terça-feira, 10 de março de 2026
O Senhor nos ensina a perdoar
segunda-feira, 9 de março de 2026
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
“Pela misericórdia de Deus...”
As palavras do Apóstolo Paulo, revigoram e iluminam nosso discipulado, a fim de que sejamos peregrinos da esperança, em plena fidelidade à missão que Jesus nos confiou:
“Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. (Rm 12,1-2)
A vida do apóstolo Paulo é a história de um coração extremamente apaixonado e seduzido por Deus, e exorta-nos a assumir atitudes coerentes com a fé que professamos.
Também nos exorta para que assumamos atitudes coerentes com a fé que professamos, tornando nossa vida um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não nos conformando ao mundo em que vivemos, mas configurando-nos ao Senhor e Seu Evangelho, oferecendo nossa vida inteiramente a Deus.
Portanto, exige de nós transformação e conversão de nossa maneira de pensar e julgar, não nos deixando moldar pela lógica do mundo, mas pela lógica do Evangelho, procurando sempre o que é agradável a Deus.
O Apóstolo exorta em nome da misericórdia divina, para que façamos progressos espirituais cada vez maiores, e alguns verbos são expressivos nos ajudam a fortalecer nossos passos em processo contínuo de conversão e de configuração ao Senhor, como sacrifícios a Ele agradáveis:
1º – “a vos oferecerdes” - urge que sejamos sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, pois nisto consiste o verdadeiro e frutuoso culto espiritual. Fazer da vida uma eterna e agradável oferenda a Deus, sobretudo colocando nossa vida no Cálice Sagrado do Senhor, configurados a Ele no Seu Mistério de Paixão e Morte, celebrando piedosa, ativa e frutuosamente a Sua Memória.
2º – “Não vos conformeis com o mundo” – ou seja, não compactuar com a mentalidade do mundo, para que sal, luz e fermento sejamos, como bem nos falou o Senhor, nas passagens evangélicas, e próprio Apóstolo Paulo na Carta aos Filipenses, sobre ter os mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5).
3º – “transformai-vos” – implica viver em permanente atitude de conversão, para que melhor correspondamos aos desígnios de Deus, dando passos sucessivos na escala da perfeição e santidade.
4º – “renovando vossa maneira de pensar e julgar” – a fim de que sejamos moldados pela mão de Deus, porque obras imperfeitas e inacabadas somos.
5º – “distinguir o que é a vontade de Deus” – discernir entre bem e o mal; a mentira e o ódio; o justo e desejável por Deus; o pecado e a graça; o que conduz à vida ou à morte; enfim, fazer o bom uso da liberdade de arbítrio, que por Ele nos foi concedida.
Deste modo, viver um culto agradável a Deus, consiste em viver no amor, no serviço, na doação em entrega a Deus e aos irmãos; e urge, pois, rever o grande sinal que nos identifica, o Sinal da Cruz, que tantas vezes fazemos, e, por vezes, sem pensar no que o gesto implica: carregar a cruz com fé, coragem e fidelidade, como ponte necessária para a eternidade. Sem cruz, não há como conceber e alcançar a eternidade.
Urge que integremos o culto e a vida, fortalecendo os pilares de nossas comunidades, como tão bem expressam as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil – Conferência Nacional do Brasil – CNBB – 2019-2023): os pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.
Quando o culto e a vida andam de mãos dadas, tornam-se agradáveis a Deus, e Jesus Cristo é, verdadeiramente, Senhor de nossa vida e Rei do Universo.
Reflitamos:
- O que precisamos rever em nossa vida de fé (pensamentos, palavras e ações), para melhor correspondermos aos desígnios de Deus, de tal modo, que nossa vida seja um culto agradável ao Senhor?
- Como estamos carregando nossa cruz de cada dia?
- Quais as renúncias necessárias?
- Como vivemos as palavras que o Senhor nos ensinou, na Oração do “Pai-Nosso” – “Seja feita a Vossa vontade...”?
Concluindo, se necessário e possível, procuremos o Sacramento da Penitência, para confessarmos nossos pecados.
Absolvidos, iniciemos um novo caminho, com santos propósitos de progressos maiores ainda no caminho de santidade, a vocação de todos nós, vivendo a vida nova que recebemos no dia do Batismo, e assim irradiaremos a luz divina em todo tempo e em todo o lugar.
Sejamos discípulos do Senhor, e não há outro caminho, senão o caminho da cruz; viver corajosamente a “A loucura da Cruz”, de tal modo que o sacrifício vivo seja acompanhado da necessária conversão.
Fonte: Lecionário comentado – Tempo Quaresma e Páscoa – Editora Paulus – 2011 – p. 202
PS: Oportuno para o Tempo da Quaresma e em todo o tempo.
