sábado, 20 de junho de 2026
“Não tenhais medo” (XIIDTCA)
Medos paralisantes?! Jamais! (XIIDTCA)
Medos paralisantes?!
Jamais!
Medos que nos submetem à inércia.
Medos que nos fazem inoperantes,
Longe daquilo que mais ansiamos: a própria liberdade,
Por falta de objetivos, submersos na mediocridade.
Medos paralisantes?!
Jamais!
Medo do congelamento da ética e dos bons princípios,
Que faz sucumbir vorazmente humanidade e planeta.
Medo que rarefaz as mais belas utopias;
Que faz naufragar belos sonhos e fantasias.
Medos paralisantes?!
Jamais!
Medos mórbidos que enfraquecem a luta.
Medos sórdidos que fazem perder o brilho da alma.
Medos que nos apequenam e nos fazem decrépitos.
Medos a serem vencidos, se formos intrépidos.
Medos paralisantes?!
Jamais!
Medos que desde o ventre nos acompanham,
Enfrentados, cotidianamente, permitem crescimento,
Com a virtude da fé, divina virtude por Deus concedida,
Exorciza o que nos paralisa, tornando bela a vida.
Medos paralisantes?!
Jamais!
Medos existem para serem enfrentados.
Se presente a virtude da fé, última palavra, medo, não será!
Se presente a esperança, mais do que superável;
Concretiza-se a caridade mais que desejável: indispensável!
Medos paralisantes?!
Jamais!
Com Ele a Palavra, a última Palavra:
“Não tenhais medo!”
(Mt 10,26-33).
PS: apropriado para reflexão da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 10, 24-33; Mt 14,22-33; Mc 4,35-41; Lc 21,5-19; Jo 6,16-21; Jo 20,19-31)
Em poucas palavras... (XIIDTCA)
“O serviço e testemunho da fé”
“O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver
dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la: «Todos
devem estar dispostos a confessar Cristo diante dos homens e a segui-Lo no
caminho da cruz, no meio das perseguições que nunca faltam à Igreja» (2).
O serviço
e testemunho da fé são requeridos para a salvação: «A todo aquele que me
tiver reconhecido diante dos homens, também Eu o reconhecerei diante do meu Pai
que está nos céus. Mas àquele que me tiver negado diante dos homens, também Eu
o negarei diante do meu Pai que está nos céus» (Mt 10, 32-33).”
(2)
(1) II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen
Gentium, 42: AAS 57 (1965) 48: cf. ID., Decl. Dignitatis
humanae, 14: AAS 58 (1966) 940.
(2)Catecismo
da Igreja Católica – parágrafo n. 1816
Em poucas palavras... (XIIDTCA)
“Os caminhos da missão”
“Os caminhos da missão. «O protagonista de toda a missão eclesial é o Espírito Santo» (São João Paulo II). É Ele que conduz a Igreja pelos caminhos da missão. E esta «continua e prolonga, no decorrer da história, a missão do próprio Cristo, que foi enviado para anunciar a Boa-Nova aos pobres.
É, portanto, pelo mesmo caminho seguido por Cristo que, sob o impulso do Espírito Santo, a Igreja deve seguir, ou seja, pelo caminho da pobreza, da obediência, do serviço e da imolação de si mesma até à morte – morte da qual Ele saiu vitorioso pela ressurreição» (Vaticano II – Ad Gentes). É assim que «o sangue dos mártires se torna semente de cristãos» (Tertuliano).”(1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 852
“Por fora, luta; por dentro, temores” (XIIDTCA)
“Por fora, luta; por dentro, temores”
Sejamos
enriquecidos pelo comentário sobre o Salmo 118, escrito pelo bispo e doutor da
Igreja, Santo Ambrósio (séc. IV).
“Todos os que querem viver piedosamente em
Cristo, sofrerão perseguição. O apóstolo escreveu “todos”, não excluiu
nenhum. Pois quem pode ser excluído quando o próprio Senhor tolerou as
tentativas de perseguição? A avareza persegue, a ambição persegue, a luxúria
persegue, a soberba persegue e os prazeres da carne perseguem. Não esqueças que
o apóstolo disse: fugi da fornicação.
E do que tu foges, senão daquilo que te persegue? O mau espírito da luxúria, o
mau espírito da avareza, o mau espírito da soberba.
Os
temíveis perseguidores são aqueles que, sem o terror da espada, constantemente
destroem o espírito do homem; aqueles que, mais com afagos do que com pavor,
submetem as almas dos fiéis. Estes são os inimigos dos quais deves te guardar;
estes são os tiranos mais perigosos, pelos quais Adão foi vencido. Muitos,
coroados em públicas perseguições, caíram nestas perseguições ocultas. Por fora, diz o apóstolo, lutas; por dentro, temores.
Observas
quão duro é o combate que há no interior do homem, para que se debata consigo
mesmo e lute contra as suas paixões. O próprio apóstolo vacila, duvida, é
atormentado e manifesta que está sujeito à lei do pecado e reduzido por seu
corpo à morte, e não poderia escapar se não fosse libertado pela graça de
Cristo Jesus.
E
assim como há muitas perseguições, assim também há muitos martírios. Todos os
dias és testemunha de Cristo. És mártir de Cristo se sofreste a tentação do
espírito de luxúria, porém, temeroso do futuro juízo, não pensaste em profanar
a pureza da alma e do corpo. És mártir de Cristo se foste tentado pelo espírito
de avareza para apossar-te dos bens dos mais fracos ou não respeitar o direito
das viúvas indefesas, porém, julgaste que era melhor alcançar a riqueza pela
contemplação dos preceitos divinos, que cometer a injustiça.
Cristo
quer estar próximo de tais testemunhas, conforme está escrito: aprendei a realizar o bem, buscai o justo,
respeitai ao oprimido, fazei a justiça ao órfão, e amparai a viúva: vinde e
entendamo-nos. És mártir de Cristo se foste tentado pelo espírito da
soberba, mas vendo ao fraco e desvalido, te compadeceste com espírito piedoso,
e amaste a humildade mais que a arrogância. E ainda mais se deste testemunho
não somente de palavra, mas também com obras.
Pois
quem é testemunha mais fiel do que aquele que confessa que o Senhor Jesus Se
encarnou, ao mesmo tempo em que guarda os preceitos do Evangelho? Porque quem
escuta e não coloca em prática, nega a Cristo. Ainda que o confesse por
palavra, o nega por obras. Porque existem muitos que dizem: Senhor, Senhor, não profetizamos em Teu
nome? Não expulsamos demônios em Teu nome? E não fizemos o bem em Teu nome? E
Ele lhes dirá naquele dia: Apartai-vos de mim todos vós que realizais a
iniquidade. Porque é testemunha aquele que, tornando-se fiador com suas
obras, confessa a Cristo Jesus.
Quantos,
todos os dias, são mártires de Cristo em segredo, que confessam ao Senhor Jesus
com suas obras! O apóstolo conhecia este martírio e testemunho fiel de Cristo,
quando afirmava: Esta é a nossa glória: o
testemunho de nossa consciência.” (1)
Na
fidelidade ao Senhor, como discípulos missionários, desafiador é o combate que
há no mais profundo de todos nós, para que melhor correspondamos na missão,
como nos falou o bispo:
“Observas quão duro
é o combate que há no interior do homem, para que se debata consigo mesmo e
lute contra as suas paixões.”
Concluímos rogando a Deus a força e a presença do Santo
Espírito, para que vivamos a graça da missão que Jesus nos confiou, encorajados
pelas palavras do apóstolo Paulo:
“Em verdade, quando chegamos à Macedônia, nossa carne não teve repouso algum, mas sofremos toda espécie de tribulação: por fora, luta; por dentro, temores.” (2 Cor 7,5).
(1)
Lecionário Patrístico Dominical, Editora Vozes – 2013 -
pp.163-164.







