domingo, 15 de junho de 2025

Santíssima Trindade: Um profundo Mistério de amor

 


Santíssima Trindade: Um profundo Mistério de amor

A Santíssima Trindade é um mistério profundo, imenso e intenso de amor, e deste modo, a comunidade cristã é chamada a testemunhar este amor indizível, a fim de que se torne uma comunidade credível, a serviço do Reino de Deus, com o coração ardente e pés a caminho, edificando uma Igreja essencialmente sinodal.

Contemplamos o amor de Deus em tantos momentos na vida da Igreja, e um deles é no seu próprio nascimento, quando celebramos a Solenidade de Pentecostes, com o envio do dom do Espírito Santo para assisti-la até o fim dos tempos e até o fim do mundo.

A Igreja nasceu essencialmente missionária e assistida pelo sopro do Espírito, cumprindo-se a Palavra do Senhor de que não ficaríamos órfãos, e jamais experimentou quaisquer resquícios de orfandade, nem experimentará!

Em cada Eucaristia celebrada, a comunidade se nutre do Pão da Vida, participa do Banquete do amor, aprofunda sua relação com o Amor indizível da Trindade, concretizando em ações, para alcançar maior credibilidade.

Esta credibilidade, originalidade e autenticidade da Igreja são proporcionais à intensidade e a profundidade do amor vivido pela comunidade, com relacionamentos mais verdadeiros e fraternos, sobretudo entre os Agentes de Pastoral e todos os fiéis.

Tão somente assim, viverá o espírito missionário e não se omitirá na busca de respostas para as diversas realidades desafiadoras: desestruturação familiar, juventude, drogas, crise de valores éticos, com a consequente debilitação da prática da justiça, a destruição da nossa Casa Comum, o planeta em que habitamos.

Mais do que nunca, é preciso que mergulhemos no Mistério do amor Trinitário, e que ninguém se exclua ou se omita na participação da construção de uma comunidade Trinitária, que vive o amor e a comunhão, tornando-se verdadeiramente sinal do Reino. Aleluia!

 

A inesgotável compreensão de Deus! (Santíssima Trindade)

                                                              

A inesgotável compreensão de Deus!

Mistério encontrado, amado e conhecido, mas ainda tudo por ser, deliciosamente, encontrado, amado e conhecido!

Mistério que não cabe em minha limitada mente que me desafia ao movimento inverso: Mergulhar meus pensamentos e inquietações pessoais n’Ele, o Grande Mistério de Amor por mim.

Mistério que descoberto ainda falta tudo para descobrir.
E uma vez amado ainda há muito para amar.

Mistério que nos envolve ampliando nossa liberdade.
Que nos abraça, acalenta, reorienta, reencanta.

Mistério que se revela aos poucos, porque não somos capazes de acolher no seu todo.
Mistério que nos acompanha, ainda que não o acompanhemos e o percebamos.

Mistério que aceita minha indignação, e às vezes que em vez de declarar amor, diante Dele, permaneço mudo.
Mistério que nos desafia ao constante encontro, reencontro.

Mistério que abre novos horizontes,
Para não nos fixarmos em horizontes mesquinhos e egoístas.

Ó inesgotável compreensão de Deus!
Que nos convida sempre a dar um novo passo e um novo rumo.

Que nos propõe sempre relação de carinho e ternura,
Porque somos obras de Sua mão, amada criatura.

Ó Mistério inesgotável!
Embora algo tenha dito de Vós,
Nada, absolutamente nada, disse.

Tendo algo escrito sobre Deus,
Nada, absolutamente nada, escrevi.

Tendo descoberto algo sobre Deus,
Absolutamente nada, descobri.

Pensando no que fiz por Deus
Nada, absolutamente nada, ainda fiz.

Tendo expressado gratidão a Deus
Miseravelmente agradeci.

Tendo dado o melhor de mim para Deus...
Nada para Deus eu dei.
Mas Deus  deu tudo e muito mais para mim.

O Seu Amor por mim Revelado pelo Seu Filho, nosso Porto Seguro.
O Seu Amor por mim Comunicado pelo Seu Espírito de Amor.

O Seu Amor em mim despertado por tantos timoneiros,
De Sua Palavra portadores, fiéis mensageiros...

Nada de mim para Deus ainda.
Tudo de Deus para mim e
quanto mais o quiser.
Amém! 

A inesgotável compreensão de Deus! - continuação - (Santíssima Trindade)

                                                           

A inesgotável compreensão de Deus!

Ainda sobre a “inexaurível compreensão de Deus”, completo a reflexão com estas palavras do Bispo Santo Agostinho:

“O Pai cria todas as coisas por meio do Verbo, no Espírito Santo; e deste modo, se afirma na Unidade da Santíssima Trindade…

Reina sobre tudo como Pai, princípio e origem; age em tudo, isto é, por meio do Verbo; e permanece em todas as coisas no Espírito Santo…

Pois onde está a Luz, aí também está esplendor da Luz; e onde está o Esplendor, aí também está a Sua Graça eficiente e esplendorosa…

Com efeito, toda a graça que nos é dada em nome da Santíssima Trindade, vem do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo. Assim como toda a graça nos vem do Pai por meio do Filho, assim não podemos receber nenhuma graça senão no Espírito…”.

E assim reflitamos:

“O Pai é a Fonte que Se dá, eternamente, gratuitamente.
O Filho surge deste dom como a perfeita imagem do Pai.
Quanto ao Espírito, Ele, é este mesmo Movimento de amor
Que liga eternamente o Pai e o Filho”. (1)

Mergulhar no Amor Trinitário sempre!
Um amor verdadeiramente indizível.
Construir uma comunidade do Amor, incansavelmente!
Uma comunidade verdadeiramente credível!

Assim como o conhecimento de Deus é inexaurível
E Seu amor indizível, também nossa comunidade, pelo seu modo de viver, há de ser mais credível!



Santíssima Trindade, a mais perfeita comunhão! (Santíssima Trindade)

Santíssima Trindade, a mais perfeita comunhão!

“Viste o Amor, viste a Trindade”

Celebrar a Eucaristia é sempre uma graça divina que nos é oferecida. Nesta Oração Maior, como em toda Oração, não podemos reduzir Deus aos nossos limites, mas devemos dilatar nosso coração para os horizontes de Deus. Este é o convite da Festa que celebramos.

Um Deus em três Pessoas é a mais plena e perfeita sintonia que se possa desejar e pensar, e que Se revela a nós como Mistério profundo de amor, comunhão, alegria, doação, entrega, solidariedade, comunicação, partilha...

Deus é misericórdia ilimitada, com dimensões infinitamente desproporcionais em relação ao nosso amor para com Ele; lento na cólera, rico em bondade e ternura, compassivo e clemente, fiel.  Somente assim podemos conceber a imagem de Deus como a Sagrada Escritura nos revela. 

Está sempre pronto a nos perdoar e conosco viver uma Nova e Eterna Aliança de Amor, primeiramente firmada com Moisés no Monte Sinai.

Ele está sempre nos convidando a subir a montanha para que a nós Se revele, mas só se torna possível quando nos colocamos em atitude de diálogo, comunhão e intimidade. Um encontro que de tão belo, leva-nos ao desejo de eternizá-lo, mas temos que descer a montanha, para esta amizade e encontro ao mundo anunciar e testemunhar.

Celebrar a Festa da Santíssima Trindade não é tanto para que desenvolvamos uma Doutrina sobre ela, é antes de tudo um convite a celebrarmos o Mistério central da fé cristã, um momento de rever e aprofundar nossa origem e destino, revigorar a alegria de termos sido criados à imagem e semelhança divina e convidados, desde o princípio fomos, a viver intensamente esta comunhão.

Com a Celebração temos a graça de aprofundar a missão de sermos reflexos d'Ela, vivendo sinais de comunhão, partilha e esperança, sobretudo se considerarmos que vivemos num mundo dilacerado pela discórdia, com a boa nova envelhecida do individualismo e egoísmo, fazendo morrer todo o sentido de fraternidade, fazendo definhar toda e qualquer forma de esperança.

É escrever e inserir numa fantástica e incrível história de amor, de dom total, uma belíssima e agradável aventura de amor.

Na relação Trinitária contemplamos a incomensurabilidade do Amor de Deus para conosco. É na Cruz a expressão suprema do Amor de Deus. A morte do Filho na Cruz consiste no último ato de uma vida vivida no amor, na doação e na entrega.

Bem afirmou o Bispo Santo Agostinho: “na Cruz se revela o encontro dos três amores: Deus Pai, o eterno Amante; Deus Filho, o eterno Amado; Deus Espírito, o eterno Amor”.

Deus nunca age sozinho. Em linguagem moderna e humana, acompanhada da pobreza de esgotar todo Mistério poderíamos dizer que Deus nunca age sozinho – “trabalha em equipe”. 

O Missal Dominical assim nos enriquece: “Deus é a profundeza última de nossa vida, a fonte do nosso ser, a meta de todos os nossos esforços...

A comunidade Trinitária é verdadeiramente o valor último e supremo, o único e verdadeiro fim último do homem. Uma vez que Deus, e somente Deus, é a plenitude de toda perfeição.

A Comunidade Trinitária é verdadeiramente Mistério... O Mistério de Deus não é um mistério de solidão, mas de convivência, criatividade, conhecimento, amor, de dar e receber, e por isso somos o que somos...

Quem quer viver com Deus não se encontra diante de uma conclusão, mas sempre diante de um início, novo como cada dia. Todo aprofundamento da ideia de Deus implica num novo nascimento.

Reflitamos:

- Ao Deus que nos propõe uma Aliança de Amor, qual é a nossa resposta?Como estamos escrevendo a cada dia uma página nesta história de amor?

Como somos e vivemos como família de Deus, com a divina missão de sermos reflexo da Trindade Santa?
Como nossas famílias vivem o Amor Trinitário?

Como superarmos as discórdias movidos e inspirados pela Comunhão Trinitária?
Deus é comunidade de amor e vida. E nós também o somos?

Concluímos com as palavras de Santo Agostinho: “Deus é um Mistério tão inexaurível que quando encontrado ainda falta tudo para encontrá-Lo”, e disse ainda: Viste o Amor, viste a Trindade”.

E façamos o mesmo em relação às palavras de Santa Catarina de Sena que nos tocam a alma: “Vós, Trindade eterna, sois mar profundo, no qual quanto mais penetro, mais descubro, e quanto mais descubro, mais vos procuro”.

Que digamos juntos:
Ó Trindade Santa, sois nosso berço, 
nosso ninho e nosso destino. 
Contemplo-Vos e adoro-Vos, assim vivo o Amor.  Amém.

Sinais do Amor Trinitário (Santíssima Trindade)

Sinais do Amor Trinitário

Como discípulos missionários do Senhor, elevemos esta Oração, renovando a graça de sermos Igreja e a ela pertencermos, para que, na vivência do Novo Mandamento do Amor que Ele nos deu, possamos produzir os frutos esperados, à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 11,11-26), mergulhando no intenso movimento de amor da Santíssima Trindade.

Oremos:

Senhor, afastai de nós tudo que seja contrário aos Vossos ensinamentos proclamados no Sermão da Montanha, na Oração do Pai Nosso, e em outros momentos memoráveis, que nos fazem iluminados e iluminantes, comunicadores de Vossa Divina Luz, num mundo tão marcado por sombras e escuridão, como expressão do pecado e morte, que teimosamente insistem em sobreviver.

Senhor, livrai-nos da tentação de fazer da Vossa Igreja lugar de posturas e práticas que têm por finalidade, tão somente, a promoção pessoal, o lucro, a competição e a concorrência entre as pessoas, a busca do prestígio, da fama; pouco importando se fazemos multiplicar sentimentos que não estão em sintonia com o Vosso Evangelho, como ciúmes, rancor, raiva, ira, inveja...

Senhor, que a Vossa Igreja, por Vós edificada, seja para nós um local privilegiado para o encontro pessoal com o Vosso Pai, envolvidos pelo Vosso Espírito Santo de Amor, de modo que possamos fazer progressos na fé, sempre revigorados na esperança e reavivados na prática da caridade, vivendo maior comunhão e verdadeiro amor fraterno, correspondendo, de maneira sublime, ao Projeto do Reino por Vós inaugurado. Amém!

“Ó meu Deus, ó meu Tudo” (Santíssima Trindade)

“Ó meu Deus, ó meu Tudo”

"Ó Fogo devorador, Espírito de Amor,
 ‘vinde a mim’ para que se opere em minha alma
como que uma encarnação do Verbo...”.

Reflitamos sobre a “Elevação à Santíssima Trindade”, de 21 novembro de 1904, escrito pela Bem-Aventurada Isabel da Trindade (1880-1906) poucos dias antes de sua morte.

“Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim mesma para fixar-me em Vós, imóvel e pacífica, como se minha alma já estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar-me a paz nem me fazer sair de Vós, ó meu Imutável, mas que em cada minuto eu me adentre mais na profundidade de Vosso Mistério.

Pacificai minha alma, fazei dela o Vosso céu, Vossa morada preferida e o lugar de Vosso repouso. Que eu jamais Vos deixe só, mas que aí esteja toda inteira, totalmente desperta em minha fé, toda em adoração, entregue inteiramente à Vossa Ação criadora.

Ó meu Cristo amado, Crucificado por Amor; quisera ser uma esposa para Vosso Coração, quisera cobrir-Vos de glória, amar-Vos... até morrer de amor! Sinto, porém, minha impotência e peço-Vos revestir-me de Vós mesmo, identificar a minha alma com todos os movimentos da Vossa, submergir-me, invadir-me, substituir-Vos a mim, para que minha vida seja uma verdadeira irradiação da Vossa. Vinde a mim como Adorador, como Reparador e como Salvador.

Ó Verbo Eterno, Palavra de meu Deus, quero passar minha vida a escutar-Vos, quero ser de uma docilidade absoluta para tudo aprender de Vós. Depois, através de todas as noites, de todos os vazios, de todas as impotências, quero ter sempre os olhos fixos em Vós e ficar sob Vossa grande luz; ó meu astro Amado, fascinai-me a fim de que não me seja possível sair de Vossa irradiação.

Ó Fogo devorador, Espírito de Amor, ‘vinde a mim’ para que se opere em minha alma como que uma encarnação do Verbo: que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo na qual Ele renove todo o Seu Mistério.

E Vós, ó Pai, inclinai-Vos sobre Vossa pobre e pequena criatura, cobri-a com Vossa sombra vendo nela só o Bem-Amado, no qual pusestes todas as Vossas complacências.

Ó meu Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita, Imensidade onde me perco, entrego-me a Vós qual uma presa. Sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós, até que vá contemplar em Vossa luz o abismo de Vossas grandezas.”

Santíssima Trindade, um Mistério tão intenso e inesgotável que jamais as palavras todas seriam capazes de expressar o que ela significa para a nossa vida, o que nos possibilita ler, meditar, e nos enriquecermos com preciosidades como esta da Bem-Aventurada Isabel da Trindade (1880-1906).

A Bem-Aventurada nos remete ao Amor comunhão da Trindade Santa, e nos ajuda a desejarmos nos inserir nele.

Reflitamos sobre as três Pessoas divinas e como Elas atuam: Deus Pai que tem a iniciativa, comunicando desde sempre e para sempre o Seu Amor, nos introduzindo nesta comunhão com Ele; o Filho encarnado que realiza a salvação pelo acontecimento do Mistério Pascal, por Sua Morte e Ressurreição e o Espírito Santo, presente como mais belo Hóspede, onde quis fazer Sua morada, como garantia desta verdade e fundamento de toda esperança.

Contemplamos imediatamente o Espírito Santo, que não tem uma obra incompleta para realizar, e tão pouco faz concorrência ao Filho, com ensinamento diverso, porque recebe do que é do Filho para os discípulos anunciarem.

Professamos nossa fé na Trindade Santa e na ação do Espírito Santo, n’Ele sentindo a presença do Filho Encarnado e Ressuscitado, transparência do Amor do Pai. Três Pessoas tão distintas, embora unas.

Finalizo com uma oportuna reflexão do Missal Dominical sobre a Santíssima Trindade:

“O Espírito testemunhará com Sua luz e Sua força  e Amor que Cristo está sempre presente e operante, que Cristo sempre comunica o Espírito, porque o Espírito faz conhecer que a obra de Cristo é obra de Amor, amor d’Ele que Se ofereceu, amor do Pai que O deu.

A Trindade Santa Se manifesta de modo máximo na comunicação do Espírito de Amor aos homens, para que os homens, amando-se como Cristo os amou, amem a Deus e entrem em intimidade com a divina Comunidade de Amor.” (1)

Que a exemplo da Bem-aventurada, cada vez mais nossa vida seja esta desejável inserção na comunhão do Amor Trinitário, até que um dia tenhamos a graça de contemplar a Face de Deus.

E, que na hora de nossa morte possamos repetir as últimas palavras que se puderam ouvir dos seus lábios:

“Vou para a luz, para o amor, para a vida”. Amém!


(1) Missal Dominical pág. 529.

Envolvidos pelo Mistério da Santíssima Trindade (Santíssima Trindade)


Envolvidos pelo Mistério da Santíssima Trindade

Sejamos enriquecidos pelos escritos de São Gregório Nazianzeno, “o Teólogo” (séc. IV), sobre o Mistério da Santíssima Trindade.

“Antes de todas as coisas, conservai-me este bom depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje.

É por Ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-La dou como companheira e dona de toda a vossa vida.

Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Uma nos Três, e que contém os Três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe...

A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em Si mesmo é Deus todo inteiro...

Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim” (1).

Seja toda a nossa vida um mergulho no amor da Trindade Santa, como experimentamos no dia de nosso Batismo, de modo que a temos como companheira de toda a nossa vida.

Retomo a última afirmação:

“Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim”.

Assim aconteça conosco, ao começar a pensar na Unidade: sejamos banhados em todo o Seu esplendor. Comecemos a pensar na Trindade, para que Ela tome conta de nós.

Como discípulos missionários, precisamos deixar-nos envolver pela ternura e docilidade da Santíssima Trindade, para que nossos passos sejam firmados no testemunho das virtudes divinas: fé, esperança e caridade.

Concluo com a afirmação de fé do Concílio Lateranense (séc. XIII):

“Cremos firmemente e afirmamos simplesmente que há um só verdadeiro Deus eterno, imenso e imutável, incompreensível, todo poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três Pessoas, uma Essência, uma Substância ou Natureza absolutamente simples”.

  
(1) São Gregório Nazianzeno, “o Teólogo”, parágrafo do Catecismo da Igreja Católica n.256.

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