segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O Espírito Santo nos conduz na missão

                               

O Espírito Santo nos conduz na missão

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 4,16-30), oportuna para refletirmos sobre a missão de Jesus, uma missão divina, libertadora, inauguradora de um novo tempo, de uma nova realidade.

Com Ele, o Ano da graça é instaurado, a alegria, a paz, a vida em plenitude nos é alcançada por Sua presença e ação em nosso meio, pois Ele age sendo a própria presença da Palavra de Deus com a unção do Espírito Santo.

A missão de Jesus é a missão da Igreja, que ungida pelo Espírito Santo, alimenta-se e encarna a Palavra de Deus na vida.

Reflitamos:

- Quais as realidades que nos desafiam?
- De que modo comunicamos a Boa-Nova de Jesus?

- Sentimo-nos como um corpo em comunhão de carismas, diferentes ministérios empenhados em prol da vida e na edificação da comunidade?

- Quanto mais formos unidos, maior será a eficácia da Evangelização. Sendo assim, como vivemos a solidariedade, a responsabilidade e a coparticipação em nossa comunidade?

- Como acolhemos a Palavra de Deus? O que ela provoca em cada um de nós? Ela nos alegra, ilumina, alimenta?
- Esvaziamos a eficácia da Palavra de Deus, ouvindo-a sem praticá-la?      

- Cremos que o anúncio não é apenas para o outro que está ao nosso lado?

Renovemos nossas motivações, para que sejamos autênticos discípulos missionários do Senhor, seguindo-O, decidida e apaixonadamente, pois somente Ele tem palavras de vida eterna, como bem disse o Apóstolo Pedro (Jo 6,68).

Oremos:

“Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o Vosso Amor, para que possamos, em nome do Vosso Filho, frutificar em boas obras. Por N. S. J. C. Amém.”

Em poucas palavras...

                                


A Palavra de Deus encarnada renova e transforma...

Cumprimos a Palavra de Deus toda vez que ela é ouvida e aceita com fé na assembleia litúrgica, a comunidade de fiéis, para que sejamos fortalecidos como peregrinos de esperança:

“‘A Palavra de Deus é viva, eficaz... penetra no íntimo... e perscruta os sentimentos e pensamentos do coração’ (Hb 4,12), renova e transforma, porquanto se encarna em nós.” (1)

 

 

(1)               Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 1221 - Comentário da passagem do Evangelho (Lc 4,16-30)

Ó Deus, leve-me nas asas do Santo Espírito!

                                                   

Ó Deus, leve-me nas asas do Santo Espírito!

Ó Deus, leve-me nas asas do Santo Espírito.
Leve-me bem mais alto que possa.
Quero ver do alto o chão que piso
E o mais profundo que possa pisar.

Ó Deus, leve-me nas asas do Divino Espírito,
Para que possa ver o mar a atravessar,
Com seus desafios, ventos, mistérios,
E o medo que nos acompanha, vencer.

Ó Deus, leve-me nas asas do Santo Espírito.
E, num voo que me refaça as forças,
O Teu amor derrame sobre mim,
E a quantos eu, humildemente, suplico.

Ó Deus, leve-me nas asas do Divino Espírito,
Pois com Teu amor em nós derramado,
E tão somente com ele, a Lei Divina e preceitos sagrados
A nós confiados, pleno cumprimento se faz possível.

Ó Deus, leve-me nas asas do Santo Espírito.
Derrama copiosamente o Teu amor,
Para que eu viva a loucura da cruz,
E com ela, assistido pela Sabedoria divina.

Ó Deus, leve-me nas asas do Divino Espírito.
Mistério da fé vivido, esperança testemunhada,
Caridade no coração inflamada,
E sábias escolhas, na liberdade, feitas.

Ó Deus, leve-me nas asas do Santo Espírito.
Amor, Sabedoria e Liberdade não me faltarão.
A cruz, com coragem e fidelidade, o Amado seguirei.
E novos voos, com a Tua graça, humildemente peço: concedei-me. 


Fonte inspiradora: Eclo 15,16-21; 1 Cor 2,15; 1 Cor 2,6-10; Mt 5,17-37

“Loucura da Cruz” – Loucura do Amor

                                                            

“Loucura da Cruz” – Loucura do Amor

“Nós pregamos Cristo Crucificado...”

O zelo pela casa do Pai consumiu Jesus Cristo, como também deve nos consumir (cf. Jo 2,19).

Quando Jesus diz “Destruí este santuário, eu o reerguerei em três dias”, está falando da Ressurreição do Templo de Seu corpo.

Somos convidados a voltar nosso olhar para a Obra do Amor fiel que Jesus levará a termo em Jerusalém, e não o faria se não entrasse no Templo e o purificasse. 

Uma vida que não vai em direção da Cruz não é cristã. É preciso viver a “loucura da Cruz” – a loucura do Amor em fidelidade ao Amor Maior, Jesus.

Cremos, pregamos e anunciamos Jesus Crucificado, como o Apóstolo disse “Nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1Cor 1,22-25).

Cremos no Deus que aceitou, por meio de Seu Filho, amar até às últimas consequências. É a loucura do Amor que salva, redime, liberta. Amém.

PS: Apropriado para a reflexão sobre a passagem da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios (1 Cor 2,1-5)

Rezando com os Salmos - Sl 75 (76)

 


Aguardamos a vinda gloriosa do Senhor

 “–1 Ao maestro do coro.
Com instrumentos de corda. Salmo de Asaf. Cântico.

–2 Em Judá o Senhor Deus é conhecido,
e seu nome é grandioso em Israel.
–3 Em Salém ele fixou a sua tenda,
em Sião edificou Sua morada.

–4 E ali quebrou os arcos e as flechas,
os escudos, as espadas e outras armas.
–5 Resplendente e majestoso apareceis
sobre montes de despojos conquistados.

=6 Despojastes os guerreiros valorosos
que já dormem o seu sono derradeiro,
incapazes de apelar para os seus braços.
–7 Ante as Vossas ameaças, ó Senhor,
estarreceram-se os carros e os cavalos.

–8 Sois terrível, realmente, Senhor Deus!
E quem pode resistir à Vossa ira?
–9 Lá do céu pronunciastes a sentença,
e a terra apavorou-se e emudeceu,
–10 quando Deus se levantou para julgar
e libertar os oprimidos desta terra.

–11 Mesmo a revolta dos mortais Vos dará glória,
e os que sobraram do furor Vos louvarão.
–12 Ao Vosso Deus fazei promessas e as cumpri;
Vós que o cercais, trazei ofertas ao Terrível;
–13 ele esmaga os reis da terra em seu orgulho,
e faz tremer os poderosos deste mundo!”

O Salmo 75(76) é uma ação de graças pela vitória:

“Ação de graças depois de esplêndida vitória devida à intervenção de Deus libertador. Deus aparece em Sião, os inimigos são aniquilados. O povo é convidado a louvá-Lo e a oferecer sacrifícios.” (1)


Concluindo, reflitamos sobre a intervenção de Deus na história, e vinda gloriosa do Filho do Homem (Mt 24,29-31), como lemos no versículo 30:

“Aparecerá, então, no céu, o sinal do Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com grande poder e glória.”

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB p. 790

Sejamos iluminados pela Sabedoria Divina

                                                        


Sejamos iluminados pela Sabedoria Divina

Reflitamos sobre a Sabedoria, e a supliquemos a Deus para que ela nos acompanhe todos os dias, a partir desta passagem do Livro da Sabedoria:

“A Sabedoria é um reflexo da luz eterna, espelho sem mancha da atividade de Deus e imagem da Sua bondade. Sendo única, tudo pode: permanecendo imutável, renova tudo; e comunicando-se às almas santas de geração em geração, forma os amigos de Deus e os Profetas” (Sb 7, 26-27)

Abrir-se à Sabedoria, como reflexo da luz eterna, para que Ela nos acompanhe em todos os momentos, iluminando, sobretudo as situações mais obscuras, e aparentemente irreversíveis e instransponíveis, que não o serão para Deus.

Abrir-se à Sabedoria para que ela ilumine os recônditos mais sombrios de nosso ser, onde o pecado possa lançar suas raízes, com seus frutos indesejáveis que ofuscam nossa imagem impressa pelas mãos Divinas, quando fomos pensados, plasmados para um desígnio único de vida e santidade.

Viver cada dia de tal modo que nossos pensamentos, sentimentos,  ações e posturas sejam também como um espelho a refletir a presença e ação de Deus, que habita no mais profundo de nosso coração, onde quis fazer-Se Hóspede, quis fazer de nós Sua desejável morada.

Em atitude vigilante e orante, desejar e buscar a Sabedoria única que nos vem do alto, divinamente imutável porque perfeitíssima, pleníssima, para, paradoxalmente, nos transformar e nos renovar para que pelos maiores Preceitos Divinos nossa vida possamos pautar: a Deus e ao próximo amar.

Ó Divina Sabedoria, única, eterna, imutável, sois de nossas almas sedentas mais do que desejável. Vinde ao nosso encontro para que de fato amigos de Deus o sejamos, sem sedução diante da loucura do mundo, encorajados para a graça e dom de sermos Profetas.

Ó Divina Sabedoria acompanhai-nos nas renúncias necessárias para a cruz cotidiana assumir e carregar, com fidelidade comprovada, cruz que é loucura para alguns, escândalo para outros, mas para quem crer a verdadeira Sabedoria, que nos preenche da Vossa ciência e claridade.

Ó Divina Sabedoria que nos torna mais amigos de Deus, em relação sincera e íntima, que se expressa em gestos mais humanos, solidários e fraternos, pois tão somente envolvidos por Vosso Amor seremos mais humanos e fraternos e construiremos o Paraíso. Amém!


PS: Passagem bíblica - Sabedoria (Sb 7,22-8,1; 1 Cor 2,1-5)

Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus

                                                 

Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus

“Pela misericórdia de Deus...”

As palavras do Apóstolo Paulo, revigoram e iluminam nosso discipulado, a fim de que sejamos peregrinos da esperança, em plena  fidelidade à missão que Jesus nos confiou:

“Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. (Rm 12,1-2)

A vida do apóstolo Paulo é a história de um coração extremamente apaixonado e seduzido por Deus, e exorta-nos a assumir atitudes coerentes com a fé que professamos, ornando nossa vida um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não nos conformando ao mundo em que vivemos, mas configurando-nos ao Senhor e Seu Evangelho, oferecendo nossa vida inteiramente a Deus.

Portanto, exige de nós transformação e conversão de nossa maneira de pensar e julgar, não nos deixando moldar pela lógica do mundo, mas pela lógica do Evangelho, procurando sempre o que é agradável a Deus.

O Apóstolo exorta em nome da misericórdia divina, para que façamos progressos espirituais cada vez maiores, e alguns verbos são expressivos nos ajudam a fortalecer nossos passos em processo contínuo de conversão e de configuração ao Senhor, como sacrifícios a Ele agradáveis:

1º – “a vos oferecerdes” - urge que sejamos sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, pois nisto consiste o verdadeiro e frutuoso culto espiritual. Fazer da vida uma eterna e agradável oferenda a Deus, sobretudo colocando nossa vida no Cálice Sagrado do Senhor, configurados a Ele no Seu Mistério de Paixão e Morte, celebrando piedosa, ativa e frutuosamente a Sua Memória.

2º – “Não vos conformeis com o mundo” – ou seja, não compactuar com a mentalidade do mundo, para que sal, luz e fermento sejamos, como bem nos falou o Senhor, nas passagens evangélicas, e próprio Apóstolo Paulo na Carta aos Filipenses, sobre ter os mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5).

3º – “transformai-vos” – implica viver em permanente atitude de conversão, para que melhor correspondamos aos desígnios de Deus, dando passos sucessivos na escala da perfeição e santidade.

4º – “renovando vossa maneira de pensar e julgar” – a fim de que sejamos moldados pela mão de Deus, porque obras imperfeitas e inacabadas somos.

5º – “distinguir o que é a vontade de Deus” – discernir entre bem e o mal; a mentira e o ódio; o justo e desejável por Deus; o pecado e a graça; o que conduz à vida ou à morte; enfim, fazer o bom uso da liberdade de arbítrio, que por Ele nos foi concedida.

Deste modo, viver um culto agradável a Deus, consiste em viver no amor, no serviço, na doação em entrega a Deus e aos irmãos, com a revisão do grande sinal que nos identifica, o Sinal da Cruz, que tantas vezes fazemos, e, por vezes, sem pensar no que o gesto implica: carregar a cruz com fé, coragem e fidelidade, como ponte necessária para a eternidade. Sem cruz, não há como conceber e alcançar a eternidade.

Fundamental que integremos o culto e a vida, fortalecendo os pilares de nossas comunidades, como tão bem expressaram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil – Conferência Nacional do Brasil – CNBB – 2019-2023): os pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.

Quando o culto e a vida andam de mãos dadas, tornam-se agradáveis a Deus, e Jesus Cristo é, verdadeiramente, Senhor de nossa vida e Rei do Universo.

Reflitamos:

 - O que precisamos rever em nossa vida de fé (pensamentos, palavras e ações), para melhor correspondermos aos desígnios de Deus, de tal modo, que nossa vida seja um culto agradável ao Senhor?

 - Como estamos carregando nossa cruz de cada dia e quais são as renúncias necessárias?

- Como vivemos as  palavras que o Senhor nos ensinou, na Oração do “Pai-Nosso”  – “Seja feita a Vossa vontade...”?

Concluindo, se necessário e possível, procuremos o Sacramento da Penitência, para confessarmos nossos pecados.  

Absolvidos, iniciemos um novo caminho, com santos propósitos de progressos maiores ainda no caminho de santidade, a vocação de todos nós, vivendo a vida nova que recebemos no dia do Batismo, e assim irradiaremos a luz divina em todo tempo e em todo o lugar.

Sejamos discípulos do Senhor, e não há outro caminho, senão o caminho da cruz; viver corajosamente a “A loucura da Cruz”, de tal modo que o sacrifício vivo seja acompanhado da necessária conversão.

 

Fonte: Lecionário comentado – Tempo Quaresma e Páscoa – Editora Paulus – 2011 – p. 202

PS: Oportuno para o Tempo da Quaresma e em todo o tempo.

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