Quaresma: Tempo de recolocar a vida nos trilhos da Salvação
Quaresma: Tempo de recolocar a vida nos trilhos da Salvação
A
Igreja nos exorta para que façamos da Quaresma um Tempo oportuno para
recolocarmos nossa vida nos trilhos da Salvação.
Quaresma
jamais foi, e jamais será, tempo de luto ou de tristeza!
Quaresma
vem do latim quadragésima e lembra, sobretudo, os quarenta anos do Povo de Deus
no deserto e os quarenta dias do Senhor no deserto sofrendo as tentações do
maligno. É um tempo de quarenta dias vivido na proximidade do Senhor, na
entrega a Ele.
Quaresma
é tempo de:
-
Conversão, purificação e glorificação do Senhor;
-
Mergulhar corajosamente no infinito mar de misericórdia de Deus;
-
Conversão e entrada na prática e na solidariedade de Jesus;
-
Caminharmos para a Festa, preparada no coração através da Oração, jejum e
esmola;
-
Voltarmos confiantes ao Senhor;
-
Carregarmos com fidelidade e coragem nossa cruz de cada dia;
-
Aprofundarmos o desejo de santidade em esforço incansável de conversão,
renúncia ao pecado, e de tudo aquilo que nos afasta de Deus; esforçando-nos por
uma vida mais intensamente santa;
-
Intensa expectativa e inteligente concentração para vivermos intensamente as
alegrias da Ressurreição do Senhor;
-
Abrirmos o coração para a novidade do Evangelho, tendo como centro a Cruz de
Cristo, sinal de salvação e reconciliação com a humanidade;
-
Renovação da Aliança com Deus;
-
Revitalizarmos as promessas do Batismo, para uma inserção mais consciente na
vida da comunidade;
-
Envolvimento de corpo e alma na libertação das pessoas excluídas e oprimidas,
vítimas de tanta corrupção, violência e descaso com a vida;
-
Buscarmos caminhos para valorização da vida que muitas vezes é banalizada,
violada, instrumentalizada;
-
Abandonarmos os ídolos e renovar nossa fidelidade ao Deus de Jesus Cristo por
meio da escuta da Palavra, intensificando momentos de profunda Oração;
-
Sermos conduzidos ao deserto, para que o Senhor nos fale ao coração;
-
Revermos as linhas de conduta, corrigir os erros de trajetória, aprofundar a
unidade entre nós;
-
Reconhecermos o negativo, a morte, o sofrimento, para vencê-los e superá-los,
na Páscoa que se anuncia;
-
Subirmos com Jesus ao monte Tabor e viver na intimidade com Ele, de conhecer
Seus desígnios para vivê-los na planície;
- Ressuscitarmos
com Cristo se colocando a serviço do Seu Reino;
-
Compromisso Fraternidade e a vida: dom e compromisso;
- Sentirmos compaixão e fortalecer a solidariedade com o próximo;
- Compromisso com a Paz bíblica: Plenitude de vida; condições dignas para se
viver.
Continuemos
nossa caminhada Quaresmal, pois há um longo Itinerário Espiritual a ser
percorrido. Estamos apenas no começo, e tenho certeza de que podemos fazer
desta a melhor de todas as Quaresmas já vivida.
Reflexões
não nos faltam. Urge colocá-las em prática, e neste sentido, realizar a
Campanha da Fraternidade que tem como tema - "FRATERNIDADE E
MORADIA", e como lema - "Ele veio morar entre nós" (Cf. Jo 1,14)
Seja
a semente da fraternidade plantada no terreno fecundo do nosso coração, e
regada com o amor mais intenso que devemos viver na Quaresma e em todo tempo.
Cultivemos a esperança de um novo tempo, sinal da Páscoa,
anunciada na madrugada da Ressurreição no mais profundo do coração daqueles que
creem e que fazem da fé um teimoso compromisso com a dignidade humana para que
tenhamos Vida plena!
Em poucas palavras...
A verdadeira fé não exige milagres
“Exigir d’Ele (Jesus) um
milagre, como, aliás, o próprio profeta, é um dom livre da parte de Deus. A fé
que exige milagres não é verdadeira fé.” (1)
(1)Comentário sobre a passagem do Evangelho de São Lucas (Lc
4,24-30) - Missal Cotidiano – Editora Paulus
– 1998 – p.234
Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade
Quaresma: curados pela misericórdia divina
Em poucas palavras...
O itinerário da iniciação à vida cristã
“Toma-se hoje maior consciência de que o Sacramento deve vir no término de um prazo mais ou menos longo, durante o qual a Igreja exerce o seu ministério profético, com a Proclamação da Palavra de Deus e a Leitura dos acontecimentos, e o indivíduo harmoniza sua fé e avalia as condições reais de sua conversão.” (1)
(1) Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - p. 232 - sobre a passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Rs 5,1-15a)







