sexta-feira, 20 de junho de 2025

“Morte, ó morte! Onde está tua vitória?” (Parte II) (21/06)

                                                  

“Morte, ó morte! Onde está tua vitória?”

Para quem ainda precisar de uma palavra...

“Ó morte que separas os casados e, tão dura e cruelmente, separas também os amigos!”

Outro luminar da Igreja, Bispo São Bráulio de Saragoça, exclamou, expressando nossa fragilidade e impotência diante da morte. Seu domínio impiedoso foi aniquilado por Aquele que te ameaçou com o brado de Oseias:

“Ó morte, eu serei a tua morte” (Os 13,14).

Nós também podemos desafiar-te com as palavras do
Apóstolo Paulo:

“Ó morte, onde está tua vitória?
Onde está o teu aguilhão?” (1 Cor 15,55);

A fé na Ressurreição moveu São Luiz Gonzaga (como vimos) e tantos outros no consumir-se da vida momentânea, transitória, que traz em si o germe de eternidade.

A vida é a possibilidade de um alvorecer na eternidade!
A semelhança que possa haver entre a morte e a noite,
É a mesma encontrada entre a vida e a luz da aurora da Ressurreição!

Além da noite, no auge da mesma, inicia-se um novo dia. Além da morte, no transpor da mesma, irrompe a Vida eterna, a plenitude da luz!

Uma vida que se consome como vela sobre o altar,
só pode continuar a brilhar no esplendor da luz eterna,
na plenitude do amor e  luz divina: céu!
Amém. 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

O silêncio orante nas decisões (19/06)

                                                 

O silêncio orante nas decisões

Depois daquele silêncio orante,
A confiança em Deus se renovou.
Presença de amor constante,
que jamais, os Seus escolhidos abandona.

Depois daquele silêncio orante,
o sim para uma nova missão foi dado,
Inspirando no sim de Maria para o Mistério da Encarnação,
Para viver plena fidelidade aos compromissos de minha Ordenação

Depois daquele silêncio orante,
Como indigno servo, Bispo nomeado,
Aprofundar a comunhão com o Amor, o Amante e o Amado,
Trindade Santa, a quem tudo deve ser creditado.

Depois daquele silêncio orante,
Missão de santificar, ensinar e governar;
Aprendizado e adaptação a todo instante,
Presença do Bispo Pastor, a luz divina comunicar.

Depois daquele silêncio orante,
Fortalecer vínculos de amizades conquistados,
Novos relacionamentos a serem iniciados.
Cativando e cultivando novos relacionamentos.

Depois daquele silêncio orante,
Empenho em fazer crescer, na Igreja Particular de Guanhães,
Comunhão diocesana tão importante,
Na Palavra e Eucaristia, que são as divinas fontes.

Depois daquele silêncio orante,
Um caminho que por muitos foi percorrido,
Mas há muito mais nos esperando adiante,
Com Deus, desafios serão sempre vencidos.

Depois daquele silêncio orante,
Um amor novo já nasce em meu coração:
Devoção ao Arcanjo Gabriel, mensageiro celestial,
Companheiro no bom combate, na luta contra o mal.

No silêncio, pelo sim dado,
Novos horizontes alargados foram.
À Trindade Santa toda a honra merecida!
Confiante, em Suas mãos, entrego toda a minha vida.


PS: Escrito quando de minha nomeação como Bispo da Diocese de Guanhães - MG - 19 de junho de 2019

Carta ao Povo de Deus: Diocese de Guanhães - MG (19/06)

                                             

 

“PARA MIM O VIVER É CRISTO”
- “MIHI VIVERE CHRISTUS EST” (Fl 1,21).
 
 
Querido Povo de Deus,
Graça e Paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo
 
Com o coração transbordante de alegria, saúdo o Povo de Deus que se encontra nesta Igreja Particular: Ministros Ordenados (Padres, Diáconos), Religiosos/as, Seminaristas) e todos os homens e mulheres que lutam por justiça e paz.
 
Desde o dia 10 de junho, consultado pela Nunciatura para assumir o pastoreio desta Diocese, com a nomeação pelo Papa Francisco, e tendo dado meu SIM, motivado pela resposta livre e alegre que Maria, a Mãe de Jesus, deu ao Mistério da Encarnação e à vontade de Deus, tenho elevado ao Pai orações de súplica e gratidão pelo dom que me foi confiado na missão de acolher, cuidar, acompanhar e servir o Povo de Deus.
 
Peço que se unam a mim nestas orações, para que eu possa viver e testemunhar o meu Lema Episcopal - “PARA MIM O VIVER É CRISTO” - “MIHI VIVERE CHRISTUS EST” (Fl 1,21), na tríplice missão de santificar, ensinar e governar.
 
Desde já, convido a todos para a Celebração Eucarística do início do meu Ministério Episcopal, em Guanhães – MG, no dia 14 de setembro, às 9h30min, presidida por Dom Darci Nicioli, Arcebispo de Diamantina – MG.
 
Permaneçamos vigilantes e orantes, contando sempre com a proteção e as bênçãos de Maria, Mãe da Igreja e do Arcanjo São Miguel.
 
Rogo a Deus bênçãos copiosas sobre todos os que o Senhor me confiou, a fim de que possam irradiar a luz de Cristo, sendo sal e fermento do Reino.
  
 
PS: Após cinco anos deste acontecimento marcante em minha vida, louvo e glorifico a Deus pela graça de exercer o meu Ministério Episcopal junto a este povo sempre tão caloroso, acolhedor e sedento da Palavra de Deus.

Corpus Christi: “Corpo de Cristo… Corpo nosso” (Corpus Christi) (04/06)

 


Corpus Christi: “Corpo de Cristo… Corpo nosso”

 

“Enquanto comiam, Ele tomou um pão, abençoou, partiu-o e lhes deu, dizendo: Tomai, comei, isto é o meu Corpo. 

Depois tomou um cálice, rendeu graças, deu a eles, e todos dele beberam. E disse-lhes: ‘Isto é o meu Sangue, o Sangue da Aliança, que é derramado em favor de  muitos”.  (Mc 14,22-24)

Com a Celebração da Festa do Corpo e Sangue do Senhor (Corpus Christi), celebramos a Sua real presença no Santíssimo Sacramento, e caminhamos em procissão pelas ruas, com coração exultante e cheio de alegria por Sua divina companhia.

Ressaltamos que em cada Eucaristia que celebramos, temos a graça deste encontro tão necessário, encontro divinal com Jesus, presente na Eucaristia, em oferenda agradável ao Pai, e com o Espírito que sobre ela invocamos.

Nela, ouvimos a iluminadora proclamação da Palavra Divina, somos nutridos e fortalecidos pelo Pão da Eucaristia partilhado, para que a prática da caridade seja no cotidiano testemunhada.

Temos também a graça de nossos pecados serem destruídos, nossas virtudes crescerem e nossa alma ser enriquecida de todos os dons como nos falou o Presbítero e Doutor Santo Tomás de Aquino (séc. XIII).

Concluindo, rezemos a Oração de José María Olaizola (SJ), contemplando a presença do Senhor na Eucaristia, no Pão e Vinho Transubstanciados:

 “Olhos inquietos por verem tudo.

Ouvidos atentos aos lamentos, aos gritos, aos chamados.

Língua disposta a falar verdade, paixão, justiça…

Cabeça que pensa, para encontrar respostas e

adivinhar caminhos, para romper noites com brilhos novos.


Mãos gastas de tanto servir, de tanto abraçar, de tanto

acolher, de tanto repartir pão, promessa e lar.

Entranhas de misericórdia para chorar as vidas

golpeadas e celebrar as alegrias.

Os pés em marcha em direção a terras abertas

e a lugares de encontro.

Cicatrizes que falam de lutas, de feridas,

de entregas, de Amor, de Ressurreição.

Corpo de Cristo… Corpo nosso”. (1)


“Graças e louvores se deem a todo momento. Ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento. Glória ao Pai...”

 

(1) José Maria Olaizola, SJ

 

Em poucas palavras... (Corpus Christi)

                                            




                               Salutar Sacramento

“Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento? De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.” (1)

 

(1)Santo Tomás de Aquino (séc. XIII)

Em poucas palavras... (Corpus Christi)

                                         


A Santa Eucaristia 

Eucaristia é o Alimento Salutar,
Que nos revigora no sagrado compromisso com o Reino.
 
Na Mesa da Palavra, a Santa Palavra é proclamada.
Na Mesa da Eucaristia, o Pão partido e Vinho partilhado.
No cotidiano, a palavra é vivida e testemunhada.
 
Paixão e compromisso com a sacralidade da vida confirmados.
Vidas pelas vidas, no Caminho, Verdade e Vida, vividas.
Impelidos pelo amor, alegria em servir, incansavelmente. Amém.
 


Eucaristia: Salutar Sacramento (Corpus Christi)

                                                 


Eucaristia: Salutar Sacramento

“Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento? De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.”  (Santo Tomás de Aquino – séc. XIII)

Aprofundemos a passagem da Carta aos Hebreus (Hb 10,11-18) proclamada na quarta-feira da 3ª Semana do Tempo Comum (ano ímpar).

Como se explica que, cada dia, sobre milhares de altares do mundo inteiro, se "renove" o sacrifício da cruz, se, na Nova Aliança, há uma única oblação para o perdão dos pecados e a santificação?

Assim, lemos no Comentário do Missal Cotidiano:

“Na realidade, não se trata de ‘renovar’, no sentido de fazer novamente, mas de ‘reapresentar’ ao Pai o sacrifício do Seu Filho, para que olhando para este, nos conceda os bens que Sua morte e ressurreição nos alcançou.

A Igreja ‘celebra a memória’ do sacrifício pascal de Jesus, ‘rendendo graças’, como Ele faz na última ceia, por todo o mistério da salvação, cujos pontos principais recorda na oração eucarística” (1).

Participemos ativa e conscientemente da Santa Missa (Celebração Eucarística), como nos ensina a Igreja, pois ela é “Ação de Graças”, o  verdadeiro Sacrifício da Igreja; porém, não se trata de outro sacrifício, embora torne presente e atual a morte-ressurreição de Jesus, "cada vez", "até Sua vinda", como dizemos após a consagração do Pão e do Vinho, Corpo e Sangue do Senhor (três fórmulas):

1ª fórmula:

-  “Mistério da fé!”

- “Anunciamos, Senhor, a Vossa Morte e proclamamos a Vossa Ressurreição. Vinde Senhor Jesus!”.

2ª fórmula:

- “Mistério da fé e do amor!”

- “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!”

3ª fórmula:

- Mistério da fé para a salvação do mundo!”

- “Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.”

Oremos:

Cremos, Senhor, que o pão partido e o vinho derramado sobre o Vosso altar são símbolos de Sua morte dolorosa.

Cremos, Senhor,  que a participação no pão e vinho nos coloca em comunhão com os Vossos sentimentos de filial abandono ao Pai e de supremo amor por nós,

Cremos, Senhor,  no Vosso sacrifício, ato supremo, duradouro e perene de amor por nós, ainda que não mereçamos.

Cremos, Senhor,  que em cada Eucaristia Celebrada, ao receber o mais Salutar dos Sacramentos, nossos pecados são destruídos, crescem nossas virtudes, e nossa alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais. Amém.  (2)

(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 685 – Comentário da passagem bíblica – Hb 10,11-18

(2)Santo Tomás de Aquino

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG