domingo, 5 de abril de 2026

Nossos corações ardem com a Palavra do Senhor

                                                        

Nossos corações ardem com a Palavra do Senhor

Só nos vem à mente aquilo que passou pelas entranhas do coração. 
Assim como em cada Eucaristia que participamos, 
temos a graça de ouvir o Senhor falar conosco,
como o fez com os discípulos de Emaús. 

Naqueles dias e sempre, 
O Senhor faz arder nossos corações enquanto a Palavra nos ensina, 
e fez nossos olhos se abrirem quando o Pão partilha,
participando frutuosamente do Banquete da Eucaristia.

Incendeia, Senhor, nosso coração com o Fogo do Espírito,
Com o Fogo do Vosso Amor de que tanto precisamos.
Continuemos trilhando o caminho da Santidade,
cuja meta é a eternidade.

Urge que tiremos nossas máscaras,
para que a verdadeira imagem de Deus transpareça.
Santidade na fidelidade total ao Senhor,
coração inflamado do mais puro amor.

Somente assim nos tornamos missionários da Palavra,
Pregando e vivendo, inseparavelmente.
Assim como são inseparáveis as duas Mesas:
A Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia.

Acolher e semear a Palavra ouvida,
Tendo o coração pelo Amor preenchido,
Um coração totalmente seduzido,
Sem jamais nada de Cristo se perder!

Um pouco de Cristo, perdemos e esvaziamos Sua Palavra:

Quando não valorizamos a Palavra pregada,
Quando não a encarnamos em nosso dia a dia.
Quando não ressoamos em nossos pensamentos,
Gestos e atitudes, o Pão Eucarístico que comungamos.

Mas de Cristo nos aproximamos e nos configuramos:

Quando perseveramos no caminho de santidade quando,
Como os primeiros cristãos, nossa vinda fundamentar
nos Quatro Pilares” indispensáveis: Doutrina dos Apóstolos, 
Comunhão Fraterna, Fração do Pão e Oração.

Que a alegria, a simplicidade e a fidelidade nos acompanhem,
Pois somente assim poderemos o outro atrair para Cristo,
como no mais Belo, desejado e frutuoso arrastão de
conversão, fraternidade, comunhão - Evangelização.

Tenhamos a alma missionária.
Naveguemos nos mares das adversidades,
Com confiança e fidelidade inabaláveis na força divina,
pois a Missão de Cristo é a nossa missão.

Alegremo-nos, ponhamo-nos com coragem a caminho!
Como os santos e santas, que nos antecederam na glória, 
escrevamos nossa história de santidade,
pedras vivas da Igreja para sempre sejamos!

Revigoremos nossos passos, 
revitalizemos nossa fé e  ardor missionário, 
fazendo de nossa Paróquia comunidade de comunidades, 
para que um dia, o céu alcancemos. Amém!

Perseverar com a presença do Espírito Santo

                                                         

Perseverar com a presença do Espírito Santo

“Eles mostravam-se assíduos ao Ensinamento dos Apóstolos,
à Comunhão Fraterna, à Fração do Pão e às Orações” (At 2,42).

Contemplemos a presença e a manifestação do Ressuscitado no meio da comunidade reunida, ainda com as portas fechadas, com medo dos judeus. Mas a presença do Ressuscitado foi a comunicação do “shalom”, plenitude de paz; de todos os bens necessários para que seguissem com coragem a missão.

Acompanhada da saudação, a comunidade recebe do Ressuscitado o sopro do Espírito e é enviada em missão: “Assim como o Pai me enviou, também vos envio...” (Jo 20, 22-23). A partir deste momento, os apóstolos saíram para anunciar a Boa-Nova do Evangelho, e maravilhas o Senhor realizava por meio deles, ainda que homens rudes, simples, mas enriquecidos com a sabedoria e a força do Espírito.

Deste modo, edificava-se uma comunidade perseverante na Doutrina dos ApóstolosComunhão Fraterna, Fração do Pão e na Oração (At 2,42-45).

Ontem, hoje e sempre, Jesus é o mesmo, e precisamos continuar a missão que Ele confiou à Sua Igreja, e não estamos sós, mas com a ação e presença do Espírito Santo, que nos foi comunicado, desde aquele dia.

É preciso que perseveremos na Doutrina dos Apóstolos, sendo uma Igreja discípula e missionária e profética, aprendizes do que o Espírito nos diz. Para tal, é providencial o subsídio “Conversando sobre a Bíblia”, já disponibilizado para as nossas comunidades.

Um passo a mais, daremos ao conhecer e aprofundar a Doutrina Social da Igreja à luz da Misericórdia Divina, que será tema da Semana Diocesana de Formação, em julho próximo, nas Foranias.

Importante também que acolhamos a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” (a “Alegria do Amor”), do Papa Francisco, sobre o amor na família. Do mesmo modo, acolhamos o Documento final sobre a missão dos cristãos leigos e leigas, aprovado na 54ª Assembleia dos Bispos, em Aparecida (2016).

É preciso que perseveremos na Comunhão Fraterna, fazendo de nossas comunidades “ilhas de misericórdia, no mar da indiferença” (mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2015). 

Viver a misericórdia, para que sejamos uma Igreja samaritana, servidora dos que mais sofrem. A acolhida fraterna, o fortalecimento dos vínculos entre os membros da comunidade, e a presença solidária onde a vida é ameaçada, também são marcas expressivas desta comunhão a ser vivida.

É preciso que perseveremos na Fração do Pão, como comunidades Eucarísticas, que se nutrem do Pão da Imortalidade. Lembramos o grande teólogo, Pesbítero e Doutor da Igreja, Santo Tomás de Aquino, que nos disse não haver outro Sacramento mais salutar do que este, pois nele, os nossos pecados são destruídos (nos renovamos e reconciliamos com a Trindade Santa); nossas virtudes crescem, bem como nossa alma é plenamente saciada e enriquecida de todos os dons espirituais. Precisamos nos revigorar nas Mesas inseparáveis, da Palavra e da Eucaristia, que nos remetem à mesa do cotidiano, crendo que “a Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia” (Papa São João Paulo II).

É preciso que perseveremos na Oração, de modo especial, através da Leitura Orante, cujas orientações nos são oferecidas no encarte deste jornal. Procuremos valorizar todos os espaços e momentos de oração que a Igreja nos propõe (de âmbito diocesano, paroquial e comunitário), e de modo especial, fortalecendo o Ministério da Visitação, a fim de que novos grupos de reflexão e oração se formem, e os que já existem se solidifiquem.

É preciso que sejamos evangelizadores, anunciadores e testemunhas da Boa-Nova do Ressuscitado, com a presença do Espírito, participando da construção do Reino de Deus, empenhados por um mundo mais justo, fraterno e solidário. Motivações não nos faltam: o amor que recebemos de Jesus, a consciência e alegria de sermos Povo de Deus, a ação misteriosa do Ressuscitado e do Seu Espírito, a força missionária da intercessão e a presença de Maria, a Mãe da Evangelização (cf. “Evangelii Gaudium)”.

Em poucas palavras...

 


“A uma mulher...”

“A uma mulher virgem foi anunciado o nascimento do Filho de Deus.

A uma mulher decaída pelo pecado foi anunciada a Ressurreição.” (1)

 

 

(1)Vida de Cristo – Fulton J. Sheen – Editora Molokai – 2024 – p. 913

Páscoa do Senhor: Muito mais que sete verbos...

                                                              

Páscoa do Senhor: Muito mais que sete verbos...

Quando o Domingo de Páscoa celebrarmos,
Sete verbos aprenderemos para conjugação,
Nos tempos Pretérito, Presente e Futuro.
Para quem acredita no Mistério da Ressurreição:

Sete Verbos:
Amar, correr,
ver,  acreditar, anunciar,
testemunhar e buscar.

Amar é o primeiro verbo da Palavra Proclamada.
Amar a Deus com toda alma, força e entendimento;
Amar como resposta primeira, por Ele esperada;
Amar sempre, em íntimo e estreito relacionamento.

Amar, critério que se impõe para todo o seguidor Seu.
Amor puro, sincero, fiel, confiante, verdadeiro;
Amor que, do lado trespassado, Sangue e Água verteram;
Água para o renascimento, Sangue que nos Redime e Alimenta.

Correu Maria Madalena para contar aos discípulos
O que ainda não houvera compreendido.
A pedra fora retirada do túmulo:
Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde O colocaram”.

Correram os dois discípulos: Pedro e o discípulo que Jesus amava.
Ainda que chegando primeiro e pelo Senhor amado, não entra.
Quem ama sabe o seu lugar e humildemente sabe esperar;
Contemplando os sinais da Ressurreição, “Ele viu e acreditou”.

Ver é o terceiro verbo a ser conjugado.
Ver com olhos da alma, olhos do coração;
Ver como o pôde fazer o discípulo amado;
Ver nas aparências da ausência, a Ressurreição.

Acreditar na Vitória da Vida sobre a Morte.
Acreditar que a palavra última a Deus pertence,
E ao mundo foi alcançada nova e eterna sorte.
Acreditar que Sem Ele ninguém vence.

Anunciar que Ele Reina, Ele Vive, porque Ele é O Senhor.
Anunciar que n’Ele está nossa Esperança e Salvação.
Anunciar que, da Humanidade, Ele é o único Redentor,
Mas que não dispensa nossos compromissos e participação.

Testemunhar, como Pedro, com a palavra e a vida,
Que a prepotência humana cedeu à divina onipotência.
Testemunhar que a humanidade decaída foi reerguida.
Testemunhar sem medo, recuos, omissão ou displicência.

Buscar as coisas do alto, por Paulo, somos exortados.
Buscar os valores do Reino, as coisas celestiais:
Verdade, Amor, Justiça e Liberdade, entrelaçadas.
Quem busca as coisas divinas não se cansa jamais!

Esperá-Lo na glória futura, que há de se manifestar.
O céu é possível para quem souber amar,
Em espera vigilante e ativa, haveremos de estar,
Em espera alegre, confiante, sem desesperar!

São sete verbos, mas são muito mais que apenas sete verbos,
Porque que nos fazem aprendizes do Amado Eterno Verbo.
Sete verbos: Amar, correr, ver, acreditar, anunciar, testemunhar,
Buscar as coisas do alto, a glória esperar e alcançar.

Conjugá-los, em todos os momentos e circunstâncias,
Refaz nossa vida, acenando o Paraíso possível.
Conjugá-los e vivê-los em todas as instâncias,
Mundo novo é possível, porque por Deus crível.

Na Quaresma, contemplamos o Incrível Amor,
E na Páscoa, dizemos sem hesitações e temores:
Ó Eterno e Incrível Amor! Que maravilha de Amor!
Que nos faz, com Ele e n’Ele, mais do que Vencedores!

São sete verbos... Mas muito mais que sete verbos,
Porque nos fazem aprendizes 
do Amado e Eterno Verbo.
Amém. Aleluia! Aleluia!


PS: Liturgia da Palavra - At 10, 34.37-43; Sl 117; Cl 3,1-4; Jo 20,1-9

Sete verbos a conjugar e viver...

                                               


Sete verbos a conjugar e viver...

A Palavra proclamada no Domingo de Páscoa:
At 10,34a.37-43; Sl 117; Cl 3,14; Jo 20,1-9

Sete verbos:
Amar, correr, ver, acreditar, anunciar, testemunhar e buscar.

A sequência das ações narrada no Evangelho:
Diante na notícia dada por Maria Madalena sobre o não encontro do corpo de Jesus, João, o discípulo que Jesus amavacorreu mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro. Depois de Pedro, ele entrou, viu e acreditou.

Como Pedro, na primeira leitura, João e os discípulos puseram-se a anunciar e a testemunhar a Ressurreição do Senhor.

Finalmente, o Apóstolo Paulo, na segunda Leitura, nos exorta a fazer todo esforço para buscarmos as coisas do alto, onde Deus habita.

Refletindo:

Quem ama corre, vai ao encontro do Amado, Jesus. Vê e acredita piamente que Ele Vive. Coloca a vida toda a serviço do Amado, porque tem o Amor, Seu Santo Espírito, para anunciar e testemunhar o Projeto de Amor e Vida que Deus tem para nós.

Nisto consiste o buscar as coisas do alto: pés no chão, olhar para o horizonte da eternidade onde Deus habita, irradiando a luz divina, aqui e agora, sobretudo nas situações mais sombrias e difíceis que possamos enfrentar, sendo sinal da misericórdia divina, multiplicando as obras de misericórdia corporais e espirituais.

Concluindo:

Sete verbos no imperativo, portanto, para nós, como discípulos missionários do Ressuscitado:

Ame, corra, veja, acredite, anuncie, testemunhe e busque as coisas do alto, com alegria, coragem e esperança! Pois, quando conjugamos estes sete verbos, e os expressamos com gestos concretos no cotidiano, é certeza de que a paz reinará em nossos corações, no coração da Igreja e do mundo. 

Amém. Aleluia! Aleluia!

“Quando ainda estava escuro...”

                                                  

“Quando ainda estava escuro...”

Assim ouvimos na Liturgia Pascal: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai ao sepulcro, de madrugada, quando ainda estava escuro e vê que a pedra fora retirada do sepulcro” (Jo 20,1).

Quão inspiradoras são para nós estas palavras: “... quando ainda estava escuro...” Assim é nossa existência, muitas vezes marcada pela escuridão que parece interminável. São as nossas conhecidas e inevitáveis “noites escuras”: problemas pessoais, familiares, eclesiais, sociais, econômicos, culturais; crises de múltiplas faces, lágrimas de matizes diferenciados.

“... quando ainda estava escuro...” Será esta escuridão eterna? Para quem crê, sem dúvida não. Aquela noite longa fez Maria Madalena se antecipar – quem ama se antecipa e vai ao encontro. Ainda era escuro e ela foi ao encontro do amigo, pois ainda não havia entendido a promessa da Ressurreição.

“... quando ainda estava escuro...” A noite escura, que devorou os sonhos e a esperança de Maria Madalena e da humanidade, parecia ter posto um termo a tudo. Nada se poderia fazer a não ser cuidar do corpo inerte, sem vida, no túmulo, e amargar o extremo pesar, o insuportável desgosto pela morte tão precoce, tão crudelíssima.

“... quando ainda estava escuro...” Passado o susto, tornou-se uma alegre surpresa, a mais bela notícia que o mundo já ouviu: Ele Ressuscitou! Aleluia! Aconteceu a morte da morte; a vida em sua plenitude: eterna, sem mais amarras, sem limites, sem nada que impeça a manifestação e presença de Deus. Vive Aquele que não fugiu da morte, mas que por amor extremo, infinito, total, incondicional, nos amou e nos amou até o fim: "... tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (Jo 13.1).

Ele Ressuscitou! Aleluia! Nada pôde conter o amor de Deus que em nenhum momento o Filho amado abandonou, e mesmo na Cruz o Espírito O assistiu, fortaleceu e acompanhou. Na Cruz três amores se intercomunicam maravilhosamente, como disse Santo Agostinho. Encontram-se na comunhão, solidariedade e obediência, e na fidelidade que se eternizou.

É Páscoa! É tempo de experimentarmos o poder radiante da Cruz que é a força do Ressuscitado; a força do Amor e a luz que emanam do Corpo do Senhor Ressuscitado.

Retomando as palavras do Evangelista: “Quando ainda estava escuro”. Celebrar a Ressurreição de Jesus não significa que tudo mudou; que tudo se transformou e que já não há mais nada a fazer.

Portanto, neste Tempo Pascal, nos empenhemos em iluminar as realidades sombrias e obscuras que ainda permanecem. Somente assim a noite se fará clara como o dia, como profetizara Zacarias – “E acontecerá, naquele dia, que não haverá mais luz, nem frio, nem gelo. Haverá um único dia – Javé o conhece -, sem dia e sem noite, mas à tarde haverá a luz” (Zc 14,6-7).
Assim, na esperança de um novo céu e nova terra, finalizo com as Palavras do Livro do Apocalipse - “Verão a sua face e o seu nome estará sobre suas frontes. Não haverá mais noite: não se precisará mais da luz da lâmpada, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus vai brilhar sobre eles e eles reinarão por toda a eternidade” (Ap 22,4-5).

Acreditemos, contemplemos e imitemos a Paixão do Senhor, para com Ele Ressuscitarmos gloriosamente, pois quando ainda for escuro seremos surpreendidos com a mais Bela Notícia: Ressuscitou! Aleluia! Aleluia!

Corridas, paragens, avanços...

                                                            

Corridas, paragens, avanços...

“Pedro saiu, então, com o outro discípulo e se dirigiram ao sepulcro. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro” (Jo 20,3-4)

Iniciamos o Itinerário Pascal quando, como Igreja, nos preparamos para a grande celebração da Festa de Pentecostes, manifestação do Espírito e comunicação dos dons necessários para levamos adiante o anúncio da Boa Nova do Ressuscitado:

“Como Pedro e João corramos para Jesus Ressuscitado.
Esta corrida durará tanto quanto a nossa curta vida,
com paragens preparadas pela misericórdia de Deus
e o Amor de nosso Senhor. Corramos.
Não olhemos para trás”.  (1)

A vida de fé consiste exatamente nisto: corridas e paradas. Corridas para que possamos colocar em prática nossa fé, com seus inúmeros apelos, sem incorrer num ativismo que nos esvazie, e com o cansaço que nos imobilize e faça nos sentirmos impotentes pela realidade que nos envolve, porque sempre maiores são os desafios e interpelações que clamam nossa ação afetiva e efetiva.

Corridas para que não fiquemos ancorados em seguranças adquiridas, e com medo de avançar para o encontro de metas e sonhos mais ousados, sagrada utopia do Reino que nos impele, jamais nos instala.

Corridas para que os gritos silenciosos de quem sofre sejam ouvidos, e mãos solidárias sejam estendidas.

Corridas ao encontro de quem está com as mãos vazias, suplicantes de um pouco de carinho e de atenção.

Corridas para encontros com quem espera tão apenas uma palavra de ânimo, de esperança, de coragem, para passos firmar, sonhos voltar a ter, porque os pesadelos do cotidiano lhe roubaram a serenidade e a paz.

Corridas para se somar a muitos que não se entregaram na bela e ousada missão de o Reino de Deus fazer acontecer.

Mas também precisamos das paragens...

Paragens para fôlego refazer, para que não sôfregos fiquemos. Paragens diante do Mistério da presença do Senhor, no Santíssimo Sacramento, em diálogo silencioso e profundo recolhimento.

Paragens com a Palavra na mão, lida ou ouvida, meditada e no coração raízes fincadas para frutos do Espírito produzir.

Paragens ao redor da Mesa da Eucaristia para refazermos nossas forças: pelo Pão de Imortalidade alimentados, e pelo Vinho Sagrado, Bebida Diviníssima, redimidos e inebriados.

Entre corridas e paragens, sem jamais olhar para trás, com desejo de retornos e recuos, pois na vida de fé temos que avançar.

Avançar movidos pelo amor que nos impulsiona ir ao encontro da Divina Fonte do Amor: Jesus.

Avançar, na Palavra d’Ele confiar, e redes em águas mais profundas lançar.

Colocar nossa nau no mar agitado da vida, e contar sempre com a presença do Senhor que de nós não se ausenta jamais.

Corridas, paragens, avanços... Até que a margem da eternidade alcancemos. Aleluia!



(1) Pe. Leon Dehon - Sociólogo, escritor, advogado e Padre Fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. 

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