segunda-feira, 16 de junho de 2025

Por uma cultura de vida e paz (15/06)

                                                          

Por uma cultura de vida e paz

Na segunda-feira da 11ª Semana do Tempo comum, ouvimos a passagem do Evangelho (Mt 5,38-42), e vemos que cabe ao cristão quebrar a “espiral da violência” com atitudes sempre novas, com espírito profundo e novo da fraternidade.

Oportuno o comentário do Missal Cotidiano:

“Com o Evangelho, estamos em plena pedagogia da criatividade. Requer-se muito esforço de imaginação. Jesus pede respostas novas para as situações, sempre novas.

A caridade é uma aventura que leva de descoberta em descoberta. É um clima de atenção a Deus no irmão, que é fortemente inventivo, como toda atenção de amor.” (1)

Eis o grande desafio para nós discípulos missionários do Senhor, que vivemos um contexto acentuado pela violência de múltiplas formas (verbais ou físicas; virtuais ou reais; pequenas ou de dimensões indizíveis).

Somente com a assistência do Espírito Santo, e com o Seu amor derramado em nossos corações (Rm 5,5), é que conseguiremos viver uma “pedagogia da criatividade” que põe fim a espiral da violência, instaurando relações novas, marcadas pela amizade, fraternidade e respeito ao outro.

Invoquemos a sabedoria do Espírito, a mansidão necessária, para que esta pedagogia vivamos: na  família, na  comunidade e em todo lugar.

Concluindo, reportemo-nos à Bem-Aventurança: “Bem-Aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9), que Jesus nos apresentou no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12).

(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.902

Em poucas palavras... (15/06)

                                         


A aventura da caridade

“Com o Evangelho, estamos em plena pedagogia da criatividade. Requer-se muito esforço de imaginação. Jesus pede respostas novas para as situações sempre novas.

A caridade é uma aventura que leva de descoberta em descoberta. É um clima de atenção a Deus no irmão, que é fortemente inventivo, como toda atenção de amor.” (1)

 

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 5,38-42) - pág. 904

Subamos ao cume da virtude (15/06)

                                                                

Subamos ao cume da virtude

Na Liturgia da segunda-feira da 11ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 5,38-42).

Continuamos aprofundando a prática concreta do Sermão da Montanha (Mt 5,1-12), a fim de que sejamos sal da terra e luz do mundo.

Jesus nos exorta a amar os inimigos, e neste sentido, sejamos iluminados pelo Sermão do Doutor São João Crisóstomo (séc. V).

“'Ouvistes o que foi dito: amarás a teu próximo e odiarás o teu inimigo. Porém eu vos digo: amai aos vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus, que faz se levantar o sol sobre bons e maus e faz chover sobre os justos e injustos’.

Observa como colocou a conclusão de todos os bens. Por isso ensinou a ter paciência com aqueles que nos esbofeteiam e até mesmo a apresentar-lhes a outra face; e não apenas juntar o manto à túnica, mas a caminhar por duas milhas mais com quem nos requisitou para uma, para que em seguida aceitasses com maior facilidade o que era superior a estes preceitos; ou seja, que quem cumprir tudo isso não tenha inimigos. 

Pois bem: existe algo ainda mais perfeito, porque Ele não diz: Não odeies, mas ama. Não disse: não prejudique, mas sim favoreça. Se alguém examina cuidadosamente, encontrará um acréscimo muito maior que este. Porque agora não só manda amá-los, mas a também rogar por eles.

Observas a que degraus subiu e como nos elevou até o próprio cume da virtude? Quero que o medites, enumerando-os desde o princípio: o primeiro grau é não injuriar; o segundo, quando injuriados, não nos vingarmos; o terceiro, não aplicar sobre o autor o mesmo castigo com o qual nos fere, mas sim ter mansidão; o quarto, oferecer-se voluntariamente a sofrer injúrias; o quinto, oferecer ao injuriador muito mais do que ele nos exige; o sexto, não odiar a quem nos faz semelhante injustiça; o sétimo, inclusive amá-lo; o oitavo, ainda favorecê-lo. Finalmente, o nono: rogar a Deus por ele. [...]” (1).

Empenhados em subir estes degraus, viveremos o Mandamento Novo do Amor que nos deu nosso Senhor, um amor que com dimensão universal, sem limites, e que nos permite chegar ao cume da virtude. E bem sabemos que Ele não somente nos deu o Mandamento, mas o viveu plenamente, e nisto nos reconhecerão como discípulos d’Ele.

Meditemos sobre estes degraus que nos levam ao cume da virtude, que deve ser querida por todos aqueles que se põem a caminho, como discípulos missionários do Senhor.



(1) Lecionário Dominical Patrístico - Editora Vozes – 2013 - pp. 140-141

domingo, 15 de junho de 2025

Súplica Trinitária: Fortalecidos pela Santíssima Trindade

 


Súplica Trinitária: Fortalecidos pela Santíssima Trindade

 

Ao amanhecer, o sol adentra pela janela,

Rezo ao Pai, pelo Filho, no Espírito,

Por você e por mim,

Para que tenhamos um abençoado dia.

 

Quando a luz dos olhos vai perdendo o brilho,

Rezo ao Pai, pelo Filho, no Espírito,

E a Trindade do Amor renova meu olhar,

Para a luz divina, incansável, irradiar.

 

Quando as palavras me faltam para consolar,

Rezo ao Pai, pelo Filho, no Espírito,

É-me concedida a Sabedoria que nos acompanha,

E pela Palavra divina, feridas do outro cicatrizadas.

 

Naquele dia que recebi triste notícia,

Rezei ao Pai, pelo Filho, no Espírito,

Para que jamais me entregasse,

Com a força da Trindade, revigorado.

 

Quando as provações se fazem presentes,

Rezo ao Pai, pelo Filho, no Espírito,

Para que fortaleça a semente da fé,

Desabrochando em flores de superação.

 

Quando os objetivos parecem inatingíveis,

Rezo ao Pai, pelo Filho, no Espírito,

Para que renove meu olhar de confiança,

E faça mais viva a chama da esperança.

 

Quando a chama do amor parecer querer se apagar,

Rezo ao Pai, pelo Filho, no Espírito,

Que não permita que tal fato aconteça,

Que a chama do amor seja renovada, forte a crepitar.

Amém.

Trindade Santa, como eu Vos amo!

                                                               


Trindade Santa, como eu Vos amo! 

Ó Deus, nós Vos suplicamos a fim de que Vosso inefável Amor, continue sendo derramado em nossos corações.
 
Ó Deus, como Te amo!
E por mais que Te ame, é um nada,
absolutamente nada,
Diante do Teu amor, mas Te amo!
E quero amar-Te, a cada dia,  sempre mais.
Apaixonado por Cristo, Vosso Amado Filho,
que convosco vive e reina na comunhão com o Espírito Santo.
Amém.

 

Oração à Santíssima Trindade – Papa São João Paulo II (Santíssima Trindade)

                                                              



Oração à Santíssima Trindade – Papa São João Paulo II

Preparando-nos para a celebração da Solenidade da Santíssima Trindade, rezemos esta oração do Papa São João Paulo II, e ao rezarmos, como no mais maravilhoso mergulho, sejamos inseridos no Mistério de Amor da Trindade, contemplando, em silêncio fecundo, a ação de um Deus que Se revela na plena comunhão de três Pessoas, a quem damos toda a honra, glória, poder e louvor.

"Bendito sejais, ó Pai,
porque, no Vosso amor infinito,
nos destes o Vosso Filho Unigênito,
que encarnou por obra do Espírito Santo
no seio puríssimo da Virgem Maria
e nasceu em Belém há dois mil anos.

Ele fez-Se nosso companheiro de viagem
e deu novo significado à História,
que é um caminho a percorrer unidos
na aflição e no sofrimento,
na fidelidade e no amor,
rumo àqueles novos céus e nova terra
onde, vencida a morte, Vós sereis tudo em todos.

Louvor e glória a Vós, Trindade Santíssima,
único Deus altíssimo!

Pela Vossa graça, ó Pai, que o Ano Jubilar
seja tempo de conversão profunda
e feliz regresso a Vós;
seja tempo de reconciliação entre os homens
e progressiva concórdia entre as nações;
tempo em que as lanças se transformem em foices
e o fragor das armas dê lugar ao cântico da paz.

Fazei-nos, ó Pai, viver o Ano Jubilar
dóceis à voz do Espírito,
fiéis no seguimento de Cristo,
assíduos na escuta da Palavra
e na frequência das fontes da graça.

Louvor e glória a Vós, Trindade Santíssima,
único Deus altíssimo!

Sustentai, ó Pai, com a força do Espírito
o empenho da Igreja em prol da nova evangelização
e guiai os nossos passos pelas sendas do mundo,
para anunciarmos Cristo com a vida
orientando a nossa peregrinação terrena
para a Cidade da luz.

Resplandeçam os discípulos de Jesus pelo Seu amor
para com os pobres e os oprimidos;
sejam solidários com os necessitados
e magnânimos nas obras de misericórdia;
sejam indulgentes com os irmãos
para poderem eles próprios
obter de Vós indulgência e perdão.

Louvor e glória a Vós, Trindade Santíssima,
único Deus altíssimo!

Concedei, ó Pai, que os discípulos do Vosso Filho,
purificada a memória
e reconhecidas as próprias culpas,
sejam todos um só, para que o mundo creia.
Cresça o diálogo
entre os seguidores das grandes religiões,
e todos os homens descubram
a alegria de serem Vossos filhos.

À voz suplicante de Maria, Mãe dos povos,
unam-se as vozes em oração
dos apóstolos e dos mártires cristãos,
dos justos de todos os tempos e povos,
a fim de que o Ano Santo seja
para os indivíduos e para a Igreja
motivo de renovada esperança e de júbilo no Espírito.

Louvor e glória a Vós, Trindade Santíssima,
único Deus altíssimo!

A Vós, Pai onipotente,
origem do mundo e do homem,
por Jesus Cristo, o Vivente,
Senhor do tempo e da História,
no Espírito que santifica o universo,
louvor, honra e glória,
hoje e pelos séculos sem fim. Amem!"



(1) Oração de sua santidade João Paulo II pelo bom êxito da celebração do grande jubileu do ano 2000.

Santíssima Trindade inseridos no Amor Trinitário (Santíssima Trindade - Ano C)

Santíssima Trindade: Inseridos no Amor Trinitário
Ao celebrar a Solenidade da Santíssima Trindade (ano C), contemplamos um Deus que é comunidade, uma comunhão de amor: Pai, Filho e Espírito Santo, Deus Uno e Trino, três Pessoas, um só Deus.
A Liturgia da Palavra nos convida a professar nossa fé na Trindade Santa, que nos criou para comungarmos neste Mistério infinito de Amor. Esta é a nossa graça indescritível: fomos inseridos na comunhão com Deus família, Deus Comunidade, e a meta final é a plena comunhão. 

Com a passagem da primeira Leitura (Pr 8,22-31),  contemplamos o Deus Criador, a origem da sabedoria e a sua função no Plano de Deus. Nos versículos precedentes, o autor nos apresenta o púlpito da sabedoria (v.1-11); seus credenciais (v.12-21).
A sabedoria, que tem origem em Deus, é a primeira de Suas obras, e o deleite da Sabedoria é estar junto do homem e da mulher, desempenhando seu papel em favor da humanidade.
É preciso contemplar a obra de Deus e entregar-se em Suas mãos com confiança total, afastando todo fechamento e egoísmo que destroem a Sua obra.
Com a segunda Leitura (Rm 5,1-5) contemplamos um Deus que nos ama pelo Seu Filho, que nos alcança vida em plenitude e oferece a Salvação a todos os povos. O Amor de Deus é verdadeiramente incondicional e quer a nossa felicidade plena.
Se a humanidade acolher, confiar e se entregar à graça de Deus, vida nova alcançará. Logo, a vida nova consiste em viver do Espírito, que nos garante os frutos de paz, esperança e amor.
A Santíssima Trindade assume a precariedade e fragilidade da nossa existência para nos fazer filhos de Deus e herdeiros da vida em plenitude. 
Por vezes se vê uma atitude de indiferença diante de Deus e ao Seu amor e Suas propostas. Há uma preocupação muito maior com o título de um campeonato, o final de uma novela, etc. É preciso que redefinamos nossas metas, nossas prioridades e anseios, redescobrindo a face e o Amor de Deus e por Ele nos deixarmos consumir.
Que as coisas divinas mereçam de nossa parte maior atenção, assim, alegria, vida e paz alcançaremos, vida segundo o Espírito viveremos.
Na passagem do Evangelho (Jo 16,12-15) contemplamos o Amor de Deus revelado pelo Espírito Santo. 
É Ele, o Espírito Santo, que dá segurança e sabedoria aos discípulos para responderem aos desafios da missão evangelizadora, e  quem ajuda na caminhada pelo mundo, neste tempo que vivemos; tempo entre a Morte de Nosso Senhor, Sua Ressurreição e a Parusia. 
É o tempo da Igreja, de captar a Palavra de Deus, e deixar-se guiar por Ela, iluminada pelo Espírito Santo, para total fidelidade ao Projeto de Deus. Cremos que é o Espírito Santo que a recebe de Jesus, anunciando à comunidade quais são os desígnios do Pai. 
Como Igreja sinodal, devemos estar abertos e atentos às interpelações do Espírito que clamam por solicitude, atenção e solidariedade. 
Somente deste modo é que seremos uma Igreja da Santíssima Trindade, uma comunidade marcada pela verdade, vinculada pelo amor, expresso em comunhão, alegria e partilha.
Celebrar a Solenidade da Santíssima Trindade é uma graça que nos possibilita rever, como Igreja que somos, o quanto somos reflexo dela. 
É preciso rever o que deve ser corrigido, para que vivamos mais profunda e frutuosa a comunhão entre nós e com a Trindade Santa; rever o quanto somos abertos aos desígnios divinos, desde o princípio da criação, e o quanto somos atentos aos apelos do Espírito Santo.
Temos que mergulhar decididamente neste Mistério tão profundo e imenso de Amor, descobrindo em cada mergulho que nada ainda sabemos de Deus, e que, muito mais que saber de Deus, é preciso que nos empenhemos no principal: viver o Amor que Jesus nos deixou como Mandamento.
Deus é um Mistério infinito de Amor de três Pessoas, e Ele nos quer envolvidos nesta relação de Amor. Trindade, mais que compreender, é preciso que nos insiramos nesta dinâmica de amor e vida.
Solenidade da Santíssima Trindade é sentir no mais profundo de nós a Sua presença, que Se fez mais íntimo a nós do que nós a nós mesmos. 
Quanto mais percebermos a presença de Deus em nós e no outro, mais humanos seremos, e mais compromissos com a justiça, a fraternidade e o mundo novo teremos.
Entrar na relação da Trindade Santa de Amor nos faz mais humanos, mais felizes, mais amados e fraternos.  

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