segunda-feira, 9 de março de 2026

Em poucas palavras... (IVDTQA)

                               


“O grande Cristo, brilha mais que o Sol sobre todos os seres”

“«A vida derramou-se sobre todos os seres e todos são inundados duma grande luz: o Oriente dos orientes invade o universo e Aquele que era "antes da estrela da manhã" e antes dos astros, imortal e imenso, o grande Cristo, brilha mais que o Sol sobre todos os seres. É por isso que, para nós que n'Ele cremos, se instaura um dia de luz, longo, eterno, que não se extingue: a Páscoa mística»” (1)

 

(1)  Citado no parágrafo n. 1165 do Catecismo da Igreja Católica - Pseudo-Hipólito de Roma, In sanctum Pascha 1, 1-2: Studia patristica mediolanensia 15, 230-232 (PG 59, 755).

Em poucas palavras... (IVDTQA)

                                                      


 

Contemplemos e fixemos nosso olhar de fé em Jesus

“A contemplação é o olhar da fé, fixado em Jesus. «Eu olho para Ele e Ele olha para mim» – dizia, no tempo do seu santo Cura, um camponês d'Ars em oração diante do sacrário.  Esta atenção a Ele é renúncia ao «eu». O seu olhar purifica o coração.

 A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos do nosso coração; ensina-nos a ver tudo à luz da sua verdade e da sua compaixão para com todos os homens. 

A contemplação dirige também o seu olhar para os Mistérios da vida de Cristo. E assim aprende «o conhecimento íntimo do Senhor» para mais O amar e seguir (Santo Inácio de Loyola).” (1)

 

(1)               Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2715

Em poucas palavras... (IVDTQA)

                                                  


A necessária confiança em Deus

“Na base de todas as coisas está a confiança em Deus, desse Deus que só perturba a alegria de seus filhos para lhes proporcionar outra mais certa e maior’” (1)

 

(1)Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1995 – pág. 1008

Em poucas palavras... (IVDTQA)

                                            




A compaixão de Cristo

“Muitas vezes Jesus pede aos enfermos que creiam (Mc 5,34-36; 9,23). Serve-se de sinais para curar: saliva e imposição das mãos (Mc 7,32-36; 8,22-25); lama e ablução (Jo 9,6-15).

Os doentes procuram tocá-Lo (Mc 3,10; 6,56), porque d’Ele saía uma ‘força que a todos curava’ (Lc 6,19). Também nos Sacramentos de Cristo continua a nos ‘tocar’ para nos curar”. (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 1504

Conversão (IVDTQA)

                                                       


Conversão

“No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no
casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e
aguardarmos a metamorfose, porque
ela acaba sempre por chegar”. (1)

Quaresma: tempo favorável de nossa salvação,
Com o imperativo necessário da conversão,
Não somente pessoal, mas em todos os níveis.

Tempo de Graça derramada sobre nós,
Quando nos sentimos envolvidos por Deus
E Sua indizível e infinita misericórdia.

Tempo de progredirmos no conhecimento
Do Senhor e Sua Palavra, que é em todo tempo
Viva e eficaz e alcança o mais profundo de nós.

Tempo de transformação de tudo,
Para que melhores para Deus sejamos,
Correspondendo ao Seu amor numa vida santa.

Tempo de sermos remodelados pelas mãos divinas,
Com mudança radical dos caminhos e rumos,
Em sincera “metanoia”: conversão da mente e coração.

Tempo de escrevermos uma nova página da história,
Com novas linhas e parágrafos diferentes,
Com conteúdo marcado pela beleza e luminosidade.

Tempo de emprestarmos à vida um novo colorido,
No meio da cidade, por vezes, triste,
Vista em seus muros e grades de proteção.

Tempo de redirecionarmos nossa nau,
Para não irmos aonde sopram os ventos
Da conveniência e mediocridade e covardia;

Permitindo que o Senhor tome a direção;
Que Ele reine em nossa vida
Santificando nossos pensamentos e sentimentos.

É tempo de crepitarmos a fé no coração,
Para que a esperança ilumine nosso olhar
E a caridade marque cada pequenina ação.

Tempo de sermos conduzidos pelo Espírito;
Por Ele repletos, vivendo na planície
O Sermão da Montanha: as Bem-Aventuranças.

Tempo de sacrifícios que revertam em vida
Em favor de nosso irmão sedento e faminto
De vida, de paz, de amor e de fraternidade.

Tempo de suportarmos a crisálida necessária,
Para que, chegando ao termo,
Possamos realizar o que Deus para nós preparou.

É tempo de mudança, de transformação, de conversão.
É tempo de graça, de reconciliação, de salvação.
Continuemos a travessia do deserto... 


(1) August Strindberg, Dramaturgo sueco – (1849-1912).

Por Vosso Amor, salvai-nos, Senhor! (IVDTQA)

                                                             

Por Vosso Amor, salvai-nos, Senhor!

“É o Amor de Deus que nos salva do precipício do
contrassenso e da solidão, e coloca no nosso coração
a esperança dos novos céus e da nova terra”

Por Vosso Amor, salvai-nos, Senhor,
Dos precipícios de mil nomes.

Do precipício da falta do bom senso,
Da solidão que nos fragiliza,
Da dúvida que não edifica,
Da angústia que devora sonhos.

Por Vosso Amor, salvai-nos, Senhor,
Dos precipícios de mil nomes.

Do precipício da falta do diálogo,
Da amargura que nos corrói,
Do medo que nos paralisa,
Da mentira que nos escraviza.

Por Vosso Amor, salvai-nos, Senhor,
Dos precipícios de mil nomes.

Do precipício da falta de amor,
Do anonimato que nos faz indiferentes,
Da violência que ceifa vida de inocentes,
Da crueldade que nos torna insanos.

Por Vosso Amor, salvai-nos, Senhor,
Dos precipícios de mil nomes.

Do precipício da falta de coragem,
Do refúgio no que nos torna medíocres,
Da perda das utopias que nos emperra,
Do viver sem sentido obscurecendo horizontes.

Por Vosso Amor, salvai-nos, Senhor,
Dos precipícios de mil nomes.

Do precipício da falta de fé,
Da incredulidade fria e estéril,
Da pseudoesperança com braços cruzados,

Da caridade inativa, mórbida, inoperante... 

Como precisamos do colírio da fé! (IVDTQA)

                                                      

Como precisamos do colírio da fé!

Retomo as palavras de Jacques Monod, prêmio Nobel de medicina, citadas no Missal Dominical para a passagem bíblica da cura do cego de nascença (cf. Jo 9,1-40):

“O homem é um cigano perdido num universo enregelado que lhe é totalmente indiferente”.

O que esta citação quer dizer e o que tem a ver com esta cura?

Assim refletiu o Papa Bento XVI, anos passados:

“O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes.

O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz»”.

Convida-nos à profundidade da fé, abrindo o nosso olhar interior, não permitindo lugares para obscuridades em nossa vida, pois somos filhos da luz como afirma Paulo aos Efésios (Ef  5,8-14).

O Bispo Santo Agostinho assim se expressou:

“Os nossos olhos, irmãos, são agora iluminados pelo colírio da fé”.

Profundidade sim, obscuridade não! Necessitamos deste “colírio da fé”, para uma fé mais profunda, iluminada e iluminadora. As trevas cederão sempre à luz, que emana da Vida Nova do Ressuscitado. Crer no Ressuscitado é certeza de que as trevas cedem lugar à luz, e a morte à vida!

Sem a fé, seríamos como ciganos, vagueando nas penumbras das incertezas, sem um destino auspicioso, sem horizontes e perspectivas, enfim, sem saídas! O mundo, a vida, a nossa história seriam enregelados, tristes, sombrios… De modo que o desânimo e  o caos nos seriam indiferentes.

Mas não! Crendo no Ressuscitado sabemos por onde e com quem caminhar, Jesus. Temos a Verdade que embasa nosso viver, o Evangelho. Temos a vida no tempo presente que se espraia nos deleites da eternidade, o Céu!

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG