terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Advento: limpezas necessárias

                                                          


Advento: limpezas necessárias

Tempo do Advento fechando as cortinas,
Dias marcados por recolhimento e oração,
Em meio ao muito fazer, agitações do cotidiano.
 
À vigilância e conversão pela Liturgia exortados,
Caminhos do Senhor necessário sempre aplainar,
Para que Ele chegue em alegre espera e surpresa.
 
Alegria, fruto de humanos esforços,
Caminho trilhado de vigilância e conversão,
Inútil, no entanto, sem a graça e força divinas.
 
Natal do Senhor se aproxima, limpezas são necessárias,
Para que a alegria transborde em nosso coração,
Inundando de amor, ternura, luz e bondade divinas.
 
“Ai da alma em que Cristo não habita”
Limpemos a alma enquanto é tempo,
Pela graça do Sacramento da Penitência.
 
Limpeza do coração removendo dele os pecados,
Sobretudo os capitais que nos maculam:
Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.
 
Limpeza dos ouvidos, para que ouçamos melhor
A Deus, que nos comunica Sua Palavra de vida
Ao próximo, que grita por vezes em dores devoradoras.
 
Purificados os ouvidos, curado de toda surdez,
Vozes e clamores ouvidos e solidariedade vivida,
Ouviremos, na noite do Natal, o canto dos anjos:
 
“Glória a Deus no mais alto dos céus
E paz na terra aos homens que Ele ama!”
 (Lc 2,14).
 
E a humanidade, em coro, cantará com os anjos
Um canto que invadirá os céus,
E o Verbo virá ao encontro da humanidade.
 
À fragilidade da  humanidade,  força divina trará
Vigor para nossas fraquezas, com a graça divina revigorar.
Transbordará nos corações sedentos o Divino Amor.
 
Santo Advento para um Feliz Natal!

A importância dos meios de comunicação para a evangelização

 


A importância dos meios de comunicação para a evangelização
 
Celebrando, com alegria, dezoito anos da criação do “Jornal Água da Fonte”, da Paróquia Santana de Água Boa-MG, glorificamos a Deus pela dedicação de todos neste longo caminho feito, sempre com o objetivo de anunciar a Boa Nova do Evangelho de Jesus Cristo.
 
Embora vivendo tempos desafiadores para a ação evangelizadora e o testemunho da Vida Nova do Ressuscitado, devido à pandemia, não podemos nos omitir nesta missão.
 
É sempre tempo de resplandecer a Luz Divina, o Esplendor da Verdade em todos os âmbitos, de modo que, revestidos das coisas do alto, anunciemos a todos os povos, e em todos os tempos, o Reino de Deus, na certeza de que o Espírito Santo prometido está presente, pois o que Ele prometera, se cumpriu: “Eis que Eu estarei convosco todos os dias...” (Mt 28,20).
 
Deste modo, é preciso continuar chegando às famílias, pequenas Igrejas domésticas, com a Palavra de Deus, procurando acender luzes na escuridão da noite de tantos que se encontram enfermos, desanimados, desempregados e até mesmo com a perda do sentido do viver.
 
Fundamental que nossas paróquias e comunidades se empenhem no fortalecimento da Pastoral da Comunicação, para que esta se coloque a serviço de todas as pastorais, criando espaços de formação de novos agentes, acompanhado do investimento de recursos econômicos necessários e possíveis.
 
Nada pode impedir ou paralisar a ação evangelizadora. Sigamos em frente, com a proteção de Nossa Senhora da Comunicação, a fim de que comuniquemos a Palavra do Verbo, que em seu ventre se encarnou e habitou entre nós.
 
 
 PS: Escrito em dezembro de 2021
 
 

Tempo do Advento: Ele virá ao nosso encontro

                                                    


Tempo do Advento: Ele virá ao nosso encontro
 
“Irmãos, ficai firmes até à vinda do Senhor.
Vede o agricultor: ele espera o precioso fruto da terra e fica firme até cair a chuva do outono ou da primavera.
Também vós, ficai firmes e fortalecei vossos corações,
porque a vinda do Senhor está próxima.
 Eis que o juiz está às portas.” (Tg 5,7-8.9b)

No Tempo do Advento beleza, leveza e suavidade se encontram,
Entrelaçam-se de  tal modo, que é impossível separá-las.
 
Mas trazem implícita a necessária mudança e conversão:
“Preparai os caminhos do Senhor” clama o Profeta.
 
Trazem, sem ruídos indesejáveis a alegre notícia:
Em breve, celebraremos o Mistério da Divina Encarnação.
 
Um Deus se fará um frágil doce e terno Menino,
Fragilidade na manjedoura será nossa divina luz.
 
Na fome, a experimentar como toda criança,
Será Pão da Vida para humanidade alimentar.
 
Seu sangue, circulando em tão frágeis veias,
Será o Sangue da Redenção na Divina Ceia.
 
Advento: a esperança de que a escuridão do pecado
Cederá lugar à luz, pelo Verbo entre nós encarnado.
 
Advento: alegre anúncio de uma vinda iminente,
Sua presença será, tão somente, pelos pobres testemunhada.
 
É tempo de dobrarmos nossos joelhos por um tempo,
Mas, renovados, continuar o longo caminho.
 
Advento: contas do Rosário desfiadas,
Mistérios contemplados, fé, esperança e caridade renovadas.
 
Preparar para celebrar a primeira vinda do Senhor;
Aguardar a segunda, viver com zelo a intermediária.
 
Advento: Ele veio, Ele vem, Ele há de vir!
Natal: a alegria e o amor em nosso coração a transbordar...

Advento: João, a voz; Cristo, a Palavra que se fez Carne

                                                                 

Advento: João, a voz; Cristo, a Palavra que se fez Carne

“João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna”
(Santo Agostinho) 

No dia 23 dezembro, ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,57-66), sobre o nascimento de João Batista, o maior dos profetas nascido de uma mulher, como o próprio Jesus falaria mais tarde.

Vivendo o Tempo do Advento e nos preparando para a celebração do Natal do Senhor, reflitamos sobre a pessoa e a missão de João Batista, aquele que foi escolhido por Deus para ser Profeta ainda antes de nascer, como dom de Deus ao Seu povo.

E mais, na sua pessoa, de Isabel e Zacarias contemplar e refletir sobre o entranhado Amor de Deus em seus corações.

É próprio do Amor de Deus se entranhar no mais profundo de cada um de nós para que possamos comunicar Seu amor, vida, presença e luz.

Assim fez de modo singular, incomparável, João Batista, o maior de todos os Profetas que nasceram antes do Salvador, o único que viu e apontou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, a luz dos povos!

João, a voz que clamou no deserto a presença da Palavra em nosso meio, Jesus. Como próprio Santo Agostinho disse: “João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna”.

O Evangelista tem a preocupação de apresentar o papel relevante de João, mas totalmente subordinado à Pessoa e missão de Jesus.

Com João Batista chegou o tempo do cumprimento das promessas de Deus, o tempo da misericórdia de Deus, como o próprio nome do Profeta sugere: João – “O Senhor concede graça”.

O nome dos pais de João também nos revelam o Amor e ação de Deus: Isabel significa “Deus é plenitude”, e Zacarias, “Deus Se lembrou”.

Portanto, celebramos o Deus de Amor que Se revela na figura do Profeta João Batista. Com ele aprendemos que o caminho profético é o caminho do despojamento, da radicalidade, da entrega e da doação da vida. 

João foi amigo do Esposo, Jesus, soube reconhecer que Ele era maior e tornou-se para todos nós um belo exemplo na caminhada de fé e no seguimento ao Senhor: “é preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).

João foi o precursor do Salvador, e selou sua missão derramando por Ele o seu sangue.

Aprendamos com João seu estilo de vida, sua atividade e coragem e fidelidade até o fim, enfrentando a morte violenta. Ele por ser testemunha é para nós mestre de vida espiritual, para maior e sincera fidelidade ao Senhor Jesus. João é a testemunha de Cristo por excelência. Veio como testemunha para dar testemunho da luz verdadeira (Jo 1,7-9).


Reflitamos:

-    Sou um sinal vivo e profético de Deus como João o foi?
-    João soube qual foi o seu lugar na História da Salvação. Sei qual o papel e o lugar que devo ocupar nesta História?

-    De que modo apresento Jesus, a Luz do Mundo, ao mundo, às pessoas com quem convivo?
-    De que modo vivo a missão de precursor do Senhor? 
-    Como preparo a Sua vinda gloriosa?
-    O que João tem a me ensinar na caminhada de fé e fidelidade ao Senhor?
   
Retomo o Prefácio da Missa de sua Festa, celebrada no dia 24 de junho:

“... Proclamamos, hoje, as maravilhas que operastes em
são João Batista, precursor de Vosso Filho e Senhor nosso,
consagrado como o maior entre os nascidos de mulher.

Ainda no seio materno, ele exultou com a chegada do
Salvador da humanidade e seu nascimento trouxe
grande alegria. Foi o único dos Profetas
que mostrou o Cordeiro redentor.

Batizou o próprio autor do Batismo
nas águas assim santificadas e,
derramando seu sangue, mereceu
dar o perfeito testemunho de Cristo...”.

Agora é nossa vez de acolher nas entranhas de nosso coração o Amor de Deus, e viver com ardor a vocação profética, reavivando a chama do nosso Batismo, e esta jamais se apagando, nos leve um dia à plenitude da luz divina: Céu.

Advento: sejamos a voz que comunica a Palavra

                                                               

                  Advento: sejamos a voz que comunica a Palavra

“João Batista, a voz no tempo;
Cristo, a Palavra Eterna”

No dia 23 de dezembro, ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,57-66), que nos apresenta o nascimento de João Batista.

Sejamos iluminados pelo Sermão do Bispo Santo Agostinho (séc. V) sobre este nascimento que é fundamental para a história da Salvação, fixando nossa mente no paralelo que o Bispo faz do seu nascimento com o nascimento do Verbo.

“A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente.

Celebramos o de João, celebramos também o de Cristo: tal fato tem, sem dúvida, uma explicação. E se não a soubermos dar tão bem, como exige a importância desta solenidade, pelo menos meditemos nela mais frutuosa e profundamente.

João nasce de uma anciã estéril; Cristo nasce de uma jovem virgem. O pai de João não acredita que ele possa nascer e fica mudo; Maria acredita, e Cristo é concebido pela fé.

Eis o assunto que quisemos meditar e prometemos tratar. E se não formos capazes de perscrutar toda a profundeza de tão grande Mistério, por falta de aptidão ou de tempo, Aquele que fala dentro de vós, mesmo em nossa ausência, vos ensinará melhor.

N’Ele pensais com amor filial, a Ele recebestes no coração, d’Ele vos tornastes templos. João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo.

O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A Lei e os Profetas até João Batista (Lc 16,16). Ele representa o antigo e anuncia o novo. Porque representa o Antigo Testamento, nasce de pais idosos; porque anuncia o Novo Testamento, é declarado Profeta ainda estando nas entranhas da mãe.

Na verdade, antes mesmo de nascer, exultou de alegria no ventre materno, à chegada de Maria. Antes de nascer, já é designado; revela-se de quem seria o precursor, antes de ser visto por Ele.

Tudo isto são coisas divinas, que ultrapassam a limitação humana. Por fim, nasce. Recebe o nome e solta-se a língua do pai.

Relacionemos o acontecido com o simbolismo de todos estes fatos. Zacarias emudece e perde a voz até o nascimento de João, o precursor do Senhor; só então recupera a voz.

Que significa o silêncio de Zacarias? Não seria o sentido da profecia que, antes da pregação de Cristo, estava, de certo modo, velado, oculto, fechado? Mas com a vinda d’Aquele a quem elas se referiam, tudo se abre e torna-se claro.

O fato de Zacarias recuperar a voz no nascimento de João tem o mesmo significado que o rasgar-se o véu do templo, quando Cristo morreu na Cruz.

Se João se anunciasse a si mesmo, Zacarias não abriria a boca. Solta-se a língua, porque nasce aquele que é a voz. Com efeito, quando João já anunciava o Senhor, perguntaram-lhe: Quem és tu? (Jo 1,19).

E ele respondeu: Eu sou a voz do que clama no deserto (Jo 1,23). João é a voz; o Senhor, porém, no princípio era a Palavra (Jo 1,1). João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna.”

Nisto consistiu a missão de João, ser uma voz no tempo, e é esta a nossa missão: ser uma voz profética, acompanhada de ações, com postura ética cristã, num mundo que, muitas vezes, veladamente ou não, coloca-se com toda a resistência à Palavra de Deus, ou mesmo a ignora, relativizando verdades que são irrenunciáveis.

Vivendo intensamente o Tempo do Advento, preparando-nos para celebrar o nascimento do Salvador, renovamos a graça de, a exemplo de João Batista, comunicar ao mundo a Misericórdia de Deus, o apelo de conversão, a coerência, a prática da justiça, para que construamos um mundo novo, fortalecendo as relações fraternas.

Precisamos continuar a missão de João Batista, preparando a vinda d’Aquele que veio, vem e virá, e conosco quer contar.

Ontem, João Batista precursor o foi. Hoje, somos continuadores de sua missão: anunciar o Sol Nascente, que é Jesus Cristo.


Bem cantou Zacarias em "Benedictus" - Cântico Evangélico:

"Bendito seja o Senhor Deus de Israel, que a Seu povo visitou e libertou e fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, Seu servidor, como falara pela boca de Seus Santos, os Profetas desde os tempos mais antigos...

Serás Profeta do Altíssimo, ó menino, pois irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os Seus caminhos, anunciando ao Seu povo a salvação, que está na remissão de seus pecados, pelo amor do coração de nosso Deus, Sol

nascente que nos veio visitar, lá do alto como luz resplandecente, a iluminar a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados e no
caminho da paz guiar nossos passos"


Comuniquemos a Palavra, a única em todo tempo: A Palavra que Se fez Carne!

Ele, João, e nós, vozes que comunicam a força da Palavra que existiu desde sempre. Amém!

João é quem primeiro nos apresentou o Cordeiro

                                                                          

João é quem primeiro nos apresentou o Cordeiro

Vivendo o Tempo do Advento, preparando o nascimento do Salvador, no dia 23 de dezembro, ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,57-66), que nos apresenta o nascimento de João Batista, que escreveu uma memorável página da história da Salvação.

Numa outra passagem do Evangelho de João (Jo 1,29-34), vemos a presença de João Batista que nos apresenta Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado mundo.

João batizou Jesus, não porque este fosse pecador, mas para santificar a água na qual todos seríamos batizados.

João viu e dá  testemunho sobre Jesus:  Ele,  João, viu, no dia do Batismo, descer do céu sobre Jesus o Espírito como uma pomba. É Jesus, batizado por João, o Messias esperado, o enviado de Deus para com o Batismo no Espírito comunicar Luz e salvação para toda a humanidade:

- “Hoje a Palavra de Deus qualifica João como o ‘apresentador do Messias.

Estamos habituados a assistir às entrevistas na televisão, em que o apresentador se serve de personagens famosas para ganhar audiência: os outros são para ele um pretexto para aumentar sua popularidade.

João, não! Não se serve de Jesus para aumentar a sua fama, ao invés convida os seus discípulos a seguirem Jesus” (l)

A propósito, João dirá em outra passagem: “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).

Imitemos João, a fim de que nossa vida corresponda ao que anunciamos, com o testemunho permanente e incansável, até que um dia possamos contemplar a face d’Aquele que nos foi apresentado, e também ao mundo apresentamos, na glória da eternidade, lembrando Santo Inácio de Antioquia (séc. I):

Melhor é calar-se e ser do que falar e não ser. Coisa boa é ensinar, se quem diz o pratica. Pois só um é o Mestre que disse e tudo foi feito, mas também, tudo quanto Ele fez em silêncio é digno do Pai”.

Culminando o Tempo do Advento, e a poucas horas de celebrarmos o Natal do Senhor, renovemos a alegria da graça do Batismo, e também de sermos no mundo sinal da Luz, que é o Cristo Senhor, anunciando e testemunhando Sua Palavra em todos os setores da vida e por todos os meios, vivendo em constante atitude de amor, diálogo, comunhão e serviço.



(1)  Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa - p.62 

Com o nascimento de João Batista, Deus manifesta Seu amor e bondade

                                                          

Com o nascimento de João Batista, Deus manifesta Seu amor e bondade

No dia 23 de dezembro, a Liturgia da Palavra nos  apresenta a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1,57-66), que nos fala sobre o nascimento de João Batista, o maior de todos os profetas nascido de uma mulher, como  diria Jesus mais tarde (Mt 11,11).

O nascimento de João foi a marca da aurora de um novo dia, pois há a passagem da promessa, recordação do que disseram os Profetas para a sua realização: João anuncia a eminente chegada do Messias.

Contemplamos o nascimento de João como um ato de misericórdia divina, como sugere seu nome – “O Senhor tem piedade”, pois Isabel o concebe em idade avançada, e mais, considerada estéril, como significa o seu nome (Deus é plenitude).

Seu pai, Zacarias, que era um sacerdote do templo, cujo nome pode ser traduzido por “O Senhor se lembrou”, ou ainda, “O Senhor recorda as Suas promessas”, é o símbolo do Povo de Israel, que durante muito tempo transmitiu, de pai para filho a lembrança das profecias da vinda do Messias:

Zacarias representa o verdadeiro Israel, o resto fiel que, refletindo as Escrituras e ‘recordando’ os oráculos dos Profetas, chegou a descobrir o verdadeiro rosto de Deus e pronunciou a única verdade que d’Ele se pode dizer: ‘Ele é só amor’”. (1)

Zacarias, que até então estivera mudo, quando do anúncio do anjo acerca do nascimento do menino, ao escrever o nome do filho no chão, como o anjo indicara, volta a falar.

Dá à criança um nome totalmente inesperado, significando que acabou o tempo das promessas, e chega o tempo em que se verá a realização da bondade divina, com a vinda do Messias, Jesus.

Com o nascimento de João, como vemos na passagem do Evangelho, contemplamos a ação do Espírito, que percorre novos caminhos que não são tão fáceis, por vezes, de serem compreendidos, mas quando acolhidos, acompanhados de silêncio, confiança e abertura de coração, são garantia de uma vida realizada e feliz.

Contemplemos, portanto, no nascimento de João, a manifestação da onipotência da bondade e misericórdia divina, que não desiste da humanidade.

Assim como fizera, hoje Deus nos envia como precursores para preparar a chegada do Salvador.

Seja a Festa do Natal a celebração da contemplação da misericórdia e bondade divina, que vem ao nosso encontro fazendo renascer a esperança em nossos corações, e assim o será se vivermos a graça do Batismo, como profetas, sacerdotes e reis.



(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – Vol. Advento – Natal – p.217.

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