sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Presbíteros segundo o Coração do Bom Pastor

 


Presbíteros segundo o Coração do Bom Pastor

Sejamos iluminados pelas ricas definições de “bom pastor”,  segundo o Cardeal Walter Kasper:

“Quem, portanto, é um pastor que leva a sério seu serviço pastoral e sua responsabilidade pastoral? Citemos apenas alguns traços:

- Bom pastor é quem guia e tem a coragem de determinar uma direção clara e confiável a partir da fé. Isso é necessário principalmente hoje, quando muitos estão como ovelhas sem orientação. Blablablá e adaptação ao que muitos desejam ouvir não representam um posicionamento pastoral, mas um fracasso pastoral. Entretanto, cabe também ao pastor não reagir com dureza de coração, mas demonstrar compreensão, compaixão e paciência para com aqueles que não o acompanham na caminhada, que ficaram para trás e são fracos. Pastor é quem é capaz de dizer a verdade no amor.

- O bom pastor é amigo da vida, que deixa jorrar para os outros as fontes da vida, lhes propicia nutrição espiritual no caminho da vida, que os acompanha com seu conselho, consolo e encorajamento no caminho da vida e os ajuda a encontrar a vida verdadeira e a ter vida em plenitude em Jesus Cristo.

- Bom pastor é quem não permanece sempre no círculo mais estreito dos que já são fiéis, mas também vai atrás dos que se extraviaram, se perderam, se sentem estranhos ou estão à margem. Ele os tirará dos espinheiros em que se enredaram, ainda que ele próprio se fira ou se arranhe. E, ao tirá-los, vendo que ainda não podem ou não podem mais andar, os tomará em seus ombros fortes e os carregará de volta.

- Bom pastor é quem é vigilante, quem alerta seu rebanho para os perigos e os defende perante a ameaça de perigos internos e externos. Ele não foge de situações difíceis, como, por exemplo, a perseguição; não tenta pôr-se em segurança a si e a seus queridinhos, mas se mantém firme no perigo com o rebanho que lhe foi confiado.

- Por fim, o bom pastor não se apascentará a si mesmo. Ele não busca vantagem própria, não se poupa, mas arrisca sua vida e a sacrifica pelos outros. Por esse motivo, o serviço do pastor não se pode restringir ao tempo do expediente burocrático; ele exige o homem por inteiro, a pessoa toda; em situações extremas, ele também pode exigir que se ponha a vida em risco.

Graças a Deus, esses desafios e perigos extremos não existem entre nós atualmente, nem no futuro próximo, mas há várias regiões no mundo onde a perseguição e a opressão são uma realidade.” (1)

Oremos:

Ó Deus, nós Vos pedimos por todos os padres, para que sejam cada vez mais configurados ao Coração do Vosso Filho Jesus, o Bom Pastor, conduzidos e iluminados pelo fogo do Amor do Santo Espírito.

Ajudai-os para que sejam pastores que levam a sério o serviço pastoral com responsabilidade e dedicação, de tal  modo que:

- Guiem e tenham a coragem de determinar uma direção clara e confiável a partir da fé, e que saibam dizer a verdade no amor ao rebanho.

- Sejam amigos da vida, deixando jorrar para os outros as fontes da vida, para que com o rebanho alcancem a vida em plenitude.

- Não permaneçam sempre no círculo mais estreito dos que já são fiéis, mas saibam ir atrás dos que se extraviaram, se perderam, se sentem estranhos ou estão à margem.

- Sejam vigilantes e saibam alertar o rebanho a eles confiados sobre os perigos e os defenda perante a ameaça de perigos internos e externos.

- Não fujam de situações difíceis, como possíveis perseguições; e permaneçam firmes no perigo com o rebanho que lhes foi confiado.

- Não se apascentem a si mesmos, e jamais busquem vantagens próprias, não se poupando, mas arriscando a própria vida em sacrifícios pelo rebanho. Amém.

 

(1) Servidores da alegria – Existência sacerdotal – serviço sacerdotal – Cardeal Walter Kasper – Edições Loyola – p.75-76

Nenhum comentário:

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG