segunda-feira, 9 de março de 2026

Em poucas palavras...

                                                      


A Cultura do Encontro

“A cultura do encontro constrói pontes e abre janelas para os valores e princípios sagrados que inspiram os outros.

Derruba os muros que dividem as pessoas e as mantêm prisioneiras do preconceito, da exclusão ou da indiferença.” (1)



(1) Papa Francisco à delegação de monges budistas de Taiwan  (16/03/23)

 

A Quaresma e o Sacramento da Penitência - Para bem confessar

                                      

A Quaresma e o Sacramento da Penitência 

Para bem confessar

Urge aprofundarmos sobre este assunto tão vital para uma vida cristã mais ativa, piedosa, consciente e frutuosa, com o conhecimento da Doutrina e da fundamentação bíblica do Sacramento.

Sobretudo a Quaresma e o Advento são Tempos oportunos para procurarmos um Sacerdote, a fim de receber um dos sete Sacramentos da Igreja, o Sacramento da Penitência.

Bem entendido e vivido, este Sacramento nos introduz no Mistério do Amor de Deus, renova-nos para que melhor imagem d’Ele sejamos: “sede santos como Deus é santo” (1 Pd 1,16).

A Igreja nos ensina sobre a necessidade da Confissão Sacramental, para que possamos viver a Ressurreição de Cristo não só na Liturgia, mas também no transcorrer de nossos dias.

Retomo as palavras de São Josemaria Escrivá, que orientam de modo simples e prático para que  nossas confissões sejam concisas, concretas, claras e completas, e assim cheguemos melhor preparados para o Sacramento da Misericórdia Divina:

Confissão concisa, sem muitas palavras: apenas as necessárias para dizermos com humildade o que fizemos ou omitimos, sem nos estendermos desnecessariamente, sem adornos. A abundância de palavras denota às vezes o desejo, inconsciente ou não, de fugir da sinceridade direta e plena; para evitá-lo, temos que fazer bem o exame de consciência.

Confissão concreta, sem divagações, sem generalidades. O penitente indicará oportunamente a sua situação e o tempo que decorreu desde a sua última confissão, bem como as dificuldades que teve para levar uma vida cristã, declarando os seus pecados e o conjunto de circunstâncias que tenham caracterizado as suas faltas a fim de que o confessor possa julgar, absolver e curar.

Confissão clara, para sermos bem entendidos, declarando a natureza precisa das faltas e manifestando a nossa própria miséria com a necessária modéstia e delicadeza.

Confissão completa, íntegra, sem deixar de dizer nada por falsa vergonha, para “não ficar mal” diante do confessor.”

É sempre tempo favorável de nossa salvação, de não desperdiçarmos a graça de Deus: Sendo assim exercemos a função de embaixadores em nome de Cristo, e é por meio de nós que o próprio Deus vos exorta. Em nome de Cristo, suplicamos: reconciliai-vos com Deus” (2Cor 5,20).

Em poucas palavras...

 


“Se eu... Deus...”

“Se eu escuto, Deus não se cala. Se eu me abro, Ele não se fecha. Se eu me confio, Ele me acolhe. Se eu me entrego, Ele me sustenta. Se eu me afundo, Ele me levanta.” (1)

 

(1)“À vontade com Deus”  - José Pagola

 

Em poucas palavras...

                                                   


Matrimônio cristão: Sacramento da Aliança de Cristo com a Igreja

“Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja.

Já o Batismo, entrada no povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho de núpcias (Ef 5,26-27) que precede o banquete das bodas, a Eucaristia.

O Matrimônio cristão, por sua vez, torna-se sinal eficaz, sacramento da Aliança de Cristo com a Igreja. 

E uma vez que significa e comunica a graça desta aliança, o Matrimônio entre batizados é um verdadeiro sacramento da Nova Aliança (Concílio de Trento).” (1)

 

 

(1)               Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 1617

“Mortos para o pecado, vivos para Deus”

                                                      

“Mortos para o pecado, vivos para Deus”

Acolhamos parte do Tratado sobre o Evangelho de São João, escrito pelo Bispo e Doutor da Igreja, Santo Agostinho (séc. V). Ele reflete a conhecida passagem da "mulher pecadora surpreendida em adultério” (Jo 8,1-11).

“Só aquela mulher, e retirando-se todos, o Senhor levantou os Seus olhos e os fixou nela. Já ouvimos a voz da justiça; ouçamos agora também a voz da mansidão.

Quão apavorada deve ter ficado aquela mulher quando ouviu o Senhor dizer: ‘Quem de vocês está sem pecado, que atire a primeira pedra!’

Mas eles se olhavam a si mesmos e, com sua fuga, confessaram-se réus, deixam aquela mulher sozinha com o seu grande pecado na presença d’Aquele que não tinha pecado. E como ela o ouviu dizer: ‘Aquele que está sem pecado, que atire a primeira pedra’, temia ser castigada por Aquele no qual não pode encontrar-se pecado algum.

Contudo, o que tinha afastado de si aos seus inimigos com as Palavras de justiça, fixa nela os olhos da misericórdia e lhe pergunta: ‘Ninguém te condenou?’ Contesta ela: ‘Ninguém, Senhor’. E Ele: ‘Eu também não te condeno’; eu mesmo, que quem talvez temeste ser castigada porque não encontraste em mim pecado algum. ‘Eu Também não te condeno’.

Senhor, o que é isto? Tu favoreces aos pecados? É claro que não é assim. Observa o que segue: ‘Vai, e não tornes a pecar’. O Senhor imediatamente deu sentença de condenação, mas contra o pecado, não contra o homem. Pois, se Ele fosse favorecedor dos pecados, lhe teria dito: Nem Eu te condeno, vai e vive as tuas liberdades; podes estar bem segura de minha absolvição; eu mesmo, peques o que pecares, te livrarei de todas as penas, mesmo as do inferno e de seus verdugos. Não foi esta a Sua sentença.

Não se fixem nisto aqueles que amam no Senhor a mansidão e temam a justiça; porque doce e reto é o Senhor. Tu O amas porque é doce; teme-O também porque é reto... Manso, magnânimo e misericordioso é o Senhor, mas também é o Senhor justo e veraz.

Ele te dá tempo para a correção; porém tu amas mais a dilação do que a emenda. Foste mau ontem? Sê bom hoje. Passaste o dia de hoje em pecado? Não sigas assim amanhã.

Tu sempre esperando e se prometendo muitíssimo da misericórdia de Deus, como se Aquele que te promete o perdão se te arrependes, te houvesse prometido também vida mais longa...” (1)

Retomemos parte do Tratado:

“O Senhor imediatamente deu sentença de condenação, mas contra o pecado, não contra o homem”.

Contemplemos a misericórdia divina, que, nos acolhe como somos, nos perdoa, para que sejamos melhores, que nos corrijamos, nos aperfeiçoemos...

Jamais podemos confundir misericórdia divina como conivência ou consentimento para que pequemos. A misericórdia é, na exata medida, a destruição do pecado, que nos rouba a pureza de coração, para que assim a recuperemos, e tenhamos do Senhor os mesmos pensamentos e sentimentos.

É sempre tempo de nos abrimos à misericórdia divina, sempre pronta a nos acolher e a nos perdoar, mas também é sempre tempo de vivê-la em relação ao nosso próximo, a fim de que sejamos “misericordiosos como o Pai” (cf. Lc 6,36).

A misericórdia divina é para que vivamos mortos para o pecado e vivos para Deus, como nos falou o Apóstolo Paulo (Rm 6,11).


(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - pp. 574-575

Santa Francisca Romana: humildade, paciência e compaixão

                                                        

Santa Francisca Romana: humildade, paciência e compaixão

No dia 9 de março, celebramos a Memória de Santa Francisca Romana (séc. XV), e há escritos sobre esta, por Maria Magdalena Anguillaria, superiora das Oblatas de Tor de’Specchi, que nos fala de sua paciência, compaixão e solidariedade com os pobres.

Deus pôs à prova a paciência de Francisca não apenas nos bens exteriores de sua fortuna, mas quis experimentá-la em seu próprio corpo, por meio de graves e frequentes doenças, com que foi atingida, como já se disse e se dirá em seguida. Mesmo assim, nunca se notou nela o menor gesto de impaciência ou qualquer atitude de desagrado pelo tratamento que, às vezes com certa falta de habilidade, lhe tinha sido ministrado.

Francisca mostrou sua coragem na morte prematura dos filhos, que amava com grande ternura. Aceitava a vontade divina com ânimo sempre tranquilo, dando graças por tudo o que lhe acontecia. Com igual constância, suportou os caluniadores e as más línguas que criticavam seu modo de vida. Jamais demonstrou a menor aversão por estas pessoas que pensavam e falavam mal dela e do que lhe dizia respeito. Mas, pagando o mal com o bem, costumava rezar continuamente a Deus por elas.

Contudo, Deus não a escolheu para ser santa somente para si, mas para fazer reverter em proveito espiritual e corporal do próximo os dons que recebera da graça divina. Por isso, era dotada de grande amabilidade a ponto de que todo aquele que tivesse ocasião de tratar com ela, imediatamente se sentia cativado por sua bondade e estima, e se tornava dócil à sua vontade.

Havia em suas palavras tanta eficácia de força divina, que com breves palavras levantava o ânimo dos aflitos e angustiados, sossegava os inquietos, acalmava os encolerizados, reconciliava os inimigos, extinguia ódios inveterados e rancores, e muitas vezes impediu a vingança premeditada. Com uma palavra, era capaz de refrear qualquer paixão humana e de conduzir as pessoas aonde queria.

Por isso, de toda parte recorriam a Francisca como a uma proteção segura, e ninguém saía de perto dela sem ser consolado; no entanto, com toda franqueza, repreendia também os pecados e censurava sem temor tudo o que era ofensivo e desagradável a Deus.

Grassavam em Roma várias epidemias, mortais e contagiosas. Desprezando o perigo do contágio, a santa não hesitava também nessas ocasiões em mostrar o seu coração cheio de misericórdia para com os infelizes e necessitados de auxílio alheio.

Depois de encontrar os doentes, primeiro persuadia-os a unirem suas dores à paixão de Cristo; depois, socorria-os com uma assistência assídua, exortando-os a aceitarem de bom grado aquele sofrimento da mão de Deus e a suportá-los por amor daquele que em primeiro lugar tanto sofrera por eles.

Francisca não se limitava a tratar os doentes que podia agasalhar em sua casa, mas ia à sua procura em casebres e hospitais públicos onde se abrigavam. Quando os encontrava, saciava-lhes a sede, arrumava os leitos e tratava de suas feridas; e por pior que fosse o mau cheiro e maior a repugnância que lhe inspiravam, imensa era a dedicação e a caridade com que deles cuidava.

Costumava também ir ao Campo Santo, levando alimentos e finas iguarias, para distribuir entre os mais necessitados; de volta para casa, recolhia e trazia roupas usadas e pobres trapos cheios de sujeira; lavava-os cuidadosamente e consertava-os; depois, como se fossem servir ao seu Senhor, dobrava-os com cuidado e guardava no meio de perfumes.

Durante trinta anos, Francisca prestou este serviço aos enfermos e nos hospitais; quando ainda morava em casa de seu marido, visitava com frequência os hospitais de Santa Maria e de Santa Cecília, no Transtévere, o do Espírito Santo, em Sássia, e ainda outro no Campo Santo. Durante o período de contágio não era apenas difícil encontrar médicos que curassem os corpos, mas também sacerdotes para administrarem os remédios necessários às almas. Ela mesma ia procurá-los e levá-los àqueles que já estavam preparados para receber os sacramentos da penitência e da eucaristia. Para conseguir isto mais facilmente, sustentava à própria custa um sacerdote, que ia aos referidos hospitais visitar os doentes que ela lhe indicava”.

Francisca Romana nasceu em Roma, no ano de 1384, casando-se muito jovem e teve três filhos.

A época em que viveu foi marcada por grandes calamidades, e ajudou a muitos pobres com os seus bens, assim como dedicou-se aos doentes.

Uma vida admirável, pelo amor e compaixão em favor dos indigentes e na prática das virtudes, como é próprio de todos os santos e santas, notabilizada pela paciência e humildade.

Fundou ainda, a Congregação das Oblatas, sob a regra de São Bento no ano de 1425, vindo a fazer a passagem para a eternidade quinze anos depois.

Um ícone memorável, a exemplo do Bom Samaritano, que nos fala o Senhor na parábola   - “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34). 

Um luminar memorável para as mulheres e homens de todos os tempos, sobretudo ao refletimos sobre o Dia Internacional da Mulher (8 de agosto).

Concluo lembrando que o exemplo de Santa Francisca Romana está presente em nossas famílias, comunidades e sociedade, oferecendo o bálsamo do amor e da solidariedade para tantos feridos e caídos à beira do caminho.

Mulheres que nutrem os mais belos sentimentos de paciência, humildade e compaixão, porque movidas pelas virtudes divinas da fé, esperança e caridade, porque amadas pelo Senhor, são d’Ele grandes e imprescindíveis instrumentos e sinais.

"Sete duelos"

                                                      

"Sete duelos"

“ Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé.” (1 Pd 5, 8-9a)

Inicialmente, vi a verdade duelando com a mentira que, muitas vezes, se apresentou na boca de pessoas bem maquiadas, trajadas, com palavras bem versadas.

Mentira tão bem apresentada, com convicção e persuasão, que parecia uma verdade incontestável. Vi a verdade tão frágil como se não fosse sobreviver. Mas a verdade não pode morrer, pois seria a morte da própria história e da humanidade.

O duelo continuará. Que vença a verdade no final, a verdade que nos faz verdadeiramente livres, que nos vem do Evangelho, como o próprio Senhor nos diz: – “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8, 32).

Vi a vida duelando com a morte, e assim o fará até o fim da existência. Vi a vida florescendo teimosamente numa flor na singeleza de um barranco, ou brotando nas fendas do asfalto.

Vi a vida vencendo a morte, quando o pão foi partilhado, quando se fez renascer o sorriso nos lábios de alguém que participou de nosso cotidiano, amenizando a dor e o drama de uma solidão e, por vezes, até mesmo abandono, em visitas solidárias e expressão de compaixão e comunhão.

Vi este duelo de tantas pessoas que, em suas atividades profissionais, com zelo, amor, ética, tudo fazem para resgatar, salvar vidas, dando o melhor de si, mesmo na precariedade de recursos materiais e humanos; vencendo cansaços, limites, descasos e carências em todos os âmbitos (educação, saúde, lazer, habitação...).

O duelo continuará. Que a vida seja no final a mais bela vencedora: a vida plena e feliz que Jesus veio nos trazer – “Eu vim para que todos tenham vida e tenham vida plenamente” (Jo 10, 10).

Vi a luz quase que se apagando diante da imensidão das trevas do pecado, da injustiça, da infidelidade, desobediência aos desígnios divinos para a humanidade. Mas vi que quanto maior a escuridão, maior é o efeito da chama.

Aprendi com muitos que o auge da escuridão é, de fato, o início de um novo dia; luz que haverá de ser irradiada, sobretudo, por aqueles que um dia o Batismo receberam, para ser no mundo luz, na prática da Boa-Nova das Bem-Aventuranças, como projeto e programa de vida.

O duelo continuará. Cremos na Palavra do Divino Mestre e Senhor que assim nos falou: “Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8,12).

Vi o sonho duelando com os pesadelos, quando pais e mães, incansáveis, se desdobraram para o melhor oferecer aos filhos, enfrentando filas e aprendendo o milagre da partilha do pouco que se tem, para que o milagre do amor possibilitasse a vitória de um filho (a) em objetivos e sonhos cultivados; bem como vi filhos que sonham, dando o melhor de si, para que o sonho de seus pais não se tornem tristes pesadelos, que roubam as forças e a alegria da existência e da razão, porque se deram e se doaram.

O duelo continuará. Que vençam os mais belos e sagrados sonhos, cultivados no sono sagrado, que alimenta de horizontes o tempo acordado de viver, como diz a canção.

Vi a fé, pequena como um grão de mostarda, duelando com a montanha da incredulidade da força de Deus, que vem em socorro de nossa fraqueza.

Vi a fé autêntica duelando com a fé alienante, por vezes mágica, transferindo soluções para Deus, quando Ele tudo dispôs em nossas mãos.

Até mesmo vi a fé com raízes bíblicas duelando com a pseudofé, fonte de renda e enriquecimentos improcedentes, e até escandalizantes.

Vi a fé de mãos dadas com a razão, em muitos que não se cansam de procurar respostas e saídas para amenizar a dor, o pranto, e o lamento de vidas pela enfermidade fragilizadas, agonizadas.

O duelo continuará. Que a fé seja o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem (Hb 11,1). Como que uma força e impulso que não nos permitem desistir do bom combate.

Vi a esperança, plantada, cultivada e enraizada em mentes e corações duelando contra o seu oposto, o nada mais esperar, como se tivesse chegado ao fim da história, ao caos absoluto e insuperável.

Vi a esperança no canto dos olhos de enfermos, em novo amanhecer envolvidos em suas atividades, como também no olhar de tantos (crianças, jovens, adultos e idosos) de que algo novo há de surgir.

Vi a esperança de mãos dadas com a alegria no coração dos que conseguem ver além do cinza dos muros, e, se preciso como poetas e cantores, emprestam a voz, o olhar e os ouvidos para anunciar que podemos construir a paz, como incansáveis artesãos.

O duelo continuará. Como Abraão que, em esperança, creu contra a esperança, para que se tornasse pai de muitas nações (Rm 4,18), e como canta o poeta: “mas renova-se a esperança. Nova aurora a cada dia. E há que se cuidar do broto para que a vida nos dê flor, flor e fruto”.

Finalmente, vi o maior de todos os duelos: o amor duelando com o ódio, em tantas notícias de violência, assassinatos, chacinas, sangue de inocentes derramado, o chão tristemente marcando, com manchas execráveis, que ferem nosso olhar e nos fazem sofrer pela triste lembrança.

Vi o ódio sorrindo, em aparente destruição do amor, como se ele pudesse ser e ter a última palavra. Mas cremos que o amor é a força que, ainda que em aparentes últimos suspiros, renasce para além de nossa compreensão e discursos racionais, pois o amor jamais passará, nos disse o apóstolo e assim o cremos (1 Cor 13, 8).

O duelo continuará. Que vença o amor no final, pois fomos criados pelo Amor da Trindade, para viver no amor, e amando, encontrar o sentido do existir e a verdadeira felicidade. Somente quem ama é verdadeiramente feliz. 

Sete duelos que vi e vivi, ou que vimos e vivemos; duelos que continuaremos enfrentando, sem fugas e recuos, sempre com o Amor de Deus, que foi pelo Espírito derramado em nossos corações (Rm 5,5).

Na fidelidade a Jesus, renovemos sagrados compromissos com o Seu Reino; permaneçamos firmes no bom combate da fé (2Tm 4, 7-8), contando sempre com a força do Espírito, para que sejamos totalmente atentos aos desígnios do Pai.
Permaneçamos firmes e vigilantes no bom combate da fé, sempre! 

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