sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Sedentos do Vinho Novo

                                                         

Sedentos do Vinho Novo

 “O Amor de Deus foi
derramado em nossos corações.”

Na sexta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 5,33-39), em que Jesus nos questiona: “Acaso podeis fazer que os amigos do noivo jejuem enquanto o noivo está com eles?” (Lc 5,34).  E nos disse: “Põe-se, antes vinho novo em odres novos” (Lc 5,38).

Sejamos enriquecidos por um dos Sermões de um autor anônimo do século VI, que nos leva a refletir sobre a unidade da Igreja que, recebendo o dom do Espírito Santo, fala todas as línguas, de modo que todos se comunicam e se entendem.

“Os Apóstolos começaram a falar em todas as línguas. Aprouve a Deus, naquele momento, significar a presença do Espírito Santo, fazendo com que todo aquele que O tivesse recebido, falasse em todas as línguas.

Devemos compreender, irmãos caríssimos, que se trata do mesmo Espírito Santo pelo qual o Amor de Deus foi derramado em nossos corações.

O amor haveria de reunir na Igreja de Deus todos os povos da terra. E como naquela ocasião um só homem, recebendo o Espírito Santo, podia falar em todas as línguas, também agora, uma só Igreja, reunida pelo Espírito Santo, se exprime em todas as línguas.

Se por acaso alguém nos disser: ‘Recebeste o Espírito Santo; por que não falas em todas as línguas?’ devemos responder:

‘Eu falo em todas as línguas. Porque sou membro do Corpo de Cristo, isto é, da Sua Igreja, que se exprime em todas as línguas. Que outra coisa quis Deus significar pela presença do Espírito Santo, a não ser que Sua Igreja haveria de falar em todas as línguas?’

Deste modo, cumpriu-se o que o Senhor tinha prometido: Ninguém coloca vinho novo em odres velhos. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E assim ambos são preservados (cf. Lc 5,37-38).
       
Por isso, quando ouviram os Apóstolos falar em todas as línguas, diziam alguns com certa razão: Estão cheios de vinho (At 2,13).

Na verdade, já se haviam transformado em odres novos, renovados pela graça da santidade, a fim de que, repletos do vinho novo, isto é, do Espírito Santo, parecessem ferver ao falar em todas as línguas.

E com este milagre tão evidente prefiguravam a universalidade da futura Igreja, que haveria de abranger as línguas de todos os povos.

Celebrai, pois, este dia como membros do único Corpo de Cristo.

E não o celebrareis em vão, se realmente sois aquilo que celebrais, isto é, se estais perfeitamente incorporados naquela Igreja que o Senhor enche do Espírito Santo e faz crescer progressivamente através do mundo inteiro.

Esta Igreja Ele reconhece como Sua e é por ela reconhecida como seu Senhor. O Esposo não abandonou sua esposa; por isso ninguém pode substituí-la por outra.

É a vós, homens de todas as nações, que sois a Igreja de Cristo, os membros de Cristo, o corpo de Cristo, a esposa de Cristo, é a vós que o Apóstolo dirige estas palavras:

Suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. Aplicai-vos em guardar a Unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Ef 4,2-3).

Reparai como, ao lembrar o Preceito de nos suportarmos uns aos outros, falou-nos do amor, e quando Se referiu à esperança da unidade, pôs em evidência o vínculo da paz.

Esta é a casa de Deus, edificada com pedras vivas. Nela o Eterno Pai gosta de morar; nela Seus olhos jamais devem ser ofendidos pelo triste espetáculo da divisão entre Seus filhos.”

Acolhendo o dom do Espírito Santo, e com Ele o Amor de Deus, que é derramado em nossos corações; tornamo-nos membros do único Corpo de Cristo, e assim devemos viver e agir.

Somos membros de uma Igreja, edificada com pedras vivas, e todo esforço deve ser feito para que se supere o “triste espetáculo da divisão entre Seus filhos”, como refletimos na conclusão do Sermão.

Envolvidos pelo Amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que preenche nossos corações, com coragem e ousadia, sejamos arautos contumazes e intrépidos da “Alegria do Evangelho”.

Deste modo seremos eternos aprendizes da mais bela linguagem universal: a linguagem do Espírito Santo, a linguagem de Deus, que consiste na linguagem do Amor.

Com o coração renovado, a cada dia, acolhamos o Vinho Novo do Amor de Deus e, uma vez transbordante, seja derramado a quantos precisarem, porque sedentos de amor, vida, alegria e paz.

Como preciso de Tua Palavra, ó Senhor

                                          


Como preciso de Tua Palavra, ó Senhor

No caminho, em todo o tempo, preciso de Tua Palavra: enquanto Pão para saciar a fome, enquanto Luz para iluminar as noites escuras, e quando da ausência de luz, em pleno meio-dia.

Tenho fome de Tua Palavra, e quero acolhê-la com respeito; conservando sua imutável pureza, sem nada alterar, nada acrescentar.

Vivê-la sem me inclinar às interpretações ao sabor de minhas vontades e caprichos, mas curvar-me à Tua vontade, que não necessariamente seja a minha, ainda que com renúncias e sacrifícios.

Tenho sede de Tua Palavra, como água cristalina, e saciada toda a sede, pôr-se a caminho na travessia de possíveis desertos cotidianos, até que possa fazer necessárias travessias.

Acolha eu Tua Palavra purificada, livre de escórias; a Palavra santa, na vigilância e atento para captá-la, compreendê-la e vivê-la a serviço do Reino, alcançado a graça da salvação.

Te peço, com humildade e confiança, um coração reto, sincero e livre de preocupações desnecessárias, sem apegos, a fim de que tenha tão apenas o pouco necessário, sem acúmulos, usar os bens necessários e abraçar os eternos.

Assim, dá-me sabedoria, para que saiba pedir o absolutamente necessário, sem incorrer em posturas medíocres, para que eu seja livre da opulência e da indigência, e tenha total disponibilidade e adesão a Ti no carregar da Cruz, tendo de Ti mesmos sentimentos. Amém.

 

PS: Fonte: Missal Cotidiano -  Editora Paulus – passagem da Leitura – Provérbios (Pr 30,5-9) – p.1305

Rezando com os Salmos - Sl 78(79),1-5.8-11.13

 


Peregrinos de esperança e os clamores que sobem aos céus

“=1 Invadiram vossa herança os infiéis,
profanaram, ó Senhor, o vosso templo,
Jerusalém foi reduzida a ruínas!

–2 Lançaram aos abutres como pasto
os cadáveres dos vossos servidores;
– e às feras da floresta entregaram
os corpos dos fiéis, vossos eleitos.

=3 Derramaram o seu sangue como água
em torno das muralhas de Sião,
e não houve quem lhes desse sepultura!

=4 Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos,
um objeto de desprezo e zombaria
para os povos e àqueles que nos cercam.

=5 Mas até quando, ó Senhor, veremos isto?
Conservareis eternamente a vossa ira?
Como fogo arderá a vossa cólera?

=8 Não lembreis as nossas culpas do passado,
mas venha logo sobre nós vossa bondade,
pois estamos humilhados em extremo.

=9 Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador!
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!

–10 Por que há de se dizer entre os pagãos:
'Onde se encontra o seu Deus? Onde ele está?'

= Diante deles possam ver os nossos olhos
a vingança que tirais por vossos servos,
a vingança pelo sangue derramado.

=11 Até vós chegue o gemido dos cativos:
libertai com vosso braço poderoso
os que foram condenados a morrer!

=13 Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo,
celebraremos vosso nome para sempre,
de geração em geração vos louvaremos.”

O Salmo 78(79),1-5.8-11.13 é uma lamentação sobre a destruição de Jerusalém:

“O triste espetáculo de Jerusalém destruída pelos babilônios é interpretado como resultado das infidelidades do povo à Aliança com o Senhor. Diante disso, o salmo pede castigo para os inimigos e o perdão para o seu povo.” (1)

Jesus também chorou sobre Jerusalém como vemos na passagem do Evangelho de Lucas (Lc 19,41-44):

“Se tu também reconhecesses, hoje, aquilo que conduz à paz! Agora, porém, isso está escondido a teus olhos!”

Trata-se, portanto, de uma das páginas evangélicas em que aparece mais claramente a profunda humanidade de Jesus. Ele como qualquer pessoa Se comove e chora diante de fatos que provocam sofrimento, como também  aconteceu na morte de Seu amigo Lázaro (Jo 11,35).

Ainda hoje muitos são os sinais que devem também nos interpelar pela compaixão e solidariedade, e nossas lágrimas vertidas devem ser expressas em sagrados compromissos com a promoção e edificação de um mundo mais justo e fraterno. Amém.

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 795

O Amor de Deus cura as feridas da alma

                                                                         

O Amor de Deus cura as feridas da alma

Há Missas que ecoam para sempre,
Como deve ecoar sempre o Mistério celebrado,
A Palavra proclamada, na homilia explicada...
Quero então a uma delas voltar.

À Missa se volta? Desde quando?
A Missa continua, prolonga-se, eterniza-se...
Momento de graças vivenciado,
Para sempre eternizado.

O Profeta Isaías cantou a missão do Servo,
Sobre o qual pousaria o Espírito do Senhor,
Para o ano da graça anunciar
E a libertação dos cativos propiciar.

Nesta missão algo maravilhoso fará.
A mais preciosa cura que precisamos
Em grau maior ou menor, vejamos:
“Ele vem curar a ferida da alma”

“Ferida da alma” Sem espiritualizações fúteis.
Quantas vezes ela nos marca e teima permanecer...
O que fazer para curá-la, cicatrizá-la?
Haverá ferida mais difícil a ser curada?

Desconheço, pois ela está no mais profundo do nosso ser.
Para curá-la somente o Seu Extremo Amor.
Reconhecê-la, assumi-la, desejar curá-la.
Sem reminiscências, cicatrizes ardentes.

Somente o Amor de Deus tem poder pleno para curá-la.
O Amor de Deus cura as feridas da alma.
O Amor de Deus cura todas as feridas.
Se assumidas, pelo Amor Divino serão redimidas.

Seu Extremo e Indizível Amor
Que contemplamos em Suas chagas e feridas.
Amor, bondade, mansidão, ternura exaladas,
Para que tantas almas feridas sejam curadas.

Sejamos curados pelo Amor Divino
Destas indesejáveis feridas do íntimo.
Sejamos também desta cura instrumentos.
Bem ao lado há alguém que dela precisa.

Curados para curar com a ação do Santo Espírito.
Curados de nossas feridas para curar do outro as feridas.
Haverá graça maior que Deus possa por nós realizar?
Por isto, Seu Espírito age revitalizando nossas vidas.

Para quem em Deus confia
Não há feridas eternas.
Que Seu Amor imensurável
Nos acompanhe a cada dia!

“Deuteronômio”: História do amor de Deus por nós

                                                        


“Deuteronômio”: História do amor de Deus por nós

Setembro com beleza própria, primavera se anuncia;
Os ipês florescem com a exuberância da beleza das cores.
Em meio às cinzas das queimadas no campo e à poluição das cidades.
Encontros de reflexão bíblica tão esperados.

Olhemos o chão que pisaram nossos pais,
O tempo e a distância nos separam,
Mas a fé no mesmo Deus nos aproxima,
E ilumina nossos sombrios e árduos caminhos.

“Deuteronômio”, quinto Livro do Pentateuco,
“Debarim”, “Palavras”, digamos como aprouver.
Importa ouvir e acolher sagradas Palavras,
Que no outro lado do Jordão, por Moisés, ao Povo dirigidas. (Dt 1,1)

Nele encontramos temas fundamentais
Para sadia e fecunda espiritualidade.
Fé em Deus enraizada; esperança, âncora
Em travessias, caridade vivenciada.

Escrito por mãos tantas, em tempos diversos,
Mas sempre a mesma fonte inspiradora.
Pelo sopro do Espírito escrito silenciosamente,
E em nosso coração, indelevelmente inscrito.

Livro Santo, no Novo Testamento tão presente,
Mais de duas centenas, ricamente citados.
Memoráveis nos lábios do Senhor no deserto,
E com Sua Palavra, diabólicas tentações vencidas. (1)

Sete luzes divinas no Livro acesas a iluminar,
Para que a escuridão da noite possamos enfrentar,
Em todo tempo e em todo lugar,
Para horizontes do inédito alcançar.

Brilho da primeira luz: o perfume do amor de Deus,
Exalado e comunicado no Egito, o povo libertando,
Em novo modo de sagrados relacionamentos
Com Deus e com o próximo, nosso irmão e irmã.

Luminosidade da segunda luz: a memória histórica.
Jamais perder a memória da ação divina,
De Suas maravilhas incontáveis em nosso favor.
Ontem, hoje, e sempre a Ele nosso louvor.

Fulgor da terceira luz: revelar o rosto de Deus
“Abre tua mão para teu irmão, teu necessitado, teu pobre em tua terra” (Dt 15,11)
Ser Povo de Deus não é privilégio e ostentação,
Mas amor e serviço, uma sagrada missão.

Resplendor da quarta luz: viver em “saída”
Em saída da terra da escravidão e sofrimento
Para terra onde corra leite e mel, nova terra, novo céu;
“Igreja em saída”, misericordiosa e missionária!

Claridade da quinta luz: não há lugar para a pobreza.
“Com efeito, não haverá pobres no meio de ti” (Dt 15,4).
Se Aliança com Deus vivida, o grito do pobre
Encontrará de todos nós resposta, acolhida e solidariedade.

Fulguração da sexta luz: libertos de toda escravidão.
“Eu sou Yahweh teu Deus, Aquele que te fez sair
Da terra do Egito, da casa da escravidão” (Dt 5,6-8)
Jamais outros deuses, idolatria, tirania, servidão.

Lume da luz final: Aliança de Deus com Seu Povo.
Compromisso mútuo entre Deus e a humanidade para sempre,
Renovado e celebrado cotidianamente,
Nas Sagradas Mesas da Palavra e da Eucaristia. Amém.



(1) (Mt 4,4; Dt 6,16; Mt 4,7); Dt 6,13; Mt 4,10)
Fonte: Revelar o Amor de Deus – uma chave para o Livro do Deuteronômio – Frei Carlos Mesters e Francisco Orofino -  Vida Pastoral  - setembro/outubro 2020 – ano 61 n. 335 – pp.14-22

Escrito em 2020

Plenos de alegria com a presença do Ressuscitado

                                                               

Plenos de alegria com a presença do Ressuscitado

Como discípulos missionários do Senhor, é nossa missão testemunhar a alegria Pascal, como refletimos à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 5,33-39) proclamado na sexta-feira da 22ª Semana do Tempo Comum.

Ontem presente fisicamente junto aos Seus discípulos, hoje também presente,  Ressuscitado, como professamos pela fé: Ele está vivo e presente entre nós, desde aquela madrugada da Sua Ressurreição, e depois com a descida do Espírito Santo, os mensageiros de Cristo levarão seu anúncio de alegria a todos as partes do mundo.

Acabara o tempo da espera, não era mais tempo de jejuar, pois Ele, o “noivo esperado” Se fez presente.

Assim entendemos as Suas Palavras: “Acaso podeis fazer que os amigos do noivo jejuem enquanto o noivo está com eles?” (Lc 5,34).  

Reflitamos:

- Sentimos alegria pela presença do Ressuscitado?
- Esta verdade alimenta e sustenta a nossa vida?

- Crendo na presença do Ressuscitado somos portadores da Sua paz?
- O que fazer para nos tornarmos semeadores de verdadeira alegria?

Examinemos nossa fé e a nossa vida, conscientes de que como cristãos não vivemos fora do tempo, tão pouco fugimos aos graves problemas do mundo, mas renovamos sagrados esforços e compromissos com a Boa Nova do Reino de Deus.

Na Eucaristia que celebramos, renovemos a alegria da presença de Jesus Cristo Ressuscitado, que caminha e está conosco, e nos confia a continuidade de Sua divina Missão.

Peregrinos da esperança, pobres em espírito na missão

 


Peregrinos da esperança, pobres em espírito na missão

Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito pelo Papa São Leão Magno, Sermão sobre as Bem-aventuranças (Séc. V):

“Não há dúvida de que os pobres alcançam mais facilmente que os ricos o bem da humildade; estes, nas riquezas, a conhecida altivez. Contudo em muitos ricos encontra-se a disposição de empregar sua abundância não para se inchar de soberba, mas para realizar obras de benignidade; e assim eles têm por máximo lucro tudo quanto gastam em aliviar a miséria do trabalho dos outros.

A todo gênero e classe de pessoas é dado ter parte nesta virtude, porque podem ser iguais na intenção e desiguais no lucro; e não importa quanto sejam diferentes nos bens terrenos, se são idênticos nos bens espirituais. Feliz então a pobreza que não se prende ao amor das coisas transitórias, nem deseja o crescimento das riquezas do mundo, mas anseia por enriquecer-se com os tesouros celestes.

Exemplo de fidalga pobreza foi-nos dado primeiro, depois do Senhor, pelos apóstolos que, abandonando igualmente todas as posses à voz do Mestre celeste, se transformaram, por célebre conversão, de pescadores de peixes em pescadores de homens (cf. Mt 4,19). Eles tornaram a muitos outros semelhantes a si, à imitação de sua fé, quando nos filhos da Igreja primitiva era um só o coração de todos e uma só a alma dos que criam (cf. At 4,32). Desapegados de todas as coisas e de suas posses, pela pobreza sagrada enriqueciam-se com os tesouros eternos. Segundo a pregação apostólica, alegravam-se por nada ter do mundo e tudo possuir com Cristo.

O santo apóstolo Pedro, subindo ao templo, respondeu ao entrevado que lhe pedia esmola: Prata e ouro não possuo; mas o que tenho te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda (At 3,6). Que de mais sublime do que esta humildade? E mais rico do que esta pobreza? Não tem os auxílios do dinheiro, mas tem os dons do espírito. Saíra ele paralítico do seio de sua mãe; com a palavra Pedro o curou. Quem não deu a efígie de César na moeda, reformou no homem a imagem de Cristo.

Com este rico tesouro não foi socorrido só aquele que recuperou o andar, mas ainda as cinco mil pessoas que naquele momento creram na exortação do Apóstolo por causa do milagre da cura (cf. At 4,4). E o pobre que não tinha para dar a um mendigo, distribuiu com tanta largueza a graça divina! Da mesma forma como estabeleceu a um só homem em seus pés, assim curou a tantos milhares de fiéis em seus corações e tornou saltitantes em Cristo aqueles que encontrara entrevados.” (1)

Com o Sermão podemos aprofundar sobre o que é de fato a Bem-Aventurança –“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus.”(cf Mt 5,3).

Nem sábios, nem ricos, nem poderosos como também expressou o Bispo e Doutor Santo Agostinho (séc. V).

Como Igreja, também assim devemos viver para que sejamos fiéis à sua missão de anunciar a Palavra de Deus e multiplicar as bênçãos e graças divinas.

E assim podemos, pois contamos com a ação e presença do Santo Espírito que nos acompanha em todos os instantes. Amém.

 

 

(1) Liturgia das Horas – Editora Paulus – Vol. IV – pp. 180-181

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