terça-feira, 10 de março de 2026

O Senhor nos ensina a perdoar

                                              

O Senhor nos ensina a perdoar

Na Liturgia, da terceira Terça-feira da Quaresma, é proclamada a passagem do Evangelho que nos fala sobre a prática do perdão, que devemos viver nos relacionamentos fraternos, dentro e fora da Comunidade (Mt 18,21-35).

Retomemos o que nos diz o Apóstolo Paulo sobre a vivência da caridade, como pleno cumprimento da Lei: “Não devais nada a ninguém. A não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a Lei.” (Rm 13,8).

De fato, há uma dívida que todos somos mais ou menos insolventes: a dívida do amor recíproco:

“Deveríamos preocupar-nos verdadeiramente com isto. Por isto sentimos que é para nós a exortação de Paulo, que apela a que vivamos o ‘amor mútuo’. Amar é entregar-se totalmente a um outro, é passar da lógica consumista do ‘tu és meu’, para a oblativa do ‘eu sou para ti’: uma experiência a que não é possível colocar limites”. (1)

Mas para viver este amor a um outro (próximo) é preciso sentir-se amado por Deus, o totalmente Outro, que nos ama e quer que o mesmo façamos:  “Dou-vos um Mandamento novo: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 13,34).

Sentir-se amado por Deus leva-nos ao empenho de correspondência ao Seu amor, e isto se dá concretamente na restituição do amor na caridade fraterna, corrigindo e permitindo que sejamos corrigidos, sem marcas de presunção, rivalidade ou despeito:

“Não podemos estar em relação com a infinita riqueza de Deus se não estivermos em relação com a pobreza do irmão” (2)

Retomemos os versículos finais da passagem do Evangelho mencionada acima (Mt 18,20), pois muito nos fortalece para que vivamos como reconciliados; o mais belo convite para nos empenharmos na busca da paz, ajudando-nos e deixando-nos ajudar, de modo a criar vínculos mais sólidos e fraternos na comunidade em que participamos:

“Preocupemo-nos em deixar este mundo depois de termos desatado ou ajudado a desatar todos os vínculos, então as portas do Céu abri-se-ão para nós (Mt 18,18)” (3).

Oportunas são as palavras do Bispo Santo Agostinho (séc. IV), que aplicou exatamente à correção fraterna as palavras do Apóstolo Paulo sobre a caridade: 

“Ama e faze o que queres. Seja que cales, cala por amor, seja que fales, fala por amor; seja que corrijas, corrige por amor; seja que perdoes, perdoa por amor. Esteja em ti a raiz do amor, porque desta raiz não pode nascer outra coisa a não ser o bem”.

Sendo assim, que Deus nos dê, de modo especial neste Tempo favorável de graça, reconciliação e salvação, coração e espírito novos, para nos tornarmos mais sensíveis ao nosso próximo, no pleno cumprimento da Lei, o Mandamento do Amor, que consiste no compêndio de toda a Lei.

Supliquemos a Ele, que está no meio de nós, para que jamais desistamos deste aprendizado, desta difícil e revitalizante expressão de amor, que sabe corrigir sem desencorajar e lutar sem ofender.

De fato, na escola do Divino Mestre do Amor, somos todos eternos aprendizes. Há muito que aprender, sem cansaços, recuos e desistências, e tão somente deste modo não veremos o perdão como a fraqueza de quem não sabe fazer valer as suas razões, mas como a novidade que rompe as cadeias, que tornam a pessoa amarrada a si mesma (4).

  
(1)  Lecionário Comentado - Editora Paulus -  p.281.
(2)  Idem – p. 157
(3)  Idem - p.284.
(4)  Idem – p. 158

segunda-feira, 9 de março de 2026

Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus

                                                                  

Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus

“Pela misericórdia de Deus...”

As palavras do Apóstolo Paulo, revigoram e iluminam nosso discipulado, a fim de que sejamos peregrinos da esperança, em plena  fidelidade à missão que Jesus nos confiou:


“Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. (Rm 12,1-2)

A vida do apóstolo Paulo é a história de um coração extremamente apaixonado e seduzido por Deus, e exorta-nos a assumir atitudes coerentes com a fé que professamos.

Também nos exorta para que assumamos  atitudes coerentes com a fé que professamos, tornando nossa vida um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não nos conformando ao mundo em que vivemos, mas configurando-nos ao Senhor e Seu Evangelho, oferecendo nossa vida inteiramente a Deus.

Portanto, exige de nós transformação e conversão de nossa maneira de pensar e julgar, não nos deixando moldar pela lógica do mundo, mas pela lógica do Evangelho, procurando sempre o que é agradável a Deus.

O Apóstolo exorta em nome da misericórdia divina, para que façamos progressos espirituais cada vez maiores, e alguns verbos são expressivos nos ajudam a fortalecer nossos passos em processo contínuo de conversão e de configuração ao Senhor, como sacrifícios a Ele agradáveis:

1º – “a vos oferecerdes” - urge que sejamos sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, pois nisto consiste o verdadeiro e frutuoso culto espiritual. Fazer da vida uma eterna e agradável oferenda a Deus, sobretudo colocando nossa vida no Cálice Sagrado do Senhor, configurados a Ele no Seu Mistério de Paixão e Morte, celebrando piedosa, ativa e frutuosamente a Sua Memória.

2º – “Não vos conformeis com o mundo” – ou seja, não compactuar com a mentalidade do mundo, para que sal, luz e fermento sejamos, como bem nos falou o Senhor, nas passagens evangélicas, e próprio Apóstolo Paulo na Carta aos Filipenses, sobre ter os mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5).

3º – “transformai-vos” – implica viver em permanente atitude de conversão, para que melhor correspondamos aos desígnios de Deus, dando passos sucessivos na escala da perfeição e santidade.

4º – “renovando vossa maneira de pensar e julgar” – a fim de que sejamos moldados pela mão de Deus, porque obras imperfeitas e inacabadas somos.

5º – “distinguir o que é a vontade de Deus” – discernir entre bem e o mal; a mentira e o ódio; o justo e desejável por Deus; o pecado e a graça; o que conduz à vida ou à morte; enfim, fazer o bom uso da liberdade de arbítrio, que por Ele nos foi concedida.

Deste modo, viver um culto agradável a Deus, consiste em viver no amor, no serviço, na doação em entrega a Deus e aos irmãos; e urge, pois, rever o grande sinal que nos identifica, o Sinal da Cruz, que tantas vezes fazemos, e, por vezes, sem pensar no que o gesto implica: carregar a cruz com fé, coragem e fidelidade, como ponte necessária para a eternidade. Sem cruz, não há como conceber e alcançar a eternidade.

Urge que integremos o culto e a vida, fortalecendo os pilares de nossas comunidades, como tão bem expressam as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil – Conferência Nacional do Brasil – CNBB – 2019-2023): os pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.

Quando o culto e a vida andam de mãos dadas, tornam-se agradáveis a Deus, e Jesus Cristo é, verdadeiramente, Senhor de nossa vida e Rei do Universo.

Reflitamos:

 - O que precisamos rever em nossa vida de fé (pensamentos, palavras e ações), para melhor correspondermos aos desígnios de Deus, de tal modo, que nossa vida seja um culto agradável ao Senhor?

 - Como estamos carregando nossa cruz de cada dia?

- Quais as renúncias necessárias?

- Como vivemos as  palavras que o Senhor nos ensinou, na Oração do “Pai-Nosso”  – “Seja feita a Vossa vontade...”?

Concluindo, se necessário e possível, procuremos o Sacramento da Penitência, para confessarmos nossos pecados. 

 

Absolvidos, iniciemos um novo caminho, com santos propósitos de progressos maiores ainda no caminho de santidade, a vocação de todos nós, vivendo a vida nova que recebemos no dia do Batismo, e assim irradiaremos a luz divina em todo tempo e em todo o lugar.

 

Sejamos discípulos do Senhor, e não há outro caminho, senão o caminho da cruz; viver corajosamente a “A loucura da Cruz”, de tal modo que o sacrifício vivo seja acompanhado da necessária conversão.

 

Fonte: Lecionário comentado – Tempo Quaresma e Páscoa – Editora Paulus – 2011 – p. 202

PS: Oportuno para o Tempo da Quaresma e em todo o tempo.

Quaresma: Tempo de recolocar a vida nos trilhos da Salvação

Quaresma: Tempo de recolocar a vida nos trilhos da Salvação


A Igreja nos exorta para que façamos da Quaresma um Tempo oportuno para recolocarmos nossa vida nos trilhos da Salvação.
 
Quaresma jamais foi, e jamais será, tempo de luto ou de tristeza! 
 
Quaresma vem do latim quadragésima e lembra, sobretudo, os quarenta anos do Povo de Deus no deserto e os quarenta dias do Senhor no deserto sofrendo as tentações do maligno. É um tempo de quarenta dias vivido na proximidade do Senhor, na entrega a Ele.
 
Quaresma é tempo de:
 
- Conversão, purificação e glorificação do Senhor;
- Mergulhar corajosamente no infinito mar de misericórdia de Deus;
 
- Conversão e entrada na prática e na solidariedade de Jesus;
- Caminharmos para a Festa, preparada no coração através da Oração, jejum e esmola;
 
- Voltarmos confiantes ao Senhor; 
- Carregarmos com fidelidade e coragem nossa cruz de cada dia;
 
- Aprofundarmos o desejo de santidade em esforço incansável de conversão, renúncia ao pecado, e de tudo aquilo que nos afasta de Deus; esforçando-nos por uma vida mais intensamente santa;
- Intensa expectativa e inteligente concentração para vivermos intensamente as alegrias da Ressurreição do Senhor;
 
-  Abrirmos o coração para a novidade do Evangelho, tendo como centro a Cruz de Cristo, sinal de salvação e reconciliação com a humanidade;
- Renovação da Aliança com Deus;
 
- Revitalizarmos as promessas do Batismo, para uma inserção mais consciente na vida da comunidade;
- Envolvimento de corpo e alma na libertação das pessoas excluídas e oprimidas, vítimas de tanta corrupção, violência e descaso com a vida;
 
- Buscarmos caminhos para valorização da vida que muitas vezes é banalizada, violada, instrumentalizada;
- Abandonarmos os ídolos e renovar nossa fidelidade ao Deus de Jesus Cristo por meio da escuta da Palavra, intensificando momentos de profunda Oração;
 
- Sermos conduzidos ao deserto, para que o Senhor nos fale ao coração;
- Revermos as linhas de conduta, corrigir os erros de trajetória, aprofundar a unidade entre nós;
 
- Reconhecermos o negativo, a morte, o sofrimento, para vencê-los e superá-los, na Páscoa que se anuncia;
- Subirmos com Jesus ao monte Tabor e viver na intimidade com Ele, de conhecer Seus desígnios para vivê-los na planície;
 
- Ressuscitarmos com Cristo se colocando a serviço do Seu Reino;
- Compromisso Fraternidade e a vida: dom e compromisso;
- Sentirmos compaixão e fortalecer a solidariedade com o próximo;
- Compromisso com a Paz bíblica: Plenitude de vida; condições dignas para se viver.
 
Continuemos nossa caminhada Quaresmal, pois há um longo Itinerário Espiritual a ser percorrido. Estamos apenas no começo, e tenho certeza de que podemos fazer desta a melhor de todas as Quaresmas já vivida. 
 
Reflexões não nos faltam. Urge colocá-las em prática, e neste sentido, realizar a Campanha da Fraternidade que tem como tema - "FRATERNIDADE E MORADIA", e como lema - "Ele veio morar entre nós" (Cf. Jo 1,14)
 
Seja a semente da fraternidade plantada no terreno fecundo do nosso coração, e regada com o amor mais intenso que devemos viver na Quaresma e em todo tempo.
 
Cultivemos a esperança de um novo tempo, sinal da Páscoa, anunciada na madrugada da Ressurreição no mais profundo do coração daqueles que creem e que fazem da fé um teimoso compromisso com a dignidade humana para que tenhamos Vida plena! 

Em poucas palavras...

 


A verdadeira fé não exige milagres

“Exigir d’Ele (Jesus) um milagre, como, aliás, o próprio profeta, é um dom livre da parte de Deus. A fé que exige milagres não é verdadeira fé.” (1)

 

 

(1)Comentário sobre a passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 4,24-30) -  Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1998 – p.234

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade

                                                 

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade  

“...Um deles, ao perceber que estava curado,
voltou glorificando a Deus em alta voz;
atirou-se aos pés de Jesus, com o
 rosto por terra, e lhe agradeceu.”
Reflexão à luz da passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Reis 5,1-15a), em que contemplamos a cura do sírio Naamã, mencionada por Jesus na passagem do Evangelho da Missa (Lc 4,24-30).

Somos remetidos à passagem do Novo Testamento em que Jesus cura dez leprosos, e apenas um volta para agradecer (Lc 17,11-19).

As passagens citadas nos revelam a ação de Deus, que cura a todos, sem limites de fronteiras: não há limites geográficos para a ação curativa de Deus.

Não há dúvida que o Amor, a bondade e o Projeto de Salvação de Deus destinam-se a todos os povos.

O que Deus espera de nós é a acolhida, com alegria, abertura, confiança, amor e gratidão, e com a Liturgia somos convidados a rever nossa abertura à Graça Divina, acompanhada pela gratidão por tudo que Ele realiza em nosso favor.

Se de um lado a gratidão é uma virtude que enobrece, por outro nada é mais desagradável do que conviver com pessoas ingratas, nada é mais empobrecedor do que o cultivo da autossuficiência, sobretudo da relativização da presença divina.

Viver como se de Deus não precisássemos é mergulhar no vazio de si mesmo, com perda de sentido, e horizontes restritos; é condenar-se a não realização; é o sequestrar-se de si mesmo.

Somente em Deus o resgate, logo, sem voltar-se para Ele, não há alternativa, não há caminho, somente dor, desolação, vazio, sofrimento – caos jamais superável!

Este é o rosto e o ser de Deus: Ele é único, dá a vida, salva a todos, pois a Salvação carrega em si a marca da universalidade, espera a gratidão e não se deixa manipular por ninguém.

A Espiritualidade genuinamente Eucarística leva-nos a dizer “obrigado a Deus” e ao nosso próximo, por tantos bens e graças recebidas.

Pode ocorrer que a cegueira, o desejo desmedido do dinheiro, do poder, da fama, dos privilégios, nos levem a uma secura diante do Mistério do Amor Divino, que nos inebria com o mais Sublime dos Vinhos, com o mais precioso dos pães, o Pão da Imortalidade.

Pessoas eucarísticas sabem dar graças a Deus em todas as circunstâncias, como nos disse o Apóstolo Paulo: “Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Jesus Cristo para convosco" (1Ts 5, 18).

E como o escritor romano Sêneca:  “Só os espíritos bem formados são capazes de cultivar a gratidão!”

E também, as palavras de William Shakespeare: “A gratidão é o único tesouro dos humildes.”

O Bispo e Doutor,  Santo Agostinho, sobre a gratidão, já nos dizia: “Que coisa melhor podemos trazer no coração, pronunciar com a boca, escrever com a pena, do que estas palavras: ‘graças a Deus’? 

Não há nada que se possa dizer com maior brevidade, nem ouvir com maior alegria, nem sentir com maior elevação, nem realizar com maior utilidade.”

Assim completa: “Nada é nosso, a não ser o pecado que possuímos. Pois que tens tu que não tenhas recebido? (1Cor 4, 7).”

Agradecer sempre pelo que somos e pelo que temos sem nos tornarmos reféns de nossa ingratidão. Temos uma fertilidade de memória, para as nossas necessidades e carências, maior do que para os nossos bens de Deus recebidos.

Finalizando, agradeçamos a alguém pelo que significa em nossa vida. E, diante de Deus, também elevar nosso infinito “muito obrigado, Senhor!”.

A acolhida da graça, acompanhada da gratidão, leva-nos a viver cada vez mais intensamente na gratuidade: de graça recebemos, de graça devemos dar, disse-nos o Senhor!


PS: Apropriada para a Liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum, quando se proclama a leitura opcional (2 Rs 5,9-14); bem como para a quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum.

Quaresma: curados pela misericórdia divina

                                                      

Quaresma: curados pela misericórdia divina

Reflexão à luz da passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Rs 5,1-15a) que retrata a cura de um leproso, o sírio Naamã, tem uma mensagem explícita: a vida e a salvação de Deus destinam-se a todos os povos, sem exceção, e uma vez alcançada, deve ser acompanhada de gratidão a fonte da cura e salvação: Deus, e não baal (ídolo).

Deus tem um Projeto de Salvação para toda a humanidade, e ao mesmo tempo, faz um convite para acolhê-lo com amor e gratidão, ainda que não sejamos merecedores.

A misericórdia de Deus não exclui ninguém do Seu Projeto, e Ele está sempre pronto a acolher, curar e perdoar, para que assim, com Ele, possamos manter uma relação de amor, fidelidade e gratidão, numa fé solidificada, que cumulará graça sobre graça.

Deste modo, os israelitas precisavam redescobrir os fundamentos de sua fé, abandonando toda possibilidade de idolatria, numa confiança exclusiva em Deus, Autor da criação e da vida.

Trata-se, portanto, de uma catequese sobre Deus: Deus é o Deus da vida; único, salva a todos, espera a gratidão de suas criaturas e, por fim, não se deixa manipular por nenhuma pessoa, ou qualquer outro poder.

Também, ressalta-se o convite a colocarmos nossa esperança de vida plena tão somente em Deus, e não nos ídolos (falsos deuses), que possam nos seduzir.

Contemplemos e adoremos a Deus que dá a graça a todos, e nós haveremos de dar graças a Deus pelo dom de Seu amor em nosso favor, Sua misericórdia que jamais nos abandona.

Envolvidos pela ternura e amor divinos, vida plena e feliz teremos, e de todos os males que nos marginalizam, nos atemorizam e nos fazem sofrer, seremos libertos.

Com Deus somos fortalecidos em nossas fragilidades, nossos escuros caminhos, pela Luz da Sua Sagrada Palavra são iluminados, e assim, iluminantes nos tornamos.

Sejamos curados por Deus de nossas enfermidades. Reconheçamos Seu poder e ação libertadora em nossas vidas, e na Eucaristia que celebramos, momento maior de Ação de Graças, expressemos nosso obrigado a Deus, que Se fez nosso Alimento, Comida e Bebida que nos fortalecem, enquanto estamos a caminho da eternidade, e um dia possamos alcançar, com inadiáveis e irrenunciáveis compromissos com a Boa-Nova do Evangelho, como frágeis e desejáveis instrumentos por Ele querido.

PS: Escrito para a terceira segunda-feira da Quaresma, mas apropriado para todo o tempo e também apropriado para o 6º Domingo do Tempo Comum (ano B) se for proclamada a passagem opcional (2 Rs 5,9-14)

Em poucas palavras...

                                                 


O itinerário da iniciação à vida cristã

“Toma-se hoje maior consciência de que o Sacramento deve vir no término de um prazo mais ou menos longo, durante o qual a Igreja exerce o seu ministério profético, com a Proclamação da Palavra de Deus e a Leitura dos acontecimentos, e o indivíduo harmoniza sua fé e avalia as condições reais de sua conversão.” (1)

 

 

(1)        Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - p. 232 - sobre a passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Rs 5,1-15a)

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