quinta-feira, 18 de junho de 2026

Em poucas palavras...

                                             


Jeremias: confiança incondicional em Deus

“Quem dera minha cabeça se tornasse em água, meus olhos, uma fonte de lágrimas, para eu chorar dia e noite os mortos da filha do meu povo!” (Jr 8,23).

Jeremias é modelo de fidelidade incondicional a Deus, e suas palavras são lamento acompanhado da confiança n’Ele em todos os tempos.

Lamentemos como Jeremias com confiança e olhar para o horizonte do inédito, iluminado pela presença e luminosidade divinas.

Em poucas palavras...

                                      


A Cruz, símbolo da vida

“E Sua paixão (de Jesus Cristo), tão semelhante à sorte que coube a Jeremias, não leva mais o grito da humanidade incapaz de compreender a dor, mas torna-se motivo de conforto para os homens provados pelo sofrimento e angústia da morte, porque Cristo nos salvou por sua morte.

A cruz, depois de Jesus Cristo, torna-se símbolo de vida; não perde a dureza, mas já não é destituída de significado.” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 211

Passagem bíblica: Jeremias (Jr 18,18-20)

Perdão vivido, expressão de maturidade cristã

                                               


Perdão vivido, expressão de maturidade cristã

Assim rezamos na Oração que o Senhor nos ensinou: “Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Sejamos enriquecidos pelos parágrafos 2842-2845 do Catecismo da Igreja Católica sobre esta súplica.

Este “como”, assim lemos, “não é único no ensinamento de Jesus”. Vejamos outros:

 Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48);

- “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36);

 Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 13, 34).

Observar o mandamento do Senhor é impossível, quando se trata de imitar, do exterior, o modelo divino.

Isto somente se torna possível quando se tratar de uma participação vital, vinda “do fundo do coração”, na santidade, na misericórdia e no amor do nosso Deus.

Tendo de Jesus os mesmos sentimentos (Fl 2,1.5), podemos perdoar-nos mutuamente como Deus nos perdoou em Cristo (Ef 4, 32), pois para o Senhor, o perdão é o amor que ama até ao extremo do amor (Jo 13,1).

A parábola do servo desapiedado conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial, termina com estas palavras: “Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração” (cf. Mt 18,23-35).

De fato, é “no fundo do coração”, que tudo se ata e desata, e deste modo, não se encontra em nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão. 

O perdão estende-se até aos inimigos (Mt 5,43-44), e quando vivido, transfigura o discípulo, configurando-o com o seu Mestre.

O perdão é o cume da oração cristã, e dom da oração só pode ser recebido num coração em sintonia com a compaixão divina.

Perdão vivido é “...testemunha também que, no nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado. Os mártires de ontem e de hoje dão este testemunho de Jesus. O perdão é a condição fundamental da reconciliação ((2 Cor 5,18-21) dos filhos de Deus com o seu Pai e dos homens entre si”.

Quanto ao limite e medida para o perdão, não existem, pois reflete o perdão divino, que é ilimitado e imensurável; de modo que somos eternos devedores do amor de uns para com os outros, como nos falou o Apóstolo Paulo aos Romanos (Rm 13,8), e a comunhão da Santíssima Trindade é a fonte e o critério da verdade de toda a relação (1Jo 3,19-24), que por sua vez, é vivida na oração, sobretudo na Eucaristia (Mt 5,23-24).

O Catecismo conclui citando São Cipriano, bispo e mártir do séc. III:

“Deus não aceita o sacrifício do dissidente e manda-o retirar-se do altar e reconciliar-se primeiro com o irmão: só com orações pacíficas se podem fazer as pazes com Deus. O maior sacrifício para Deus é a nossa paz, a concórdia fraterna e um povo reunido na unidade do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

Concluindo, é sempre tempo de perdoar e ser perdoado, e tão somente, podemos perdoar o outro, porque antes, amados e perdoados por Deus o fomos, de modo ilimitado e imensurável.

Perdão assim vivido, fará com que cresçamos na maturidade cristã, e contribui para a construção de relações mais fraternas e partícipes da cultura da paz, pois assim nos falou o Senhor Jesus: – “Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

O véu da noite e os raios do sol

                                                                

O véu da noite e os raios do sol

Aquela noite não foi surpresa para ti,
Porque acompanhaste cada passo do teu Filho,
Antes mesmo d’Ele dar os primeiros passos.

Aquela noite foi mais um trespassar da espada,
Em tua sofrida e silenciosa alma, ferida de amor,
Na fidelidade a Deus, desde aquele teu silêncio e “Sim”.

Aquela noite foi a mais difícil de suportar,
O véu da noite caiu silenciosamente,
Como que te encobrindo e protegendo de dor e sofrimento.

Naquela noite, as lágrimas que em tua face vertiam,
Brilhavam pelo efeito das estrelas que o céu cobria.
Cada lágrima, uma luz acesa a iluminar a escuridão do mundo.

No dia seguinte, em silêncio, toda contida,
À espera da promessa da Ressurreição ao terceiro dia,
A cada minuto esta esperança crescia.

Silêncio sempre tomando conta do teu imaculado coração,
Coração de mãe, mulher em Deus confiante e cheia de esperança:
Não pode vencer para sempre o mal, nem a morte ter última palavra.

Naquele amanhecer do terceiro dia, os raios brilharam mais fortes.
E não surpresa foi para ti, pois sabes bem em quem confias.
Mais fortes, porém, foram os Raios do Sol Nascente, Ressuscitado.

Naquele amanhecer, teus olhos brilharam bem mais fortes,
Resplandecendo a alegria da gloriosa Ressurreição de teu Filho.
Teus lábios, que cantaram o Magnificat, não cantaram em vão.

Naquele amanhecer, a alegria transbordante em teu coração;
Com os discípulos do Senhor, para sempre haverá de caminhar,
Por isto és por todo o sempre, a Estrela da Evangelização.

Contigo, ó Maria, reaprendemos sempre novas e eternas lições:
Ao cair o véu da noite, nos ensinaste a coragem, confiança e serenidade.
Ao nascer do novo dia, com os raios do sol, a esperança, a alegria, a Ressurreição.

Em poucas palavras...

                                                   


Peregrinar na esperança com a presença do Santo Espírito

         “O Espírito do Senhor repousa sobre mim, me enviou para                                     evangelizar os pobres...” ( cf. Lc 4,16-21)

Não estamos sozinhos em nossa luta, nem na vida, sequer na morte (Papa Bento XVI).

Precisamos perceber e permitir a ação do Espírito de Deus em nosso meio, no “bom combate da fé” (cf. 2 Tm 4,7).

Ardentemente, desejamos que se realize o ano da Graça do Senhor, para que os pobres possam recuperar aquilo que lhes fora tirado: a vida!

Seja  nosso peregrinar na esperança viver com ardor e fidelidade a missão que o Senhor nos confia. Amém.                   

Silencio diante do Mistério Divino

 


Silencio diante do Mistério Divino


Cai a tarde, o sol se esconde lentamente atrás da montanha,
Cedendo lugar à noite, para um novo amanhecer.
 
Adoro-Te, Senhor, presente no Santíssimo Sacramento,
Tua real e divina presença entre nós, mais que necessária.
 
Sabes muito bem o que se encontra em meu coração,
E quero que ele para Ti seja uma digna morada.
 
Bem como conheces meus pensamentos e sentimentos,
E Te peço que, cada vez mais, como os Teus, sejam.
 
A Ti revelo meus medos secretos, e quem não os tem?
Bem sei que os conheces desde o ventre materno.
 
Mas Tua presença me ajuda a vencê-los, dia após dia,
Quando de Ti me alimento na Divina Eucaristia.
 
Contigo nem palavras preciso para que me compreendas,
Pois o que são palavras diante de Ti, a Palavra encarnada?
 
Comigo estás, e Tua Palavra  se faz também Pão e Luz,
Que sacia a fome de amor, e ilumina as noites escuras.
 
Estás comigo em necessárias e desafiadoras travessias,
Na barca que avança em mar revoltoso das adversidades.
 
Fica comigo, Senhor, ainda que não mereça.
Fica com Tua Igreja, Senhor, da qual sois a Cabeça. 
 
Silencio diante de Ti, Eterno Filho do Pai,
O Eterno Amante, que em Teu nome nos enviou,
Como prometera quando entre os discípulos Teus,
O Santo Espírito, Eterno Amor, Fogo Divino Abrasador. Amém.

Uma súplica de perdão e reconciliação

 


 

Uma súplica de perdão e reconciliação

Ó Deus, ajudai-nos na reconciliação com nosso próximo, amando não somente a quem nos ama, mas também amarmos, orarmos e perdoarmos os nossos inimigos (Mt 5,43-44).

Reconciliados convosco e com nosso próximo, sejamos testemunhas de que o amor é mais forte que o pecado, e que é condição fundamental da reconciliação (2 Cor 5,18-21).

Transfigurai-nos, configurando nosso coração, para que seja semelhante ao Coração do Vosso Amado Filho, redimidos pelo Santo Espírito. Amém.

 

 

(1) Fonte de inspiração - Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2844

 

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