

O amor torna-se, enfim, condição indispensável para conhecermos a Deus e permanecermos com Seu Filho. Assim podemos invocar o Espírito e Ele nos assistirá!

A alegria acompanha o coração daquele que crê, porque por Ele apaixonado, enamorado, sabe que mãos vazias não terá, coração ressequido não conhecerá; mãos e pés enfraquecidos jamais ficarão.

Somos Pascais, cremos no Cristo Ressuscitado que nos convida amorosamente: “Permaneçam comigo!”. Qual é a nossa resposta? Só há uma resposta:

“Queremos permanecer Contigo, Senhor, porque somente Tu tens Palavras de Vida Eterna!”.

Eis os caminhos para que em Deus,
com Seu Filho, permaneçamos...
Na Videira do Senhor, em Seus ramos,
frutos abundantes produzamos.
Ó mais puro Amor, 
Ó Raio de Luz que brilha como Sol Nascente!

Da Seiva do Amor, da Seiva do Espírito
sejamos nutridos copiosamente:
Na Mesa da Palavra e da Eucaristia com a
Mãe da Videira - Maria!

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG