terça-feira, 7 de abril de 2026

A sagrada amizade de Maria Madalena com o Senhor

                                                       

A sagrada amizade de Maria Madalena com o Senhor
 
Através da Homilia do Papa São Gregório Magno (séc. VI), vemos como Maria Madalena sentia o desejo de encontrar a Cristo, que julgava ter sido roubado, e assim renovemos mesmo amor pelo Cristo Ressuscitado.
 
“Maria Madalena, tendo ido ao sepulcro, não encontrou o corpo do Senhor. Julgando que fora roubado, foi avisar aos discípulos. Estes vieram também ao sepulcro, viram e acreditaram no que a mulher lhes dissera.
 
Sobre eles está escrito logo em seguida: Os discípulos voltaram então para casa (Jo 20,10). E depois acrescenta-se: Entretanto, Maria estava do lado de fora do túmulo chorando (Jo 20,11).
 
Este fato leva-nos a considerar quão forte era o amor que inflamava o espírito dessa mulher, que não se afastava do túmulo do Senhor, mesmo depois de os discípulos terem ido embora.
 
Procurava a quem não encontrara, chorava enquanto buscava e, abrasada no fogo do seu amor, sentia ardente saudade d'Aquele que julgava ter sido roubado. Por isso, só ela O viu então, porque só ela O ficou procurando.
 
Na verdade, a eficácia das obras está na perseverança, como afirma também a voz da Verdade: Quem perseverar até o fim, esse será salvo (Mt 10,22).
 
Ela começou a procurar e não encontrou nada; continuou a procurar, e conseguiu encontrar.
 
Os desejos foram aumentando com a espera, e fizeram com que chegasse a encontrar. Pois os desejos santos crescem com a demora; mas se diminuem com o adiamento, não são desejos autênticos.
 
Quem experimentou este amor ardente, pode alcançar a verdade. Por isso afirmou Davi: 'Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?' (Sl 41,3). Também a Igreja diz no Cântico dos Cânticos: 'Estou ferida de amor' (Ct 5,8). E ainda: 'Minha alma desfalece' (Ct 5,6).
 
'Mulher, por que choras? A quem procuras?' (Jo 20,15). É interrogada sobre o motivo de sua dor, para que aumente o seu desejo e, mencionando o nome de quem procurava, se inflame ainda mais o seu amor por Ele.
 
Então Jesus disse: 'Maria' (Jo 20,16). Depois de tê-la tratado pelo nome comum de mulher sem que ela o tenha reconhecido abertamente: 'Reconhece Aquele por quem és reconhecida. Não é entre outros, de maneira geral, que te conheço, mas especialmente a ti'.
 
Maria, chamada pelo próprio nome, reconhece quem lhe falou; e imediatamente exclama: 'Rabuni', que quer dizer Mestre (Jo 20,16).
 
Era Ele a quem Maria Madalena procurava exteriormente; entretanto, era Ele que a impelia interiormente a procurá-Lo.” (1)
 
Maria Madalena foi mencionada entre os discípulos de Cristo, esteve presente ao pé da Cruz e mereceu ser a primeira a ver o Redentor Ressuscitado, na madrugada da Ressurreição (Mc 16,9).
 
Santa Maria Madalena: que amor, que amizade!
Imitemos Maria Madalena, procuremos o Senhor!
 
Que nosso amor e amizade pelo Senhor seja de tamanha intensidade e profundidade, que O testemunhemos Vivo e Ressuscitado, com renúncias cotidianas necessárias, na fidelidade plena do carregar de nossa cruz!
 
Eis o verdadeiro amor que haveremos de testemunhar por Cristo Jesus! Amém. Aleluia!
 
 
 
(1) Liturgia das Horas – Vol. III – Editora Paulus - pág. 1435-1436. 
 
PS: Oportuno para a terça-feira da oitava da Páscoa (Jo 20,11-18);  e dia 22 de julho, quando celebramos a Memória de Santa Maria Madalena (Jo 20, 1-2.11-18).

Verdadeiramente, uma incrível História de Amor!

                                                         

Verdadeiramente, uma incrível História de Amor!

O Amor teve a última palavra! 
Morte onde está tua vitória?

Reflitamos a partir de um dos Sermões de Santo Anastácio de Antioquia (Séc. XV),  sobre a incrível História de Amor que não conheceu final, pois Deus nos ama e nos amará sempre.

“Cristo, por Suas palavras e ações, revelou que era verdadeiro Deus e Senhor do universo. Ao subir para Jerusalém com Seus discípulos, dizia-lhes: Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos  gentios, aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei, para ser escarnecido, flagelado e crucificado (Mt 20,18.19)

Fazia, na verdade, estas afirmações em perfeita consonância com as predições dos profetas, que haviam anunciado Sua morte em Jerusalém.

Desde o princípio, a Sagrada Escritura havia predito a morte de Cristo com os sofrimentos que a precederiam, e também tudo quanto aconteceu com Seu corpo depois da morte; predisse igualmente que Aquele a quem tudo isto sucedeu é Deus impassível e imortal.

De outro modo, nunca poderíamos afirmar que era Deus se, ao contemplarmos a verdade da encarnação, não encontrássemos nela razões para proclamar, com clareza e justiça, uma e outra coisa, ou seja, Seu sofrimento e Sua impassibilidade.

O motivo pelo qual o Verbo de Deus, e, portanto, impassível, Se submeteu à morte é que, de outra maneira, o homem não podia salvar-se. Este motivo somente Ele o conhece e aqueles aos quais revelou. De fato, o Verbo conhece tudo o que é do Pai, como o Espírito que esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus (1Cor 2,10).

Realmente, era preciso que Cristo sofresse. De modo algum a Paixão podia deixar de acontecer. Foi o próprio Senhor quem declarou, quando chamou de insensatos e lentos de coração os que ignoravam ser necessário que Cristo sofresse, para assim entrar em Sua glória. Por isso, veio ao encontro do Seu povo para salvá-lo, deixando aquela glória que tinha junto do Pai, antes da criação do mundo.

Mas a salvação devia consumar-se por meio da morte do autor da nossa vida, como ensina São Paulo: Consumado pelos sofrimentos, Ele Se tornou o princípio da vida (cf. Hb 2,10).

Deste modo se vê como a glória do Filho unigênito, glória esta que por nossa causa Ele havia deixado por breve tempo, foi-lhe restituída, por meio da Cruz, na carne que tinha assumido. É o que afirma São João, no seu Evangelho, ao indicar qual era aquela água de que falava o Salvador: Aquele que crê em mim, rios de água viva jorrarão do seu interior. Falava do Espírito, que deviam receber os que tivessem fé n'Ele; pois ainda não tinha sido dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado (Jo 7,38-39); e chama glória a Morte na Cruz. Por isso, quando o Senhor orava, antes de ser crucificado, pedia ao Pai que o glorificasse com aquela glória que tinha junto d'Ele, antes da criação do mundo”. (1)

Este Sermão é oportuno para o fortalecimento de nossa espiritualidade, como discípulos missionários do Senhor.

Contemplemos esta incrível História de Amor e reflitamos sobre o sofrimento, paixão e morte do Senhor antes de entrar em Sua glória.

Com a Ressurreição de Jesus, o Filho Amado, pelo Pai foi eternizado o Amor, e a vida; a morte foi destruída pelo Seu aniquilamento, Paixão e Morte!

Concluindo:

Servo amado, passível de todo sofrimento e dor,
Escreveu página inédita e indispensável de amor.
Poderia ter ficado deitado eternamente no leito de morte...
Quem à humanidade veio gestar para nova vida e sorte?

Que amor! Que incrível História de Amor!
Crer em sua Ressurreição é não conhecer o fim da mesma.
É escrever a cada dia uma nova página com Ele Vitorioso.
Ele Vive, Ele reina, à direita do Pai: Senhor e Glorioso!

Aleluia! Aleluia! 


(1) Liturgia das Horas - Volume Tempo da Quaresma/Páscoa - Editora Paulus - p. 508-509

O soar do sino pelo cortejo da vida

                                                       


O soar do sino pelo cortejo da vida


À tarde, como naquela tarde memorável dos discípulos de Emaús, ele veio, estilhaçado pela dor e pelo pranto, da páscoa de quem tanto se amou.
 
Olhou-me com olhar suplicante, não na esperança de uma volta, mas uma palavra para curar a dor cortante que deixa quem partiu cedo demais.
 
Sempre cedo demais será a partida de quem se amou em vida passageira.
Sem pseudos-remorsos, certos de que se fez o humanamente possível.
 
Passamos pelas páginas do Evangelho e pela ação humana e divina de Jesus.
Tão humana, marcada pela compaixão; tão divina, com poder sobre a morte.
 
Com a ressurreição do filho da viúva de Naim, inaugura o cortejo da vida.
Com a ressurreição da filha de Jairo nos devolve a vida e nos põe a caminho.
 
A ressurreição do amigo Lázaro, precedida de momentos de dor, compaixão, lágrimas da face do Senhor, a amizade chorada e a vida devolvida.
 
Jesus Cristo, nós Cremos, é a Ressurreição e a vida, e todo o que n’Ele crer
Não morrerá para sempre, à Marta e à nós Sua Palavra eternizou. Aleluia.
 
E com ele trocamos últimas palavras com olhares de esperança renovados:
O Senhor sempre nos mostra outra possibilidade, pois para Ele nada é impossível.
 
Ele sempre nos coloca de pé, e nos aponta um caminho a percorrer,
Não com facilidades, mas único caminho de felicidade que passa pela Cruz.
 
E assim concluímos fazendo um sagrado compromisso, gravado em papel frágil que se decompõe, mas no coração gravado, eternizado.
 
Lá fora, na capela, os sinos dobraram, na melodia de nossa conversa,
E, se pudesse traduzir em palavras seu som a soar pelas ruas e praças:
 
“Não deem passos cambaleantes nos cortejos da morte sem esperança,
Firmem seus passos no cortejo do Caminho, Verdade e Vida: Jesus. Amém.”


 
PS: Passagens do Evangelho:


- Ressurreição da filha de Jairo (Mc 5,21-43, Mt 9,18-26; Lc 8,40-56
- Ressurreição do filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17)
- Ressurreição da Lázaro – (Jo 11, 1-46)
- Discípulos de Emaps – Lc 24,13-35
- Jesus é o Caminho, Verdade e Vida – Jo 14,6 

“Por um breve instante...”

                                                   

“Por um breve instante...

“Por um breve instante Eu a abandonei, mas
com profunda compaixão Eu a trarei de volta.” (Is 54,7)

Por um breve instante os discípulos pensaram em recuar, fechar-se,
Porque o medo lhes tomou o coração, as portas estavam fechadas.

Por um breve instante tudo parecia ter chegado ao seu final,
Sem perspectivas, sem continuidade, sonhos soterrados.

Por um breve instante a esperança murchou, aparentemente para sempre.
Sua ausência era a maior de todas as ausências que se podia sentir.

Por um breve instante o quanto amados por Ele foram, pareceu que  jamais o seriam.
E, como suportar no mais profundo a ausência do Amado que tanto os amou?

Por um breve instante tudo parecia ter perdido o gosto, o sentido, o sabor.
Bem poderia Ele ter sido glorioso evitando a morte e tão terrível dor.

Por um breve instante pensaram os discípulos a Emaús voltar.
O retorno ao nada, ao fracasso de uma esperança que ilusão pura o foi.

Por um breve instante a lentidão da mente lhes turvou a fé e o olhar,
Pois não compreenderam que caminhava com eles Aquele em quem tanto confiaram.

Por um breve instante apenas.
Por um breve instante apenas, porque Ele Ressuscitou.

Para sempre as portas do medo foram abertas, rompidas.
Para sempre as portas da incredulidade de Tomé não mais sobreviveram.

Para sempre a Vida Venceu a Morte, pois assim é o Amor.
A vitória de Deus, do Amor, não é por um breve instante.

Para sempre Ele Ressuscitou,
E n’Ele e com Ele também ressuscitaremos.

Há na vida os “breves instantes” que parecem se eternizar. Parecem,  tão apenas.
Há na vida instantes que se prolongam, germinando para o horizonte da eternidade.

Na vida temos os “breves instantes” a serem suportados,
Mas com fé, haverão de ser enfrentados, corajosamente vencidos.

Na vida há os “breves instantes” de escuridão que parecem se eternizar,
Mas vem ao nosso encontro a luz divina nossas noites escuras iluminar.

Há os “breves instantes” da falta de esperança, confiança e coragem,
Mas que se não nos curvarmos à mediocridade, com Oração serão superados.

Há “breves instantes”  outros a serem contemplados.
Há o eterno momento a ser alcançado: glória, luz e paz, eternidade...

Há sempre o peso da cruz, em “breves instantes” com peso aparentemente insuportáveis.
Há a eterna compaixão de Deus que vem ao nosso encontro em divina solidariedade.

Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados,
Meu fardo é leve, meu jugo é suave” (cf. Mt 11,-28-30), 
disse o Senhor.

Se não suportarmos breves instantes difíceis que devemos passar,
Como alcançaremos o tempo maravilhoso, infinito de alegria na eternidade?

“Por um breve instante Eu a abandonei, mas
com profunda compaixão Eu a trarei de volta.”

“Peregrinos da esperança: coração ardente, pés a caminho”

                                                


“Peregrinos da esperança: coração ardente, pés a caminho”

“Ainda que a figueira não floresça,
nem a vinha dê seus frutos,
a oliveira não dê mais o seu azeite,
nem os campos, a comida
 
mesmo que faltem as ovelhas nos apriscos
e o gado nos currais:
mesmo assim, eu me alegro no Senhor,
exulto em Deus, meu Salvador!” (1)
 
Ainda que a cruz de tantos nomes pese sobre meus ombros,
Tenho que seguir adiante, pois não posso jamais desistir,
Porque peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho.
 
Ainda que as mudanças tantas do mundo não as veja acontecer,
Tenho que persistir, contemplando os pequenos sinais do Reino,
Porque peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho.
 
Ainda que as ondas do mar pareçam forças absolutas possuir,
O barco agitado, o medo na travessia a fazer, n’Ele, Jesus, confiar.
Porque peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho.
 
Ainda que as montanhas e vales a subir e caminhar,
Na busca de objetivos que pareçam jamais poder alcançar, seguir...
Porque peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho.
 
Ainda que a luz do sol pareça não mais no céu irradiar,
Porque o caminho se fez mais escuro em pleno dia, pelas inquietações,
peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho.
 
Ainda que não encontre respostas para os mistérios cotidianos,
Nas asas do Espírito, na busca das coisas do alto, onde habita Deus,
Porque peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho.
 
Ainda que as forças pareçam eternamente exauridas,
Do Pão da Palavra e da Eucaristia, nutrir-se e seguir...
Porque peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho. 
 
Ontem, hoje e sempre.
Como os discípulos de Emaús, (2)
Peregrino da esperança, coração ardente, pés a caminho. Amém. Aleluia!
 
(1)             cf. Hab 3,17-18
(2)             cf. Lc 24,13-35 

Domingo, o Dia do Senhor

                                         

Domingo, o Dia do Senhor

Reflitamos sobre a importância do Domingo, o Dia do Senhor, quando celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, e também, somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova, como podemos ouvir no rito do Ato Penitencial, conforme o Missal.

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – (2019-2023), ao falar da Eucaristia, enfatiza a necessidade de valorizar o domingo, o Dia do Senhor:

“Em consequência, ‘as comunidades eclesiais que se reúnem em torno da Palavra, precisam valorizar o domingo, o Dia do Senhor como o dia em que a família cristã se encontra com o Cristo. O domingo para o cristão, é o dia da alegria, do repouso e da solidariedade’ (CNBB, Doc. 100, n.276-277).

Essa valorização do Dia do Senhor exige ações concretas como manter as Igrejas abertas; cuidar que haja clima efetivo de acolhida àqueles que chegam; flexibilizar horários para atender as necessidades dos fiéis; oferecer oportunidade de participar da celebração da Palavra onde efetivamente não for possível a celebração Eucarística; incentivar a criação da pastoral litúrgica; valorizar o ministério da celebração da Palavra de Deus; cuidar da qualidade da música litúrgica” (1)

Em mais dois parágrafos, enfatiza o resgate e a centralidade do domingo como o Dia do Senhor, por meio da participação na Missa Dominical ou, na falta dessa, na Celebração da Palavra:

- “A assembleia eucarística é considerada ‘alma do domingo’ (DD, n.34 e cap.3 – Papa São João Paulo II) e, não sem razão, entre os mandamentos da lei de Deus, está a guarda do Domingo e dos dias Santos e, razão pela qual, entre os mandamentos da Igreja, encontra-se o dever da participação na celebração eucarística nesse dia (Catecismo da Igreja Católica n. 2042; CIC cân. 1246-1248)” .(2)

- “Onde efetivamente não for possível celebrar a Eucaristia, realizam-se as celebrações da Palavra de Deus, com os diáconos permanentes ou com ministros leigos devidamente formados e instituídos. Importa que a comunidade não deixe de se reunir para celebrar o dia do Senhor e os momentos importantes, tanto de alegria, quanto de dor e de esperança. Para tal, seja conhecido e valorizado o recente Documento 108 da CNBB: Ministério e Celebração da Palavra”. (3)

Urge capacitar cada vez mais nossas Equipes de Liturgia (ministros, proclamadores da Palavra de Deus, animadores de canto, acolhida, acólitos e coroinhas, e todos que participam  da preparação).

Sejam nossas Eucaristias momentos favoráveis para fazer arder nosso coração enquanto se vive a Liturgia da Palavra; bem como, nossos olhos se abram na Liturgia Eucarística, ao partir o Pão da Eucaristia, como vemos na passagem dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35).

Sejam nossas Eucaristias, o fortalecimento da serenidade e ardor, que devem estar presentes em nosso discipulado:

“A serenidade e o ardor devem caracterizar os cristãos no cumprimento das suas tarefas diárias. Cada Liturgia, especialmente a da Eucaristia, é uma nova vinda de Deus. Cada domingo é um ‘Dia do Senhor’ e o Ano Litúrgico uma série ininterrupta de domingos” (4)


(1)         Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil – Doc. 109 – n.161
(2)        Idem n.164
(3)        Idem n.165
(4)        Missal Quotidiano, dominical e ferial - Editora Paulus – Lisboa, 2012 - p.2250

Sagrados traços que devem marcar um (a) secretário (a) paroquial


 

Sagrados traços que devem marcar um (a) secretário (a) paroquial
 
Secretaria, pequeno grande espaço da acolhida,
Muito mais do que um espaço de registros, burocracias necessárias.
Um pequeno oásis no deserto de nossas paróquias,
Que, por vezes, muitos acorrem em busca de água para sedes tantas.
 
Uma orientação, um sacramento, uma ajuda para a travessia.
Atrás de uma mesa, deve estar alguém que irradie uma luz
Uma palavra - ainda que provisória - mas com o padre, em sintonia,
Presença terna e acolhedora do Amado Senhor Jesus.
 
Precisa ter os traços de Simeão, que acolheu nos braços
A Divina Luz das Nações, o Menino Jesus.
Há de deixar transparecer para quem ali acorre,
Que é alguém que também um dia para sempre O contemplou.
 
Outras vezes revelar os traços da viúva Ana,
Incansável em falar da Divina Criança,
Para que reacenda no espaço do trabalho,
A chama da divina e eterna Esperança.
 

Que haja um pouco de "Maria" em cada secretário,
Quando em meio a tanto por fazer,
Encontre tempo para o recolhimento, oração,
em silêncio fecundo e revitalizador necessário. 

Saiba silenciar a “Marta” de cada dia,
Sem deixar-se consumir em ativismo indesejável,
Conciliando o muito a fazer com espiritualidade,
Pois sem ela, o vazio deplorável e empobrecedor.
 

Sejam como Simão de Cirene, alegres servidores
Dos padres e tantos agentes, companheiros, 
com coragem para dividir o peso da cruz de mil desafios,
Em compaixão e solidariedade imprescindíveis.
 

Que sigam os passos do discípulo Amado,
Em plena fidelidade e intimidade com o Senhor.
Sem arredar o pé do calvário, e, por tanto amor,
Ali permanecer fiéis, inseparáveis, intenso Mistério Pascal.
 
Por fim, a exemplo de Maria Madalena, Apóstola dos Apóstolos,
Sejam testemunhas da vitória de quem vive para sempre: Jesus.
Sirvam  com renovada fé, peregrinando na esperança.
Secretariar é preciso, mas com o coração inflamado de Amor. Amém.
 

PS: Passagens dos Evangelhos: Lc 2,25-38; Lc 10,38-42; Mt 27,32; Jo 19,25-37; Jo 20,11-18

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG