segunda-feira, 20 de abril de 2026

Em poucas palavras...

                                                     


O sacerdote é...

“O sacerdote é 

mais pobre dos homens, se Jesus não o enriquece com a sua pobreza; 

é o servo mais inútil, se Jesus não o trata como amigo

é o mais louco dos homens, se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro

o mais indefeso dos cristãos, se o Bom Pastor não o fortifica no meio do rebanho” (1)

 

(1)        Homilia Santa Missa Crismal – dia 17/04/14 – Papa Francisco

No declínio do dia e sempre, ficai conosco Senhor

                                                    



No declínio do dia e sempre, ficai conosco Senhor

Senhor Jesus Cristo, Vós que iluminastes o mundo com a glória de Vossa ressurreição, ficai conosco, pois já é tarde e dia drclina, como assim disseram os discípulos de Emaús (1).

Vós que Vos fizestes companheiro de viagem dos dois discípulos a caminho de Emaús, permanecei sempre com Vossa Igreja, peregrina da esperança sobre a terra, na espera e compromisso com o novo céu e a nova terra,

Não permitais, jamais,  que sejamos lentos para crermos, mas, com alegria e ardor, proclamemos Vosso triunfo sobre a morte, desde aquela madrugada da Ressurreição, em que Vos revelastes Ressuscitado à Apóstola dos Apóstolos.

Ficai conosco e olhai com bondade para aqueles que ainda não Vos reconhecem no caminho de suas vidas e, por vezes, enveredam por atalhos que conduzem a abismos da desesperança e não vida, revelai-lhes o Vosso Rosto para que reencontrem a luz no escuro caminho.

Vós, que, pela cruz, reconciliastes toda a humanidade, reunindo-a num só corpo,
concedei a paz e a unidade a todas as nações, e ficai conosco, para que se refaçam nossas forças com o Pão da Eucaristia, Pão de Imortalidade, e aquecei  nosso coração com Vossa Palavra de Vida Eterna. Amém.


(1) Lc 24,11-35

Proclamemos as maravilhas do Senhor

                                               

Proclamemos as maravilhas do Senhor

        Vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que Ele conquistou para proclamar as obras admiráveis d’Aquele que vos chamou.

Reflexão à luz da passagem da Primeira Carta de São Pedro (1 Pd 2,2-5.9-12).

Reflitamos sobre a missão da Igreja, que nasce de Jesus na fidelidade ao Pai, é vivificada com a presença e ação do Espírito Santo, continuando o caminho que é o próprio Jesus: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6).

O Apóstolo nos apresenta Jesus como o fundamento, a Pedra  Angular, a Pedra principal da Igreja, no qual os cristãos são pedras vivas.

Como Igreja se constitui um povo sacerdotal, com a missão de viver uma obediência incondicional aos Planos do Pai, no amor aos irmãos, e nisto consiste o verdadeiro culto agradável a Deus.

Deste modo, a Igreja precisa crescer na fé para alcançar a Salvação, vencendo todas as dificuldades, hostilidades, incompreensões e perseguições, consciente de sua missão no testemunho do Ressuscitado, com a força vivificante do Espírito Santo, infundida no coração dos discípulos.

Como comunidade da Nova Aliança, a Igreja precisa oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus e, como Povo de Sacerdotes, ofertar uma vida santa, vivida na entrega a Deus e no dom da vida aos irmãos, com amor total e incondicional, superando todo medo em total fidelidade e confiança em Deus.

A comunidade não pode se contentar com um verniz cristão que a torne indiferente a todos os problemas que cercam a vida humana.

Sendo Cristo o fundamento da Igreja, e o amor o distintivo dos cristãos, a missão da Igreja será colocar-se em todos os âmbitos, profeticamente, como instrumento da vida plena e definitiva.

Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

Renovemos em nosso coração, o Amor de Deus infundido em nós pela ação do Espírito, firmando nossos passos no Bom Caminho que nos conduz aos céus, que consiste na comunhão plena e eterna de Amor.

Na solidão da noite, a fogueira foi acesa

                                                         

Na solidão da noite, a fogueira foi acesa

"O amor de Deus foi derramado em nossos corações 
pelo Espírito Santo que nos foi dado" (Rm 5,5)

Na solidão do quintal acendi minha fogueira,
e como que uma corte celestial de anjos,
traziam lenhas para mantê-la acesa.
Ouvia o crepitar das chamas, 
como uma suave melodia cantando aos céus.

Olhando para as chamas, pedi a Deus que em meu coração,
Também fossem acesas, e que jamais se apaguem,
Bem como no coração de tantos quantos oro e nele carrego.
Seja nosso coração reflexo e sinal da Folha Ardente de Caridade:
O doce amado Sagrado Coração de Jesus.

Na solidão do quintal, fogueira acesa, fogo crepitante.
Fui queimando meus pensamentos negativos,
Possíveis medos, inseguranças e angústias tão humanas.
Fossem também queimados os mesmos de tantos que
A vida com sonhos, pesadelos, cansaços e esperanças comigo compartilham.

Supliquei a Deus que fossem queimados para sempre
A hipocrisia, a ganância, chagas abomináveis dos preconceitos,
A banalização do mal e a violação da sacralidade da existência humana.

Na solidão do quintal, fogueira acesa, músicas pelos anjos cantadas.
Não há quadrilhas, bebidas típicas que venham à memória.
Mas vem um novo canto de um inédito amanhecer.
Onde o mal cede lugar ao bem, o ódio ao amor, a morte à vida.
Um suave canto de louvor pela criação e criaturas.
Não mais abusadas, vilipendiadas, destruídas,
E nossa Casa Comum melhor cuidada, porque não fala mais alto
A ambição desmedida do lucro, sobrepondo-se à beleza da vida.

Na solidão do quintal, fogueira acesa, bebidas pelos anjos servidas,
Pré-anunciando um banquete celestial por Deus para nós preparado.
Saciados no tempo presente pela bebida do néctar do amor divino,
Refazemos nossas forças, celebrando a beleza da vida,
Tão ameaçada, machucada, esmagada, insanamente destruída.
Néctar do amor, bebida que nos cura de nossa loucura destruidora,
Bebida e saboreada porque não permite a eternidade da noite escura
E na luminosidade divina confia, nesta superação, necessária travessia.

As fogueiras não foram acesas, dirão; responderei: de fato.
Não nos encontramos, não ouvimos músicas como outrora.
Não saboreamos delícias das festas juninas.
Não hasteamos bandeiras, tão pouco dançamos quadrilha.
Nem pipoca, nem batata-doce, canjica, pé-de-moleque,
Nem qualquer outra comida ou bebida.
Talvez para que reaprendamos esta beleza, por ora esquecida,
Do encontro, da festa, da vida, do sorriso, da fraterna vivência.

Na solidão do quintal, fogueira acesa?
No coração com certeza, mais que acesa,
Para que vençamos o frio da noite prolongada que vivemos.
E brevemente, podermos celebrar,
E falar das fogueiras tantas que Deus vai acendendo:
A chama do fogo do amor do Espírito,
Que em nossos corações, pelo Espírito foi derramada,
Como tão bem expressou o Apóstolo Paulo (Rm 5,5). 
Amém. Aleluia!

Rezando com os Salmos - Sl 62(63),2-9

 



A minha alma tem sede Deus

“– Sois Vós, ó Senhor, o meu Deus!
Desde a aurora ansioso Vos busco!
= A minh'alma tem sede de Vós,
minha carne também Vos deseja,
como terra sedenta e sem água!

– Venho, assim, contemplar-Vos no templo,
para ver Vossa glória e poder.
– Vosso amor vale mais do que a vida:
e por isso meus lábios Vos louvam.

– Quero, pois, Vos louvar pela vida,
e elevar para Vós minhas mãos!
– A minh'alma será saciada,
como em grande banquete de festa;
– cantará a alegria em meus lábios,
ao cantar para Vós meu louvor!

– Penso em Vós no meu leito, de noite,
nas vigílias suspiro por Vós!
– Para mim fostes sempre um socorro;
de Vossas asas à sombra eu exulto!
– Minha alma se agarra em Vós;
com poder Vossa mão me sustenta.”

O Salmo 62(63),2-9 nos fala sobre a sede de Deus, que deve nos acompanhar em todos os momentos:

“Com a imagem do deserto que precisa da chuva para encher-se de vida, o salmista mostra como sem Deus não existe verdadeira vida. Enquanto viver quer sentir a proteção divina e cantar os louvores de Deus.” (1)

Concluímos com um trecho da Catequese do Papa São João Paulo II (25/04/01):

“No que diz respeito a este tema, a oração do Salmo 62 relaciona-se com o cântico de outro Salmo maravilhoso: ‘Assim como a corça suspira pelas correntes de água, assim também a minha alma suspira por Vós, ó meu Deus. A minha alma tem sede do Senhor, do Deus vivo’ (41, 2-3).

Assim como o Salmista, cremos que tão somente Deus pode saciar nossa sede de vida, amor, paz e fraternidade. No entanto, saciados pelo Pão da Palavra e da Eucaristia, é tempo de também saciar a fome e sede de vida, amor, paz e fraternidade de nossos irmãos e irmãs, nos mais diversos espaços em que vivemos.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB - pág. 777


Ó Mãe, nós te pedimos...

                                                      


Ó Mãe, nós te pedimos...

Maria, discípula mais perfeita do Senhor, rogai por nós. 

Maria, interlocutora do Pai, em Seu projeto de enviar Seu Verbo para a Salvação da humanidade, rogai por nós.
 
Maria, figura de mulher livre e forte, rogai por nós.
 
Maria, Virgem de Nazaré com uma missão única na História da Salvação, rogai por nós.
 
Maria, que nos favorece o encontro com o Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, rogai por nós.
 
Maria, presente em nossas comunidades, rogai por nós.
 
Maria, artífice de comunhão, rogai por nós.
 
Maria, a seguidora mais radical de Cristo, rogai por nós.
 
Maria, Virgem pura e sem mancha do pecado original, rogai por nós.
 
Maria, a mais bela flor da criação, rogai por nós. 
 
Mãe da fidelidade, rogai por nós.
 
Mãe da disponibilidade, rogai por nós.
 
Mãe da Igreja missionária, rogai por nós.
 
Mãe servidora, rogai por nós.
 
Mãe da alegria, rogai por nós.
 
Mãe da esperança, rogai por nós.
 
Mãe da humildade, rogai por nós.
 
Mãe da solidariedade, rogai por nós.
 
Mãe que fortalece os vínculos fraternos entre todos, rogai por nós.
 
Mãe boa pastora, rogai por nós.
 
Mãe do amor pelos últimos, rogai por nós.
 
Mãe de todos nós, presente ao pé da Cruz, rogai por nós.
 
Mãe da paciência, rogai por nós.
 
Mãe lutadora, rogai por nós.
 
Mãe do Perpétuo Socorro, rogai por nós.

“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”. (1) 


Amém.

 
(1)  A mais antiga Oração à Nossa Senhora: 
https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/a-vossa-protecao.html 


PS: Livre adaptação dos parágrafos 266-272 da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe – Aparecida

O Senhor caminha conosco

                                                         

O Senhor caminha conosco

Senhor, Vós sois nosso companheiro na estrada,
Seja ela fácil ou não, com pedras ou espinhos.

Senhor, Vós que sois nosso companheiro na estrada,
Aquecei nossos corações com a Vossa Palavra.

Senhor, Vós que sois nosso companheiro na estrada,
Em tempos de provação, fortalecei nossa fé.

Senhor, Vós que sois nosso companheiro na estrada,
Nos tempos sombrios que vivemos, reanimai nossa esperança.

Senhor, Vós que sois nosso companheiro na estrada,
Em tempos de partilha e solidariedade, ensinai-nos a santa caridade.

Senhor, Vós sois nosso companheiro na estrada,
Sentimos Vossa presença caminhando com a nossa comunidade.

Senhor, Vós sois nosso companheiro na estrada,
Vos reconhecemos nas Escrituras e no partir do Pão.

Senhor, Vós sois nosso companheiro na estrada,
Ficai conosco, porque a tarde cai.

Senhor, Vós que sois nosso companheiro na estrada,
Refazei-nos do cansaço para novo caminhar.

Senhor, Vós que sois nosso companheiro na estrada,
Abri nossos olhos, aquecei nosso coração.

Senhor, Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo, sois nosso companheiro na estrada, ontem, hoje e sempre. 
Amém. Aleluia! 

PS: passagem do Evangelho de Lucas (Lc 24,14-35)

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