quarta-feira, 17 de junho de 2026

“Fidelidade Constante”

                                                    

“Fidelidade Constante”

Na fidelidade a Ti, Jesus, felicidade encontrarei.
Na fidelidade a Ti, Jesus, para sempre eu viverei.

Fidelidade aos Mandamentos da Lei Divina,
Ao Projeto de Amor tão belo e imensurável,
À Missão por Jesus a Igreja confiada,
Com o Sopro do Espírito, indispensável.

Fidelidade ao anúncio do Evangelho,
Aos Mistérios a serem celebrados,
E na vida de conteúdo acompanhados,
Frutos de eternidade são garantidos.

Fidelidade na construção do Reino,
Como servos inúteis, mas por Deus queridos.
Incansáveis, corajosos, ardorosos,
Porque pelo Paráclito assistidos.

Fidelidade na busca de um novo céu,
De uma nova terra em que tudo se renovará;
Nem mais dor, luto e pranto.
Ó que alegria! Quem do coração a roubará?

Fidelidade constante em tudo e em todas as circunstâncias,
Dentro da Igreja e em todos os âmbitos da vida,
Em todos os espaços, atividades e promessas feitas,
em todos os compromissos, renovada,  vivida.

Fidelidade às promessas feitas
No Sacramento do Matrimônio diante do altar.
Fidelidade, amor e aliança para sempre,
Com tua força e sabedoria que não hão de faltar. 

Fidelidade às promessas feitas
Na ordenação de Seus eleitos
Que os sagrados compromissos se renovem,
Pastor e rebanho mais santos e perfeitos.

Assim são as coisas divinas:
Exigem de nós a “fidelidade constante”,
Sem a cruz renunciar, no amor a Deus,
Que será o nunca bastante.

Fidelidade a Ti, Jesus,
Felicidade encontrarei.
Fidelidade a Ti, Jesus,
Para sempre eu viverei.

Amém. Aleluia!

Passagens bíblicas: 1 Rs 21,1-16; Mt 19,3-12; 21,28-32; Mc 10,1-12; Lc 10,1-12

Perdão: “O amor é mais forte que o pecado"

                                                    

Perdão: “O amor é mais forte que o pecado"

Quem nunca se deparou com afirmações como estas:

“Não consigo perdoar!”
“Perdoo, mas não esqueço!”;
“Tal pessoa não existe mais para mim!”...
E, tantas outras afirmações?

Perdoar é uma das mais difíceis exigências do Evangelho, tanto que Nosso Senhor a incluiu como um pedido na Oração que nos ensinou (Mt 6,7-15; Lc 11,2-4).

Somente com uma vida fundamentada na oração, poderemos dar e receber o perdão, que nos trará consequentemente cura e libertação, tantas vezes por nós desejada, trazendo-nos paz interior e felicidade.

O Bispo São João Crisóstomo (séc. IV) nos apresenta 5 vias da penitência, da reconciliação, para que curemos nossas chagas, recuperando a saúde e melhor participarmos da Mesa Sagrada:

1.  A reprovação dos pecados que cometemos;
2.  O perdão das faltas do próximo;
3.  A Oração;
4.  A esmola = solidariedade;
5.  A humildade.

Colocarmo-nos neste caminho penitencial, com certeza nos ajudará a compreender melhor quem nos ofendeu, e cumprir o ensinamento evangélico de perdoar até setenta vezes sete, isto é, sem limite (Mt 18,22). Perdoando-nos mutuamente, revestidos de sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, serenidade (Col 3,12-13).

O monge beneditino Laurence Freeman apresenta seis estágios para que perdoemos de coração:

1.  A aceitação dos sentimentos que temos em relação ao outro: (ira, raiva, ódio);
2.  O desejo de mudança (não se consegue dormir direito, a alegria de viver não é mais a mesma...);
3.  Imaginar porque a pessoa fez o que fez para mim;
4.  Perceber o começo da mudança (o veneno está indo embora...);
5.  Transformar o veneno em compaixão;
6.  A reconciliação com o outro (não é possível se reconciliar sozinho).

É impossível ser feliz sem a prática do perdão, que é o mais maduro testemunho de que o amor é mais forte que o pecado (Catecismo da Igreja Católica parágrafo n. 2844).

Nossa maturidade na fé está na exata medida de quanto somos capazes de perdoar.

Sem a prática do perdão, jamais poderemos rezar:

“Pai Nosso que estais nos céus...”.

Não sejamos palco para nós mesmos!

                                                          

Não sejamos palco para nós mesmos!

Tudo deve ser feito para que
nos coloquemos em perfeita comunhão com o Pai...

A Liturgia da quarta-feira da 11ª semana do Tempo Comum nos apresenta a passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 6,1-6;16-18), que nos fala da prática da esmola, da Oração e do jejum.

Muito mais que uma exortação feita por Jesus, para que os discípulos vivam estas práticas, é uma indicação da autêntica maneira de realizá-las, numa verdadeira e frutuosa religiosidade, fundada na sinceridade daquilo que se faz.

Tudo deve ser feito para que nos coloquemos em perfeita comunhão com o Pai, sob Seu olhar, em profunda intimidade com Ele, jamais acompanhadas de atitudes que revelem um coração duplo e hipócrita.

Jamais praticar obras de modo à obtenção da aprovação dos outros, ou até de si mesmos. Se o coração do discípulo estiver em íntima comunhão com o Pai, tudo fará para que seja visto tão apenas por Ele que dará a Sua recompensa, que é o próprio Jesus, que nunca Se separa de quem O procura com sinceridade e abertura total.

Atuar em segredo exige muito mais, pois podemos nos tornar palco de nós mesmos, requerendo reconhecimento e gratidão, acompanhados de autoelogios, autoaplausos acompanhados do vácuo de humildade.

É preciso tão apenas nos tornamos o que, de fato, somos, fazendo brotar, no mais profundo de nosso eu, uma autenticidade sem interesses duvidosos. 

Cada palavra, pensamento ou obra deve ser a pura expressão do amor, experimentado na relação com Deus em favor do outro, da mais frutuosa, piedosa e ativa atitude de quem crê no que celebra em cada Eucaristia, e do que vive e prolonga em cada gesto do cotidiano.

Que a Oração nos coloque em mais intensa comunhão, intimidade e amizade com Deus, para que saibamos viver o autêntico jejum, a morte de toda e qualquer expressão de egoísmo, que consiste na ausência de liberdade, acompanhado de gestos múltiplos, pequenos ou grandes de caridade.

Assim vividas, a Oração e a caridade, a esmola edifica e promove o outro, sem vínculos de dependência de uma das partes, ou  sobressair-se sobre a miséria do outro, da parte de quem a oferece.

Oração: diálogo íntimo com o Senhor

                                                          

Oração: diálogo íntimo com o Senhor

“... quando você rezar, entre no seu quarto,
feche a porta, e reze ao seu pai ocultamente;
e o seu Pai, que vê o escondido, recompensará você.”
(Mt 6, 6)

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6,1-6.16-18), Jesus nos orienta sobre a autêntica prática da oração, jejum e esmola.

Sobre a oração especificamente, mostra-nos que esta se constitui num dos elementos essenciais para o processo de conversão e sintonia com Deus (Mt 6,5-8).

Para que nossa oração chegue até Deus, ela precisa brotar da sinceridade de um coração sedento de contínua conversão; ser oculta, “no silêncio do quarto”, de portas fechadas e a sós com Deus.

Neste espaço do recolhimento e na intimidade, diante d’Ele, a sós, não há necessidade de usar máscaras e representar papéis, e assim nos colocamos diante do Pai com alma e o coração nus, sem querer encobrir erros, falhas e pecados, revelando a sinceridade do coração e das intenções, porque Deus sabe quem cada um é e o que pretende:

“Javé, Tu me sondas e me conheces. Tu conheces o meu sentar e o meu levantar, de longe penetras o meu pensamento. Examinas o meu andar e o meu deitar, meus caminhos são todos familiares a Ti. A palavra ainda não me chegou à língua, e Tu, Javé, já a conheces inteira. (Sl 138,1-4).

Ponhamo-nos diante de Deus, abrindo a Ele nosso coração, numa relação sincera, íntima, confiante.

Oremos ocultamente, no silêncio do quarto, que é o nosso coração, onde Deus habita, onde podemos encontrá-Lo, então sal da terra e luz do mundo, de fato seremos.

Práticas que nos santificam

                                                        

Práticas que nos santificam

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6,1-6.16-18), em que Jesus nos aponta o caminho da autêntica e frutuosa prática da Oração, jejum e caridade, e tão somente assim firmamos nossos passos no  caminho de aperfeiçoamento espiritual desejável.

Vejamos no que estas práticas consistem:

A Oração:
Trata-se do relacionamento da criatura com o Criador, através da oração, viver e intensificar a profunda relação filial com Deus;

A Esmola:
Trata-se do relacionamento da criatura com o seu próximo, através da partilha, sobretudo com os mais necessitados;

O Jejum:
Trata-se do relacionamento da criatura com a natureza, com os bens criados por Deus.

O homem e mulher são senhores de todos os bens. Através do jejum, sentem na pele a necessidade do outro; sentem-se interpelados a fazer com que todos participem dos frutos da criação e do trabalho humano.

Concluo com as palavras do Bispo São Pedro Crisólogo (séc. V):

“Há três coisas, meus irmãos, três coisas que mantém a fé, dão firmeza à devoção e perseverança à virtude. São elas a Oração, o Jejum e a Misericórdia. O que a Oração pede, o Jejum alcança e a Misericórdia recebe".

terça-feira, 16 de junho de 2026

Em poucas palavras...

 

 


O olhar amoroso de Deus para conosco

“Deus não se repete nunca, é novidade, vivacidade, porque amor. Olha sempre com ‘olhos novos’ para toda criatura. Chama-nos também a participarmos deste seu olhar.

Conservar para cada encontro a limpidez do olhar, sem preconceitos.

Saber renovar-se no amor até nas circunstâncias mais duras. Não por nossa força, mas em humilde adesão ao único que ‘nos vê’ de verdade.” (1)

 

(1) Comentário da passagem (1Rs 21,17-29) – Missal Cotidiano – Editora Paulus - pág. 907

Perdão: o amor é mais forte que o pecado

                                                          


Perdão: o amor é mais forte que o pecado

"A oração cristã vai até ao perdão dos inimigos (Mt 5,43-44). Transfigura o discípulo, configurando-o com o seu Mestre. O perdão é o cume da oração cristã; o dom da oração só pode ser recebido num coração em sintonia com a compaixão divina.

O perdão testemunha também que, no nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado. 

Os mártires de ontem e de hoje dão este testemunho de Jesus. O perdão é a condição fundamental da reconciliação (2 Cor 5,18-21) dos filhos de Deus com o seu Pai e dos homens entre si”.

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2844

Apropriado para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 5,32-48)

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG