sábado, 21 de junho de 2025
“Revestidos de Cristo” (XIIDTCC)
Busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus... (20/06)
Busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus...
“devemos confiar como se tudo dependesse de Deus
e nos empenhar como se tudo dependesse de nós.
Muitas
vezes, podemos nos preocupar com as exigências do dia a dia, sem colocar em
primeiro lugar a busca pelo Reino de Deus, sem a necessária confiança no
Senhor.
Na
passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6, 24-34), Jesus nos ensina a darmos o
devido valor às coisas, colocando Deus em primeiro lugar: “Não podeis
servir a Deus e a riqueza”.
E,
também, convida a nos abandonarmos completamente à Providência de Deus: “Não
vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que
vestireis.”
Não
entendamos confiança como sinônimo de passividade ou de comodismo: “Buscai
em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos
serão dadas em acréscimo.”
De
fato, a ação divina não dispensa a ação humana, ao contrário, eleva-a como
graça da possibilidade de participação na construção do Reino
Quanto maior for nossa confiança em Deus, tanto mais cresce nossa
responsabilidade. Também poderemos dizer que a responsabilidade é diretamente
proporcional à confiança que temos em Deus.
Santo Inácio de Loyola diz de forma límpida e contundente: “devemos
confiar como se tudo dependesse de Deus e nos empenhar como se tudo dependesse
de nós.”.
“Buscar o Reino de Deus” com absoluta confiança em Deus, como meros
instrumentos, veículos de Sua Mensagem. Lembremo-nos que continuamos a refletir
o desdobramento das Bem-Aventuranças, a missão de ser Sal e Luz (Capítulos 5 e
6 de Mateus).
Concluindo, podemos afirmar que ser Discípulo do Senhor é ter encontrado
uma Pessoa que mudou nossa vida, e que ela só tem sentido e conteúdo quando em
relacionamento contínuo e íntimo, renovado no Banquete da Eucaristia.
É preciso trilhar o caminho da santidade, empenhados na construção do
Reino, com total confiança em Deus e em Sua força, com disponibilidade,
fidelidade, alegria e com muito amor a fim de que correspondamos ao Amor Divino
que jamais nos falta.
Somente assim, comunicaremos luz da Fonte de Luz nas mais diversas
situações obscuras, nas "cavernas sombrias e escuras" da existência.
Plena confiança na providência divina (20/06)
Plena confiança na providência divina
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6,24-34), que nos convida a continuidade da reflexão sobre as Bem-Aventuranças (Mt 5, 12), anunciadas pelo Senhor na montanha para serem vividas na planície.
É sempre necessário rever quais são nossas prioridades, para que melhor correspondamos ao Amor de Deus, que cuida de nós com amor gratuito e incondicional, de modo que precisamos libertar nosso coração das tiranias materiais que possam nos escravizar em autossuficiência, individualismos e egoísmos que nos empobrecem.
Jesus nos exorta a confiar totalmente em Deus, no Pai de Amor, em quem confiou e colocou toda Sua vida em entrega de amor, confiança, doação e serviço.
Nisto consiste a mensagem do Senhor: a incompatibilidade entre o amor a Deus e o amor aos bens materiais, e a razão desta deve-se ao fato de que Deus deve ser o centro de nossa vida, e sobre Ele construirmos nossa existência, e o amor ao dinheiro como valor absoluto fecha o nosso coração, num empobrecedor egoísmo estéril que não abre espaço para a comunhão e a solidariedade para com o próximo.
Confiar num Deus de amor, providente e atento às nossas necessidades, para que sejamos felizes, tenhamos sal em nós, e façamos resplandecer a luz divina na planície sombria do cotidiano.
Somente assim buscaremos o Reino de Deus e a Sua justiça: crer em Deus e viver serenamente tranquilo, pois Deus não falha, e nada nos deixa faltar, mas não nos dispensa de sagrados compromissos na busca e promoção do bem comum, para uma vida digna que corresponda assim aos Seus desígnios.
Afirmar que Deus é providente não significa que possamos cruzar os braços, esperando que Deus faça chover do céu aquilo que necessitamos, mas é viver comprometidos e trabalhando todos os dias a fim de que o Seu sonho se realize: um mundo novo marcado por relações de justiça, verdade e paz. Afinal, Jesus falou na Montanha Sagrada: Bem-Aventurados os que têm fome e sede de justiça e Bem-Aventurados os que promovem a paz.
O amor de Deus não nos torna passivos, mas nos impulsiona a uma prática de caridade viva e operosa, esforçada e contínua.
Assim Jesus nos revela um Deus que nos conhece, sabe de nossas necessidades, carrega-nos colo, mas não nos infantiliza. Carrega-nos no colo para nos garantir o amor e a ternura, para que nossos passos sejam mais firmes e corajosos.
A segunda mensagem que aparece explicitamente é que nossas preocupações não são indiferentes a Deus, sempre solícito para conosco.
Jesus nos convida a olhar os lírios do campo e os pássaros, que não ficam sem a atenção de Deus, e assim muito mais nós, que fomos feitos à Sua imagem e semelhança.
Reflitamos:
- O que significa para nós – “é preciso confiar totalmente em Deus”?
- Adoramos a Deus ou ao dinheiro?
- Quais são as consequências que vemos e sentimos quando não adoramos a Deus acima de tudo e de todos, com toda força, alma, entendimento e de coração?
- Adorar a Deus ou ao dinheiro. Quais são as marcas presentes no cotidiano que revelam que o amor a Deus foi colocado em segundo plano, e o amor ao dinheiro falou mais alto, determinando interesses, leis, atitudes?
Oremos:
“Fazei ó Deus, que os acontecimentos deste mundo decorram na paz que desejais, e Vossa Igreja Vos possa servir, alegre e tranquila. Por N.S.J.C. na unidade do Espírito Santo. Amém.”
sexta-feira, 20 de junho de 2025
“Intrigas palacianas” (19/06)
Envolvidos pelo amor divino (19/06)
Encarna-Se para redimi-lo e não somente este povo, mas toda a humanidade, em Cristo Jesus, e perpetua Seu Amor na presença do Espírito Santo, não nos deixando órfãos!
Implacável, Impressionante, Imutável, Imprescindível, Inalienável,
Infinito, Inflamável, Inigualável,
Iniludível, Inimitável, Inovador, Inqualificável,
Inquebrável, Insaciável, Insigne, Insondável, Inspirador, Insubstituível,
Inteligente, Interminável, Íntimo, Inusitado, Inviolável,
Irrestrito, Irretocável, Irreversível,
Irrevogável, Irrigador...
"Morte, ó morte! Onde está tua vitória?" (Parte I) (21/06)
"Morte, ó morte! Onde está tua vitória?"
É possível não nos atemorizarmos diante da morte?Como ver a morte a partir da fé?
Sejamos enriquecidos pela Carta que São Luiz Gonzaga, escreveu à sua mãe, antes de sua morte.
“Ilustríssima senhora, peço que recebas a graça do Espírito Santo e a Sua perpétua consolação. Quando recebi tua carta, ainda me encontrava nesta região dos mortos.
Mas agora, espero ir em breve louvar a Deus para sempre na terra dos vivos. Pensava mesmo que a esta hora já teria dado esse passo.
Se é caridade, como diz São Paulo, chorar com os que choram e alegrar-se com os que se alegram (Rm 12,15), é preciso, mãe ilustríssima, que te alegres profundamente porque, por teus méritos, Deus me chama à verdadeira felicidade e me dá a certeza de jamais me afastar do Seu temor.
Na verdade, ilustríssima senhora, confesso-te que me perco e arrebato quando considero, na Sua profundeza a bondade divina.
Ela é semelhante a um mar sem fundo nem limites, que me chama ao descanso eterno por um tão breve e pequeno trabalho; que me convida e chama ao céu para aí me dar àquele bem supremo que tão negligentemente procurei, e me promete o fruto daquelas lágrimas que tão parcamente derramei.
Por conseguinte, ilustríssima senhora, considera bem e toma cuidado em não ofender a infinita bondade de Deus. Isto aconteceria se chorasses como morto aquele que vai viver perante a face de Deus e que, com Sua intercessão, poderá auxiliar-te incomparavelmente mais do que nesta vida.
Esta separação não será longa; no céu nos tornaremos a ver. Lá, unidos ao autor da nossa salvação seremos repletos das alegrias imortais, louvando-O com todas as forças da nossa alma e cantando eternamente as Suas misericórdias.
Se Deus toma de nós aquilo que havia emprestado, assim procede com a única intenção de colocá-lo em lugar mais seguro e fora de perigo, e nos dar aqueles bens que desejamos Dele receber.
Disse tudo isto, ilustríssima senhora, para ceder ao desejo que tenho de que tu e toda a minha família considereis minha partida como um feliz benefício.
Que tua bênção materna me acompanhe na travessia deste mar, até alcançar a margem onde estão todas as minhas esperanças.
Escrevo com alegria para dar-te a conhecer que nada me é bastante para manifestar com mais evidência o amor e a reverência que te devo, como um filho à sua mãe”. (1)
Celebramos sua Memória no dia 21 de junho, e este jovem santo é um luminar da Igreja.
Durante seus estudos de teologia, ocupando-se com o serviço dos doentes nos hospitais, contraiu uma doença que o levou à morte, que muito cedo ceifou a sua vida: aos 23 anos, apenas.
Este jovem religioso, que viveu no século XVI, na Itália, quando enfermo, acometido da gravíssima enfermidade que o levou à morte, cuidando dos doentes, escreveu uma carta à sua mãe.
A carta, escrita por um filho, certamente, com próprio punho e dores, levou alívio e consolo para sua mãe.
A fé explícita e implícita na carta refaz, amplia e eterniza horizontes transcendentes, aparentemente limitados pela morte! A morte, para quem crê, não possui a última palavra, tampouco é o limite, e atos últimos.
Densa de conteúdo e expressando uma fé verdadeiramente pascal, é uma luz que se acende no mais profundo de nosso coração, iluminando as noites escuras que acompanham a morte de um ente querido.
Qual mãe não estremeceria ao ler esta Carta?
Ela pode ser lida por qualquer pessoa que tenha de recuperar o olhar Pascal, para refazer-se das feridas que uma morte provoca, das lacunas a serem preenchidas com fé na Ressurreição.
São Luiz, ao invés de ser consolado por sua mãe, ele, é que, moribundo, encontra forças divinas para consolá-la, porque possui uma fé verdadeiramente Pascal.
Dedico esta Carta a tantas mães com quem converso dia a dia, e que não tiveram a graça de receber uma Carta com tamanha beleza, com expressivo teor e tão cheia de fé e amor.
Dedico, também, às que choram seus filhos em túmulos frios de pedra, e mais ainda, choram seus filhos no vácuo que possam ter deixado em seu coração.
Reflitamos:
- O que mais chama a atenção nesta Carta?
- Como enfrento a morte de uma pessoa querida?
- Quais os textos bíblicos que me inspiram e que me dão seguras respostas para a realidade da morte?
Que a morte não nos atemorize, mas reacenda em nós a fé na Ressurreição. Aleluia. Amém!
(1) Liturgia das Horas – vol. III - pp. 1361-1362
“Morte, ó morte! Onde está tua vitória?” (Parte II) (21/06)
A fé na Ressurreição moveu São Luiz Gonzaga (como vimos) e tantos outros no consumir-se da vida momentânea, transitória, que traz em si o germe de eternidade.

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