quinta-feira, 8 de maio de 2025

Lumen Fidei – Capítulo II

Lumen Fidei – Capítulo II

“Se não acreditardes, não compreendereis“ (Is 7,9).

O início do capítulo apresenta a relação entre a fé e a procura da verdade.

A fé não nos dispensa da busca da verdade. É preciso confiar apenas na Rocha que não vacila – “Cristo”, (cf Is 65,16). “O homem precisa de conhecimento, precisa de verdade, porque sem ela não se mantém de pé, não caminha. Sem verdade, a fé não salva, não torna seguros os nossos passos.” (n. 24).

A fé é capaz de oferecer uma luz nova porque vê mais longe, compreende o agir de Deus que é fiel às promessas da Aliança.

A busca pela verdade tem que ser interligada com a fé, porque a fé sem a verdade não salva; seria reduzida a um bonito conto de fadas, sobretudo hoje em que se vive uma crise da verdade, pois se acredita apenas na tecnologia ou nas verdades do indivíduo, porque se teme o fanatismo e se prefere o relativismo.

A fé autêntica não faz do crente um intransigente, arrogante: a busca e a sede da verdade, que vem do Amor de Deus, não se impõem pela violência, não esmaga o indivíduo e torna possível o diálogo entre fé e razão, como insistira o Bem-Aventurado Papa João Paulo II na Encíclica “Fé e Razão”. A fé e a razão se reforçam mutuamente.

A fé desperta o senso crítico e alarga os horizontes da razão para iluminar melhor o mundo que se abre aos estudos da ciência.
                             
A fé é autêntica quando recebe o grande Amor de Deus que nos dá novos olhos para ver a realidade. A fé torna o crente humilde. E, longe de nos endurecer, a segurança da fé nos põe a caminho e torna possível o testemunho e o diálogo com todos (n. 34).

A fé transforma a pessoa, na medida em que se abre ao amor e o amor traz uma luz. E a perenidade do amor se dá somente quando se funda na verdade.

O amor tem necessidade da verdade e a verdade precisa do amor. Amor e verdade não se podem separar jamais (n.27).

Citando um autor da Idade Média, Guilherme de Saint Thierry, que ao comentar um versículo dos Cânticos dos Cânticos, no qual o amado diz à amada – “como são lindos os teus olhos de pomba” (Ct 1,15).

Este dois olhos são “a razão crente e o amor, que se tornam um único olhar para chegar à contemplação de Deus, quando a inteligência se faz entendimento de um amor iluminado.” (n.27).

Mais adiante, fala da relação entre o “ver e o crer”, e mais uma vez recorre a Santo Agostinho: “tocar com o coração, isto é crer”.

A configuração com Jesus nos confere um olhar adequado para vê-Lo. A luz da fé ilumina nossas relações, em união com a ternura e o Amor de Cristo.

Também Santo Agostinho é citado para a relação entre escuta e visão na vivencia da fé luminosa: “Jesus é a Palavra que resplandece no interior do homem”. (n. 33).

Finaliza o capítulo afirmando que Deus é luminoso e pode ser encontrado também por aqueles que O buscam de coração sincero (n. 35).

Deus não cessa de nos surpreender, afirma o Papa, encontrando-se a caminho, o homem religioso deve estar sempre pronto a deixar-se guiar, a sair de si mesmo para o encontro de Deus. (n. 35).

Somente na abertura sincera do coração ao amor é que se vive o caminho da fé, e a prática do bem nos aproxima de Deus, porque “é próprio da dinâmica da luz divina iluminar os nossos olhos, quando caminhamos para a plenitude do amor” (n. 35).

Afirma que a Teologia é impossível sem a fé, sem a comunhão com o Magistério da Igreja (comunhão intrínseca com o Magistério do Papa e dos Bispos) (n. 36); porque o Magistério assegura o contato com a fonte originária: beber na fonte da Palavra de Cristo integralmente.

A Teologia, com humildade, deve deixar se tocar por Deus, explorando com a disciplina da razão as riquezas insondáveis do Mistério Divino. Ela deve estar sempre a serviço da fé, sobretudo dos mais simples, preservando e aprofundando o crer de todos. 

Lumen Fidei – Capítulo III

Lumen Fidei – Capítulo III

“Transmito-vos aquilo que recebi” (cf. 1 Cor 15,3)

Tendo a Igreja como mãe de nossa fé, o Papa começa afirmando que quem se abriu ao Amor de Deus, acolheu a Sua voz e recebeu a Sua luz, não pode guardar este dom para si mesmo, de modo que a palavra recebida faz-se resposta, confissão e ecoa para outros, com o convite para que também creiam. 

A fé Pascal, tendo como símbolo o Círio, dele emana a luz que acende tantas outras velas. Do mesmo modo, a fé cristã é transmitida  de pessoa para pessoa, revelando a face de Jesus.

A fé dos cristãos possibilita que se lance sementes fecundas, tornando-se uma grande árvore, agraciando o mundo com os seus frutos (n.37-38).

Na ação da Igreja, o Amor é o Espírito que nela habita, mantendo unidos os que creem entre si, fazendo-nos contemporâneos de Jesus, o guia de nosso caminhar na fé, por isto, mais uma vez é preciso dizer que é impossível crer sozinho.

A fé nos abre à comunhão com outro e com Deus – “quem crê nunca está sozinho e, pela mesma razão, a fé tende a difundir-se, a convidar outros para a sua alegria” (n. 39).

Esta transmissão da fé se dá primeiramente no Batismo – “O Batismo recorda-nos que a fé não é obra do indivíduo isolado, não é um ato que o homem possa realizar apenas com as próprias forças, mas tem de ser recebida, entrando na comunhão eclesial que transmite o dom de Deus: ninguém se batiza a si mesmo, tal como ninguém vem sozinho à existência. Fomos batizados” (n. 41).

Batizados em nome da Santíssima Trindade, postos no caminho da fé, pela imersão na água, renascidos para o seguimento de Jesus numa nova existência.

Para a vivência do Batismo, é imprescindível o Alimento da Eucaristia – “é Alimento precioso da fé, encontro com Cristo presente de maneira real no Seu ato supremo de Amor: dom de Si mesmo que gera vida”

Na Eucaristia ocorre a memória da atualização do Mistério da Salvação e nos remete do mundo visível ao invisível; alimentados pelo Pão e o Vinho, Corpo e Sangue do Senhor, somos introduzidos de corpo e alma na plenitude Divina.

Como batizados, é importante o conhecimento e a profissão do Credo, com sua estrutura Trinitária, e confissão Cristológica, em que se repassam os Mistérios da vida de Jesus até à Sua morte.

Pronunciar as palavras do Credo nos leva à comunhão com toda a Igreja, por isto, a vida nova da fé é verdadeiramente comunhão com o Deus vivo.

O Pai Nosso consiste também em elemento essencial na transmissão fiel da memória da Igreja.

Outro elemento para esta comunhão é o Decálogo, que não se trata de um conjunto de preceitos negativos, mas de indicações concretas, para que saiamos do deserto de nosso “eu” referencial, fechado em si mesmo, e entremos em diálogo com Deus, deixando-nos ser abraçados por Sua misericórdia, e tão somente assim irradiá-la (n. 46).

Em resumo: o Credo, a Eucaristia e todos os Sacramentos que dela decorrem e para ela se voltam. O Pai Nosso e o Decálogo são elementos essenciais para a transmissão da fé pela Igreja professada (como pode ser visto e aprofundado no Catecismo da Igreja Católica).

Esta fé porta o caráter de unidade, pois já dizia o Papa São Leão Magno – “Se a fé não é una, não é fé”. Além de una ela se dirige ao Senhor, e formamos um só Corpo, e possui um só fundamento: “... a fé é una, porque é partilhada por toda a Igreja, que é um só corpo e um só Espírito: na comunhão do único sujeito que é a Igreja, recebemos um olhar comum. Confessando a mesma fé, apoiamo-nos sobre a mesma rocha, somos transformados pelo mesmo Espírito de Amor, irradiamos uma única luz e temos um único olhar para penetrar na realidade” (n. 47).

A fé precisa ser confessada em sua pureza e integridade, como um só corpo de verdade, com diversos membros, em analogia com o que se passa no Corpo da Igreja. Somente assim a fé será universal, católica, e a sua luz crescerá para iluminar todo o universo e toda a história (n. 48).

Conclui o presente capítulo acenando para o Magistério que tem a missão de garantir a fidelidade, a obediência, a unidade e a integridade da fé. 

“Lumen Fidei” – Capítulo IV

“Lumen Fidei” – Capítulo IV

“Deus prepara para eles uma cidade” (cf. Hb 11,16)

Neste capítulo, o Papa aprofunda a relação da fé com:

- O bem comum; 
- A família em todas as idades da vida em constante amadurecimento (n. 52);
- A sociedade (compromisso social);
- O sofrimento inerente à condição humana (a fé confere um novo sentido para o sofrimento).

O sofrimento não pode ser eliminado, mas pode adquirir um sentido novo, podendo se tornar um ato de amor, de entrega nas mãos de Deus que não nos abandona; como uma etapa de crescimento na fé e no amor: “a luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo.” (n. 57).

Um capítulo precioso que confirma tudo quanto se disse anteriormente: o quanto a fé não é uma ilusão, uma evasão, mas uma luz para iluminar a existência humana – “A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada – a vocação ao amor – e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade” (n. 53).

A fé revela quão firmes podem ser os vínculos fraternos, quando Deus Se torna presente no meio da humanidade. É desejo e garantia de Deus a construção de uma cidade fiável, mais justa e fraterna.

A luz da fé coloca-se ao serviço concreto da justiça, do direito e da paz, e é capaz de valorizar a riqueza das relações humanas – “A fé não afasta do mundo, nem é alheia ao esforço concreto de nossos contemporâneos”, afirma o Papa. (n. 51).

Ela é um bem para todos; um bem comum – “A sua luz não ilumina apenas o âmbito da Igreja nem serve somente para construir uma cidade eterna no além, mas ajuda também a construir as nossas sociedades de modo que caminhem para um futuro de esperança” (n. 51).

A fé ilumina até a morte, como a última chamada da fé, o último “Sai da tua terra” (Gn 12,1), o último “Vem!” pronunciado pelo Pai, a quem nos entregamos com total confiança, certos de que nos tornará firmes também na passagem definitiva. A morte não tem a última palavra: a vida venceu a morte, em Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado (cf. Mc 15,34).

A fé, afirma o Papa, não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas é lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto já nos basta para continuar nosso caminhar, crendo n’Ele, Jesus, o autor e consumador da fé ( Hb 12,2).

Encerra o capítulo nos convidando a refletir sobre o dinamismo da fé, que se funda na perfeita e estreita vinculação da fé, esperança e caridade.

As virtudes teologais são, de fato, um novo impulso e nova força à vida de todos nós em todas as circunstâncias – “O tempo é sempre superior ao espaço: o espaço cristaliza os processos, ao passo que o tempo projeta para o futuro e impele a caminhar na esperança” (n. 57). 

“Lumen Fidei” – Conclusão

                                                              

“Lumen Fidei” – Conclusão

“Feliz daquela que acreditou” (cf. Lc 1,45)

O Papa conclui a encíclica nos exorta a olhar para Maria, o ícone perfeito da fé, como disse Santa Isabel – “Feliz de ti que acreditaste” (Lc 1,45).

Citando São Justino, na obra “Diálogo com Trifão”, nos convida a olhar para Maria, naquele momento em que aceitou a mensagem do Anjo e concebeu “fé e alegria”. Completa o Papa: “Na Mãe de Jesus, a fé mostrou-se cheia de fruto e, quando a nossa vida espiritual dá fruto, enchemo-nos de alegria, que é o sinal mais claro da grandeza da fé” (n. 58).

Finaliza colocando em nossas mãos uma Oração dirigida a Maria, Mãe da Igreja e Mãe da nossa fé, que poderemos rezar tanto quanto possamos:

Ajudai, ó Mãe, a nossa fé.
Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos
a voz de Deus e a Sua chamada.

Despertai em nós o desejo de seguir os Seus passos,
saindo da nossa terra e acolhendo a Sua promessa.

Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo Seu Amor,
para podermos tocá-Lo com a fé.

Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no Seu Amor, sobretudo nos momentos de tribulação e Cruz,
quando a nossa fé é chamada a amadurecer.

Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado.
Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho.

Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus,
para que Ele seja luz no nosso caminho.

E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar
aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo,

vosso Filho, nosso Senhor. Amém!”

Pão da Vida e Cálice da Salvação

                                                                        

Pão da Vida e Cálice da Salvação

“São eles que alimentam e revigoram
a substância de nossa carne.”

Sejamos enriquecidos pelo “Tratado contra as Heresias”, escrito pelo Bispo Santo Irineu (séc. I), para aprofundamento sobre a Eucaristia, fonte e ápice da vida Cristã.

“Se não há salvação para a carne, também o Senhor não nos redimiu com o Seu Sangue. Sendo assim, nem o Cálice da Eucaristia é a comunhão do Seu Sangue nem o Pão que partimos é a comunhão do Seu Corpo.

O sangue, efetivamente, procede das veias, da carne, e do que pertence à substância humana. Essa substância, o Verbo de Deus assumiu-a em toda a sua realidade e por ela nos resgatou com o Seu Sangue, como afirma o Apóstolo: Pelo Seu Sangue, nós fomos libertados. Nele, as nossas faltas são perdoadas (Ef 1,7).

Nós somos Seus membros e nos alimentamos das coisas criadas que Ele próprio nos dá, fazendo nascer o sol e cair a chuva segundo Sua vontade.

Por isso, o Senhor declara que o Cálice, fruto da criação, é o Seu Sangue, que fortalece o nosso sangue; e o Pão, fruto também da criação, é o Seu Corpo, que fortalece o nosso corpo.

Portanto, quando o cálice de vinho misturado com água e o pão natural recebem a Palavra de Deus, transformam-se na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo. São eles que alimentam e revigoram a substância de nossa carne.

Como é possível negar que a carne é capaz de receber o dom de Deus, que é a vida eterna, essa carne que se alimenta com o Sangue e o Corpo de Cristo e se torna membro do Seu Corpo? 

O Santo Apóstolo diz na Carta aos Efésios: Nós somos membros do Seu Corpo (Ef 5,30), da Sua Carne e de Seus ossos (cf. Gn 2,23); não é de um homem espiritual e invisível que ele fala – o espírito não tem carne nem ossos (cf. Lc 24,39) – mas sim do organismo verdadeiramente humano, que consta de carne, nervos e ossos, que se nutre com o Cálice do Seu Sangue e se robustece com o Pão que é Seu Corpo.

O ramo da videira plantado na terra frutifica no devido tempo, e o grão de trigo, caído na terra e dissolvido, multiplica-se pelo Espírito de Deus que sustenta todas as coisas.

Em seguida, pela arte da fabricação, são transformados para uso do homem. Recebendo a Palavra de Deus, tornam-se a Eucaristia, isto é, o Corpo e o Sangue de Cristo.

Assim também os nossos corpos, alimentados pela Eucaristia, depositados na terra e nela desintegrados, ressuscitarão a seu tempo, quando o Verbo de Deus lhes conceder a Ressurreição para a glória do Pai.

É Ele que reveste com Sua imortalidade o corpo mortal e dá gratuitamente a incorruptibilidade à carne corruptível. Porque é na fraqueza que se manifesta o poder de Deus.” (1)

Verdadeiramente a Eucaristia é penhor da Ressurreição, e sem ela não temos o vigor necessário para testemunhar a vida de fé. Ela sendo verdadeiramente Pão, verdadeiramente Bebida, além de nos nutrir, nos coloca em relação filial para com Deus e de irmãos para com nosso próximo.

Ela nos robustece, tornando-nos vigorosos e intrépidos servidores do Reino, zelosas sentinelas do rebanho que nos foi confiado e é indispensável nesta travessia, como Banquete em que nos saciamos do próprio Corpo e Sangue do Senhor, até que possamos participar um dia do Banquete Eterno, preparado para quem perseverar até o fim, no bom combate da fé.


(1) Liturgia das Horas - Volume Quaresma/Páscoa - pág. 656-657

Rezando com os Salmos - Sl 39(40),2-14.17-18

 


Agradeçamos e supliquemos sempre ao Senhor

“–2 Esperando, esperei no Senhor,
e inclinando-Se, ouviu meu clamor.
–3 Retirou-me da cova da morte
e de um charco de lodo e de lama.

– Colocou os meus pés sobre a rocha,
devolveu a firmeza a meus passos.
–4 Canto novo Ele pôs em meus lábios,
um poema em louvor ao Senhor.

– Muitos vejam, respeitem, adorem
e esperem em Deus, confiantes.
=5 É feliz quem a Deus se confia;
quem não segue os que adoram os ídolos
e se perdem por falsos caminhos.

–6 Quão imensos, Senhor, Vossos feitos!
Maravilhas fizestes por nós!
– Quem a Vós poderá comparar-se
nos desígnios a nosso respeito?
– Eu quisera, Senhor, publicá-los,
mas são tantos! Quem pode contá-los?

–7 Sacrifício e oblação não quisestes,
mas abristes, Senhor, meus ouvidos;
= não pedistes ofertas nem vítimas,
holocaustos por nossos pecados.
8 E então eu Vos disse: 'Eis que venho!'

= Sobre mim está escrito no livro:
9 'Com prazer faço a Vossa vontade,
guardo em meu coração Vossa lei!'

=10 Boas-novas de Vossa justiça
anunciei numa grande assembleia;
Vós sabeis: não fechei os meus lábios!

=11 Proclamei toda a Vossa justiça,
sem retê-la no meu coração;
Vosso auxílio e lealdade narrei.
– Não calei Vossa graça e verdade
na presença da grande assembleia.

–12 Não negueis para mim Vosso amor!
Vossa graça e verdade me guardem!
=13 Pois desgraças sem conta me cercam,
minhas culpas me agarram, me prendem,
e assim já nem posso enxergar.

= Meus pecados são mais numerosos
que os cabelos da minha cabeça:
desfaleço e me foge o alento!
–14 Dignai-Vos, Senhor, libertar-me,
vinde logo, Senhor, socorrer-me!

–17 Mas se alegre e em Vós rejubile
todo ser que Vos busca, Senhor!
– Digam sempre: 'É grande o Senhor!'
os que buscam em Vós seu auxílio.

=18 Eu sou pobre, infeliz, desvalido,
porém, guarda o Senhor minha vida,
e por mim Se desdobra em carinho.
– Vós me sois salvação e auxílio:
vinde logo, Senhor, não tardeis!”

O Salmo 39(40),2-14.17-18 é uma ação de graças e acompanhada de pedido de auxílio:

“A oração do salmista foi atendida e ele agradece a Deus, mas não com simples ofertas rituais: ele assume a missão de anunciar as maravilhas de Deus.” (1)

Deus, em Sua infinita bondade, vem sempre em nosso socorro e tudo o que Ele espera é que correspondamos ao Seu amor – “Por essa razão, ao entrar no mundo, Cristo declara: ‘Não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste um corpo para mim. Não foram do Teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. Então eu disse: Eis que eu venho, ó Deus, para fazer a Tua vontade, como no livro está escrito a meu respeito’” (Hb 10,5-7).

Peregrinos da esperança, elevemos a Deus, em todo o tempo e em todas as circunstâncias, súplicas e ação de graças, colocando a Sua vontade acima de tudo, para que bem possamos rezar a oração que o Senhor nos ensinou – “Pai Nosso...”


(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 757-758

quarta-feira, 7 de maio de 2025

Em poucas palavras...

                                                       


Jesus, rosto radiante da misericórdia de Deus

“Sobre nós permanecem pousados os olhos misericordiosos da Santa Mãe de Deus. Ela é a primeira que abre a procissão e nos acompanha no testemunho do amor.

A Mãe da Misericórdia reúne a todos sob a proteção do seu manto, como a quis frequentemente representar a arte.

Confiemos na sua ajuda materna e sigamos a indicação perene que nos dá de olhar para Jesus, rosto radiante da misericórdia de Deus.” (1)

  

(1) Parágrafo n 22 - Carta Misericórdia et mísera - Papa Francisco

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