quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

A Luz Divina iluminará nossos passos

                                                       


      A Luz Divina iluminará nossos passos

“E o Verbo Se fez carne,

e habitou entre nós” (Jo 1,14)

Com o  olhar voltado para o ano novo, a fim de que evitemos novos erros, multiplicar os acertos, em nossa árdua missão evangelizadora.

São oportunas, neste sentido, as palavras do Papa Francisco em sua Exortação Apostólica:

Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que ‘da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído’” (Evangelii Gaudium n.3).

Momento propício para este encontro e renovação, foi para nós, o Tempo do Advento, em que nos preparamos para a celebração do acontecimento que mudou o rumo da História da humanidade: a Encarnação do Verbo:  E o Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14).

Além da espiritualidade própria da Liturgia do Advento, tivemos a graça das Novenas de Natal, acompanhada do indispensável e fecundo Sacramento da Penitência, para bem celebrar o nascimento do Senhor no mais profundo de nós, que veio uma vez mais ao nosso encontro, com o desejo de que O acolhêssemos.

Vivendo a alegria do Natal celebrado, urge multiplicar gestos de amor, partilha, reconciliação, fraternidade, solidariedade e paz, afastando-nos de todo o mal, procurando viver com equilíbrio, justiça e piedade, como nos falou a segunda Leitura da Missa da Noite de Natal (Tt 2,11-14).

Urge que nos empenhemos, para que a Noite de Natal jamais fique reduzida a ceias, amigos secretos e trocas de presentes, o que levaria ao esvaziamento do seu verdadeiro sentido, que é a celebração do Nascimento do Menino Jesus, Aquele que cresceu em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus, e deu Sua vida por todos nós, para que fôssemos redimidos e salvos, mas que antes nos comunicou a Boa-Nova do Reino.

Celebramos o Natal com gosto de Páscoa, renovando os sagrados compromissos na espera de um novo céu e uma nova terra, alegres e solícitos, pois Jesus, é a própria Misericórdia Divina que se encarnou para conosco caminhar, de modo que, parafraseando o Evangelista afirmamos: “O Verbo Se fez Misericórdia e encarnou entre nós e nós vimos a Sua Glória” (cf. Jo 1,14).

Iniciamos mais um ano tendo feito este encontro e acolhida do Verbo, deixando-nos envolver pelo Seu amor e ternura, iluminados por Sua Luz, que nunca se apaga,  e nos acompanha em todos os instantes.

Deste modo, conduzidos pelo Divino Espírito, sejamos misericordiosos como o Pai, firmando os nossos passos, para que tenhamos uma vida plena e feliz, empenhados na construção de um mundo justo e fraterno, como sinal do Reino de Deus por Jesus inaugurado.

Que a Luz Divina, que veio ao nosso encontro ilumine todos os dias do novo a ser iniciado. 

“Mãezinha do Céu, cuida da gente”

                                                                                    


“Mãezinha do Céu, cuida da gente”

“Então disse Jesus:
Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam,
pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas"
(Mt 19,4).

Hoje, diante da imagem de Nossa Senhora, em silêncio, fiquei pensando nos últimos dias, e em tudo o que estamos vivendo, e me veio à lembrança um canto tão conhecido, que faz parte da religiosidade de nosso povo:

“Mãezinha do céu, eu não sei rezar.
Eu só sei dizer, que eu quero te amar.
Azul é o teu manto, branco é o teu véu.
Mãezinha eu quero te ver lá no céu.
Mãezinha eu quero te ver lá no céu...”

A Maria, Mãe de Deus e nossa, a “Mãezinha do céu”, fiz minha prece, dedicando de modo especial às crianças e a todos que cultivam a infância espiritual, com pureza de coração e confiança incondicional no amor de Deus.

Mãezinha do céu, cuida da gente!
Está muito difícil tudo que estamos vivendo.
Esta pandemia mudou tudo em nossa vida.

As escolas, Igrejas, lojas, clínicas e muitas outras coisas fechadas...
Estamos todos dentro de casa, e sei que isto é necessário,
Ainda que, às vezes, dê vontade de sair e encontrar os amigos.
Muitos pais e mães estão sem dinheiro para pagar as suas dívidas,
e algumas famílias estão passando necessidades.

Mãezinha do céu, cuida da gente!
Tem amigos e amigas minhas que estão infectados com o vírus,
E alguns já partiram para o céu, cedo demais.
Peço-te que cuide dos médicos, enfermeiros, atendentes,
Todos que trabalham na área da Saúde,
Muitos colocando suas vidas em risco para cuidar e curar outras.
Muitos também vão ao encontro dos que estão nas ruas,
Solidários com os moradores em situação de rua,
Com um prato de sopa, uma coberta, um pouco de calor e amor.

Mãezinha do céu, cuida da gente!
Não deixa a gente perder a fé diante de tantas dificuldades.
Não deixa a gente deixar morrer a esperança de um amanhã melhor.
Não deixa a gente se omitir em gestos de amor, carinho e atenção,
Com quem moramos, e também com os que precisam de nós,
Estejam pertinho, ou bem longe de nós,
Porque o amor não conhece a distância.
Lembro o que um dia o padre falou na Missa:
‘O amor não desiste diante do impossível,
Nem desanima diante das dificuldades’.

Mãezinha do céu, cuida da gente!
Quero ouvir mais uma vez a senhora dizer,
Como nos diz em todos os momentos:
“Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).
Tenho certeza, Mãezinha do céu,
que o vinho não vai faltar,
se nós obedecermos a voz do teu Filho,
Vamos continuar enchendo nossas talhas,
Para que Ele faça o milagre acontecer:
Voltaremos a nos encontrar com todos,
Valorizar as pessoas com quem convivemos,
as amizades, as Missas, os Encontros de Catequese,
as aulas da escola...

Mãezinha, acredito que tudo vai passar,
E amanhã todos seremos melhores.
Estamos aprendendo qual é o valor mais importante na vida.

Mãezinha do céu...
Vou agora ler um bom livro,
Ver um bom filme e depois brincar e falar com meus pais...
Vou...

Nossa! Quantas coisas que não fazíamos e agora voltamos a fazer.
É, Mãezinha, estamos todos aprendendo...


PS: Escrito em outubro de 2020

“Mãe da Vida...”

                                                                     

 “Mãe da Vida...”

“Mãe da vida, 
no vosso seio materno formou-Se Jesus,     
que é o Senhor de tudo o que existe.
Ressuscitado, Ele transformou-Vos com a Sua luz  
e fez-Vos Rainha de toda a criação.
Por isso Vos pedimos que reineis, Maria,   
no coração palpitante da Amazônia.

Mostrai-Vos como mãe de todas as criaturas,        
na beleza das flores, dos rios,
do grande rio que a atravessa         
e de tudo o que vibra nas suas florestas.     
Protegei, com o vosso carinho, aquela explosão de beleza.

Pedi a Jesus que derrame todo o seu amor 
nos homens e mulheres que moram lá,       
para que saibam admirá-la e cuidar dela.

Fazei nascer Vosso Filho nos seus corações
para que Ele brilhe na Amazônia,   
nos seus povos e nas suas culturas,  
com a luz da Sua Palavra, com o conforto do Seu amor,    
com a Sua mensagem de fraternidade e justiça.

Que, em cada Eucaristia,     
se eleve também tanta maravilha     
para a glória do Pai.

Mãe, olhai para os pobres da Amazônia,    
porque o seu lar está a ser destruído
por interesses mesquinhos.   
Quanta dor e quanta miséria,          
quanto abandono e quanto atropelo
nesta terra bendita,   
transbordante de vida!

Tocai a sensibilidade dos poderosos
porque, apesar de sentirmos que já é tarde,
Vós nos chamais a salvar     
o que ainda vive.

Mãe do coração trespassado,
que sofreis nos vossos filhos ultrajados       
e na natureza ferida, 
reinai Vós na Amazônia       
juntamente com vosso Filho.
Reinai, de modo que ninguém mais se sinta dono   
da obra de Deus.

Em Vós confiamos, Mãe da vida!    
Não nos abandoneis 
nesta hora escura.    
Amém”.

PS: Oração conclusiva da Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Amazônia – Papa Francisco – 12/2/2020

Em poucas palavras...

                                                        


Maria, modelo de vida cristã

“Maria não é a meta da existência cristã, mas seu modelo e, neste sentido é insubstituível.”  (1)

 

(1)       Comentário Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1767

Em poucas palavras

                                                 


“Maria, sarça ardente da teofania definitiva”

“Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai feito Filho da Virgem. Ela é a sarça ardente da teofania definitiva: cheia do Espírito Santo, mostra o Verbo na humildade da sua carne; e é aos pobres (Lc 2,15) e às primícias das nações (Mt 2,11) que Ela O dá a conhecer.” (1)

 

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 724

Mensagem do Santo Padre Francisco para o 56º Dia Mundial Da Paz (síntese)

 


Mensagem do Santo Padre Francisco para o 56º Dia Mundial Da Paz (síntese)

A mensagem tem como título: – “Ninguém pode salvar-se sozinho. Juntos, recomecemos a partir de covid-19 para traçar sendas de paz”, e como inspiração bíblica, a passagem da Carta de Paulo aos Tessalonicenses – “Quanto aos tempos e aos momentos, irmãos, não precisais que vos escreva. Com efeito, vós próprios sabeis perfeitamente que o Dia do Senhor chega de noite como um ladrão” (1Ts 5, 1-2).

Em vários parágrafos, apresenta a realidade atual: “trágicos os acontecimentos da nossa existência sentindo-nos impelidos para o túnel obscuro e difícil da injustiça e do sofrimento”:

A Covid-19 precipitou-nos no coração da noite, desestabilizando a nossa vida quotidiana, transtornando os nossos planos e hábitos, subvertendo a aparente tranquilidade mesmo das sociedades mais privilegiadas, gerando desorientação e sofrimento, causando a morte de tantos irmãos e irmãs nossos.”.

Porém, somos chamados a manter o coração aberto à esperança, confiando em Deus que Se faz presente, nos acompanha com ternura, apoia os nossos esforços e, sobretudo, orienta o nosso caminho:

“Passados três anos, é hora de pararmos um pouco para nos interrogar, aprender, crescer e deixar transformar, como indivíduos e como comunidade; um tempo privilegiado para nos prepararmos para o «Dia do Senhor».”

Diante de uma crise nunca saímos iguais, ou se sai melhor ou pior. Portanto, é preciso nos questionarmos, assim afirma o Papa, e apresenta três questões fundamentais:

- O que é que aprendemos com esta situação de pandemia?

- Quais são os novos caminhos que deveremos empreender para romper com as correntes dos nossos velhos hábitos, estarmos melhor preparados, ousarmos à novidade?

Que sinais de vida e esperança, podemos individuar para avançar e procurar tornar melhor o nosso mundo?

A maior lição que tivemos: “a consciência de que todos precisamos uns dos outros, que o nosso maior tesouro, ainda que o mais frágil, é a fraternidade humana, fundada na filiação divina comum, e que ninguém pode salvar-se sozinho.”

Deste modo, é urgente buscar e promover, juntos, os valores universais que traçam o caminho desta fraternidade humana.

Outro aprendizado: “a confiança posta no progresso, na tecnologia e nos efeitos da globalização não só foi excessiva, mas transformou-se numa intoxicação individualista e idólatra, minando a desejada garantia de justiça, concórdia e paz.”.

Brotou, também, a “mais forte a consciência que convida a todos, povos e nações, a colocar de novo no centro a palavra «juntos». Com efeito, é juntos, na fraternidade e solidariedade, que construímos a paz, garantimos a justiça, superamos os acontecimentos mais dolorosos... Só a paz que nasce do amor fraterno e desinteressado nos pode ajudar a superar as crises pessoais, sociais e mundiais.”.

Quando se pensava ter sido superado o pior da pandemia de Covid-19, o Papa fala da terrível desgraça que se abateu sobre a humanidade: o “aparecimento doutro flagelo – uma nova guerra – comparável em parte à Covid-19 mas pilotado por opções humanas culpáveis. A guerra na Ucrânia ceifa vítimas inocentes e espalha a incerteza, não só para quantos são diretamente afetados por ela, mas de forma generalizada e indiscriminada para todos, mesmo para aqueles que, a milhares de quilômetros de distância, sofrem os seus efeitos colaterais: basta pensar nos problemas do trigo e nos preços dos combustíveis.”

Diante deste quadro, não podemos ter em vista apenas a proteção de nós próprios, mas é hora de nos comprometermos todos em prol da cura da nossa sociedade e do nosso planeta, criando as bases para um mundo mais justo e pacífico, seriamente empenhado na busca de um bem que seja verdadeiramente comum, afirma o Papa.

Somos chamados a enfrentar, com responsabilidade e compaixão, os desafios do nosso mundo, repassando o tema da garantia da saúde pública para todos; promover ações de paz para acabar com os conflitos e as guerras que continuam a gerar vítimas e pobreza; cuidar de forma concertada da nossa casa comum e implementar medidas, claras e eficazes, para fazer face às alterações climáticas; combater o vírus das desigualdades e garantir o alimento e um trabalho digno para todos, apoiando quantos não têm sequer um salário mínimo e passam por grandes dificuldades. Fere-nos o escândalo dos povos famintos.

Também se faz necessário desenvolver, com políticas adequadas, o acolhimento e a integração, especialmente em favor dos migrantes e daqueles que vivem como descartados nas nossas sociedades.

Esta missão é de todos nós, de todas as pessoas de boa vontade, com a esperança de que, no novo ano, possamos caminhar juntos valorizando tudo o que a história nos pode ensinar, exorta o Papa, acompanhado dos votos de todo bem aos Chefes de Estado e de Governo, aos Responsáveis das Organizações Internacionais, aos líderes das várias religiões.

Somos todos artesãos de paz, na construção de um ano feliz, com a intercessão de Maria Imaculada, Mãe de Jesus e Rainha da Paz.

 

PS: Desejando ler a mensagem na integra, acesse:

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/peace/documents/20221208-messaggio-56giornatamondiale-pace2023.html

 

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA O LVIII DIA MUNDIAL DA PAZ - 1 DE JANEIRO DE 2025 (SÍNTESE)

 


MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA O LVIII DIA MUNDIAL DA PAZ - 1 DE JANEIRO DE 2025 (SÍNTESE)


A Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial da Paz tem como tema - “Perdoa-nos as nossas ofensas, concede-nos a Tua paz”, no contexto do Ano Jubilar, Ano da graça, que vem do Coração do Redentor:

“Em 2025, a Igreja Católica celebra o Jubileu, um acontecimento que enche os corações de esperança. O “jubileu” remonta a uma antiga tradição judaica, quando a cada quarenta e nove anos o toque da trombeta (em hebraico: yobel) anunciava um tempo de clemência e de libertação para todo o povo (cf. Lv 25, 10). Este apelo solene deveria ecoar por todo o mundo (cf. Lv 25, 9), a fim de restabelecer a justiça de Deus nos diferentes âmbitos da vida: no uso da terra, na posse dos bens, na relação com o próximo, sobretudo os mais pobres e os que tinham caído em desgraça.”

Também nos dias de hoje, o Jubileu é um acontecimento que nos impele a procurar a justiça libertadora de Deus em toda a terra, e alguns desafios são apresentados porque ameaçam toda a humanidade: a devastação a que a nossa casa comum está sujeita, a começar pelas ações que, mesmo indiretamente, alimentam os conflitos que assolam a humanidade; desigualdades sociais de todos os tipos; rejeição a qualquer tipo de diálogo e ao financiamento ostensivo da indústria militar.

Exorta para uma mudança cultural da qual somos todos devedores: superação da desigualdade social; a lógica da exploração de toda ordem; uma dívida ecológica e externa, lados de uma mesma moeda...

Aponta um caminho de esperança com três ações possíveis:

- O perdão da dívida internacional;

- A promoção do respeito pela dignidade da vida humana (eliminação da pena de morte em todas as nações);

- Em contexto de gastos em guerras, criar um fundo mundial para eliminar definitivamente a fome a favorecer atividades educativas nos países mais pobres, corrigindo erros do passado e construir novos caminhos de paz verdadeira e duradoura.

Exorta-nos para o desarmar do coração, um compromisso de todos, com gestos simples, como «um sorriso, um gesto de amizade, um olhar fraterno, uma escuta sincera, um serviço gratuito».

Conclui a Mensagem com uma súplica pela paz:


“Concede-nos, Senhor, a tua paz!
Esta é a oração que elevo a Deus ao dirigir as minhas saudações de Ano Novo aos Chefes de Estado e de Governo, aos Chefes das Organizações Internacionais, aos líderes das diferentes religiões e a todas as pessoas de boa vontade.
 
Perdoa-nos as nossas ofensas, Senhor,
assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,
e, neste círculo de perdão, concede-nos a Tua paz,
aquela paz que só Tu podes dar
para aqueles que deixam o seu coração desarmado,
para aqueles que, com esperança,
querem perdoar as dívidas aos seus irmãos,
para aqueles que confessam sem medo que são Vossos devedores,
para aqueles que não ficam surdos ao grito dos mais pobres.”
Amém.

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