domingo, 12 de abril de 2026

“Meu Senhor e meu Deus” (IIDTPA)

                                            

“Meu Senhor e meu Deus”

Era o primeiro dia da semana... Um acontecimento memorável que marcou a vida dos primeiros discípulos, e, para sempre, a vida da Igreja, irradiando a luz que jamais se apaga, porque foi a manifestação gloriosa do Senhor Jesus, vivo e Ressuscitado.

Portas fechadas por medo dos judeus, compreensível, pois o que haviam feito ao Divino Mestre, poderiam o mesmo fazer com Seus discípulos seguidores. Quem não ficaria com medo diante do trágico acontecimento, da crudelíssima morte do Justo, Santo e Inocente?

Inspirado na passagem do Evangelho de João (20,19-31), apresento uma súplica, a fim de que nossas forças sejam renovadas, e também o nosso compromisso batismal, para que sal e luz da terra sejamos, vida nova, no Espírito, vivamos, gosto de Deus ao mundo demos

Oremos:

Senhor Jesus Ressuscitado, creio que para Vós não há porta e absolutamente nada que impeça Sua ação. Suplico-Vos, rompei a porta de meu coração, para nele fazer Vossa morada, e assim eu Vos acolha como o mais belo Hóspede.

Senhor, afastai de nós todo medo que possa nos fragilizar. Medo de tantos nomes, sobretudo nos momentos difíceis por que passamos. Vossa divina presença, Senhor, nos dá segurança, porque sois nosso refúgio, nosso escudo, nossa luz e proteção.

Senhor, ficai no centro de minha vida, assim como da comunidade que participo. Que absolutamente nada ocupe a centralidade em minha vida. Que eu saiba buscar, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça e tudo mais me será acrescentado, como Vós mesmo nos dissestes e nos assegurais.

Senhor, Vossa divina presença é para nós a comunicação da alegria, mas não a alegria ilusória e passageira que o mundo dá, e que nos afasta da verdadeira alegria, que somente de Vós procede. Pois Vós também dissestes, que somente Vós podeis nos dar a plena alegria.

Senhor Jesus, dai-me a Vossa paz, o Shalom, a plenitude de todos os bens, dons. Somente em Vós e convosco, eu encontro a paz plena, que não significa a ausência de problemas, ou uma falsa paz conseguida com drogas ou coisa semelhante, mas com seu alto preço consequente.

Senhor Jesus, como é maravilhoso poder contar com o Vosso sopro, que nos comunica a presença e ação do Espírito, que não nos permite que nos sintamos órfãos, e nos envia em missão para remissão dos pecados, inauguração de novos tempos, novos relacionamentos, mundo novo e reconciliado.

Senhor, unido ao Mistério de Vossa Paixão, em comunhão com Vossas Chagas dolorosas, cremos que sois vitorioso, glorioso, e que estais sentado à direita do Pai. Sem ter visto e nem tocado, como Tomé, também digo: “Meu Senhor e meu Deus”, exultante de alegria pelas Vossas Chagas gloriosas.

Senhor, renovo minha fé, e assim como Vosso Apóstolo Pedro nos exortou, quero testemunhá-la com a esperança que não murcha, que floresce em terrenos áridos e sombrios, porque impelido pelo Vosso amor que não passa, e o coração para sempre inflama. Amém. Aleluia.

A Palavra, a Ceia e o seguimento... (IIDTPA)

                                              


A Palavra, a Ceia e o seguimento...


Quando na Palavra cremos,
as redes do nosso coração ficam cheias.

Quando o Senhor conosco parte e reparte o Pão
Alegra-se nossa alma, refazem-se as nossas fibras,
Sangue novo jorra nas veias de nosso coração.

E, assim, amor professado e renovado,
Quem será capaz de impedir o ardor na missão?

A presença do Ressuscitado, ontem e hoje, é a comunicação da paz, do “shalom”, da plenitude de todos os dons para que vivamos a missão sem medo, desânimo, lentidão, omissão.

Nada pode impedir a manifestação do Ressuscitado, e como o Pai O Enviou, Ele nos comunica o Seu Espírito para levarmos adiante a Sua missão (Jo 20,19-31).

Como não sentirmos Sua presença caminhando e falando conosco Sua Palavra, fazendo arder nossos corações?

Como não abrir nossos olhos e não O reconhecermos no partir do Pão, na vivência da comunhão, do amor fraterno, da partilha?

Como ouvir Sua Palavra e não lançarmos as redes exatamente onde Ele manda, para que a noite de nossos fracassos se torne uma pesca abundante (Jo 21, 1-19)?

