quinta-feira, 18 de junho de 2026
A mais bela Oração o Senhor nos ensinou
Oremos com intensidade e assiduidade
Rezando com os Salmos - Sl 59(60)
“Eu venci o mundo”
“–1 Ao maestro do coro. Segundo a melodia
‘O
lírio do mandamento’. Poema de Davi. Para ensinar.
- 2
Quando ele partiu contra os arameus da Mesopotâmia
E os
arameus de Soba; e quando Joab, na volta,
venceu
os edomitas no vale do Sal, doze mil homens.
=3 Rejeitastes, ó
Deus, Vosso povo
e arrasastes as nossas fileiras;
Vós estáveis irado: voltai-vos!
–4 Abalastes, partistes a terra,
reparai suas brechas, pois treme.
–5 Duramente provastes o povo,
e um vinho atordoante nos destes.
–6 Aos fiéis um sinal indicastes,
e os pusestes a salvo das flechas.
–7 Sejam livres os Vossos amados,
Vossa mão nos ajude: ouvi-nos!
=8 Deus falou em Seu santo lugar:
'Exultarei, repartindo Siquém,
e o vale em Sucot medirei.
=9 Galaad, Manassés me pertencem,
Efraim é o meu capacete,
e Judá, o meu cetro real.
=10 É Moab minha bacia de banho,
sobre Edom eu porei meu calçado,
vencerei a nação Filisteia!'
–11 Quem me leva à cidade segura,
e a Edom quem me vai conduzir,
–12 se Vós, Deus, rejeitais Vosso povo
e não mais conduzis nossas tropas?
– Dai-nos, Deus, Vosso auxílio na angústia;
nada vale o socorro dos homens!
–13 Mas com Deus nós faremos proezas,
e Ele vai esmagar o opressor.”
O Salmo 59(60) é uma oração depois de uma derrota:
“O
salmista lamenta uma dolorosa derrota nacional e exprime confiança no socorro
divino, relembrando um antigo oráculo, no qual Deus Se manifesta como dominador
sobre os povos vizinhos.” (1)
Jesus na passagem do Evangelho também nos exorta para que
tenhamos coragem, e n’Ele, coloquemos toda nossa confiança e esperança:
“Eu
vos disse essas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo tereis aflições,
mas tende coragem! Eu venci o mundo! (Jo 16,33).
Nisto consiste a vida cristã: um permanente combate, o bom combate
da fé, que o Apóstolo Paulo nos fala na passagem da Carta a Timóteo (cf. 2 Tm
4,5-8;17-18). Amém.
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB – p.775
Abertos à novidade do Espírito
Abertos à novidade do Espírito
“Não andeis preocupados acerca de vossa vida, com o
que haveis de comer ou de beber, nem acerca de vosso corpo, com o que haveis de
vestir... Não vos inquieteis... Os pagãos é que se preocupam com estas coisas.
O Vosso Pai celeste sabe que precisais de tudo isso” (1)
Assim lemos no
Missal Cotidiano sobre a passagem do Livro do Êxodo (2)(Ex 16,1-5.9-15):
“De um lado, o medo do novo, do imprevisto; de outro,
o amor à vida calma, o desejo de não mudar as coisas existentes... podem
entorpecer nossa fé que, pelo contrário, é movimento, é dinamismo, é procura,
porque é vida.
Novas formas de catequese, novos modos de viver a
liturgia, novas orientações na comunidade paroquial... tudo pode ser motivo de
surpresa, de confusão.
É natural. Mas depois deve vir a reflexão, o diálogo,
para se tomar consciência do porquê das coisas e esforçar-se por entrar no novo
espírito.
Há risco quando se mudam as coisas, mas é maior o
risco quando nada se quer mudar.” (2)
“Sonho com uma opção missionária capaz de transformar
tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a
estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do
mundo atual que à auto-preservação.
A reforma das estruturas, que a conversão pastoral
exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem
mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja
mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude
constante de «saída» e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a
quem Jesus oferece a sua amizade. Como dizia João Paulo II aos Bispos da Oceania,
«toda a renovação na Igreja há de ter como alvo a missão, para não cair vítima
duma espécie de introversão eclesial»” (3)
Oremos:
Senhor
Deus, somos Teu povo peregrino da esperança, e diante dos muitos desafios que
encontramos na caminhada de fé, dai-nos coragem para enfrentá-los, com abertura
necessária ao sopro do Espírito, para que ouçamos e cumpramos Teus desígnios,
com a coragem para as mudanças que se fizerem necessárias.
Senhor
Deus, cremos na Palavra do Teu Filho, que nos ensina a confiar em Tua divina
providência, sem jamais nos omitirmos dos sagrados compromissos que se fizerem
presentes, como Igreja que somos, a fim de que ela seja um sopro de vida e
esperança, para a toda a humanidade.
Senhor Deus, com o Teu Espírito,
vivamos a missão a nós confiada pelo Teu Filho, quando entre nós, Ele que passou
fazendo o bem e socorrendo todos os que eram prisioneiros do mal; e ainda hoje,
como bom samaritano, vem ao encontro de
todos os que sofrem no corpo ou no espírito, e derrama em suas feridas, o óleo
da consolação e o vinho da esperança.
Senhor Deus, derramai em nós a Tua graça, para que quando formos submergidos na noite da dor, ou se tivermos que a travessia do árido deserto do cotidiano atravessar, vislumbrar a Luz Pascal de Teu Filho morto e ressuscitado por meio de Sua Palavra, que a nós Se dá em Alimento, no Pão da Eucaristia. Amém.
(1)
Cf. Mt
6,25-32
(2)Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus - p.1055
(3)Evangelii Gaudium –(2013) – parágrafo n. 27







