sexta-feira, 19 de junho de 2026

Em poucas palavras... (Bom Jesus)

                                                


Peregrinações

“Os tempos e os dias de penitência no decorrer do Ano Litúrgico (tempo da Quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. 

Estes tempos são particularmente apropriados para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias).”

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 1438

Servo por amor

                                                       

Servo por amor

“Entretanto, não vos aflijais, nem vos atormenteis, por me terdes vendido a este país. Porque foi para a vossa salvação que Deus me mandou adiante de vós, para o Egito”.

José, que ama e perdoa seus irmãos,
Uma história que nos comove e nos ilumina.
José, imagem tão emblemática do Povo de Deus,
Porque representa todo aquele
Que mesmo repelido, maltratado, exilado,
Nas mãos Deus se coloca e confia.

José, que ama e perdoa seus irmãos,
Ele, o preferido do pai, dos irmãos vítima.
Por eles atraiçoado e por eles vendido,
Mais tarde instrumento de salvação dos mesmos,
Em atitude exemplar e admirável,
Cumprindo a missão de servo por amor.

José, prefigura o próprio Cristo,
O único Inocente de fato,
Que pecado algum conheceu.
O Filho amado, pelos Seus traídos,
À morte conduzido pelos próprios irmãos,
E deles Se tornando fonte de Salvação.

José, o servo de Deus por amor.
Jesus, o Verbo de Deus, Encarnação do Amor.
Aprendizes destes, sejamos, em todo o tempo,
Aprendendo a contemplar a misericórdia de Deus
Nas vicissitudes da História,
Com confiança n’Aquele que nos concede todo o bem. 
Amém.



Fonte: Gn 44,18-21.23b-29;45,1-5
Lecionário Comentado – Tempo Comum – vol. I – Editora Paulus – pp.690-691

Simplicidade, retidão e temor a Deus

                                                             

Simplicidade, retidão e temor a Deus

Senhor, ajudai-nos a não nos afastarmos da pura simplicidade, procurando incansavelmente a virtude da retidão, nos pensamentos, palavras e ações, afastando-nos de todo mal, sem indesejáveis omissões, que fragilizam a novidade de Vosso Reino em nosso meio.

Senhor, dai-nos a graça de permanecer na inocência pela simplicidade, para que sejamos sábios no bem, e totalmente simples no mal; de modo que não nos façamos crianças pelo entendimento, maturidade de fé e sabedoria, mas sejamos pequeninos na malícia e em tudo que não nos torne puros de coração, como nos ensinais.

Senhor, dai-nos Vosso Espírito, para que em tudo sejamos prudentes como serpentes e simples como pombas, inseparavelmente, pois com a astúcia da serpente prevenimos a simplicidade da pomba, e assim, com a simplicidade da pomba temperamos a astúcia da serpente em nós e em nosso agir.

Senhor, que Vosso Espírito Se manifeste a nós, como presença, pela figura da pomba, recordando-nos a necessária simplicidade, mas também pela figura do fogo para que jamais descuidemos do zelo e do ardor, do amor que queima e arde sem se ver.

Senhor não permiti que caiamos na tentação de entrar por dois caminhos, pois assim poderíamos multiplicar obras em Vosso nome, mas tendo o coração distante de Vós, porque movidos por outros interesses, como o poder, a riqueza, o prestígio; e não a pura realização de Vossa vontade acima de todas as vontades.

Senhor, dai-nos a graça do temor divino, e também o afastar-se todo mal, pois o amor que segue o temor, esmaga toda a culpa na consciência pelo firme propósito da Vossa vontade, e tão somente assim, nos tornamos verdadeiros discípulos missionários Vossos, com renovados compromissos com um mundo novo, com ânsias sagradas de eternidade. Amém.



PS: Oração à luz dos Livros “Moralia” sobre Jó, do Papa São Gregório Magno – (Séc. VI).

Em poucas palavras... (Bom Jesus)

                                                   


Promessas

"Promessas a Deus. O Batismo e a Confirmação, o Matrimônio e a Ordenação comportam sempre promessas.

Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Deus tal ou tal ato, uma oração, uma esmola, uma peregrinação, etc.

A fidelidade às promessas feitas a Deus é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel.”  (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 2101

Ladainha ao Bom Jesus de Matosinhos (Bom Jesus)

                                                      


Ladainha ao Bom Jesus de Matosinhos

Ó Bom Jesus, Mestre da oração, confiantes Vos suplicamos:

Ensinai-nos a rezar e a viver como irmãos e irmãs.        Bom Jesus, ouvi-nos.

Inspirai-nos, a caminhar juntos como irmãos e irmãs.     Bom Jesus, ouvi-nos.

Auxiliai-nos, a fim de que sejamos servos de todos e dos últimos. Bom Jesus, ouvi-nos.

Orientai-nos, para que vivamos sem preconceito ou discriminação. Bom Jesus, ouvi-nos.

Inflamai nossos corações com amor fraterno, como Vós amastes. Bom Jesus, ouvi-nos.

Concedei-nos a graça de não julgarmos nossos irmãos e irmãs. Bom Jesus, ouvi-nos.

Fortalecei nosso espírito de solidariedade com os mais necessitados. Bom Jesus, ouvi-nos.

Ajudai-nos a anunciar a Paz como fruto do perdão, da reconciliação e da justiça. Bom Jesus, ouvi-nos.

Iluminai nosso caminho na comunhão e participação, como Igreja Sinodal. Bom Jesus, ouvi-nos.

Ajudai-nos a promover a Vida plena. Bom Jesus, ouvi-nos.

Solidificai nossos compromissos com a Fraternidade e a Amizade Social, com esperança no coração enraizada.  Bom Jesus, ouvi-nos.

Guiai nossos passos, para que sejamos peregrinos da esperança. Bom Jesus, ouvi-nos.

Amém.

 

PS: Ladainha escrita a partir dos temas do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos - Conceição do Mato Dentro - MG - de 13 a 24 de junho de 2024.

 

Em poucas palavras (Bom Jesus)

                                                        


Bebamos da Divina Fonte

“As abelhas estão sugando o néctar das flores.

Nós precisamos beber da divina fonte,

de onde jorrou água e sangue.

As abelhas se contentam com o néctar das flores.

Eu tenho sede do Sangue de Jesus, do Bom Jesus.”

 

PS: Conclusão ao rezar a Consagração ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos – Conceição do Mato Dentro -MG - 24 de junho de 2025.

Conduzidos pelas Virtudes Cardeais

                                                        


Conduzidos pelas Virtudes Cardeais

Firmemos nossos passos na missão de discípulos missionários do Senhor, vivendo a graça de sermos sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-16; Lc 8,16-18).

Sejamos, portanto, iluminados pelo que nos diz o Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 1805-1809) sobre as quatro virtudes cardeais.

As virtudes da prudência, da justiça, da fortaleza e da temperança denominam-se “cardeais”, pois todas as outras se agrupam em torno delas. Aparecem em inúmeras passagens da Sagrada Escritura, e uma delas, encontramos no Livro da Sabedoria (Sab 8,7):

Se alguém ama a justiça, o fruto dos seus trabalhos são as virtudes, porque ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza” (Sb 8, 7).

Vejamos as quatro virtudes:

Prudência: virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de atingi-lo. “O homem prudente vigia os seus passos” (Pr 14, 15);  “Sede ponderados e comedidos, para poderdes orar” (1 Pd 4, 7).

A prudência não pode ser confundida com a timidez ou o medo, a duplicidade ou dissimulação, e é também chamada de “auriga virtutum – condutor das virtudes”, porque guia as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida.

Para Santo Tomás e Aristóteles, ela é a reta norma da ação, de modo que, o juízo da consciência é guiado pela prudência, e assim a pessoa prudente decide e ordena a sua conduta segundo este juízo, e graças a esta virtude, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e ultrapassamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar.

Justiça: é a virtude moral que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.

A justiça para com Deus chama-se “virtude da religião”, em relação aos homens, ela leva ao respeito dos direitos de cada qual e a estabelecer, nas relações humanas, a harmonia que promove a equidade em relação às pessoas e ao bem comum.

O homem justo, tantas vezes evocado nos livros santos, distingue-se pela retidão habitual dos seus pensamentos e da sua conduta para com o próximo – “Não cometerás injustiças nos julgamentos. Não favorecerás o pobre, nem serás complacente para com os poderosos. Julgarás o teu próximo com imparcialidade’ (Lv 19, 15); “Senhores, dai aos vossos escravos o que é justo e equitativo, considerando que também vós tendes um Senhor no céu” (Cl 4, 1).

Fortaleza: é a virtude moral que, no meio das dificuldades, assegura a firmeza e a constância na realização do bem.

Torna firme a decisão de resistir às tentações e de superar os obstáculos na vida moral, dando a capacidade para vencer o medo, mesmo da morte, e enfrentar a provação e as perseguições.

Ela dispõe a pessoa para ir até à renúncia e ao sacrifício da própria vida, na defesa de uma causa justa – “O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória” (Sl 118, 14); “No mundo haveis de sofrer tribulações: mas tende coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16, 33).

Temperança: é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados.

Ela garante o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos nos limites da honestidade, bem como orienta os apetites sensíveis da pessoa para o bem, com uma sã discrição e não se deixa arrastar pelas paixões do coração.
 
No Antigo Testamento é muitas vezes louvada – “Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites” (Sir 18, 30).

No Novo Testamento, é chamada “moderação’, ou “sobriedade” – Devemos “viver com moderação, justiça e piedade no mundo presente” (Tt 2, 12).

Finaliza com uma citação de Santo Agostinho, que sintetiza tudo quanto se disse:

“Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder [...], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)” .

Seja nossa vida conduzida pelas virtudes cardeais, o que nos fortalecerá no caminho de evangelização, na Proclamação da Palavra de Deus, celebrando piedosamente cada Eucaristia, a fim de que a vivamos na prática da caridade, em permanente ação missionária.

Deste modo, participaremos da construção de uma autêntica cultura de vida e de paz, vendo no outro o nosso irmão, afinal somos todos irmãos: - “Vós sois todos irmãos!” (Mt 23,8), empenhados a fim de que todos tenhamos vida plena e feliz.

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