sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Não desistir diante das provações

                                               


                                            Não desistir diante das provações

Diante da história de todos nós, com suas páginas de provações, tribulações, dificuldades, tropeços e inquietações, como fazer a necessária superação?

Precisamos, a partir da fé, escrever novas páginas de paciência, esperança, perseverança, perfeição, integridade e de verdadeira alegria.

Como Igreja Sinodal, peregrinos de esperança, sejamos iluminados e fortalecidos pela Palavra de Deus, que é luz para o nosso caminho (Sl 119,105), no bom combate da fé (2 Tm 4,7-8).

Urge firmar nossos passos, escrevendo páginas de acrisolamento, amadurecimento, aperfeiçoamento, vivendo o Mistério da Paixão e Morte do Senhor, para com Ele Ressuscitar, e com Ele, sermos mais que vencedores:

– “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus” (Rm 8,37-39).

O Apóstolo São Paulo também nos ajuda neste santo propósito, como peregrinos do Senhor que somos:

-  “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.

E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não decepciona, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,1-5).

Por fim, acolhamos e aprofundemos nossa reflexão, à luz das palavras do Apóstolo São Tiago:

-  “Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma.” (Tg 1,2-4)


Nota-se um itinerário que o cristão precisa percorrer, na vivência da fé:

1º - A provação, como motivo de grande alegria;

2º - A comprovação da fé;

3º - A perseverança na fé;

4º - A geração da obra de perfeição;

5º - A perfeição e integridade (sem falta ou deficiência alguma).

Concluindo, vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica sobre o caminho da perfeição que devemos trilhar:

“O caminho da perfeição passa pela Cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual envolve ascese e mortificação, que levam gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças.” (1)

Façamos as renúncias necessárias, tomemos nossa cruz de cada dia e sigamos o Senhor (cf. Lc 9,23), cujo fardo é leve e o jugo é suave (cf. Mt 11,28-30), revitalizando-nos com o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia, que são os imprescindíveis e divinos Pães de nossa vida, no tempo presente e na eternidade. Amém.

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – n. 2015 

Rezando com os Salmos - Sl 124 (125)

 


No Senhor confiamos, nada pode nos abalar


“–1 Quem confia no Senhor é como o monte de Sião:
nada o pode abalar, porque é firme para sempre.
=2 Tal e qual Jerusalém, toda cercada de montanhas,
assim Deus cerca Seu povo de carinho e proteção,
desde agora e para sempre, pelos séculos afora.

=3 O Senhor não vai deixar prevalecer por muito tempo
o domínio dos malvados sobre a sorte dos Seus justos,
para os justos não mancharem suas mãos na iniquidade.

=4 Fazei o bem, Senhor, aos bons e aos que têm reto coração,
5 mas os que seguem maus caminhos, castigai-os como os maus!
Que venha a paz a Israel! Que venha a paz ao vosso povo!”

Com o Salmo 124(125) rezamos e novamos nossa confiança no Senhor, e que nada possa nos abalar, pois Ele é o protetor do Seu povo: e garante a paz para o Israel de Deus (Gl 6,16):

“Salmo de Romaria. Deus, protetor da Cidade Santa, está sempre perto dos justos e não permitirá que sejam por mais tempo oprimidos pelos ímpios.” (1)

Um convite a ouvir o canto: “A força e a vitória” que expressa esta incondicional confiança em Deus.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 839

Rezando com os Salmos - Sl 123 (124)

 


O nosso auxílio está no nome do Senhor

“–1 Se o Senhor não estivesse ao nosso lado,
que o diga Israel neste momento;
–2 se o Senhor não estivesse ao nosso lado,
quando os homens investiram contra nós,
–3 com certeza nos teriam devorado
no furor de sua ira contra nós.

–4 Então as águas nos teriam submergido,
a correnteza nos teria arrastado,
–5 e então, por sobre nós teriam passado
essas águas sempre mais impetuosas.
–6 Bendito seja o Senhor, que não deixou
cairmos como presa de seus dentes!

–7 Nossa alma como um pássaro escapou
do laço que lhe armara o caçador;
– o laço arrebentou-se de repente,
e assim nós conseguimos libertar-nos.
–8 O nosso auxílio está no nome do Senhor,
do Senhor que fez o céu e fez a terra!”

Com o Salmo 123(124) renovamos nossa confiança no Senhor, pois o nosso auxílio está no nome do Senhor:

“Salmo de romaria. Liberto do perigo, o povo agradece a Deus de quem veio o socorro desivio, sem o qual todos teriam perecido nas ondas da ira inimiga.” (1)

Finalizo com as palavras do Apóstolo Paulo, qu7e ao realizar a missão evangelizadora, ouviu do Senhor, estas palavras que nos acompanham a cada dia:

“Certa noite, numa visão, o Senhor disse a Paulo: ‘Não tenhas medo; continua a falar e não0 te cales, porque eu estou contigo. Ninguém porá a mão em ti para fazer-te mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence’.” (At 18,9-10).

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 838

A luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja

                                                        

 A luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja

Verdadeiramente, a luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja, assim como deve resplandecer na vida de todo cristão, sejam Ordenados ou não; mas de modo especial, através do Ministério Presbiteral.

Vejamos o que nos ensina a Igreja:

“O Concílio deseja ardentemente iluminar todos os homens com a claridade de Cristo, luz dos povos, que brilha na Igreja, para que o Evangelho seja anunciado a todas as criaturas (cf. Mc 16,15)”. (1)

No dia da Ordenação Presbiteral se diz:  “Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem do Rei Melquisedec”, para fazer resplandecer a luz de Cristo no rosto da Igreja.

Todos os dias, o Presbítero deve renovar esta imensa graça, vivendo uma vida em que o anúncio da Palavra seja acompanhado do indispensável testemunho.

Deste modo, deve celebrar e viver o que celebra, em perfeita sintonia, levando muitos a contemplar o resplandecer da luz de Cristo no rosto da Igreja, a qual se colocou a serviço.

Será um instrumento da publicidade da luz, numa vida simples, coerente, pois a luz não existe para ser escondida, como nos falou o Senhor no Evangelho, porque quando se possui a luz de Deus é impossível guardá-la para si.

É impossível esconder e apagar a chama do Amor de Deus acesa, um dia, e assim comunicará a universalidade da luz do amor pelos últimos, sem se esquecer dos primeiros; a luz do amor pelos pobres, pelos pequeninos, pelos humildes, enfermos, e outros tantos rostos com quem Ele Se identificou (Mt 25).

Comunicará a consistência da luz da Palavra Divina, que não se reduz às palavras, teorias, discursos, discussões, mas em obras concretas de amor, justiça, perdão, fraternidade, humildade, compaixão e solidariedade.

Nesta comunicação da transparência da luz divina, fará de tal modo que a sua vida não atraia ninguém para si, mas para Aquele que o chamou e o enviou.

A transparência de vida do Presbítero, por causa de suas obras, levará muitos a glorificar o Pai que está nos céus (Mt 5, 16).

Assim como Jesus, o Presbítero deve levar o povo a viver em perfeita comunhão.

Padres e fiéis, Igreja Ministerial e Missionária do Senhor seremos quando, verdadeiramente, revelarmos a luz de Cristo ao mundo.

Quando comunicarmos esta luz, na noite sombria de um mundo marcado por tantos sinais de morte e exclusão.

No Ministério vivido, a devoção a Nossa Senhora e ao Sagrado Coração de Jesus, de modo especial, o torna cada vez mais compadecido e solidário com a dor dos pobres, um Sacerdote conforme o Coração de Jesus.

Que a luz de Cristo resplandeça no rosto da Igreja pela vida e Ministério Presbiteral, assim como por meio de todos os batizados, para que sal da terra e luz do mundo sejamos, contando sempre com a força indispensável que nos vem da oração sincera, pura e confiante e, de modo especial, na Santa Eucaristia.

(1) Primeiros parágrafos da Constituição “Lumen Gentium” – Luz dos Povos - sobre a Igreja. 

A Ação Divina não dispensa a ação humana

                                                                   

A Ação Divina não dispensa a ação humana

No Reino de Deus,
lançar a semente é nossa missão!

Na passagem do Evangelho (Mc 4, 26-34) proclamado na terceira sexta-feira do Tempo Comum, Jesus nos fala do Reino de Deus à luz da Parábola da semente lançada na terra. 

Mais ainda, nos fala do Reino comparando-o a um grão de mostarda, a menor de todas as sementes e que produz ramos tão grandes que os pássaros vêm habitar à sua sombra.

Na construção e espera do Reino que vem, é preciso confiança ativa. O Reino é como o crescimento da semente, um processo lento e silencioso, mas seguro. A pequenez da semente também é significativa, pois aparentemente o que fazemos parece nada mudar, mas quanta diferença faz para quem dela recebe, já, os frutos.

Muitas vezes a pobreza dos meios, as nossas limitações, emergências e clamores nos levam a abrir-nos mais intensa e sinceramente à ação divina, explicitamente falando com a ação do Espírito que é imprescindível para a ação evangelizadora e a construção do Reino.

O Missal Cotidiano nos diz: “Em vez de agitação, serenidade; em vez de indolência, esforço; em vez de desânimo a certeza da fé; eis a atitude da Igreja, do apóstolo, do educador”.

Serenidade, esforço e a certeza da fé devem ser marcas de todo aquele que se coloca a serviço do Reino, contra toda tentação de agitação estéril e estressante, que nada de bom constrói; contra toda perniciosa, desastrosa tentação da acomodação, do recuo, do cruzar os braços em inativismo deplorável aos olhos de Deus – Deus que nos ama, como é próprio do Seu amor, não dispensa nossos esforços; contra toda tentação da perda da fé, do naufrágio da fé, o pior de todos os naufrágios.

Nisto consiste a missão de todos nós: lançar e cultivar as sementes. Se dela frutos não comermos, já terá valido ao outro ter assegurado esta possibilidade.

São oportunas as palavras do Apóstolo Paulo: “Eu plantei, Apolo regou, mas era Deus quem fazia crescer” (1Cor 3,6).

De fato, aquilo que comemos ou desfrutamos não é fruto do acaso, mas do reconhecido e louvável esforço e empenho de tantos/as que, muito antes e até no tempo presente, suas sementes lançaram... 

Lancemos nossas sementes, as melhores que pudermos para que outros desfrute
m.
..

Rezando com os Salmos - Sl 122 (123)

 





Confiança e esperança no Senhor

“–1 Eu levanto os meus olhos para Vós,
que habitais nos altos céus.
–2 Como os olhos dos escravos estão fitos
nas mãos do seu senhor,

– como os olhos das escravas estão fitos
nas mãos de sua senhora,
– assim os nossos olhos, no Senhor,
até de nós ter piedade.

–3 Tende piedade, ó Senhor, tende piedade;
já é demais esse desprezo!
–4 Estamos fartos do escárnio dos ricaços
e do desprezo dos soberbos!”

Rezando o Salmo 122(123) renovamos nossa confiança e esperança em Deus:

“Salmo de romaria: o levantar dos olhos ao monte Sião exprime a elevação dos olhos e da mente a Deus. Humilhado pelos povos vizinhos, Israel se entrega confiante nas mãos do Senhor e a Ele se recomenda como sua única Salvação.”

Esta confiança e esperança encontramos na passagem do Evangelho de Mateus:

“Nisso dois cegos sentados à beira da estrada ouviram que Jesus estava passando. Gritaram: ‘Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!’” (Mt 20,30)

Seja também nossa confiança e esperança renovada em Deus que jamais nos decepciona. Façamos do clamor dos dois cegos o nosso clamor, com olhos fitos no Senhor, a Ele supliquemos com as mesmas palavras dos cegos – “‘Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!”.

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 838

Exortação Apostólica “Gaudete Et Exsultate”




Exortação Apostólica “Gaudete Et Exsultate”

A Exortação Apostólica “Gaudete et exsultate” – sobre a chamada à Santidade no mundo atual, escrita pelo Papa Francisco (2018), nos orienta para que vivamos a alegria da santidade.

Deus nos quer santos e espera que não nos resignemos a uma vida medíocre, superficial e indecisa (n.1).

A Exortação não é um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções, mas tem um humilde objetivo: “fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós «para ser santo e irrepreensível na Sua presença, no amor» (cf. Ef 1, 4)” (n.2).

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