- Temos confiança na força de Deus, como o Servo sofredor que é o próprio Senhor?
- Como vivemos a radicalidade de nossa entrega nas mãos de Deus?
- O que fazemos para gerar uma vida nova para todos?
O Jubileu e os clamores por sinais de
esperança
O Papa na Bula da
Proclamação Ano Jubilar 2025 – Peregrinos da Esperança, com o lema
– “A esperança não nos decepciona”
(Rm 5,5), apresenta algumas realidades que clamam por esperança, acompanhadas
de compromissos expressos na compaixão, proximidade e solidariedade (parágrafos
n. 7-15):
1- Apelo pela paz para todo o mundo – superação de conflitos e
guerras. Em outro momento, o Papa fala em “terceira
guerra mundial em pedaços”.
2- Abertura e cuidado da vida - paternidade
e maternidade responsáveis; promoção da vida desde sua concepção ao seu
declínio natural.
3- Realidade
dos presos - os privados de liberdade; reinserção social; preservação da
dignidade; respeito aos direitos humanos; fim da pena de morte
4- Doentes
– em casa ou nos hospitais; e gratidão
aos profissionais de saúde, que atuam em
condições tantas vezes difíceis.
5- Jovens: desmoronamento de sonhos; falta
de perspectiva e emprego; a ilusão das drogas; risco da transgressão e da busca
do efêmero. É necessária a proximidade com os jovens, que são a alegria e
esperança da Igreja e do mundo.
6- Idosos
– valorização do tesouro que são; experiência, vida e sabedoria que trazem
consigo.
7- Pobres
– são milhões; escândalo do gasto com armas. São quase sempre vítimas e não os
culpados. A superação da pobreza tem que estar na pauta dos debates políticos e
econômicos internacionais.
Concluímos com a Oração do Jubileu:
(1) Papa Francisco - escrito em 2025
O
Senhor é fonte de vida, graça e luz
“–1 Ao mestre do coro. De Davi, servo do Senhor.
–2 O pecado sussurra
ao ímpio
lá no fundo do seu coração;
– o temor do Senhor, nosso Deus,
não existe perante seus olhos.
–3 Lisonjeia a si mesmo pensando:
‘Ninguém vê nem condena o meu crime’.
–4 Traz na boca maldade e engano;
já não quer refletir e agir bem.
=5 Arquiteta a maldade em seu leito,
nos caminhos errados insiste
e não quer afastar-se do mal.
–6 Vosso amor chega aos céus, ó Senhor,
chega às nuvens a Vossa verdade.
–7 Como as altas montanhas eternas
é a vossa justiça, Senhor;
– e os vossos juízos superam
os abismos profundos dos mares.
– Os animais e os homens salvais:
8 quão preciosa é, Senhor, vossa graça!
– Eis que os filhos dos homens se abrigam
sob a sombra das asas de Deus.
–9 Na abundância de Vossa morada,
eles vêm saciar-se de bens.
– Vós lhes dais de beber água viva,
na torrente das Vossas delícias.
–10 Pois em Vós está a fonte da vida,
e em Vossa luz contemplamos a luz.
–11 Conservai aos fiéis Vossa graça,
e aos retos, a vossa justiça!
–12 Não me pisem os pés dos soberbos,
nem me expulsem as mãos dos malvados!
–13 Os perversos, tremendo, caíram
e não podem erguer-se do chão.”
Com o Salmo 35(36) refletimos sobre a malícia do pecador e a
bondade de Deus que vem em socorro dos justos, iluminando seus caminhos:
“Em
dois quadros bem distintos descreve-se a maldade do pecador que não quer
converter-se (v.2-5) e, depois, a infinita misericórdia de Deus, que coloca a
salvação ao alcance de todos (v. 6-13).” (1)
Peregrinos do Senhor, experimentamos cotidianamente as delícias
de Deus em nosso favor; e Ele nos comunica vida, graça e luz, como tão bem se
expressou e rezou o Salmista.
Firmemos nossos passos confiantes na presença do Senhor, porque
quem o Segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida (cf. Jo 8,12).
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 755