quarta-feira, 27 de agosto de 2025
Afeição, ternura e carinho na evangelização
Que nossos lábios do coração tenham ânsia de eternidade!
Sejamos iluminados pelo testemunho de Santo Agostinho (séc. V) em suas Confissões, sobre a morte de sua mãe e a passagem para a eternidade.
O próprio Santo Agostinho noutro momento afirmou: “Se eu não pereci no erro, foi devido às lágrimas cotidianas, cheias de fé de minha mãe” (Confissões 3, 12, 21).
Discípulos missionários: irradiar luz, promover a vida (26/08)
Discípulos missionários: irradiar luz, promover a vida
“Sois filhos dos que mataram os profetas”
Na quarta-feira da 21ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 23,27-32).
Após denunciar o fanatismo farisaico e do “purismo” exibicionista, compara os fariseus a sepulcros caiados, porque o agir destes não corresponde às suas convicções.
Deste modo, procurarão matar não somente a Jesus, mas Seus seguidores. Por isto as duras palavras de Jesus:
- “Ai de vós mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão.” (Mt 23,27).
- “Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!” (Mt 23,31).
Assim lemos no Lecionário Comentado:
“O tema sepulcro é muito significativo para a vida cristã. Embora frequentemente seja deixado fora da reflexão. Jesus no Evangelho (Mt 23,27-32) indica-o como símbolo dos Seus adversários, monumentos de conhecimento e de sabedoria humana que se devem contemplar, mas interiormente frágeis e fracos, pois estão cheios de morte.” (1)
Continuando sobre o tema sepulcro:
“O Senhor Jesus, depois de ter nascido numa manjedoura morreu numa Cruz, e foi acabar onde sepultamos os restos do nosso corpo e as obras da nossa existência. Mas desse lugar Deus quis declarar, ressuscitando-O dos mortos, que não há espaço onde a vida não possa entrar e levar luz e calor. Isto significa que toda a situação humana é recuperável aos olhos de Deus.” (2)
Como discípulos missionários do Senhor, devemos nos empenhar em viver uma religião pura e agradável a Deus, que consiste, antes de tudo, em ter pureza de coração, e todo esforço em colocar em prática Seus Mandamentos, pois tanto na Lei como no Evangelho, o primeiro e principal mandamento é amar a Deus, que não se separa do segundo mandamento que se expressa no amor ao próximo como Jesus Cristo nos falou na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 22,34-40).
Deste modo, seremos portadores de vida, mesmo onde tudo pareça ser, irredutivelmente, morte para sempre.
Crer na Ressurreição de Jesus é sagrado compromisso de escancarar todos os sepulcros de hipocrisia, iniquidade e tudo aquilo que possa ferir a vida, em todos os seus aspectos, numa necessária ecologia integral, acenando para a eternidade. Amém.
(1) - Lecionário Comentado - Tempo Comum - Volume II - Editora Paulus - Lisboa - pág. 213
(2) idem
Os “ais” de Jesus: apelos de conversão
Os “ais” de Jesus: apelos de
conversão
Uma reflexão à luz passagem do
Evangelho de São Mateus (Mt 23,13-32), em que encontramos os “ais” de
Jesus dirigidos aos fariseus e aos mestres da Lei, experientes e competentes na
coisas de Deus, mas profundamente desumanos na compreensão do sentido dos
ensinamentos divinos, que são sempre em favor do humano:
- Mt 23,23 – um “ai” de caráter mais geral,
mas trata-se de uma acusação mais terrível pronunciada por Jesus, visto que
toda a Sua obra se concretizou no anúncio da proximidade do Reino de Deus;
- Mt 23,14-15 – se esforçam notavelmente para
convencer alguém sobre o seu modo de viver em relação a Deus, no entanto,
escravizam com normas e leis, sem oferecer qualquer possibilidade de
libertação;
- Mt 23,16-22 – são guias cegos, pois suas
práticas são falsas e não estão em sintonia com a realidade exigida pelo Reino
de Deus;
Mt 23,23-24 – de nada adianta a oferta do
dízimo sem a prática da justiça, misericórdia e fidelidade;
Mt 23, 25-26 – Jesus faz dura crítica a falsa
concepção de pureza, que antes de tudo tem que ser a pureza de coração, pureza
de alma expressa nos sentimentos, pensamentos e ações. Importa que a
consciência esteja sempre límpida e serena, sem ambições de posse e de
desregramentos;
Mt 23, 27-28 – eles se apresentam como
monumentos para serem admirados, mas tem apenas aparência, sem conteúdo vital e
essencial interiormente;
Mt 23,29 – matam profetas que dizem a verdade
e os desmascaram e os denunciam.
Peregrinos de esperança na
fidelidade a Jesus Cristo, vigilantes nos empenhemos para que não incorramos em
mesmas atitudes.
Vigilância e conversão sempre!
PS: A reflexão é a luz da
passagem do Evangelho de Mateus (Mt 23,13-32). Oportuna para reflexão da
passagem paralela de Lucas (Lc 11,37-54)
terça-feira, 26 de agosto de 2025
A vida a partir das pontuações
Há momentos em que não somos tão encantados, tampouco encantadores.
Ficaria muito para ser dito; muito seria dito sem querer dizer exatamente o que deve ser. Às vezes é melhor ser claro, conciso e dizer apenas o que deve ser dito, sem deixar margens a duplas interpretações; outras vezes é bom despertar o imaginário na expressão da liberdade de pensamento...
Os “ais de Jesus” são também para nós
Os “ais de Jesus” são também para nós
Uma reflexão à luz passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 11, 37-54).
Nela encontramos os “ais” de Jesus dirigidos aos fariseus e aos mestres da Lei, que se constituem nas “maldições” de Cristo contra estes.
O primeiro “ai” de Jesus é contra o formalismo religioso dos fariseus, que discutem preceitos ínfimos, mas esquecem dos Mandamentos essenciais da fé – o amor a Deus e ao próximo (Lc 11,42).
O segundo “ai” é contra a procura da honra em vez do serviço (Lc 11,43).
O terceiro “ai” é contra a falsa concepção de pureza, que antes de tudo tem que ser a pureza de coração, pureza de alma expressa nos sentimentos, pensamentos e ações Lc 11,44).
O quarto “ai” é por tornarem intolerável a vida religiosa para os pequenos, os pobres, impondo fardos pesados sobre estes. Cristo por outro lado oferece um fardo leve e jugo suave, que comunica vida plena e feliz para todos (Lc 11,46).
O quinto “ai” é a maldição por causa da perseguição que os escribas moveram contra os Profetas (Lc 11,47-51).
A sexta “maldição” procede em decorrência do autoritarismo intelectual dos doutores da lei, que não entram eles próprios na verdadeira e frutuosa compreensão da Lei, agravado pelo fato de não comunicarem nenhuma luz por suas vidas Lc 11,52).
Oremos:
Livrai-nos, Senhor, da prática de uma religião formal, fria,
ancorada em detalhes tão multiplicados, normas e regras tantas,
que acabamos esquecendo e colocando de lado o essencial
que nos dá a verdadeira identidade de discípulos Vossos:
“Amor a Deus e ao próximo”.
Livrai-nos, Senhor, da tentação que vencestes no deserto,
e que humildemente testemunhastes ao lavar os pés dos discípulos.
Que vençamos a tentação do prestígio e honras que
ofuscariam Vossa Luz e presença em nós.
Aprendamos Convosco, que viestes para amar e servir,
e assim haveremos de ser e também agir,
como amados discípulos Vossos.
Dai-nos, Senhor, pureza de alma e coração,
para que nossos pensamentos e sentimentos
gerem ações que revelem a autenticidade de nossa fidelidade a Vós,
numa caridade ativa e frutuosa
em favor de todos com os quais convivemos.
Dai-nos, Senhor, coragem para vencer as tentações
inerentes no caminhar da fé,
resistência nas tribulações que teimam em ofuscar e
fazer morrer nossa esperança,
e com isto, o apagar da chama da caridade.
Que sintamos sempre Vossa presença nas perseguições,
incompreensões e dificuldades que nos fazem crescer
em intimidade Convosco,
em permanente Oração, diálogo amoroso.
Finalmente, Senhor,
que a Sabedoria do Santo Espírito que nos enviastes do Pai,
quando para Ele voltastes,
passando pela morte e Ressuscitando,
esteja sempre conosco,
para que comuniquemos ao mundo a Vossa Luz,
a verdadeira Luz, que nos acompanha,
porque seguidores Vossos, não caminhamos nas trevas,
mas temos a Luz da Vida.
Amém.
PS: A reflexão é a luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 11,37-54). Oportuna para reflexão da passagem paralela de Mateus (Mt 23,13-32)







