sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Escrevo...

                                                        

Escrevo...
“Ide pelo mundo e pregai o
Evangelho a toda criatura...” (Mc 16, 15)

Escrevo para comunicar a Palavra de Deus.
Não somente dentro da Igreja e suas paredes,
Mas na vastidão infinita da rede virtual.

Escrevo porque não posso conter o que pulsa em meu coração,
Que desejo chegue a quem souber aproveitar como luz,
Que possa iluminar os recônditos existenciais da escuridão.

Escrevo para arar corações endurecidos,
Porque cada palavra, antes o meu pus a arar,
Removendo a impossibilidade de uma semente frutificar.

Escrevo cada texto, que se com abertura acolhido,
Refletido, e na vida ressoado, poderá ajudar no necessário remover
Da ferrugem das almas, que tantos e tantas fazem morrer.

Escrevo para estabelecer o encontro e diálogo de almas,
Que não se contentam com a mediocridade do mundo,
E não se curvam diante das dificuldades, não se iludem com as palmas.

Escrevo para possibilitar a quem tem o dom de cantar.
Que as minhas letras se tornem, com sua voz e melodia,
Um sopro da Voz Divina em duras e sórdidas travessias.

Escrevo para que se tornem mensagens virtuais, ou não.
Que enviadas, encaminhadas, espalhem por todos os cantos
Que é possível um mundo mais belo, sem lágrimas, dor e prantos.

Escrevo para que se tornem mensagens impressas e trocadas:
Em nascimentos, aniversários, doenças, desencantos e morte,
Na certeza de que mais forte é o Amor que venceu inclusive a morte.

Escrevo porque as palavras brotam em minha mente e coração.
E, que se não as expressar, a quantos possa algo comunicar e ajudar,
Pecarei pela omissão e covardia, porque não comuniquei força e alegria.

Escrevo porque creio na força da vida das palavras,
E na força das palavras na própria vida.
Inspirando-me na mais Bela Palavra, a de Cristo Jesus.

Escrevo com a coragem e a ousadia de quem não deixa de sonhar
E um mundo novo vislumbra como sinal do Reino de Deus.
Ser instrumento desta graça, porque não com ardor me empenhar? 

Escrevo rompendo o anonimato, com nome e sobrenome,
Em fidelidade a minha Igreja e sua sábia e sã doutrina.
Importa é o Evangelho viver, anunciar, testemunhar.

“Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16).

PS: Comemoramos 18 anos deste blog em março.

A insustentabilidade da crítica

                                                           

A insustentabilidade da crítica

“A autocrítica é uma higiene psíquica essencial”  

A insustentabilidade da crítica é
diretamente proporcional à incapacidade da autocrítica.
 
A crítica, bem-feita, é sempre bem-vinda,
mas de mãos dadas com a autocrítica.
 
Deste modo, ela acontece
Quando acompanhada da humildade,
Finas flores da caridade e sinceridade.
 
Crítica, bem-feita, pede complemento: 
Construtiva, edificante, sincera, simplesmente.
 
Precisamos reaprender o poder
Fermentador da crítica,
Germinadora para frutos produzir,
como semente em sua pequenez.
 
Preciosa e mútua colaboração seja,
Para um mundo mais fraterno e humano
Sobretudo se temos a chama
Do Amor Divino, do Espírito Santo iluminador.
 
Sejamos críticos! 
Acolhamos a crítica!
Mas regada, acompanhada de amor,
Sem o que, faremos mal à alma: indesejável dor.
 
Não deixemos de acreditar na semente do novo,
que brota da crítica e autocrítica, 
como expressão de bondade e caridade, 
para edificar relacionamentos mais sinceros e fraternos.
 
Crítica de mãos dadas e entrelaçadas com a autocrítica, 
certeza de caridade vivenciada. Amém.
  

(1)Lições de um século de vida - Edgar Morin – Bertrand Brasil – p.109 

PS: Oportuno para a reflexão das passagens do Evangelho (Lc 6,39-45; Mt 7,1-5, 1 Cor 13).

Cresçamos com a crítica e autocrítica no dia a dia, sempre acompanhada da caridade que edifica.

 


Ilumina minha alma, Senhor!

                                            

Ilumina minha alma, Senhor!

Somente Te conhecerei, Senhor, plena e verdadeiramente, quando não me fundamentar apenas no conhecimento de Ti, numa leitura racional e científica da Palavra e da História, reduzindo-Te a um personagem extraordinário, que escreveu linhas memoráveis desta.

Somente Te conhecerei, Senhor, plena e verdadeiramente, quando fizer um encontro pessoal contigo, estabelecendo uma relação de intimidade e amizade através da Oração.

Somente Te conhecerei, Senhor, sentindo e contemplando Tua presença no cultivo de uma genuína espiritualidade, alimentado por Tua Palavra e pelo Teu Corpo e Sangue, verdadeira Comida e Bebida.

Somente Te conhecerei, Senhor, se não fizer de Ti um objeto de conhecimento, mas que eu Te veja como uma Pessoa que quer estabelecer conosco uma relação pessoal afetiva e efetiva, em favor do Reino pelo qual deste a Tua vida.

Somente Te conhecerei, Senhor, e poderei a Ti ver, compreender e amar, vivendo de acordo com os valores que propuseste, ao chamar cada um de nós pelo nome, com necessária renúncia, despojamento, e assim, com maior liberdade e fidelidade seguir-Te, no caminho da Cruz que nos leva à glória.

Somente serei Teu discípulo, Senhor, se coragem tiver de morrer como um grão de trigo, para não ficar só, e produzir muitos frutos para a glória de Deus, como fizeste, Divino Grão de Trigo, e a mesma coragem tiver e mesma fidelidade e obediência a Deus viver.

Somente peço, Senhor, a graça de permanecer contigo em todas as horas, e que Tu permaneças comigo em todas as horas.

Quero viver a minha hora na mais perfeita sintonia com a máxima hora da Tua agonia e morte, sem jamais fugir, evadir e, na paixão pelo Teu Reino, jamais me omitir.

Tão somente assim, Senhor, Tua divina Luz, em mim e por mim, há de reluzir, até que um dia possa contigo na eternidade, num abraço acolhido, a face do Pai contemplar, e na presença do Teu Espírito para sempre viver. Amém.

Em poucas palavras...

                                        


Disciplina e entrega “paulinas” na ação evangelizadora

“Para aceitar o Evangelho e assimilá-lo em profundidade, é necessário treino, exercício, domínio do corpo, capacidade de luta.

Para evangelizar, o cristão deve ser totalmente consagrado a Deus no sentido paulino da ‘escravidão’; deve estar em contínuo exercício de ascese, deve poder dominar o próprio corpo, para chegar a uma ‘existência verdadeiramente nova’” (1)

 

 

(1)        Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1262 – passagem bíblica – (1 Cor 9,16-19.22b-27)

O Presbítero e os meios de comunicação social (2010)

                                                     

O Presbítero e os meios de comunicação social

Sobre a missão dos Presbíteros nos meios de comunicação social, sobretudo neste tempo que estamos vivendo, em que se multiplica a sua atuação nos mesmos, oportuno retomar a Mensagem para o 44º dia Mundial das Comunicações Sociais, do Papa Bento XVI, no ano de 2010, dada a pertinência e atualidade do Tema: “O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra”.

Acena para a crescente importância dos modernos meios de comunicação que fazem parte, desde há muito tempo, como instrumentos na ação evangelizadora.

A missão sacerdotal tem como tarefa primária anunciar Cristo, Palavra de Deus encarnada, e comunicar a multiforme graça divina portadora de Salvação mediante os Sacramentos, citando a passagem da Carta de Paulo aos Romanos (Rm 10,11.13-15), sobre esta “altíssima dignidade e beleza da missão sacerdotal – “Todo aquele que acreditar no Senhor não será confundido”. […] Portanto, todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Mas como hão-de invocar Aquele em quem não acreditam? E como hão-de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão-de ouvir falar, se não houver quem lhes pregue? E como hão-de pregar, se não forem enviados?”

Novamente citando o Apóstolo – “Ai de mim se não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 9,16), vê no mundo digital a abertura de perspectivas e concretizações notáveis para a evangelização aconteça, de modo que o sacerdote se ocupará pastoralmente disto, colocando todos os media ao serviço da Palavra.

No entanto, é pedido aos presbíteros a capacidade de “...estarem presentes no mundo digital em constante fidelidade à mensagem evangélica, para desempenharem o próprio papel de animadores de comunidades, que hoje se exprimem cada vez mais frequentemente através das muitas ‘vozes’ que surgem do mundo digital, e anunciar o Evangelho recorrendo não só aos ‘media’ tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis inclusive para a evangelização e a catequese”.

O sacerdote na pastoral digital, como consagrado deve fazer transparecer seu coração de consagrado e revelando a todos e à humanidade desorientada de hoje, que “Deus está próximo, que, em Cristo, somos todos parte uns dos outros” (Bento XVI, Discurso à Cúria Romana na apresentação dos votos de Natal: «L’Osservatore Romano» (21-22 de Dezembro de 2009) pág. 6].

A missão do consagrado nos meios de comunicação, no complexo “ciberespaço”, é “aplanar a estrada para novos encontros, assegurando sempre a qualidade do contacto humano e a atenção às pessoas e às suas verdadeiras necessidades espirituais; oferecendo, às pessoas que vivem nesta nossa era «digital», os sinais necessários para reconhecerem o Senhor; dando-lhes a oportunidade de se educarem para a expectativa e a esperança, abeirando-se da Palavra de Deus que salva e favorece o desenvolvimento humano integral”.

Reafirma a necessidade, como Igreja, colaborar na promoção de uma cultura que respeite a dignidade e o valor da pessoa humana, no exercício da “diaconia da cultura” no atual “continente digital”.

Um desafio para a pastoral no mundo digital: a ter em conta também aqueles que não acreditam, caíram no desânimo e cultivam no coração desejos de absoluto e de verdades não caducas, dado que os novos meios permitem entrar em contato com crentes de todas as religiões, com não crentes e pessoas de todas as culturas.

Citando o Profeta Isaías (Is 56,7), indaga se não é ocaso da necessidade de prever que a internet possa dar espaço – como o “pátio dos gentios” do Templo de Jerusalém – também àqueles para quem Deus é ainda um desconhecido.

Neste sentido os novos media oferecem aos presbíteros:
- perspectivas sempre novas e, pastoralmente, ilimitadas, que os solicitam a valorizar a dimensão universal da Igreja para uma comunhão ampla e concreta;
- possibilidade ser no mundo de hoje testemunhas da vida sempre nova, gerada pela escuta do Evangelho de Jesus, o Filho eterno que veio ao nosso meio para nos salvar.

No entanto, não se pode esquecer a fecundidade do ministério sacerdotal deriva primariamente de Cristo encontrado e escutado na oração, anunciado com a pregação e o testemunho da vida, conhecido, amado e celebrado nos sacramentos, sobretudo da Santíssima Eucaristia e da Reconciliação.

Conclui renovando o convite para que os Sacerdotes aproveitem com sabedoria as singulares oportunidades oferecidas pela comunicação moderna, tornando-se apaixonados anunciadores da Boa Nova na “ágora” moderna criada pelos meios atuais de comunicação.

Se desejar, acesse e leia na integra:

Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

                                          


Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

Nossas comunidades eclesiais missionárias são espaços sagrados em que se procura viver autenticamente a Palavra de Deus, como herdeiros da bênção que o Senhor nos agraciou.

Neste sentido, as Palavras do Apóstolo Pedro são iluminadoras:

“Sede todos unânimes, compassivos, fraternos, misericordiosos e humildes. Não pagueis o mal com o mal, nem ofensa com ofensa. Ao contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados: para serdes herdeiros da bênção.” (1)

Oportunas as palavras atribuídas a diferentes autores, como nos falou o Papa São João XXIII:

“Mas é preciso manter também a norma comum que, expressa com palavras diversas, se atribui a diferentes autores: nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade.” (2)

Supliquemos a Deus para que nos conceda a graça de assim vivermos, como discípulos missionários do Senhor, com o coração ardente e os pés sempre a caminho.

 

 

(1)         Primeira Carta de São Pedro (1 Pd 3,8-9)

(2)        Sobre o conhecimento da verdade, restauração da unidade e da paz na caridade – Papa São João XXIII – 29/06/1959

Em poucas palavras...

 


Mistério da Vida

“Dê vida a seus dias, em vez de dar dias à sua vida.”

 

(1)   Autora: Rita Levi-Montalcini – Prêmio Nobel de Medicina, citado em  Lições de um século de vida - Edgar Morin – Bertrand Brasil – p. 37

 

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