domingo, 5 de abril de 2026

Em poucas palavras...

                                                     


A espiritualidade do Domingo

“O Domingo é o dia por excelência da assembleia litúrgica, em que os fiéis se reúnem ‘para, ouvindo a Palavra de Deus e participando na Eucaristia, fazerem memória da paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus, e darem graças a Deus, que os ‘regenerou para uma esperança viva pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos’”.(1)

(1) Catecismo da Igreja Católica – n. 1167

Em poucas palavras...

                                                        


Domingo da Santa Ressurreição

“Quando meditamos, ó Cristo, nas maravilhas que tiveram lugar neste dia de Domingo da Tua Santa Ressurreição, dizemos: Bendito o dia de Domingo, porque nele teve início a criação […] a Salvação do mundo […] a renovação do gênero humano […]. 

Foi nesse dia que o céu e a terra se congratularam e que todo o universo se encheu de luz. Bendito o dia de Domingo, porque nele foram abertas as portas do paraíso, para que Adão e todos os deportados nele entrassem sem temor”. (1)

 

(1)Fanqîth, Ofício sírio-antioqueno – Vol. 6, 1ª parte do verão, p.193b.– citado no Catecismo da Igreja Católica n. 1167

 

A paradoxalidade do túmulo

                                                   

A paradoxalidade do túmulo

“Túmulo vazio,
coração transbordante de alegria!” 

Crer no Ressuscitado:
Morrer para o pecado e viver para Deus. Assim ocorreu em nosso Batismo. 

Crer no Ressuscitado é caminhar na luz: "Eu Sou a luz".

“Não são doze as horas do dia?
Quem caminha de dia não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas quem anda de noite tropeça, porque lhe falta a luz” (Jo 11,9-10).
“Eu Sou a luz do mundo, quem me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida.” (Jo 8,12) 

Ressurreição:
Desce o dom da graça que nos santifica e
nos plenifica com a paz, o amor, a alegria…
 Não façamos guerras contra nós mesmos,
Reine a paz em nossos corações. 

“Fica conosco Senhor!” – (Lc 24, 29)
“Olhos que se abrem, coração que arde!
Ó esplendorosa Ressurreição:
Olhos abertos, ardente coração!” 

Aleluia! Aleluia!

Páscoa e a Oração dos sentidos


Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição

                                                         

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Sem ela, ausência de sentido: vida sem alegria e emoção.
Amadurecimento que se alcança: cruz carregada
Superando a imaturidade do espírito: fuga, medo, omissão.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Crer nela é ter perspectivas novas a cada amanhecer.
Dificuldades vencidas, não há nada por temer.
Caminho da fidelidade assumido, amadurecer.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Quando tudo parecer sem perspectivas, horizontes...
Quando nela se crê, a Ressurreição tão desejada,
Somos saciados por graça e luz da Divina Fonte.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Move mestres, discípulos, aprendizes, profetas,
Porque ancorados nesta última Palavra Divina,
Possibilita realizar nossos belos sonhos e metas.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Verdade que deve ser crida e cultivada no coração,
Porque quando a morte irrompe, tudo parece perdido,
Nela crendo, não terá sido em vão ter morrido.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Faz-nos crer que sementes, com amor, lançadas;
Como trigo que mesmo sem saber morreu
Para se multiplicar, tornando-se pão, eternizadas.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Para que não vivamos entristecidos e solitários,
Redescobrindo a alegria da amizade/comunhão,
Irmanados nos sonhos, nas lutas solidários!

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Doença, dor, luto, ou sofríveis e indesejáveis prantos
Passarão, porque com a Páscoa tudo se fez novo!
Alegres, melodiosos, radiantes serão nossos cantos.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Mistério cotidianamente celebrado com alegria,
Do Banquete de riquezas insondáveis e inesgotáveis
Faz-Se presença e alimento no Pão da Eucaristia.

Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição.
Sentido do princípio da existência: por Deus criado.
Sentido de todo existir: n'Ele vivemos, nos movemos e somos.
Sentido provisório da existência: Morte e Paixão
Sentido derradeiro da existência: a Ressurreição



PS: Poesia inspirada na Mensagem Quaresmal 2011 do Papa Bento XVI:

“... A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia”. 

Água e Sangue jorrados do lado aberto do Senhor

                                                         

Água e Sangue jorrados do lado aberto do Senhor:
Vida e Alimento. Aleluia! Aleluia!

Água que regou o Jardim do Paraíso terrestre.
Água Viva que jorra para a Vida eterna.
Água tão necessária e tão vital, jorrou de Seu lado,
De forma tão abundante jorra, hoje, para Sua Igreja.

Água que garante flores e frutos abundantes
Ao longo de todos os dias das estações do ano.
Quem poderia ser tão providente e generoso?
Coração trespassado, tão divino, tão humano!

Água que lava, purifica-nos de nossos pecados.
Água que sacia a sede de quem amor puro anseia
E o encontra quando se abre ao Espírito
E celebra Sua Presença na mais bela das Ceias.

Água na qual pelo Batismo somos imersos,
Para que mortos para a dor e peso do pecado,
Para Deus, intensa e apaixonadamente, vivamos,
Numa vida nova, ao Seu Amor correspondamos

Água que rega os jardins de nossos tempos,
Para que grãos de trigos morram e rebentem
Em auroras de alegria e esperança, paz e fraternidade,
Com os anjos não faltarão quem os cantem.

Água que rega corações ressequidos e sedentos
Pelas coisas do alto, as belas e celestiais,
Que pelo Apóstolo sempre somos exortados,
Para que, de fato, sejamos testemunhas pascais.

Água e Sangue jorrados do lado aberto do Senhor:
Vida e Alimento. Aleluia! Aleluia!

Sangue jorrado, na Eucaristia celebrado,
No Cálice, pelo Mistério da Fé, transubstanciado,
Alimento e presença para sempre eternizados.
Seu Corpo, Alimento que Sacia, a todos é doado.

Sangue do Inocente por nós derramado,
Não nos deixou em nossas culpas mergulhados,
Aceitou a morte, em obediência, despojamento, fidelidade,
Por que é, foi e será eternamente: “O Filho Amado”

Banhemo-nos neste rio abundante de Misericórdia,
Porque pecadores e nunca merecedores o somos.
Banhemo-nos, porque precisamos ter o coração purificado,
Para sermos melhores, se ainda muito pouco o somos.

Banhemo-nos neste rio abundante de Caridade,
Porque pobres, desprotegidos, inquietos e fracos.
Banhemo-nos, porque precisamos ser enriquecidos
Pela inesgotável graça, fonte da pura felicidade.

Banhemo-nos neste rio abundante de Amor,
Porque Seu amigo já o somos, assim nos chamou,
Embora ainda muito que aprender tenhamos,
Para corresponder a quem tanto (infinitamente) nos amou.

Água e Sangue jorrados do lado aberto do Senhor:
Vida e Alimento. Aleluia! Aleluia!

Páscoa: alargar os horizontes do amor!

                                                  

Páscoa: alargar os horizontes do amor!

Celebramos o maior dos Mistérios do Amor de Deus: A Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor, e toda a Igreja está vivendo dias do transbordamento desta alegria: Cristo Ressuscitou. Aleluia!

Aclamamos e cantamos com as comunidades em cada Eucaristia, memorial permanente deste amor que desconhece medidas e  horizontes.

O Círio Pascal aceso comunica este mistério central da fé Cristã: A luz de Cristo iluminou e ilumina a humanidade.

O sopro vital de Deus não permitiu que a maldade humana prevalecesse, e Deus, num ato de puro amor, abriu a terra e escancarou-a para o céu, Ressuscitando o Seu Filho.

A onipotência do amor de Deus falou mais alto que a prepotência da maldade humana.

No mistério da morte da Cruz de Nosso Senhor se deu o encontro de três pessoas eternas:
O eterno Amante que é o Pai,
O eterno Amado que é o Filho, e
O eterno Amor que é o Espírito Santo.

A Cruz não foi o mistério da solidão, do abandono, da desilusão, do fracasso... Muito pelo contrário, foi a consumação de um encontro eterno de Amor pela redenção da humanidade, na fidelidade, humildade, confiança e despojamento. 

Pela Cruz fomos reconciliados, iluminados. Foi-nos apontado o caminho do amor, o único e essencial.

Se pelo imenso amor Jesus foi fiel até o fim, Deus pelo Seu imenso amor, não poderia fazer outra coisa: Ressuscitou Seu Filho.

E os discípulos em todo tempo, deverão empenhar-se em testemunhar com semelhante amor que a Vida venceu a Morte, pois Deus tem sempre a última Palavra.

Crer no Ressuscitado é trilhar o caminho do amor por Ele proposto.
A Boa Nova da Ressurreição é motivo de transbordarmos de alegria, mas não significa que tudo está realizado: há muitos sinais de morte que clamam por Páscoa/passagem.

Como Igreja, sejamos fortalecidos na caminhada pastoral, rejuvenescendo em cada coração maior amor à Igreja. 

Esta Boa Nova nos inquieta frente aos desafios da cidade, não permite acomodações e recuos.

Há clamores que anseiam por respostas a fim de que a paz não seja apenas um sonho, mas realidade; para que a vida e a alegria sejam estampadas em cada olhar e o sorriso nos lábios anuncie que está irrompeu e irromperá sempre a madrugada da Ressurreição!

Quando a pedra do túmulo foi removida, ao mundo foi anunciado: o túmulo não pôde reter o vivente (Ap 1,18).

Sepulcro vazio e coração transbordante do Amor de Deus transformado pela vida nova do Ressuscitado. Este amor que nos preenche, renova-nos, faz-nos chegar primeiro às situações diversas, pois quem ama, chega primeiro.

É tempo de buscarmos as coisas do alto; as coisas celestes, pois se com Cristo morremos, também com Ele Ressuscitamos (Cl 3,1-4).

Páscoa é sempre tempo de alargar os horizontes do amor, pois como disse o Papa Bento XVI “o horizonte do amor é verdadeiramente infinito!”

No ápice da escuridão da noite,
anuncia-se a chegada de um novo dia!
A escuridão de nossa noite é sempre
iluminada com o esplendor da Ressurreição!
Aleluia! Aleluia!

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG