Oportuna é a reflexão de Santo Hilário de Potiers, Doutor da Igreja (séc. IV).
Vivamos, não mais sob o jugo da Lei, mas iluminados e conduzidos pelo Espírito; saibamos colocar nossos pães e peixes em comum, para que todos tenham vida plena e feliz.
Peregrinos da esperança e a mansidão necessária
“– 1 Não te irrites com as obras dos malvados
nem invejes as pessoas desonestas;
– 2 eles murcham tão depressa como a grama,
como a erva verdejante secarão.
– 3 Confia no Senhor e faze o bem,
e sobre a terra habitarás em segurança.
– 4 Coloca no Senhor tua alegria,
e ele dará o que pedir teu coração.
– 5 Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino;
confia nele, e com certeza ele agirá.
– 6 Fará brilhar tua inocência como a luz,
e o teu direito, como o sol do meio-dia.
– 7 Repousa no Senhor e espera nele!
Não cobices a fortuna desonesta,
– nem invejes quem vai bem na sua vida
mas oprime os pequeninos e os humildes.
– 8 Acalma a ira e depõe o teu furor!
Não te irrites, pois seria um mal a mais!
– 9 Porque serão exterminados os perversos,
e os que esperam no Senhor terão a terra.
– 10 Mais um pouco e já os ímpios não existem;
se procuras seu lugar, não o acharás.
– 11 Mas os mansos herdarão a nova terra,
e nela gozarão de imensa paz.
– 12 O pecador arma ciladas contra o justo
e, ameaçando, range os dentes contra ele;
– 13 mas o Senhor zomba do ímpio e ri-se dele,
porque sabe que o seu dia vai chegar.
– 14 Os ímpios já retesam os seus arcos
e tiram sua espada da bainha,
– para abater os infelizes e os pequenos
e matar os que estão no bom caminho;
– 15 mas sua espada há de ferir seus corações,
e os seus arcos hão de ser despedaçados.
– 16 Os poucos bens do homem justo valem mais
do que a fortuna fabulosa dos iníquos.
– 17 Pois os braços dos malvados vão quebrar-se,
mas aos justos é o Senhor que os sustenta.
– 18 O Senhor cuida da vida dos honestos,
e sua herança permanece eternamente.
– 19 Não serão envergonhados nos maus dias,
mas nos tempos de penúria, saciados.
– 20 Mas os ímpios com certeza morrerão,
perecerão os inimigos do Senhor;
– como as flores das campinas secarão,
e sumirão como a fumaça pelos ares.
– 21 O ímpio pede emprestado e não devolve,
mas o justo é generoso e dá esmola.
– 22 Os que Deus abençoar, terão a terra;
os que ele amaldiçoar, se perderão.
– 23 É o Senhor quem firma os passos dos mortais
e dirige o caminhar dos que lhe agradam;
– 24 mesmo se caem, não irão ficar prostrados,
pois é o Senhor quem os sustenta pela mão.
= 25 Já fui jovem e sou hoje um ancião,
mas nunca vi um homem justo abandonado,
nem seus filhos mendigando o próprio pão.
– 26 Pode sempre emprestar e ter piedade;
seus descendentes hão de ser abençoados.
– 27 Afasta-te do mal e faze o bem,
e terás tua morada para sempre.
– 28 Porque o Senhor Deus ama a justiça,
e jamais ele abandona os seus amigos.
– Os malfeitores hão de ser exterminados,
e a descendência dos malvados destruída;
– 29 mas os justos herdarão a nova terra
e nela habitarão eternamente.
– 30 O justo tem nos lábios o que é sábio,
sua língua tem palavras de justiça;
– 31 traz a Aliança do seu Deus no coração,
e seus passos não vacilam no caminho.
– 32 O ímpio fica à espreita do homem justo,
estudando de que modo o matará;
– 33 mas o Senhor não o entrega em suas mãos,
nem o condena quando vai a julgamento.
– 34 Confia em Deus e segue sempre seus caminhos;
ele haverá de te exaltar e engrandecer;
– possuirás a nova terra por herança,
e assistirás à perdição dos malfeitores.
– 35 Eu vi o ímpio levantar-se com soberba,
elevar-se como um cedro exuberante;
– 36 depois passei por lá e já não era,
procurei o seu lugar e não o achei.
– 37 Observa bem o homem justo e o honesto:
quem ama a paz terá bendita descendência.
– 38 Mas os ímpios serão todos destruídos,
e a sua descendência exterminada.
– 39 A salvação dos piedosos vem de Deus;
ele os protege nos momentos de aflição.
= 40 O Senhor lhes dá ajuda e os liberta,
defende-os e protege-os contra os ímpios,
e os guarda porque nele confiaram.”
Com
o Salmo 36(37), refletimos sobre o destino dos maus e dos bons:
“Este
salmo alfabético procura ensinar uma atitude de fé: dar mais valor à vida com
Deus do que a felicidade passageira dos maus, e acreditar que realmente feliz é
só o justo que confia em Deus.” (1)
Nisto consiste a Bem-Aventurança que o Senhor Jesus nos apresentou no Sermão da
Montanha:
“Bem-aventurados os mansos, pois eles
herdarão a terra.” (cf. Mt 5,5).
Roguemos
a Deus a mansidão e sabedoria necessárias para que firmemos nossos passos, como
peregrinos da esperança, na fidelidade ao projeto de Deus a nós confiado, com
renovados compromissos com a promoção do bem, porque tão somente assim,
felicidade plena alcançaremos. Amém.
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB –
pág. 756
O poder do Espírito Santo
“Pelo poder do Espírito Santo, nós tomamos parte na Paixão de Cristo, morrendo para o pecado, e na Sua Ressurreição, nascendo para uma vida nova. Somos os membros do Seu corpo, que é a Igreja (1 Cor 12), os sarmentos enxertados na videira, que é Ele próprio (Jo 15,1-4):
‘É pelo Espírito que nós temos parte em Deus. [...] Pela participação no Espírito, tornamo-nos participantes da natureza divina [...]. É por isso que aqueles em quem habita o Espírito são divinizados’.” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – n. 1988 – citando Santo Atanásio.
Celebremos
o Aniversário da Dedicação de nossa Igreja Catedral
No dia 1º de maio de 2025, Festa de São José
Operário, celebraremos 39 anos da
instalação de nossa amada Diocese e 16 anos da dedicação de nossa Igreja
Catedral. Uma bela história para celebrar no altar do Senhor.
Sempre oportuno e necessário, para bem
celebrar, conhecermos um pouco da sua história:
- A Diocese pertence à Província Eclesiástica
de Diamantina e foi criada a 18 de dezembro de 1985 pela Bula Pontifícia “Recte Quidem”, do Papa São João Paulo
II, tendo seu território desmembrado da Arquidiocese de Diamantina e das
Dioceses de Governador Valadares e Itabira - Coronel Fabriciano;
- Sua instalação solene aconteceu em 1º de
maio de 1986, pelo Exmo. e Revmo. Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Carlo
Furno, que também, nesta data, deu posse ao primeiro Bispo Diocesano, Dom
Antônio Felippe da Cunha, SDN (Missionário Sacramentino de Nossa Senhora).
Quanto à Igreja Catedral, assim lemos na placa
comemorativa da dedicação da Igreja Catedral da Diocese de Guanhães – MG:
“No
ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2009, sendo pontífice S. S. o Papa
Bento XVI, Bispo Diocesano Dom Emanuel Messias de Oliveira, esta Catedral foi
dedicada a Deus em honra do Arcanjo São Miguel. Guanhães, 1° de maio de 2009.”
A Igreja Catedral, conforme nos ensina a Igreja,
tem extrema importância:
-
“Inculque-se no espírito dos fiéis, da maneira mais oportuna, o amor e
veneração para com a Igreja Catedral. Para isto, muito contribui a celebração
do aniversário da sua dedicação, bem como peregrinações dos fiéis em piedosa
visita, sobretudo em grupos organizados por paróquias ou regiões da diocese.” (1)
-
“Para melhor realçar a importância e dignidade da Igreja particular,
festejar-se-á o aniversário da dedicação da sua Igreja Catedral: na própria Igreja Catedral, com o grau de solenidade; nas restantes Igrejas da diocese, com o
grau de festa. Isto, no próprio dia em que ocorrer o aniversário da dedicação.
Se esse dia estiver perpetuamente impedido, esta celebração será fixada no dia livre
mais próximo. O aniversário da dedicação de Igreja própria será, nela,
celebrada com o grau de solenidade.” (2)
Agradecemos a Deus pela graça de uma bela Igreja Catedral, com traços modernos, e de uma beleza indizível, que nos favorece o bem
celebrar, o recolhimento, a oração, e a renovação das forças para que no
cotidiano vivamos nossa fé, como peregrinos de esperança, com gestos e
compromissos com a caridade em todos os momentos e âmbitos:
“Pela sua força simbólica, a Catedral
converte-se em casa de oração, em escola da verdade, lugar de escuta da Palavra
e lugar de elevação do espírito e de encontro com Deus. Amar e venerar a
Catedral é amar a Igreja como comunidade de pessoas unidas pela mesma Fé, pela
mesma Liturgia e Caridade. É fundamental que a Catedral, presidida pelo Bispo
com a participação do povo que forma a comunidade diocesana, seja expressão da Igreja
Local viva e peregrina. Espera-se também que a Catedral seja um centro modelador
da Liturgia, da Evangelização, da Cultura e da Caridade sendo assim expressão e
sinal de toda a vida da comunidade diocesana.” (3)
Com isto, temos um longo caminho a
percorrer, para maior valorização da Igreja Catedral, para que não seja apenas
um espaço, um prédio, mas realização de tudo quanto ela significa e nos
desafia, sobretudo na ação evangelizadora, como Igreja sinodal, misericordiosa
e missionária, em que nos faz cada vez mais compassivos, próximos e solidários
com quem mais precisar; alegres, convictos, amorosos, zelosos e ardorosos arautos
do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
(1) Cerimonial dos bispos n.
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(2)Idem n. 878
(3)https://diocese-braga.pt/documento/2022-08-28-o-eixo-de-uma-catedral-34709-1