Como não oferecermos a Ele o melhor de nós, os frutos de nosso trabalho, o pouco ou muito que tenhamos, em cada Banquete Eucarístico, para que o milagre do amor e da partilha leve à superação de toda forma de dor, sofrimento, miséria, tornando a vida mais bela e Pascal?

Como não responder sim, como Pedro o fez três vezes quando Ele o interrogou se O amava mais do que todos, para com fidelidade, coragem e muito amor conduzir a barca, a Igreja de Cristo, não mais pescando peixes, mas resgatando a humanidade do mar da escravidão, do egoísmo, do sofrimento e da morte.

É Tempo Pascal e, somente na atenta escuta à Sua Palavra é que nossas Eucaristias farão o vínculo mais estreito e desejável entre a fé e a vida, para fidelidade incondicional no seguimento.

Fidelidade na cruz, alegria na glória alcançada. Combatendo o bom combate da fé, completando nossa corrida, como nos falou o Apóstolo (2Tm 4, 1-8) é que alcançaremos a coroa da glória.

No encontro com o Senhor:

-  a confiança se renova e frutifica, pois cremos em Sua palavra.

-  a familiaridade da ceia no Pão partilhado nos nutre e nos inebria.

- o coração inflamado de amor, febris de amor nos pomos alegremente em missão.

Façamos nossas as palavras do Salmista:“Maravilhas fez e faz conosco o Senhor, exultemos de alegria!”  (Sl 125):

Cremos no Mistério da Páscoa, 
da Ressurreição do Senhor, em cada novo amanhecer.
Aprendamos com Pedro, o discípulo amado,
e tantos que deram testemunhos da fé,
febris de amor sejamos, para que jamais nos sintamos
enfraquecidos a ponto de não dar a razão de nossa esperança.
Aleluia!  

Oração oficial do Santo Padre para o Jubileu da Misericórdia

                                                              

Oração oficial do Santo Padre para o Jubileu da Misericórdia

Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.

O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.

Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as Palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus!

Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta Sua onipotência, sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.

Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a Sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem,  proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.



Fonte:

PS: O Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, teve início no dia 08 de dezembro de 2015, e encerramento no dia 20 novembro de 2016.

Iluminados pelos Prefácios da Páscoa

                                                       



                               Iluminados pelos Prefácios da Páscoa

O Prefácio da Páscoa I: “O Mistério Pascal”:

“...Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação proclamar vossa  glória, ó Pai, em todo tempo, mas com maior júbilo, louvar-Vos nesta noite (neste dia ou neste tempo) em que Cristo, porque Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.

É ele o verdadeiro Cordeiro, que tirou o pecado do mundo; morrendo, destruiu a nossa morte e, ressurgindo, restaurou a vida. Por isto, transbordando de alegria pascal, exulta a criação por toda a terra; também as Virtudes celestes e as Potestades angélicas proclamam um hino à vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:...”

O Prefácio da Páscoa II“A vida nova em Cristo”:

“...Por ele os filhos da luz nascem para a vida eterna e para os vossos fiéis abrem-se as portas do reino dos céus. Nossa morte foi redimida pela sua e na sua ressurreição ressurgiu a vida para todos....”

O Prefácio da Páscoa III“O Cristo vivo, nosso intercessor”:

“... Ele continua a oferecer-se por nós, e junto de vós é nosso eterno defensor. Imolado, já não morre; e, morto, agora vive eternamente...”

O Prefácio da Páscoa IV“A restauração do Universo pelo Mistério Pascal”:

“... Pois, destruído o que era velho, toda a criação decaída é renovada e em Cristo nos foi recuperada a integridade da vida....”

O Prefácio da Páscoa V: “O Cristo, sacerdote e vítima”:

“...Pela oblação de seu corpo pregado na cruz levou à plenitude os sacrifícios antigos e, entregando-se a vós para a salvação, revelou-se, ao mesmo tempo, sacerdote, altar e cordeiro...”.

São riquíssimos os Prefácios, que muito podem enriquecer nossa espiritualidade, trilhando o itinerário Pascal. Aleluia!

Súplica pela misericórdia (IIDTPA)

                                   

Súplica pela misericórdia

Discípulos Missionários do Senhor e  misericordiosos como o Pai haveremos de ser.

Muito oportuna a Oração escrita por Santa Faustina Kowalska, em 1937, e que se encontra em seu Diário (p.163 - Caderno I), para que assim o sejamos.

Compreendamos no que consiste a misericórdia para um cristão, e o que ela exige, para que seja autêntica e agradável a Deus.

Sejamos misericordiosos como o Pai! E somente seremos, se nos configurarmos decididamente a Jesus, que nos revela a Face misericordiosa do Pai, na plena comunhão com o Espírito Santo, o Amor.

Ajudai-me, Senhor, para que os meus olhos sejam misericordiosos, de modo que eu jamais suspeite nem julgue as pessoas pela aparência externa, mas perceba a beleza interior dos outros e possa ajudá-los.

Ajudai-me, Senhor, para que os meus ouvidos sejam misericordiosos, de modo que eu esteja atenta às necessidades dos meus irmãos e não me permitais permanecer indiferente diante de suas dores e lágrimas.

Ajudai-me, Senhor, para que a minha língua seja misericordiosa, de modo que eu nunca fale mal dos meus irmãos; que eu tenha para cada um deles uma palavra de conforto e de perdão.

Ajudai-me, Senhor, para que as minhas mãos sejam misericordiosas e transbordantes de boas obras, nem se cansem jamais de fazer o bem aos outros, enquanto, aceite para mim as tarefas mais difíceis e penosas.

Ajudai-me, Senhor, para que sejam misericordiosos também os meus pés, para que levem sem descanso ajuda aos meus irmãos, vencendo a fadiga e o cansaço; o meu repouso esteja no serviço ao próximo.

Ajudai-me, Senhor, para que o meu coração seja misericordioso e se torne sensível a todos os sofrimentos do próximo; ninguém receba uma recusa do meu coração. Que eu conviva sinceramente mesmo com aqueles que abusam de minha bondade. Quanto a mim, me encerro no Coração Misericordiosíssimo de Jesus, silenciando aos outros o quanto tenho que sofrer.

Vós mesmo mandais que eu me exercite em três graus da misericórdia; primeiro: Ato de misericórdia, de qualquer gênero que seja; segundo: Palavra de misericórdia – se não puder com a ação, então com a palavra; terceiro: Oração. Se não puder demonstrar a misericórdia com a ação nem com a palavra, sempre a posso com a oração. A minha oração pode atingir até onde não posso estar fisicamente.
Ó meu Jesus, transformai-me em Vós, porque Vós tudo podeis”. Amém.

PS: Reflexão oportuna para o 7º Domingo do Tempo Comum (ano C) e na quinta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum, quando ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,27-38), e continuamos a refletir sobre o Sermão da Planície feito por Jesus (Lc 6,17.20-26). Memória celebrada dia 6 de outubro.

Quem, por medo, as portas não fecharia? (IIDTPA)

                                           


Quem, por medo, as portas não fecharia?

“Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas,
por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-Se no meio deles, disse:  ‘A paz esteja convosco’”(Jo 20,19)
 
Quem a portas, por medo, não fecharia?
Eliminaram a vida do Amado, em quem tanto confiávamos.
Esperanças e confiança, com eles mortas, para sempre enterradas!
 
Enterradas?
Não. Definitivamente não!
Ressuscitou como disse. Aleluia!
 
Não há portas que possam impedir Sua nova presença.
Ele vive e está entre nós, O Primeiro e o último.
Aquele que vive, nos falou o discípulo amado(cf. Ap 1,17).
 
“Estive morto, mas agora estou vivo para sempre.
Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos.
Escreve, pois o que viste, aquilo que está acontecendo
E que vai acontecer depois.” (cf. Ap. 1,18)
 
Com Ele vivo e Ressuscitado,
O início de uma nova criação,
Primeiro dia da semana.
 
Centralidade em nossas vidas em todos os momentos e lugar
Com Ele, por Ele, para Ele todo o nosso existir.
Com o sopro do Seu Espírito, há uma missão a cumprir.
 
Suas chagas que na sexta-feira escura da dor paixão e morte,
A mansão dos mortos, o sepulcro por amor visitou.
Mas o Pai, para sempre, em mesmo amor, glorificou.
 
Vive, para sempre, Aquele que tantos nos amou.
Viveremos para sempre por quem tanto nos amou.
Peregrinando na esperança, fiéis a divina missão
Que à Sua Igreja, com o Santo Espírito nos confiou. 
 
Vençamos todo o cansaço, todo o medo.
Anunciar o mundo o mais belo segredo de quem crê:
Nada mais será como antes. Ressuscitou Aleluia.
 
Quem, por medo, as portas não fecharia?
Mas agora não pode impedir o anúncio,
Corajoso testemunho. Aleluia! Aleluia!

Em poucas palavras... (IIDTPA)

                                                       


“Ó Deus de eterna misericórdia...”

“Ó Deus de eterna misericórdia, na festa anual da Páscoa, reacendeis a fé do povo a Vós consagrado.

Aumentai a graça que destes para que todos compreendam melhor o Batismo que os lavou, o Espírito que os regenerou, e o sangue que os redimiu. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus, e concosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém."

 

(1) Oração do dia – 2º Domingo da Páscoa

 

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