domingo, 5 de abril de 2026

Seduzidos por Jesus...

                                                       


Seduzidos por Jesus...

Jesus Caminho
Seduzidos por Jesus sempre, nada nem ninguém poderá d'Ele nos separar.

Jesus Verdade
Seduzidos por Jesus testemunharemos a verdade, sem jamais a Deus ofender com a mentira.

Jesus Vida
Seduzidos por Jesus, em adesão total e incondicional a Ele, teremos vida, e vida plena, sem nunca trair o Amor de Deus.

Em três palavras: 
jamais viver, respectivamente,
distanciamento, ofensa e infidelidade a Deus.
Por meio do Filho, na força do Espírito, na
fidelidade ao Projeto de Amor de Deus.
Aleluia! Aleluia!

Com a Páscoa do Senhor, o Amor de Deus nos eternizou!

                                              


Com a Páscoa do Senhor, o Amor de Deus nos eternizou!

Um pequeno trecho da Homilia de um autor antigo da tradição cristã:

“A Paixão do Salvador é a Salvação da vida humana. Precisamente para isso Ele quis morrer por nós, a fim de que, acreditando n'Ele, vivamos para sempre. Ele quis, por algum tempo, tornar-Se o que somos, para que, alcançando a Sua promessa de eternidade,
vivamos com Ele para sempre...”

Uma citação Paulina que nos marca, sobretudo, neste Tempo Pascal em que vivemos:

“Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele. Sabemos que Cristo Ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre Ele. Pois Aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas, mas Aquele que vive é para Deus que vive. Assim, vós também, considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo”  (Rm 6,8-11).

Uma reflexão para este maravilhoso Tempo Pascal:

O Amor Divino é eterno e forte.
Na humanidade de Jesus a morte,
Na ação do Pai pelo Espírito a perenidade.
No Corpo ressuscitado a eternidade.

O Amor Divino é eterno e presente.
De poder incomensurável, onipotente.
Na glorificação do Corpo do Filho amado,
O mistério da morte enfim foi derrotado.

Jesus assumiu a temporalidade provisória,
Num determinado momento da História.
Amor intenso pela humanidade vivido,
Somente o céu poderia ter merecido.

Sua temporalidade abriu-nos a eternidade.
Morto, na cruz, assumiu nossa fragilidade.
Com O Espírito e O Pai reina absoluto.
Não há mais morte, dor, pranto nem luto.

O Senhor Ressuscitou! O Amor venceu!
O grão no chão morreu, floresceu, frutificou!
Ele que sofrimento não mereceu e suportou,
Por Sua Morte e Ressurreição nos eternizou!
Aleluia! Aleluia!

Dimensão pascal vivida, sobriedade fortalecida!

                                                     


Dimensão pascal vivida, sobriedade fortalecida!

Estamos iniciando o Tempo Pascal, em que a luz iluminou a escuridão da noite, a Ressurreição do Senhor foi contemplada e ao mundo anunciada.

Voltemo-nos para uma temática vital para que tenhamos a verdadeira alegria que a Páscoa nos convida a celebrar e a viver.

Mas afinal, o que é sobriedade? A conceituação, para além dos dicionários, pode ser ampliada fazendo-nos mais comprometidos com a nossa vida, com a vida do outro e do planeta em que habitamos.

Sobriedade é, sobretudo, equilíbrio, temperança, serenidade, justa medida, autodomínio, liberdade diante de tudo e de todos.

Não há dúvida de que a ausência da sobriedade implica na destruição da comunhão fraterna, fomentando a desarmonia, a fragmentação dos relacionamentos, a desestruturação de toda ordem (moral, afetiva, psicológica, econômica, social, política...).

De outro lado a sobriedade presente em cada pessoa a fará artífice de um novo tempo, de novos relacionamentos, novas famílias, novas comunidades eclesiais. A sobriedade é imperativo das mais simples às mais complexas relações.

Preciosa definição encontramos no Catecismo da Igreja Católica (n.1809): “A temperança é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados.

Assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade... No Novo Testamento, é chamada de “moderação” ou “sobriedade”. Devemos viver com moderação, justiça e piedade neste mundo (Tito 2,12)”.

Vivemos o transbordamento da alegria pascal, sendo impossível conter a ação do Ressuscitado, vivendo a dimensão pascal de nossa fé, encontraremos e cultivaremos a sobriedade necessária que acontece na exata medida em que somos pascais: quanto mais pascais o formos, maior será nossa sobriedade, temperança, equilíbrio, liberdade para amar e cuidar da vida. Somos construtores da paz, amantes incondicionais do Senhor da Vida e, portanto, amantes da vida plena que Ele prometeu e trouxe.

Sejamos pascais, sejamos sóbrios e tudo será melhor (a pessoa, a família, o trabalho, a política, a escola, a cidade, o mundo...)

Quando vivemos intensamente a dimensão pascal, amando, crendo anunciando e testemunhando o Ressuscitado, fazemos morrer o que é necessário para renascer em nós uma nova criatura, e assim fortalecemos, de fato, a virtude da sobriedade.  Aleluia! Aleluia!

Somente o Senhor nos amou assim...

                                                     

Somente o Senhor nos amou assim...

Contemplando o Mistério do Amor de Deus por nós, testemunhado pelo Senhor Jesus na morte de Cruz, retomo uma estrofe do “Hino sobre a Ressurreição do Senhor”, escrita pelo Diácono e Doutor da Igreja, Santo Efrém:

“Quem como Tu, Senhor,
Para nós?
Grande que Se fez pequeno,
Vigilante que dormiu,
Puro que foi batizado,
Vivo que degustou a morte,
Rei que carregou com o desprezo,
Para dar a todos glória.
Bendita seja a glória!”

Ressoem em nosso coração as palavras do Apóstolo Paulo aos Filipenses (Fl 2, 5-11): Ele que humilhou-Se a Si mesmo, mas Deus O exaltou, para que ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame que Jesus é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

Tão grande, tão onipotente é Deus: fez-Se frágil, experimentou nossa condição humana, exceto o pecado, para destruí-lo. Experimentou o cansaço, o abandono, a indiferença, a humilhação, a solidão, a incompreensão, e quanto mais possamos mencionar. Que mais Ele poderia sofrer por amor de nós?

“Adormeceu”, descendo à mansão dos mortos, passando pela morte, para destruí-la, e com Sua morte a morte da morte, a Ressurreição alcançar, e nesta a nossa Ressurreição, porque assim Ele o disse, E assim cremos: todo aquele que n’Ele vive e crê, possuirá a vida eterna (Jo 11, 26)

Tão puro, aceitou conviver com os tidos como impuros para purificá-los, reintegrá-los. Conviveu com os pecadores para destruir o pecado, e, na autêntica vivência da misericórdia, renovar, recriar, reintegrar, novo horizonte ao pecador perdoado para uma vida nova viver, sentido novo para a vida encontrar.

Reina gloriosamente tendo como trono a Cruz, na qual todos devemos nos gloriar. Cruz que tem aparência de derrota, mas, para quem crê, tem sabor de vitória, porque carregada com fé, ousadia e coragem, é imprescindível para a genuína e frutuosa felicidade que desabrocha plenamente na eternidade.

Em Sua morte, glorificados somos – eternizados. Com Sua morte, a Ressurreição para conosco caminhar, corações aquecer, no Pão da Eucaristia partilhado, Sua presença reconhecermos.

Não mais cabisbaixos, abatidos, desanimados, derrotados... Mas com vigor renovado, força que emana da fé na Ressurreição, Boa-Nova do Reino anunciar e testemunhar, sem jamais na fé vacilar, a esperança perder e a caridade esfriar.

Neste Tempo Pascal, sejamos envolvidos pelos Amores inseparáveis: do Pai, o Amante que ama o Filho; do Filho que nunca foi abandonado pelo Pai, porque permanentemente amado e assistido pela presença do Santo Espírito, o Amor.

Inseridos nesta Comunhão, como que num mergulho no mar infinito da misericórdia divina, viveremos a mais terna e eterna comunhão de amor, e mais fraternos nos tornaremos. Amém! Aleluia! Aleluia!

É Páscoa! Vida Nova foi inaugurada!

                                                     


É Páscoa!  Vida Nova foi inaugurada!
 
Então o anjo disse às mulheres: ‘Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que Ele estava.” (Mt 28,5-6)
 
Celebremos e vivamos o Tempo Pascal exultantes de alegria, pois a vida venceu a morte, Jesus Ressuscitou. Aleluia!
 
Reluz em nosso coração ardente a Palavra e a luz do Ressuscitado, bem como nossos olhos se abrem na partilha do Pão em cada Eucaristia, e voltam a brilhar, vislumbrando novos caminhos e compromissos com a Evangelização, como Igreja sinodal que somos, firmando os pilares das nossas comunidades: pilar da Palavra, do Pão da Eucaristia, da Caridade e da ação missionária.
 
O Senhor veio plantar no coração de pessoas de boa vontade a confiança e a esperança, que concretizadas em ações de caridade autêntica assegurarão o novo que Deus tem para nós.
 
O Senhor, de fato, faz novas todas as coisas, sobretudo no coração daquele que crê e ama. Os sinos soam em vibração contagiante e os suores da luta se multiplicam, porque quando há amor, todos os esforços são importantes.
 
Que o suor de Sangue do Amado não tenha sido em vão. Derramemos o nosso, se preciso for, por um mundo novo, alegre, cheio de vida, paz, justiça, fraternidade e amor.
 
O Sol Divino irrompeu na madrugada, iluminou nossa existência, revigorou nossos passos, refez nossos sonhos e os sagrados compromissos que brotam da fé, a fim de que sejamos uma Igreja misericordiosa, acolhedora e missionária.
 
É Páscoa! As palavras do anjo mais uma vez ressoam no mais profundo de nós: Chegou o tão esperado amanhecer! O Sol Divino, Jesus, está mais do que vivo no meio de nós. Não tenhamos medo. O Senhor Ressuscitou! Aleluia! Aleluia! 

Iniciemos nosso Itinerário Pascal

                                                              

Iniciemos nosso Itinerário Pascal

Voltemo-nos para um trecho do Tratado sobre a Solenidade da Páscoa, escrito pelo Bispo Santo Eusébio de Cesareia (séc. IV).

“... Depois da Páscoa e ao término de sete semanas, celebramos a Festa de Pentecostes; da mesma forma que anteriormente a Festa da Páscoa, e durante um período de seis semanas, aguentamos varonilmente as práticas quaresmais.

Pois o número seis é, por assim dizer, um número que significa atividade e eficácia. Por esta razão se diz que Deus criou em seis dias todas as coisas. Com razão, pois, as fadigas que supuseram a preparação da primeira solenidade, lhes seguem as sete semanas preparatórias da segunda solenidade, na qual se concede um longo período de descanso, simbolizado pelo número sete.

Portanto, considerando os santos dias de Pentecostes como uma imagem do futuro descanso, não sem razão nossas almas transbordam de alegria, e também condescendemos com nosso corpo, concedendo-lhe um respiro, como se já estivéssemos com o Esposo. Portanto, não nos está permitido jejuar”. (1)

A Liturgia do Tempo Pascal deve ser celebrada com intensa alegria; devemos sentir este transbordamento de alegria como se já estivéssemos com o Esposo.

Esta fé que temos e professamos, no Salvador morto e ressuscitado, exige que procuremos superar um número elevado de dúvidas, de vacilações, de medos, antes de acolher, sem reticências, o Mistério revelado, como nos afirma o Missal:

Além disso, deve-se evitar anunciá-Lo prematuramente. A fé é um Itinerário Pascal de morte de nós mesmos, das nossas seguranças, das nossas ‘evidências’ para nascermos para a verdade de Deus e da Sua mensagem” (2).

Sem demora, depois da Vigília Pascal, como Igreja, começaremos nosso Itinerário Pascal, que estas mortes nos façam mais Pascais, alegres discípulos missionários do Senhor, porque sabemos em quem confiamos e depositamos nossa esperança.

Cremos e sentimos a Sua nova presença conosco, vivo e Ressuscitado, nos iluminando, nos ancorando com Sua Palavra e nos fortalecendo com Seu Corpo e Sangue, Alimento indispensável e salutar para o nosso viver.


(1) Lecionário Patrístico Dominical - Ed. Vozes - p. 339-340
(2) Missal Quotidiano Dominical e Ferial - Editora Paulus - Lisboa - p. 587

Em poucas palavras...

                                                          


                                              "A onda de lágrimas..."

“A onda de lágrimas tem uma força igual ao banho do batismo, 

e os gemidos da contrição atraem a graça que se tinha afastado um instante”  (1)



(1) Santo Astério de Amasea -  séc. V

 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG