quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Afeição, ternura e carinho na evangelização

                                                      

Afeição, ternura e carinho na evangelização

A Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses (o Livro mais antigo do Novo Testamento) é muito inspiradora para refletirmos sobre a vida cristã.

Podemos, a partir desta Carta, avaliar os propósitos e compromissos mais sólidos, para que sejamos mais afetivos e efetivos junto às nossas comunidades.

Contemplamos na ação do Apóstolo o carinho do mesmo para com a comunidade, que se notabiliza por uma fé ativa, pela caridade esforçada e firmeza de sua esperança, pois acolhe com alegria a Palavra e a irradia para outros lugares, apesar das tribulações, dificuldades e perseguições.

Literalmente, Paulo conviveu com a comunidade, pregou a Palavra, trabalhando noite e dia para não se tornar um peso para ela.

A afeição, a ternura e o carinho de Paulo para com a comunidade aparecem explicitamente em suas palavras: –“Apresentamo-nos no meio de vós cheios de bondade, como uma mãe acaricia os filhinhos. Tanto bem vos queríamos que desejávamos dar-vos não somente o Evangelho de Deus, mas até a própria vida, de tanto amor  que vos tínhamos” (1Ts 2,7-8).

O Apóstolo nos ensina: quem ama se empenha. O amor pede esforço, dedicação, criatividade, coragem, ousadia para manter acesa a chama da profecia, ancorados na esperança da Ressurreição, que nos compromete a fazer do Paraíso, não algo que no tempo foi perdido, antes, um compromisso que se renova como projeto de vida nova a ser construído. Menos saudades, muito mais esperança e compromisso, até que vejamos acontecer novo céu e nova terra.

O Discípulo missionário do Senhor é aquele que teve o coração por Cristo seduzido, e assim, vive com a comunidade intensa e verdadeira relação de amor e ternura, como o Apóstolo o fez, e de modo muito especial àquele que possuir o Sacramento da Ordem.

A mensagem do Apóstolo Paulo é apelo de conversão constante, para que trabalhemos junto à nossas comunidades, com empenho e dedicação, de modo que, jamais se pode fazer de qualquer Ministério pela Igreja confiado, fonte de riqueza abominável, que esvaziaria toda beleza da Palavra pregada.

Avaliemos como testemunhamos nossa fé; como a tornamos viva em compromissos concretos de amor, para que nossa esperança não tenha sido uma evasão, mas sinceros compromissos com a Boa-Nova da Ressurreição.

Todos sintamos o mesmo desejo do Apóstolo: não apenas pregar a Palavra, mas dar a nossa vida pela Igreja, de modo especial pelas comunidades que nos foram confiadas ou das quais somos membros, pedras vivas e escolhidas.

Redescobrir e reavivar no mais profundo de nós a alegria de ser discípulo missionário, em todo o tempo, aprendendo sempre com o  Apóstolo que incansavelmente anunciou e testemunhou a Palavra, no bom combate da fé.

PS: Apropriada para a reflexão de 1 Ts 1,1-5.8b-10

Que nossos lábios do coração tenham ânsia de eternidade!

                                                              

Que nossos lábios do coração tenham ânsia de eternidade!

No dia 27 de agosto, a Igreja celebra a Memória de uma grande mulher, esposa e mãe: Santa Mônica. 

Sejamos iluminados pelo testemunho de Santo Agostinho (séc. V) em suas Confissões, sobre a morte de sua mãe e a passagem para a eternidade.

“Estando bem perto o dia em que ela deixaria esta vida – dia que conhecias e que ignorávamos – aconteceu por oculta disposição Tua, como penso, que eu e ela estivéssemos sentados sozinhos perto da janela que dava para o jardim da casa onde nos tínhamos hospedado, lá junto de Óstia Tiberina.

Ali, longe do povo, antes de embarcarmos, nos refazíamos da longa viagem. Falávamos a sós, com muita doçura e, esquecendo-nos do passado, com os olhos no futuro, indagávamos entre nós sobre a verdade presente, quem és Tu, como seria a futura vida eterna dos santos, que olhos não viram, nem ouvidos ouviram nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2,9).

Mas ansiávamos com os lábios do coração pelas Águas Celestes de Tua fonte, fonte da vida que está junto de Ti. Eu dizia estas coisas, não deste modo nem com estas palavras.

No entanto, Senhor, Tu sabes que naquele dia, enquanto falávamos, este mundo foi perdendo o valor, junto com todos os seus deleites.

Então disse ela: “Filho, quanto a mim, nada mais me agrada nesta vida. Que faço ainda e por que ainda aqui estou, não sei. Toda a esperança terrena já desapareceu. Uma só coisa fazia-me desejar permanecer por algum tempo nesta vida: ver-te cristão católico, antes de morrer. Deus me atendeu com a maior generosidade, porque te vejo até como Seu servo, desprezando a felicidade terrena. Que faço aqui?”

O que lhe respondi, não me lembro bem. Cinco dias depois, talvez, ou não muito mais, caiu com febre. Doente, um dia desmaiou, sem conhecer os presentes. Corremos para junto dela, mas recobrando logo os sentidos, viu-me a mim e a meu irmão e disse-nos, como que procurando algo semelhante: “Onde estava eu?”

Em seguida, olhando-nos, opressos pela tristeza, disse: “Sepultai vossa mãe”. Eu me calava e retinha as lágrimas. Mas meu irmão falou qualquer coisa assim que seria melhor não morrer em terra estranha, mas na pátria.

Ouvindo isto, ansiosa, censurando-o com o olhar por pensar assim, voltou-se para mim: “Vê o que diz”. Depois falou a ambos: “Ponde este corpo em qualquer lugar. Não vos preocupeis com ele. Só vos peço que vos lembreis de mim no Altar de Deus, onde quer que estiverdes”.

Terminando como pôde de falar, calou-se e continuou a sofrer com o agravamento da doença. Finalmente, no nono dia da sua doença, aos cinquenta e seis anos de idade e no trigésimo terceiro da minha vida, aquela alma piedosa e santa libertou-se do corpo.”

Santa Mônica: muitos a identificam, e a ela recorrem, como exemplo e ajuda para educar e converter os filhos que se distanciam de Deus e de Sua vontade.

Modelo de mãe que sofre, confia, reza e a Deus uma só coisa pede: a conversão e a santificação de seus filhos. 

O próprio Santo Agostinho noutro momento afirmou: Se eu não pereci no erro, foi devido às lágrimas cotidianas, cheias de fé de minha mãe” (Confissões 3, 12, 21).

Tenhamos a mesma serenidade de Santa Mônica ao fazer a passagem para a vida definitiva.

Sejamos fortalecidos por este testemunho, que é um bálsamo para a dor da páscoa, na família vivida, como Santo Agostinho testemunhou.

Lembremo-nos, nos altares em que celebramos, daqueles que nos antecederam na glória dos céus, oferecendo o mais belo e Santo Sacrifício, uma intenção na Santa Missa.

Façamos com maior zelo e ardor nossas orações pelos que nos antecederam, na melhor compreensão e amadurecimento do que é, de fato, a comunhão dos santos.

Como Santo Agostinho diz, em comunhão com sua mãe, ansiemos com os lábios do coração as delícias dos céus, da eternidade, partícipes do Banquete que piedosamente celebramos, até que um dia tenhamos a graça de nos encontrarmos no Banquete da Eterna alegria e amor: no céu. Amém!

Discípulos missionários: irradiar luz, promover a vida (26/08)

                                             


Discípulos missionários: irradiar luz, promover a vida

“Sois filhos dos que mataram os profetas”

Na quarta-feira da 21ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 23,27-32).

Após denunciar o fanatismo farisaico e do “purismo” exibicionista, compara os fariseus a sepulcros caiados, porque o agir destes não corresponde às suas convicções.

Deste modo, procurarão matar não somente a Jesus, mas Seus seguidores. Por isto as duras palavras de Jesus:

“Ai de vós mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão.” (Mt 23,27).

- “Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!” (Mt 23,31).

Assim lemos no Lecionário Comentado:

“O tema sepulcro é muito significativo para a vida cristã. Embora frequentemente seja deixado fora da reflexão. Jesus no Evangelho (Mt 23,27-32) indica-o como símbolo dos Seus adversários, monumentos de conhecimento e de sabedoria humana que se devem contemplar, mas interiormente frágeis e fracos, pois estão cheios de morte.” (1)

Continuando sobre o tema sepulcro:

“O Senhor Jesus, depois de ter nascido numa manjedoura morreu numa Cruz, e foi acabar onde sepultamos os restos do nosso corpo e as obras da nossa existência. Mas desse lugar Deus quis declarar, ressuscitando-O dos mortos, que não há espaço onde a vida não possa entrar e levar luz e calor. Isto significa que toda a situação humana é recuperável aos olhos de Deus.” (2)

Como discípulos missionários do Senhor, devemos nos empenhar em viver uma religião pura e agradável a Deus, que consiste, antes de tudo, em ter pureza de coração, e todo esforço em colocar em prática Seus Mandamentos, pois tanto na Lei como no Evangelho, o primeiro e principal mandamento é amar a Deus, que não se separa do segundo mandamento que se expressa no amor ao próximo como Jesus Cristo nos falou na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 22,34-40).

Deste modo, seremos portadores de vida, mesmo onde tudo pareça ser, irredutivelmente, morte para sempre.

Crer na Ressurreição de Jesus é sagrado compromisso de escancarar todos os sepulcros de hipocrisia, iniquidade e tudo aquilo que possa ferir a vida, em todos os seus aspectos, numa necessária ecologia integral, acenando para a eternidade. Amém.

 

(1) - Lecionário Comentado - Tempo Comum - Volume II - Editora Paulus - Lisboa - pág. 213

(2) idem

Os “ais” de Jesus: apelos de conversão

 


Os “ais” de Jesus: apelos de conversão

Uma reflexão à luz passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 23,13-32), em que encontramos os “ais” de Jesus dirigidos aos fariseus e aos mestres da Lei, experientes e competentes na coisas de Deus, mas profundamente desumanos na compreensão do sentido dos ensinamentos divinos, que são sempre em favor do humano:

 

- Mt 23,23 – um “ai” de caráter mais geral, mas trata-se de uma acusação mais terrível pronunciada por Jesus, visto que toda a Sua obra se concretizou no anúncio da proximidade do Reino de Deus;

 

- Mt 23,14-15 – se esforçam notavelmente para convencer alguém sobre o seu modo de viver em relação a Deus, no entanto, escravizam com normas e leis, sem oferecer qualquer possibilidade de libertação;

 

- Mt 23,16-22 – são guias cegos, pois suas práticas são falsas e não estão em sintonia com a realidade exigida pelo Reino de Deus;

 

Mt 23,23-24 – de nada adianta a oferta do dízimo sem a prática da justiça, misericórdia e fidelidade;

 

Mt 23, 25-26 – Jesus faz dura crítica a falsa concepção de pureza, que antes de tudo tem que ser a pureza de coração, pureza de alma expressa nos sentimentos, pensamentos e ações. Importa que a consciência esteja sempre límpida e serena, sem ambições de posse e de desregramentos;

 

Mt 23, 27-28 – eles se apresentam como monumentos para serem admirados, mas tem apenas aparência, sem conteúdo vital e essencial interiormente;

 

Mt 23,29 – matam profetas que dizem a verdade e os desmascaram e os denunciam.

 

Peregrinos de esperança na fidelidade a Jesus Cristo, vigilantes nos empenhemos para que não incorramos em mesmas atitudes.

 

Vigilância e conversão sempre!

 

PS: A reflexão é a luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 23,13-32). Oportuna para reflexão da passagem paralela de Lucas (Lc 11,37-54)

terça-feira, 26 de agosto de 2025

A vida a partir das pontuações


A vida a partir das pontuações

A vida não pode consistir apenas em pontos finais,
Em certezas adquiridas e irremovíveis de nosso eu… é preciso aperfeiçoamento, transformação e renovação constante.

A vida não pode consistir apenas em pontos de exclamação.
Há momentos em que não somos tão encantados, tampouco encantadores.

A vida não pode consistir apenas em pontos de interrogação.
Não suportaríamos tantas incertezas, seríamos condenados à loucura, à instabilidade, a uma situação permanente de inquietação. Tornar-se-ia insuportável. O melhor é aprender a conviver com dúvidas, incertezas e ausência de respostas.

A vida não pode consistir apenas em reticências. 
Ficaria muito para ser dito; muito seria dito sem querer dizer exatamente o que deve ser. Às vezes é melhor ser claro, conciso e dizer apenas o que deve ser dito, sem deixar margens a duplas interpretações; outras vezes é bom despertar o imaginário na expressão da liberdade de pensamento...

De outro lado, a vida não pode consistir na ausência de pontuações. Jamais saberíamos se é hora de dialogar, de calar, de ouvir, de falar. Ausência de pontos impossibilita a percepção se devemos no diálogo prosseguir, na reflexão adentrar. Ausência de ponto, pensamento interrompido, sentimentos não expressados...

Quero aprender a viver cada dia com a pontuação certa, na exata medida, ou bem próximo dela (. ! ? ...).

Por isto… só aqui, não sempre! Bem como a exclamação. Exclamação? Sim apenas uma interrogação e ponto final. Ponto final. Apenas uma vez também, digo duas, permita-me mais um (.).

Os “ais de Jesus” são também para nós

                                                           


Os “ais de Jesus” são também para nós

Uma reflexão à luz passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 11, 37-54).


Nela  encontramos os “ais” de Jesus dirigidos aos fariseus e aos mestres da Lei, que se constituem nas “maldições” de Cristo contra estes.

 

O primeiro “ai” de Jesus é contra o formalismo religioso dos fariseus, que discutem preceitos ínfimos, mas esquecem dos Mandamentos essenciais da fé – o amor a Deus e ao próximo (Lc 11,42).

 

O segundo “ai” é contra a procura da honra em vez do serviço (Lc 11,43).

 

O terceiro “ai” é contra a falsa concepção de pureza, que antes de tudo tem que ser a pureza de coração, pureza de alma expressa nos sentimentos, pensamentos e ações Lc 11,44).

 

O quarto “ai” é por tornarem intolerável a vida religiosa para os pequenos, os pobres, impondo fardos pesados sobre estes. Cristo por outro lado oferece um fardo leve e jugo suave, que comunica vida plena e feliz para todos (Lc 11,46).

 

O quinto “ai” é a maldição por causa da perseguição que os escribas moveram contra os Profetas (Lc 11,47-51).

 

A sexta “maldição” procede em decorrência do autoritarismo intelectual dos doutores da lei, que não entram eles próprios na verdadeira e frutuosa compreensão da Lei, agravado pelo fato de não comunicarem nenhuma luz por suas vidas Lc 11,52).

 

Oremos:

 

Livrai-nos, Senhor, da prática de uma religião formal, fria, 
ancorada em detalhes tão multiplicados, normas e regras tantas, 
que acabamos esquecendo e colocando de lado o essencial 
que nos dá a verdadeira identidade de discípulos Vossos:

 “Amor a Deus e ao próximo”.

 

Livrai-nos, Senhor, da tentação que vencestes no deserto, 
e que humildemente testemunhastes ao lavar os pés dos discípulos. 
Que vençamos a tentação do prestígio e honras que 
ofuscariam Vossa Luz e presença em nós. 

Aprendamos Convosco, que viestes para amar e servir, 
e assim haveremos de ser e também agir,

como  amados discípulos Vossos.

 

Dai-nos, Senhor, pureza de alma e coração, 
para que nossos pensamentos e sentimentos 
gerem ações que revelem a autenticidade de nossa fidelidade a Vós, 
numa caridade ativa e frutuosa 
em favor de todos com os quais convivemos.

 

Dai-nos, Senhor, coragem para vencer as tentações 
inerentes no caminhar da fé, 
resistência nas tribulações que teimam em ofuscar e 
fazer morrer nossa esperança, 
e com isto, o apagar da chama da caridade.

 

Que sintamos sempre Vossa presença nas perseguições, 
incompreensões e dificuldades que nos fazem crescer 
em intimidade Convosco, 
em permanente Oração, diálogo amoroso.

 

Finalmente, Senhor, 
que a Sabedoria do Santo Espírito que nos enviastes do Pai, 
quando para Ele voltastes, 
passando pela morte e Ressuscitando, 
esteja sempre conosco, 

para que comuniquemos ao mundo a Vossa Luz, 
a verdadeira Luz, que nos acompanha, 
porque seguidores Vossos, não caminhamos nas trevas,

mas temos a Luz da Vida. 
Amém.

PS: A reflexão é a luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 11,37-54). Oportuna para reflexão da passagem paralela de Mateus (Mt 23,13-32)


Até...

                                                    


Até...

Amo a nossa Língua Portuguesa! Não fosse por sua beleza e riqueza inesgotáveis, de que outro modo eu poderia levar a Palavra de Deus, neste espaço, a você, leitor?

Quem me acompanha sabe que gosto de brincar com as palavras: homônimos, parônimos, gerúndios, pontuação, e por aí vai. Sempre sem nenhuma pretensão de ensinar, mas de rever meus próprios conhecimentos e aprender mais.

A palavra inspiradora desta vez é pequenina e a usamos em todo momento, sem mesmo nos atentarmos bem a ela...

Antes de qualquer sobressalto,  antecipo que o texto   não é propriamente orante, mas fico feliz em partilhá-lo contigo!

Até, mais que uma simples preposição designando limite de tempo:
Até agora, até o presente, até ontem, até amanhã, até nunca mais...

Até, mais que também uma preposição delimitando espaço:
Até aqui, até bem perto, até a margem, até o extremo, até o horizonte...

Até, como até mesmo uma preposição expressando quantidade:
Até dez, até cem, até se fartar, até que nada mais caiba...

Até, que também tem conotação de advérbio:
Ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria...

Até, como precioso advérbio com sentido de advérbio,
Até, como advérbio também podemos usá-lo...

E ainda, até pode como advérbio:
Até agora não encontraram resposta tão esperada...

Até, tão comum nas comunicações virtuais,
Como advérbio que significa até mais, até daqui a pouco,

Até a próxima conversa, até o próximo contato,
Até o próximo email, até o próximo torpedo...

Até que enfim, no sentido mais preciso de finalmente:
Até que enfim encontraram a solução que procuravam.

Até como expressão do limite que nos acompanha:
Até a última gota, até o último momento, até não mais se ter força...

Até, eternizado em expressões que se repetem:
Quem nunca ouviu ou disse “Até tu Brutus, meu filho!”?

Até, quando se assume o vínculo indissolúvel no Sacramento:
“Até que a morte os separe...”, aliança de amor para sempre. 

Até, eternizado pela Palavra do Senhor que nos vem de Lucas:
“... sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo” (At 1,7-8).

Até que Ele venha, aguardemos vigilantes, em Oração
A Sua segunda vinda gloriosa, no dia e hora que não sabemos... 

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG