domingo, 25 de maio de 2025

Reconciliados com Deus por meio de Jesus Cristo (VIDTPC)

                                                              

Reconciliados com Deus por meio de Jesus Cristo

“Tudo vem de Deus que, por Cristo, nos reconciliou consigo” (2Cor 5,18)

Sejamos enriquecidos pelos Comentários escritos pelo Bispo São Cirilo de Alexandria (Séc. V), sobre a Segunda Carta aos Coríntios, sobre a reconciliação que Deus nos possibilitou por meio de Jesus Cristo, confiando-nos o Ministério da Reconciliação.

“Os que possuem o penhor do Espírito e vivem na esperança da Ressurreição, como se já possuíssem aquilo que esperam, podem dizer que desde agora não reconhecem a ninguém segundo a carne; pois somos todos espirituais e isentos da corrupção da carne.

Com efeito, desde que brilhou para nós a Luz do Unigênito de Deus, fomos transformados no próprio Verbo que dá vida a todas as coisas. E assim como nos sentíamos acorrentados pelos laços da morte, quando reinava o pecado, agora ficamos livres da corrupção, ao chegar à justiça de Cristo.

Por conseguinte, doravante ninguém vive mais sob o domínio da carne, isto é, sujeito à fraqueza carnal. A ela com certeza, entre outras coisas, deve ser atribuída a corrupção.

Neste sentido afirma o apóstolo Paulo: ‘Se uma vez conhecemos Cristo segundo a carne, agora já não o conhecemos assim’ (2Cor 5,16). Como se quisesse dizer: ‘O Verbo se fez carne e habitou entre nós’ (Jo 1,14), sujeitando-se à morte segundo a carne, para a salvação de todos.

Foi deste modo que o conhecemos; todavia, desde este momento, já não é mais assim que o reconhecemos. É verdade que ele conserva a sua carne, pois ressuscitou ao terceiro dia, e vive no céu, à direita do Pai; mas a sua existência é superior à vida da carne. ‘Tendo morrido uma vez, Cristo não morre mais; a morte já não tem poder sobre Ele. Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive’ (Rm 6,9-10).

Então, se Ele se apresentou diante de nós como modelo de vida, é absolutamente necessário que também nós, seguindo seus passos, façamos parte daqueles que não vivem mais na carne, mas acima da carne. É o que diz o grande Paulo, com toda razão: ‘Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura. O mundo velho desapareceu. Tudo agora é novo’ (2 Cor 5,17).

Fomos justificados pela fé em Cristo e terminou o domínio da maldade. Uma vez que ele ressuscitou por nossa causa, calcando aos pés o poder da morte, nós conhecemos aquele que por sua própria natureza é o verdadeiro Deus. É a ele que prestamos culto em espírito e verdade, por intermédio de seu Filho que distribui sobre o mundo as bênçãos divinas do Pai.

Por esse motivo, São Paulo diz com muita sabedoria: ‘Tudo vem de Deus que, por Cristo, nos reconciliou consigo’ (2Cor 5,18). Realmente, o mistério da encarnação e a renovação a que ela deu origem não se realizaram sem a vontade do Pai. É por Cristo que temos acesso ao Pai, como ele próprio afirma: ninguém pode ir ao Pai senão por Ele. Portanto,’ tudo vem de Deus que, por Cristo, nos reconciliou consigo e nos confiou o ministério da reconciliação’”. 

Jesus com sua morte, calcou aos pés o poder da morte e nos reconciliou com Deus, e ainda mais, confiou-nos o Ministério da Reconciliação, libertando-nos dos laços do pecado e da morte, que nos mantinha acorrentados. Bem expressou o Apóstolo Paulo aos Gálatas – “É para a liberdade que Cristo nos libertou. Permanecei firmes, portanto, e não vos deixeis prender de novo ao jugo da escravidão” (Gl 5,1), procurando sempre deixar-se conduzir pelo Espírito e não satisfazendo os desejos da carne (Gl 5,16-24).

Reconciliados com Deus, vivendo a vida nova que alcançamos pelo batismo, morremos para o pecado para vivermos totalmente para Deus, vivendo como uma nova criatura (cf. Rm 6,11), nos passos de Jesus, tendo como projeto de vida as Bem-Aventuranças que o Senhor nos apresentou no alto da Montanha (Mt 5,1-12).

Em poucas palavras...

 


O Paráclito

Jesus, ao anunciar e prometer a vinda do Espírito Santo, chama-Lhe o «Paráclito», que, à letra, quer dizer: «aquele que é chamado para junto», ad vocatus (Jo 14, 16. 26; 15, 26; 16, 7).

«Paráclito» traduz-se habitualmente por «Consolador», sendo Jesus o primeiro consolador (1Jo2,1). O próprio Senhor chama ao Espírito Santo «o Espírito da verdade» (Jo 16,13).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – n. 692

A Promessa do Senhor se realizou: O Espírito nos enviou! (VIDTPC)

A Promessa do Senhor se realizou:
O Espírito nos enviou!

No 6º Domingo da Páscoa (ano C), celebramos o Domingo da promessa que se cumprirá e se cumpre sempre: não estamos sozinhos na caminhada cristã.

Estamos num contexto de despedida do Senhor aos Seus discípulos: Sua ausência não será definitiva, nos enviará o Paráclito. Eis a promessa que pouco tempo depois, e para sempre, se cumpriu (cf. Jo 14,23-29).

Ele nos acompanha com Sua presença, ação e apelos do Espírito Santo em cada tempo e em cada realidade.

Seremos e somos assistidos pelo Espírito Santo, o Paráclito, que podemos traduzir por advogado, defensor, o conselheiro, o intercessor, consolador, auxiliador...

O Bispo de Jerusalém, São Cirilo (séc. V), assim nos fala do Espírito Santo:

“Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho:
vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e,
depois por meio desse, a alma dos outros.

Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe
nos olhos a sua luz, começando a enxergar
claramente coisas que até então não via.

Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a Sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava”.


O Espírito Santo ilumina a Igreja, para que ela se abra e acolha o essencial, o fundamental, que é a prática do Mandamento do Amor, oferecendo ao mundo a proposta universal de Salvação como nos leva a refletir a passagem da primeira Leitura (At 15,1-19).

A Igreja conduzida pelo Espírito é ajudada a perceber o que deve ser mantido e o que deve ser superado.

O Espírito Santo nos abre ao diálogo, à comunhão e ao compromisso com a paz.

Já não há mais lugar para monólogos estéreis, fraturas que dividem a humanidade (pela cor, raça, ideologia, religião...), tão pouco para obstáculos indestrutíveis da alegria e da vida... Com Ele tudo é novo, as coisas antigas passaram...

A Igreja deve colocar-se em constante atitude de acolhida e escuta do Espírito para responder aos apelos e desafios de seu tempo, iluminando a realidade com a luz do Espírito Santo que afasta todo e qualquer sentimento de orfandade para que venhamos a dar os passos necessários na construção de um novo céu e uma nova terra, a Jerusalém Celeste, a Cidade dos céus, que tanto desejamos, sonhamos e nos empenhamos em construir, apesar de todos os desafios do tempo presente (cf. At 21,10-14.22-23).

O Espírito Santo assegura à Igreja a vitalidade, a audácia, a imaginação, a liberdade, o desprendimento, dinamismo e ardor...

Garante a revitalização e o retorno ao primeiro amor que o Senhor despertou em nosso coração... Afinal, Deus quis fazer em nós Sua morada.

O Encontro Eucarístico é por excelência a manifestação do Espírito, de modo que Celebrar a Eucaristia é vislumbrar um pedaço do céu que se abre sobre a terra, em que os raios da glória da Jerusalém celeste atravessam as nuvens da história e vem iluminar nossos caminhos, como nos falou o querido Papa João Paulo II em uma de suas Encíclicas.

É vislumbrar e comprometer-se com a Jerusalém Messiânica! Em cada Eucaristia a Palavra do Senhor ganha vitalidade e esplendor para revigorar-nos na edificação da Igreja, como sinal do Reino, em relações de amor, perdão, doação, serviço, solidariedade...

Quando somos bons ouvintes, necessariamente somos bons praticantes e Ele em nós faz a Sua morada e nos torna hospedeiros do mais belo Hóspede e prisioneiros do mais belo Amor, construtores do novo céu e da nova terra.

A Jerusalém Celeste, a Cidade da Paz em que o
Senhor reina glorioso, vitorioso, e nós participantes
desta Divina Vitória, para que um dia possamos
entrar na Sua indescritível glória! 

A ação do Espírito na vida da Igreja (VIDTPC)

                                                                    

A ação do Espírito na vida da Igreja

Na passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 15,1-19), Lucas nos fala do primeiro concílio realizado em Jerusalém, sobre a necessidade ou não da circuncisão dos cristãos não judeus, com a ajuda e iluminação do Espírito Santo.

São Cirilo, Bispo de Jerusalém, no séc. IV, nos oferece uma bela passagem sobre a ação deste na vida da Igreja:

“Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho:
vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e,
depois por meio desse, a alma dos outros.

Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe
nos olhos a sua luz, começando a enxergar
claramente coisas que até então não via.

Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a Sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava”.


O Espírito Santo ilumina a Igreja, para que ela se abra e acolha o essencial, o fundamental, que é a prática do Mandamento do Amor, oferecendo ao mundo a proposta universal de Salvação.

A Igreja conduzida pelo Espírito é ajudada a perceber o que deve ser mantido e o que deve ser superado, abrindo-nos ao diálogo, à comunhão e ao compromisso com a paz.

Já não há mais lugar para monólogos estéreisfraturas que dividem a humanidade (pela cor, raça, ideologia, religião...), tão pouco para obstáculos indestrutíveis da alegria e da vida... Com Ele tudo é novo, as coisas antigas passaram...

A Igreja deve colocar-se em constante atitude de acolhida e escuta do Espírito para responder aos apelos e desafios de seu tempo, iluminando a realidade com a luz do Espírito Santo que afasta todo e qualquer sentimento de orfandade para que venhamos a dar os passos necessários na construção de um novo céu e uma nova terra, a Jerusalém Celeste, a Cidade dos céus, que tanto desejamos, sonhamos e nos empenhamos em construir, apesar de todos os desafios do tempo presente.

O Espírito Santo assegura à Igreja a vitalidade, a audácia, a imaginação, a liberdade, o desprendimento, dinamismo e ardor...

Garante a revitalização e o retorno ao primeiro amor que o Senhor despertou em nosso coração... Afinal, Deus quis fazer em nós Sua morada.

O Encontro Eucarístico é por excelência a manifestação do Espírito, de modo que Celebrar a Eucaristia é vislumbrar um pedaço do céu que se abre sobre a terra, em que os raios da glória da Jerusalém celeste atravessam as nuvens da história e vem iluminar nossos caminhos, como nos falou o Papa São João Paulo II em uma de suas Encíclicas.

É vislumbrar e comprometer-se com a Jerusalém Messiânica! Em cada Eucaristia a Palavra do Senhor ganha vitalidade e esplendor para revigorar-nos na edificação da Igreja, como sinal do Reino, em relações de amor, perdão, doação, serviço, solidariedade...

Quando somos bons ouvintes, necessariamente somos bons praticantes e Ele em nós faz a Sua morada e nos torna hospedeiros do mais belo Hóspede e prisioneiros do mais belo Amor, construtores do novo céu e da nova terra.

Esperamos a Jerusalém Celeste, a Cidade da Paz em que o Senhor reina glorioso, vitorioso. Nós somos, com o Espírito Santo, participantes desta Divina Vitória, até que um dia possamos entrar na Sua indescritível glória!  

PS: Oportuno para refletirmos sobre a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 15,1-2;22-29)

Novo Céu e Nova Terra (VIDTPC)

Novo Céu e Nova Terra

A passagem do Livro do Apocalipse (Ap 21, 1-5a) nos apresenta a missão de construirmos um novo céu e uma nova terra, que é a meta última de nossa história.

A visão do autor – “Jerusalém que desce do céu” – retrata a realidade de que o novo céu e a nova terra têm origem divina e possibilita nossa resposta, nossa participação.

Discípulos do Ressuscitado, esperamos e nos comprometemos com a Jerusalém Celeste tornando o mundo mais fraterno, mais justo e solidário, a meta da harmonia e da felicidade sem fim. Não haverá mais dor, luto, morte e sofrimento.

A partir desta fé inaugura-se um relacionamento que transforma a si mesmo e todos os que estão em sua volta, culminando até na renovação de todas as estruturas geradoras de lágrimas, dor, sofrimento e luto.

O amor e a alegria de sermos partícipes na construção do Reino devem estar presentes em nossas comunidades. Isto ocorre quando os ministérios diversos são postos a serviço da comunidade, e não nos servimos dela para qualquer outro objetivo. A grandiosidade está no servir à comunidade e não o contrário.

Somente no amor vivido é que reconhecerão que somos discípulos do Ressuscitado, e esta passa a ser para sempre a nossa identidade (cf. Jo 13,35).

De modo que nossa identidade não é uma filosofia, tão pouco a prática de ritos em si mesmo, mas a intensidade e profundidade do como e do quanto amamos.

A Ressurreição de Jesus Cristo nos convoca a nossa própria renovação, bem como de todas as estruturas do mundo, para que seja a expressão de uma Aliança que deu certo. Ter nos amado e nos amado até o fim, não foi em vão.

Urge intensificar e renovar sagrados compromissos com a construção do novo céu e da nova terra, movidos pela fé no Cristo Vivo e Ressuscitado. Amém. Aleluia.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja (VIDTPC)

                                                                

Enviai, Ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja
“Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o
Pai enviará em meu nome, Ele vos ensinará
tudo e vos recordará tudo o que Eu
vos tenho dito” (Jo 14,26)

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, como uma suave brisa ligeira, pois jamais Vos manifestais de modo espetacular e sensacionalista.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, Ele que é para nós o Defensor, que o Pai enviou em nome do Filho para tudo nos ensinar e obras maiores fazermos.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, concedendo-nos o impulso dinâmico que a faz viva, continuadora da missão a Vosso Filho confiada.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, para que o anúncio e testemunho da Palavra divina seja sempre atual e recriador de novos relacionamentos e novos tempos.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, para que façamos a correta interpretação da Palavra divina, irradiando luz, alegria e esperança.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, para que jamais nos descuidemos ou fragilizemos nos sagrados compromissos com o Reino, sem resquícios de indiferença ou omissão.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, e com Ele, os sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, temor e piedade. Amém.


Fonte de inspiração: João 14,21-26; Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.429

Jesus prometeu e cumpriu: enviou-nos um Defensor (VIDTPA)

Jesus prometeu e cumpriu: enviou-nos um Defensor

 “O Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de
receber, porque não O vê nem O conhece”

No 6º Domingo da Páscoa (ano A), a Liturgia nos convida a contemplar a proximidade e paternidade de Deus, que não nos deixa órfãos.

A presença divina é sempre discreta, mas de eficácia tranquilizadora na história da Igreja. O que Jesus disse aos discípulos, num contexto de despedida, tornou-se uma verdade para sempre – “Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós” (Jo 14,18).

Na passagem da primeira Leitura (At 8,5-8.14-17), vemos a ação da comunidade cristã testemunhando a Boa Nova de Jesus, numa presença libertadora e salvadora da vida humana.

A mensagem é explícita: O Espírito Santo somente se manifestará e atuará se a comunidade se propuser a viver uma fé integrada, numa família de irmãos que se reúnem em comunhão com o Pai e o Filho:

Para que uma comunidade se constitua como Igreja, não basta uma aceitação superficial da Palavra, nem manifestações humanas (por muito impressionantes que sejam).

Ao mesmo tempo, é preciso que qualquer comunidade cristã tenha consciência de que não é uma célula autônoma, mas que é convidada a viver a sua fé integrada na Igreja universal, em comunhão com a Igreja universal.

Toda a comunidade que quer fazer parte da família de Jesus deve, portanto, acolher a autoridade e buscar o reconhecimento dos pastores da Igreja universal. Só então se manifestará nela o Espírito, a vida de Deus” (1)

A passagem da segunda Leitura (1Pd 3,15-18) é uma exortação para que a comunidade permaneça confiante, apesar das hostilidades e dificuldades encontradas. É ocasião favorável para o testemunho sereno da fé, num autêntico amor, até mesmo pelos seus perseguidores, assim como o próprio Cristo, que fez da Sua vida um dom de Amor a todos:

“Os cristãos devem, também, estar sempre dispostos a apresentar as razões da sua fé e da sua esperança – isto é, a dar testemunho daquilo em que acreditam (vers. 15b).

No entanto, devem fazê-lo sem agressividade, com delicadeza, com modéstia, com respeito, com boa consciência, mostrando o seu amor por todos, mesmo pelos seus perseguidores.

Dessa forma, os perseguidores ficarão desarmados e sem argumentos; e todos perceberão mais facilmente de que lado está a verdade e a justiça (vers. 16).

Os cristãos devem, ainda, em qualquer circunstância – mesmo diante do ódio e da hostilidade dos perseguidores – preferir fazer o bem do que fazer o mal (vers. 17)”. (2)

A comunidade dos que creem em Deus deve pautar a vida pela lógica de Jesus e não pela lógica do mundo, fazendo a doação da vida, por amor, alcançando assim, a glória da Ressurreição. Deve manter viva a confiança, a alegria, a fidelidade, a esperança...

Na passagem do  Evangelho (Jo 14,15-21), numa ceia de despedida, Jesus assegura aos discípulos, inquietos e assustados com Sua eminente partida para junto do Pai, a vinda do Paráclito.

Sua missão será conduzir a comunidade em direção à verdade, à comunhão cada vez mais profunda, íntima e intensa com Ele. Tão somente assim a comunidade se tornará a morada de Deus no mundo, no fiel testemunho da Salvação oferecida por Deus à humanidade.

Vivendo o Mandamento do Amor, permanecerão com Ele, e junto do Pai enviará o Defensor, o Paráclito:

“Se me amais, guardareis os meus Mandamentos, e Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: O Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não O vê nem O conhece” (Jo 14,  15.17a).

Após a missão de Jesus, caberá ao Paráclito assistir a comunidade que dará continuidade a esta:

Enquanto esteve com os discípulos, Jesus ensinou-os, protegeu-os, defendeu-os; mas, a partir de agora, será o Espírito que ensinará e cuidará da comunidade de Jesus.

O Espírito desempenhará, neste contexto, um duplo papel: em termos internos, conservará a memória da pessoa e dos ensinamentos de Jesus, ajudando os discípulos a interpretar esses ensinamentos à luz dos novos desafios; por outro, dará segurança aos discípulos, guiá-los-á e defendê-los-á quando eles tiverem de enfrentar a oposição e a hostilidade do mundo.

Em qualquer dos casos, o Espírito conduzirá essa comunidade em marcha pela história, ao encontro da verdade, da liberdade plena, da vida definitiva”. (3)

Renovemos a alegria de continuar a missão de Jesus, contando com a força e presença do Paráclito, do Espírito Santo, que conduz, ilumina, orienta, fortalece a Igreja, como tão bem vamos celebrar, em breve, na Festa de Pentecostes.

Também, hoje, a Evangelização coloca à nossa frente desafios, provações, inquietações. Não podemos estacionar, menos ainda recuar no testemunho da fé. Dar razão da esperança é preciso, pois Deus habita em nós e na Sua Igreja.

A razão de nossa esperança passa necessariamente pela qualidade do testemunho do nosso amor, que torna válida, frutuosa a nossa fé, fecundando o mundo novo, como instrumento da realização do Reino por Jesus inaugurado.


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