terça-feira, 15 de setembro de 2026

"Salve, Rainha”

                                                           


"Salve, Rainha”

“Salve, Rainha”, uma oração milenar de súplica a Nossa Senhora. Com expressões pouco comuns ao nosso vocabulário, retrata situações de dor, solidão, dificuldades enfrentadas em todos os âmbitos.

É também uma homenagem a Maria, que veneramos como Rainha do Céu, da humanidade e da paz, ressaltando algumas de suas virtudes, conforme relatos dos Evangelhos: doçura, misericórdia, clemência e piedade.

“Salve, rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura, esperança nossa! Salve!”
“Salve”! Saudamos a ti, ó Mãe e Rainha do céu e de todo o mundo, de toda a humanidade, em todos os tempos e lugares.

Estás acima de todas as mulheres, mas não distante de nós, porque nos amas como Mãe, e tens amor especial pela vida de todos nós, porque foste e serás sempre sinal de “doçura” e “esperança”, como vimos, sobretudo, ao visitar tua prima Isabel.

Tu és a Mãe que podemos procurar em todos os momentos de nossa vida, sempre pronta a nos socorrer com amor e misericórdia, como fizeste no primeiro sinal de Jesus em Caná da Galileia.

“A vós bradamos, os degredados filhos de Eva.”
A ti bradamos, pedimos socorro, suplicamos em todos os momentos, porque sabemos que estás junto do teu amado Filho e sempre pronta a caminhar com os “degredados” da história, os que são privados da liberdade, afastados de sua gente, de seu país, migrantes, desterrados, por inúmeros fatos, em realidades de flagelo, fome, miséria, dor, enfermidades e morte.

Tu, que disseste “sim” a Deus para ser a Mãe do Salvador, teu Filho, Jesus Cristo, que nos recuperou a filiação que havíamos perdido no Paraíso, pela desobediência de Eva, mãe de todos os viventes, e Adão, o primeiro da criação, o primeiro casal humano criado por Deus.

“A vós suspiramos, gemendo e chorando, neste vale de lágrimas.”
A ti continuamos suplicando, já não mais com palavras, mas com suspiros, gemidos e choros e lágrimas, porque muitas são as dificuldades, dores, tentações a serem enfrentadas e vencidas cotidianamente, na fidelidade ao teu Filho, para que tenhamos vida plena e feliz.

“Eia, pois, advogada nossa...”
Contigo, sempre avante, pois ao te contemplarmos, sentimos renovar em nós o ânimo, o estímulo, a coragem. Sabemos que podemos contigo contar, porque estás sempre pronta a nos ajudar; és nossa advogada, e, com solicitude, nos defenderás, nos recomendando a Deus. Suplicamos em oração tua materna proteção, com o Paráclito que vem em nosso divino auxílio, o Santo Espírito, que em ti agiu e fez maravilhas, te concebendo e fazendo de ti a mãe do Salvador.

“Esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei!”
Maria, pedimos que voltes para nós teus olhos cheios de piedade, graça e perdão; contamos com teu valioso e indispensável auxílio, pois, como Mãe, tu amparas, guardas e proteges teus filhos.

“E depois deste desterro...”
Tu que soubeste o gosto do “desterro”, da fuga necessária para salvar teu Filho no Egito, experimentaste, longe de tua pátria, a solidão, o isolamento e, melhor que ninguém, tens sabedoria para nos ensinar a confiar e a construir um novo céu e uma nova terra, como peregrinos que somos enquanto aqui vivemos.

“Mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre...”
Suplicamos a ti, ó M  ãe, ajuda-nos a fim de que nos mantenhamos firmes e corajosos, seguindo sempre os ensinamentos de teu Filho, Jesus, para que tenhamos d’Ele mesmos sentimentos (Fl 2, 5), totalmente a Ele configurados, de modo que possamos dizer: Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim.”  (Gl 2, 20).

“Ó clemente, ó piedosa, ó doce, sempre Virgem Maria!”
Tu és a pura expressão da doçura e da bondade; estás assentada no cume das virtudes; és abismos de graças, oceano de carismas, como nos falou Santo Amadeu.

“Rogai por nós, Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém.” 

A ti, que és Mãe e Rainha, fazemos um último pedido: recomenda-nos  ao teu Filho, Jesus, Rei e Senhor do Universo, para que mereçamos receber um lugar no Seu Reino. Amém.

Em poucas palavras...

                                               


Com Maria aprendemos ...

O caminho que Maria nos ensina, como peregrinos da esperança, nos dá coragem para sermos fiéis discípulos missionários do seu Amado Filho, Jesus.

Com Maria aprendemos a fidelidade ao carregar da cruz de cada dia, acompanhada das renúncias necessárias.

Nossa Senhora das Dores, Mãe das dores do tempo presente  e das alegrias eternas, rogai por nós. 

                                        Aleluia!

 

Jesus Cristo: verdadeiramente Homem, verdadeiramente Deus

                                                            

Jesus Cristo: verdadeiramente Homem, verdadeiramente Deus

Ao celebrar a Memória de Nossa Senhora das Dores, ouvimos na passagem da primeira Leitura, a Carta aos Hebreus (Hb 5,7-9), que nos apresenta Jesus Cristo como Nosso Senhor, que aprendeu a obediência e Se tornou causa de Salvação Eterna.
Jesus é nos apresentado como o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, que se solidariza com a humanidade e aponta o caminho da Salvação através da obediência e fidelidade a Deus. Escreve para estimular a vida cristã. É imperativo do crescimento na fé.

Impressiona-nos como descreve Jesus, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, como fora definido pelos Concílios.

Como homem, sofreu, chorou, teve medo, angústia, cansaço. Um homem que, vivendo entre os homens, compreendeu as fraquezas humanas. Fez-Se igual a todos nós, exceto no pecado.

Somente na oração pôde viver a adesão incondicional ao Pai, fazendo de Sua vida uma perfeita oferenda, como fonte de Salvação eterna.

Ele, Ressuscitado, caminha conosco, e, conhecedor das fragilidades humanas, pôde cumprir integralmente o Projeto de Amor do Pai para toda a humanidade, ontem, hoje e sempre.

Aprofundando, voltemo-nos para a passagem do Evangelho de São João (Jo 12,24-26), em que Jesus nos diz – “Se o grão de trigo, que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morrem então, produz muito fruto”.

Contemplemos o Mistério do Amor sem limites, que Nosso Senhor Jesus viveu em favor de todos nós, na obediência, fidelidade, e radicalidade do Amor, até a morte, e morte de Cruz.

Jesus nos ensina que vivemos em tempo de germinação secreta. Aos poucos, vemos o que é preciso “morrer” dentro de cada um de nós, para que possa rebentar em flores pascais.

Ele nos apresentou o caminho da Cruz, que consiste num aparente fracasso, mas é dela que brota a Vida verdadeira e eterna, que Deus tem preparada para aqueles que O amam e são fiéis.

Na Cruz, Se manifestará a glória de Deus. Será nela o último ato de Amor ao extremo, total, incondicional. Nela, conhecemos Jesus, que morre para ensinar aos homens o Amor sem limites. É dela que nasce a Vida. Quando o Coração de Jesus é trespassado, jorra sangue e água: Batismo e Eucaristia, Vida e Alimento.

Sua glorificação, como Palavra última do Pai, foi o selo de Deus. Os discípulos não trilham um caminho de fracasso e morte, mas de glorificação e vida.

Jesus há de ser, para quem O quiser conhecer, o Salvador, o centro da História e não apenas uma “pequena nota no rodapé da história humana”.

Urge rever o caminho que estamos trilhando; rever nossa fidelidade e amor incondicional por Jesus e Sua Igreja.

É tempo de avaliar a coragem que temos no carregar da cruz, e de nos solidarizarmos com os crucificados da história.

É tempo de germinação secreta silêncio profundo e frutuoso. Precisamos ter coragem de fazer morrer nossos instintos egoístas, autossuficientes, caprichos, vaidades, preguiça, omissão, comodismo, e tudo quanto possa ser dito.

Sem morte, renúncias, purificação, ousadia na entrega da vida, como expressão de amor e doação total, como Jesus o fez, jamais poderemos alcançar a graça da glória.

Não desperdicemos a graça que Deus nos concede em todo o tempo. Sejamos como grão de trigo que morre para não ficar só, mas rebentar em flores e frutos de eternidade. Será nossa grande Páscoa.

Oremos:

Ó Deus, a exemplo de tantos Mártires de Vossa Igreja, sejamos inflamados de amor Por Vós, fazendo brilhar pela fidelidade no carregar da Cruz, em constante atitude de amor, serviço e doação. Por N.S.J.C. Amém”.

PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal 

A humanidade e a divindade de Nosso Senhor

                                                       

A humanidade e a divindade de Nosso Senhor

Ao celebrar a Memória de Nossa Senhora das Dores, ouvimos na passagem da primeira Leitura, a Carta aos Hebreus (Hb 5,7-9).
Contemplemos o Mistério do Amor sem limites, que assegurou vida sem limites: a obediência, a fidelidade, a radicalidade do Amor, a entrega de uma vida em favor de todos.

Deste modo, o autor da Epístola aos Hebreus, na referida passagem,  escreve para o estímulo e fortalecimento da vida cristã, com o amadurecimento da fé, apresentando Jesus como o Sumo Sacerdote da Nova Aliança, que Se solidariza com a humanidade e aponta o caminho da Salvação através da obediência e fidelidade a Deus

Descreve a pessoa de Jesus Cristo, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus, como fora definido mais tarde pelo Concílio da Igreja

Como homem, sofreu, chorou, teve medo, angústia, cansaço. Um homem que, vivendo entre os homens, compreendeu as fraquezas humanas. Fez-Se igual a todos nós, exceto no pecado.

Somente na oração pôde viver a adesão incondicional ao Pai, fazendo de Sua vida uma perfeita oferenda, como fonte de Salvação eterna.

Ele, Ressuscitado, caminha conosco, e, conhecedor das fragilidades humanas, pôde cumprir integralmente o Projeto de Amor do Pai para toda a humanidade, ontem, hoje e sempre.

Mais uma vez, voltemos à passagem do Evangelho de São João (Jo 12, 20-33), em que o evangelista nos aponta o caminho da Cruz, aparente fracasso e morte, mas é dela que brota a Vida verdadeira e eterna que Deus tem preparada para aqueles que O amam e são fiéis.

Na Cruz, Se manifestará a glória de Deus. Será nela o último ato de Amor ao extremo, total, incondicional. Nela, conhecemos Jesus, que morre para ensinar aos homens o Amor sem limites. É dela que nasce a Vida. Quando o Coração de Jesus é trespassado, jorra água e sangue Batismo e Eucaristia, Vida e Alimento.

Sua glorificação, como Palavra última do Pai, foi o selo de Deus. Os discípulos não trilham um caminho de fracasso e morte, mas de glorificação e vida.

Urge revermos o caminho que estamos trilhando, e de que modo vivemos a nossa fidelidade e amor incondicional por Jesus e Sua Igreja, bem como avaliar a coragem que temos no carregar da cruz, e de nos solidarizarmos com os crucificados da história.

É tempo de germinação secreta silêncio profundo e frutuoso. Precisamos ter coragem de fazer morrer nossos instintos egoístas, autossuficiência, caprichos, vaidades, preguiça, omissão, comodismo...

Urge rever o que é preciso “morrer” dentro de cada um de nós, para que possa rebentar em flores pascais.

Contemplar a morte como aparente epílogo de uma história, mas crer que o grande epílogo é a vida eterna, cujos capítulos primeiros escrevemos no tempo presente, a caminho da Salvação e vida definitiva, atentos ao que Deus quer e espera de nós.

Sem morte, renúncias, purificação, ousadia na entrega da vida, como expressão de amor e doação total, como Jesus o fez, jamais poderemos alcançar a graça da glória.

Não desperdicemos a graça que Deus nos concede neste tempo. Sejamos como grão de trigo que morre para não ficar só, mas rebentar em flores e frutos de eternidade. Será a nossa grande Páscoa.


PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

Maria, tão serena e plena de liberdade!

                                                     

Maria, tão serena e plena de liberdade!

Maria, tão serena e plena de liberdade!
Seja assim a Igreja, seja assim a nossa comunidade.
Seja assim também nossa família,
Na harmonia, diálogo, ternura e fidelidade.

Olhemos sempre para Maria, silenciosamente.
Contemplemos sua serena e plena liberdade
Na realização da vontade divina,
Com alegria e disponibilidade sem igual.

Maria, tão serena e plena de liberdade:
Na manhã da memorável Anunciação,
Na tarde da dolorosa Paixão,
Na manhã da Gloriosa Ressurreição.
No belo Dia de Pentecostes.

Maria, tão serena e plena de liberdade!
Meditemos o seu Sim, que ecoou em cada momento,
Sempre com confiança, esperança, coragem,
Irradiando amor e luz, sem desespero, crises ou estéreis lamentos.

Maria, tão serena e plena de liberdade!
Mais que rezar à Maria, rezemos como Maria.
Mais que pedir à Maria, ouçamos o que ela disse:
“Fazei tudo o que Ele Vos disser” (Jo 2, 5).

E assim, serenos e plenos de liberdade também seremos. 

“A minha alma glorifica o Senhor...”

                                                        

“A minha alma glorifica o Senhor...”

É sempre tempo de renovar a disponibilidade e compromisso com a Evangelização, na certeza de que nunca estaremos órfãos, e sabedores de que a messe é grande e os operários são poucos. Entretanto, embora poucos, quantas maravilhas somos capazes de realizar pela graça e misericórdia de Deus!

Celebremos sempre ao Senhor, porque ele é bom e terno é Seu amor. Louvemos o Seu nome para sempre, porque Deus é misericórdia, piedade, amor, paciência e compaixão.

Com o salmista, contemplemos a Deus que nos abraça com Sua ternura e digamos: “Que Vossas obras, ó Senhor, Vos glorifiquem, que Vossos Santos com louvores Vos bendigam...” (Sl 144).

Como nos adverte o Apóstolo Paulo, é preciso assumir “o bom combate dá fé”, com espírito de fortaleza, temor e piedade, com confiança na providência de Deus, testemunhando com toda fidelidade e obediência a vontade de Deus em nossas vidas.

Decididamente apaixonar-se por Cristo e como ele dizer: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

Com Maria, glorifiquemos sempre o Senhor e exultemos de alegria por tantas graças recebidas, por incontáveis bênçãos que Ele tem derramado em nossos corações.

Temos muito a glorificar, e quanto maior for nossa disponibilidade em responder ao infinito Amor de Deus maiores serão as graças recebidas.

Glorificar a Deus é, a exemplo de Maria, estar sempre pronto a dizer sim a Sua vontade.

Reflitamos:

- Qual a nossa resposta?
- Qual o nosso compromisso?

Ave Maria...

Em poucas palavras...

                                                            


“Nossa Senhora é...”

“Nossa Senhora é descanso para os que trabalham, consolo dos que choram, remédio para os enfermos, porto para os que encontram no meio da tempestade, perdão para os pecadores, doce alívio dos tristes, socorro para os que rezam” (1)



(1) Homilia na Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria – São João Damasceno (séc. VII)

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