Eucaristia e serviço ao próximo
“Porque quem se eleva será humilhado e
quem se humilha será elevado” (Lc 14, 11)
Na Liturgia do Sábado da 30ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 14,1.7-11), e refletimos sobre os valores fundamentais para a construção do Reino de Deus: humildade, gratuidade e amor desinteressado.
Temos a apresentação dos critérios para uma autêntica participação do Banquete do Reino e não do banquete farisaico; e também em que consiste a lógica divina, que contrapõe a humildade à superioridade, a simplicidade ao orgulho, o serviço à ambição, o ocupar o último lugar ao invés dos primeiros, a solidariedade para com os últimos e não se servir do próximo.
É bom esclarecer que a competição é necessária, desde que não leve à destruição do outro, mas à busca de maior qualificação para melhor servir. Esta deve ser a marca daqueles que se põem a caminho com o Divino Mestre Jesus.
Iluminadora a citação do Missal Dominical: “Para todos, em qualquer plano da hierarquia social que se encontrem, escolher o último lugar significa usar o próprio lugar para o serviço dos últimos e não para o domínio sobre eles” (1).
Deste modo, a conversão é um apelo constante em nossa caminhada cristã. Cremos e professamos a fé em Jesus Cristo que, com Sua morte, assumida livremente na Cruz, nos apresentou um Deus cuja Sabedoria é imprevisível e impensável e tão distante da sabedoria humana.
Assim afirma o Missal Dominical: “Jesus seria um entre os muitos mestres de virtude, se não tivesse vivido até o fim Sua Palavra, e se Sua Pessoa, Sua Palavra, Sua vida não fossem a revelação definitiva de Deus (2).
A Cruz é Sua Sabedoria, Seu Livro, Sua Palavra reveladora. A morte de Jesus não é o fim de uma tentativa de instaurar um novo Reino; é o Seu ato de nascimento;... Converter-se à Sabedoria de Deus é ver na Cruz que a verdade do Amor tem na morte o seu teste. Quem entra no Reino começa uma nova sabedoria.”
Reflitamos:
- - Quais são os convidados para os nossos banquetes?
- - Qual a lógica do banquete que celebramos?
- - Pautamos a nossa vida pela humildade, gratuidade e amor desinteressado?
- - Nossa prática pastoral também é marcada por estes valores?
Notas:
(1) Missal Dominical – p.1223
(2) Idem – pp.1222-1223
Nenhum comentário:
Postar um comentário