domingo, 5 de abril de 2026

Entre Domingos... Imensurável Mistério de Amor!

Entre Domingos...
Imensurável Mistério de Amor!

Iniciamos as primeiras páginas do Tempo Pascal com o transbordamento de alegria em nossos corações. Porém, é sempre oportuno nos voltarmos para aquela Semana Maior, a Semana Santa...

Entre aqueles dois Domingos, Domingo de Ramos e Domingo de Páscoa, celebramos o Mistério da Salvação da humanidade realizado pelo Filho de Deus.

Com o Domingo de Ramos iniciamos nossa Semana Santa, entrando com Jesus em Jerusalém. Aclamamos como o povo fez “Hosana ao Filho de Davi! Bendito Aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”

Com a Quinta-Feira Santa iniciamos com toda a Igreja o Tríduo Pascal: Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor!

Aprendemos com “Jesus ao lavar os pés dos discípulos uma lição de humildade e amor incondicional”.

Continuamos em Vigília de oração com o Senhor. Vivendo intensamente a “Sexta-Feira Santa, na qual a morte de Jesus Cristo na Cruz é a supremacia da Misericórdia do Pai”.

“Jesus, amando-nos até o fim, morreu e foi exaltado por Deus, recebendo o nome que está acima de todo nome.”

Contemplamos silenciosamente “o lado trespassado de Cristo na Cruz, de onde nascemos e nos alimentamos”.

Depois de um Sábado silencioso, o vazio do Sacrário, com suas portas abertas, enquanto esperávamos a Vigília Pascal e o brado de “Feliz Páscoa! Sequemos as lágrimas! O tempo do medo e das trevas terminou. A vida venceu a morte.”

“Aleluia! Caminhemos confiantes porque o Senhor está vivo no meio de nós. Alegremo-nos e n’Ele exultemos!”

Aleluia! Aleluia! 

O transbordamento da Alegria Pascal e o compromisso batismal

                                                              

O transbordamento da Alegria Pascal e o
compromisso batismal

Estamos vivendo o transbordamento da alegria Pascal. A vida venceu a morte, o amor de Deus falou mais forte, pois Ele tem a última e definitiva Palavra. Não podia calar para sempre a Palavra que se Encarnou por amor incondicional, total, extremo, por nós: Jesus.

Depois de percorrido um Itinerário Quaresmal longo e frutuoso, com Oração, jejum e partilha, em atitudes de sincera e necessária conversão, reconciliação com Deus e com os irmãos e irmãs, estamos vivendo o Tempo Pascal com a riqueza imensurável da Palavra proclamada.

Dentre as tantas passagens que a Liturgia Pascal nos oferece, ressalto a caminhada dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35). Três dias haviam passado, depois da morte d'Aquele no qual colocavam toda a esperança, e nada aconteceu, segundo a lógica existencial e humana daqueles discípulos (Cléofas e seu companheiro).

Somente a presença do Ressuscitado, com eles caminhando, explicando-lhes as Escrituras, e somente a acolhida em sua casa –“fica conosco, pois cai a tarde e o dia já declina” – na partilha do pão abençoado, assentados à mesa, é que O reconhecem como Aquele que agora vive: Ressuscitou! Aleluia!

Era tarde para que o peregrino Jesus continuasse o caminho, mas não bastante escuro e tarde, para que eles fossem imediatamente ao encontro dos outros discípulos para contar o acontecido. A escuridão exterior foi vencida pela luz interior que o Ressuscitado nos oferece.

A Palavra comunicada, explicada, acolhida no mais profundo do ser, fez com que seus corações ardessem. No Pão partilhado, seus olhos foram abertos para o reconhecimento e a mais bela contemplação: a presença e a Vida do Cristo Ressuscitado!

Corações ardentes, olhos abertos. É tempo de uma fé Pascal; fé que se manifesta em ações concretas, e que se torna missão.

A fé Pascal, iniciada para os discípulos no encontro com o Ressuscitado, é a fé que todos nós cristãos devemos continuamente e corajosamente amadurecer em nossa vida pessoal e de compromissos pastorais, vivendo a vida nova do Batismo, com o selo do Espírito, na fidelidade ao Pai, prolongando a vida e ação de Jesus.

Uma fé Pascal exige todo o reconhecimento de que Aquele que é o vivente entre nós e conosco caminha, continua a ser para sempre o Crucificado e a Sua história de sofrimento não foi anulada com a Ressurreição.

A fé Pascal nos provoca o lançar de um olhar completamente novo sobre a realidade, em renovados compromissos com o Reino.

É Páscoa! Que nossos corações ardam cada vez mais, nossa mente e olhos se abram, para que passos sejam firmados no testemunho da Vida do Ressuscitado. 

É Páscoa! Vivamos intensamente o Amor de Deus que nos transforma e nos coloca em imediato compromisso com os desfigurados da história.

Somente quem ama, vê e crê na presença do Ressuscitado, poderá viver o que o Apóstolo Paulo chamou de loucura da cruz, que nos configura a Cristo, Morto e Ressuscitado.

Vivamos sempre uma fé Pascal. Amém. Aleluia! Aleluia!

Três luminares da fé

                                                          


Três luminares da fé

Dom João Bergese:
Dez primaveras entre nós, como primeiro Bispo e Pastor.
Lema Episcopal: “Chamados para a comunhão”.

Como jardineiro do Senhor, o terreno preparar,
Literalmente, terrenos na periferia comprar:
Construções, Centros Comunitários, proximidade do povo.

Olhar também atento para a realidade urbana,
Que crescia desordenada e velozmente.
Como Igreja, o diálogo e a desafiadora profética presença.

Como Pastor do Senhor, empenho incontestável
De promover a sagrada comunhão das diferenças,
Com Presbíteros, em sua maioria, aqui missionários.

Homem de fina sensibilidade e abertura à Igreja,
Acolheu o sopro do Concílio Vaticano II, Medellín e Puebla,
Deu os primeiros passos para uma Pastoral Orgânica.

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini:
Quase vinte primaveras entre nós, como segundo Bispo e Pastor
Lema Episcopal: “É necessário que Ele cresça” (Jo 3,30).

Como jardineiro do Senhor, sementes lançar,
A preocupação de suscitar novas vocações sacerdotais,
Seminário, Formação dos Presbíteros e do Povo de Deus.

Como Pastor do Senhor, promoveu a criação de novas Paróquias,
Para que os Padres, pastores do rebanho confiado,
Mais perto, solícitos, generosos, disponíveis ficassem.

Assembleias Diocesanas, desafios na cidade multiplicados;
Entre outras pautas, com estas questões muito se ocupava,
E criava condições para que novos caminhos encontrássemos.

Homem simples, pobre, de fé comprovada pela dor.
A enfermidade e cirurgias submetido, sem jamais reclamar.
Com paciência e mansidão, a vida na mão de Deus entregou.

Dom Joaquim Justino Carreira:
Quase duas primaveras entre nós.
Lema Episcopal: “PAX VOBIS” (“A paz esteja convosco”) Jo 20,21s.

Como jardineiro do Senhor, sementes multiplicar,
No chão da cidade, e, em todos os âmbitos, espalhar, plantar.
Para ser, na Cidade, presença luminosa, sal e fermento.

Sua mensagem ficou para sempre gravada em nós:
Somos obras do amor divino, para a felicidade criados.
No alcance da felicidade possível, fazendo o outro feliz.

Como Pastor do Senhor, sua palavra ressoava
Nos ouvidos de cada ovelha do rebanho a ele confiado:
“Coragem, a Paz esteja convosco”, “só temos hoje para o bem fazer”.

Um tempo tão curto e tão densamente vivido,
Como que se da brevidade de sua existência soubesse, exortava:
Na evangelização, jamais se acomodar, mas se incomodar.

Cada Bispo com seu lema e tempo,
Cada um com estilo e jeito próprio de ser.
Tão diferentes, mas tão complementares!

Três jardineiros dedicados, três pastores por Cristo apaixonados,
Como tecelões, souberam tecer a rede da vida com a Santa Palavra,
Para que a vida fosse preservada em sua totalidade e dignidade.

Os três, na glória, agora estão, mas luminares de Deus entre nós.
Viveram o bom combate da fé e, com fidelidade, guardaram-na;
Completaram a corrida, e a coroa, das mãos divinas, receberam.

Que são as palavras para dizer algo sobre estes,
Que a serviço da Palavra se colocaram corajosamente?
Que na comunhão continuemos, e para águas profundas avancemos.

E que eles, na companhia dos Anjos e Santos,
Do Banquete Celestial agora partícipes,
Nos ajudem a ser uma Igreja a serviço do Reino. Amém.


PS: Publicado no Jornal Folha Diocesana – Guarulhos – Edição nº 206 - editado para publicação.

Dom João Bergese morreu dia 21 de março de 1996
Dom Luiz Gonzaga Bergonzini morreu dia 12 de junho de 2012
Dom Joaquim Justino Carrera morreu dia 01 de setembro de 2013

“A Caridade é o compêndio de todas as virtudes”

“A Caridade é o compêndio de todas as virtudes”

O Presbítero São Vicente Ferrer (nascido na Espanha - 1350 e morto na França - 1419) em seu Tratado sobre a vida espiritual (Cap. 13, pp. 513-514) nos oferece uma reflexão muitíssimo oportuna sobre o modo de pregar, quer para Presbíteros ou não.

“Nas pregações e exortações, utiliza palavras simples, em tom de conversa, quando se tratar de explicar os deveres particulares.

Na medida do possível, serve-te de exemplos, para que o pecador culpado de determinada falta se sinta interpelado como se a pregação fosse só para ele.

No entanto, na tua maneira de falar deve transparecer claramente que as advertências não procedem de um espírito soberbo ou irascível, mas de sentimentos de caridade e amor paterno; como um Pai que sofre ao ver um filho que erra, gravemente enfermo ou caído no fundo do poço, e se esforça para salvá-lo, livrá-lo do perigo e cuidar dele como se fosse uma mãe.

Faze sentir ao pecador tua alegria pelo seu progresso e pela glória que o espera no Paraíso. Este modo de proceder costuma ser proveitoso para os ouvintes.

Porque falar em geral sobre as virtudes e os vícios não atrai muito o interesse de quem te escuta também nas confissões, quando confortas os fracos com delicadeza ou quando advertes com severidade os obstinados no mal, mostra sempre sentimentos de amor, para que o pecador sinta a todo momento que tuas palavras são ditadas unicamente pelo amor sincero.

Por isso, as palavras carinhosas e mansas antecedem sempre as que atemorizam. Se desejas, portanto, ser útil ao próximo, recorre primeiro a Deus de todo o coração.

Pede-lhe com simplicidade que se digne infundir em ti aquela caridade que é o compêndio de todas as virtudes e a melhor garantia de êxito nas tuas atividades”.

Concluo citando as inesquecíveis palavras do Papa Paulo VI na Evangelli Nuntiandi n.41:

“[...] para a Igreja, o testemunho de uma vida autenticamente cristã, entregue nas mãos de Deus, numa comunhão que nada deverá interromper, e dedicada ao próximo com um zelo sem limites, é o primeiro meio de evangelização. ‘O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos, ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas’”.

Esta reflexão se conhecida, acolhida no mais profundo do coração nos fará mais que bons pregadores, pois não tão apenas pregaremos com palavras, mas com a própria vida porque estaremos sempre inflamados pela “caridade que é o compêndio de todas as virtudes”, como bem se expressou São Vicente.

Oremos por todos os pregadores para que sejamos abertos à ação do Espírito e inflamados por Seu Amor na exortação e fortalecimento do rebanho por Deus confiado.

“Pai Nosso que estais nos céus...“



PS: Presbítero São Vicente Ferrer - memória celebrada pela Igreja no dia 5 de abril.

Páscoa, passagem...

                                                  


Páscoa, passagem...

“E o anjo disse às mulheres:
‘Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado.
Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar que Ele estava’”. (1)

Páscoa, passagem:
A passagem de todas as passagens:
Vive para sempre Aquele que por amor passou pela morte.

Não poderia ficar morto e derrotado
Aquele que no Pai plenamente confiou:
Ressuscitou. Ele vive para sempre. Aleluia!

Cremos em Sua Gloriosa Ressurreição,
Que na plena comunhão de amor Trinitário,
Vive e Reina, sobre tudo e todos nós.

Páscoa, passagem das passagens:
Ressuscitou e conosco caminha,
Ajudando-nos em nossas passagens.

Passarão quarentenas e isolamentos:

Para tempos do encontro e da comunhão;
Da alegria de poder olhar nos olhos do outro.

Para se repetir, todos os dias,
O encontro da família para diálogo e oração.

Passarão quarentenas e isolamentos:

A passagem do medo para a confiança.
A passagem do pânico para serenidade de um dia.

A passagem da indiferença diante do outro.
A passagem para a solidariedade que a vida reencanta.

Passarão quarentenas e isolamentos:

A passagem para o consumo do essencial.
A passagem para uma nova consciência ecológica.

A passagem para a humildade necessária,
Curados do vírus que levava ao delírio da onipotência.

Páscoa, passagem da morte para a vida.
Celebramos em nossas Ceias Eucarísticas:
Venceu a morte, porque o amor de Deus falou mais alto.

O Pai o eterno amante, jamais o Amado abandonou,
O Seu Filho Ressuscitou e vivem na plena Comunhão de Amor,
Que é o Espírito que sobre Ele em todo o tempo pousou.

Páscoa: a pedra do túmulo foi removida.
A notícia que as mulheres levaram aos discípulos,
Nunca mais pudemos calar: Ressuscitou como disse – “Aleluia!”

Alegremo-nos e exultemos no Senhor!
Ele caminha conosco, faz arder nosso coração com Sua Palavra,
E abre nossos olhos para a alegria da partilha, amor e comunhão.

Páscoa, passagem.
Feliz Páscoa para toda a humanidade”
Renove-se em cada um de nós a fé, esperança e caridade.

Passos firmados e mãos fortalecidas,
Mãos e joelhos fortalecidos: Páscoa de um novo amanhecer;
Olhares iluminados, corações de amor plenificados.

Aleluia! Aleluia! 
  
(1)         Passagem do Evangelho de Mateus (Mt 28, 5-6)
PS: Escrito em abril de 2020

sábado, 4 de abril de 2026

Embora ainda seja noite!

                                                       

Embora ainda seja noite! 

Embora ainda seja noite, eu creio,
A escuridão cederá lugar à luz,
Não há lugar para medo e receio,
Já nos alertara Cristo Jesus.


Irromperá a luz no auge da escuridão desta noite.
A Alegria brotará em cada coração,
Na mais bela aurora, esperamos vigilantes,
O Anúncio da Boa Notícia da Ressurreição.


“Ele Ressuscitou! Não está aqui”, o anjo anuncia.
Contemplar o túmulo vazio sem lamentos e tristeza,
Pois se renova em nós a mais pura alegria,
Dúvidas, receios cedem lugar para confiança e certeza. 


Embora ainda seja noite!

Aleluia! A vida venceu a morte
Para quem na Ressurreição crer,
Bem outra será a nossa sorte,
Avançar no amor sem retroceder.


O abismo da morte foi visitado,
A mansão dos mortos foi iluminada,
Almas que jaziam nas trevas do pecado,
Das correntes, por Ele, foram libertadas.


Aleluia! A obediência e doação não foram em vão.
O
 que era aparência de fracasso e decepção,
Com Sua morte, a morte da morte, irmã e irmão:
Para nós é dinamismo de vida, é força na Missão!


Embora ainda seja noite!

O encontro dos três Amores Eternos venceu,
O Eterno Amante Pai Criador, não O abandonou.
O Eterno Amado Jesus Cristo, não esmoreceu. 
O Eterno Amor Espírito Santo jamais decepcionou.

Como Igreja que seu lado trespassado nasceu,
Por amor gerada foi, por amor alimentada é.
Água que jorrou abundante, Batismo inaugurou,
Sangue do resgate; Alimento de nossa fé.


Coração transbordante de alegria,
Escuridão do pecado cede lugar à luz da graça.
Como o coração da Mãe querida Maria,
Amor que nos envolve, Amor que jamais passa.


Embora ainda seja noite!

Sinais de morte ainda nos rodeiam,
Clamando por Páscoa, Passagem, transformação.
Sejamos Testemunhas vivas do Evangelho,
Portadores da Boa Nova da Ressurreição!


Quem ama chega primeiro,
Ensinou-nos o discípulo João.
Não percamos mais tempo.
Amor que ama é fidelidade, doação.


Nosso coração palpita mais forte:
Aleluia, irmãos e irmãs!
O Amor venceu o ódio,
A Vida venceu a morte!


Aleluia! Aleluia! 

Mistério de escuridão e luz

                                                         


Mistério de escuridão e luz
 
“No primeiro dia da semana, Maria Madalena
 foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada,
 quando ainda estava escuro, e viu que a
pedra tinha sido retirada do túmulo” (Jo 20,1)
 
Maria Madalena viu a pedra removida e, aos poucos, a Boa Nova da Ressurreição vai aquecer e iluminar seu coração, assim como o coração dos discípulos, que vão testemunhar o glorioso acontecimento que mudou o rumo da história e a condição da humanidade para sempre.
 
A escuridão da noite cedeu à luminosidade de um novo dia, o primeiro dia da semana, “Por que estais procurando entre os mortos Aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que Ele vos falou quando ainda estava na Galileia” (Lc 24,5-6).
 
Ressurreição do Senhor, duelaram o ódio e o amor, a impotência da condição humana e a onipotência do amor divino, no Mistério da agonia, Paixão e Morte crudelíssima do Senhor na Cruz - “Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu Filho para que quem n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). 
 
A tenebrosa e tétrica escuridão da crueldade e morte do Justo, cedeu ao esplendor da luz da Ressurreição, d’Aquele que tendo nos amado, não poderia morto para sempre ficar, a fim de nos redimir pelo Sangue derramado, na fidelidade ao Pai, jamais abandonado, amado.
 
Não poderiam vencer os vorazes e atrozes inimigos do Redentor, da Luz que Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam. Mas, a todos que O receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que creem em Seu nome” (Jo 1,11-12).
 
Nem todas as luzes das velas, candeias e estrelas serão o bastante para resplandecer a luz que ilumina nossos caminhos, como Ele mesmo dissera – “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida’ (Jo 8,12).
 
Por vezes, caminhamos quando ainda está escuro a procura de uma luz para situações obscuras, procurando manter aceso o fogo sob as cinzas das verdades que passam, com ânsias da verdade que jamais passa, a Verdade que é Ele próprio, que uma vez conhecida nos faz livres (Jo 8,32).
 
Não há nada que nos amedronte a ponto de nos fazer submergir, devorando a coragem para enfrentar os ventos das contrariedades presentes na história em todos os seus âmbitos: – “Eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: Eu venci o mundo!” (Jo 16,33).
 
Não há escuridão que seja para sempre, também os santos tiveram suas “Noites Escuras”, na inquieta procura sedenta e inquieta de Deus, a fim de que a luz dos olhos jamais se apague e as palavras nos lábios, de louvor, encantamento, apaixonamento pelo Senhor aos céus elevadas.
 
Trevas e luz...
Depois da escuridão da noite, a madrugada da Ressurreição.
“A Vida venceu a morte. Aleluia.
Ressuscitou como disse. Aleluia!”

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG