domingo, 4 de maio de 2025

Em poucas palavras...(IIIDTPC)

                                                               


Domingo da Santa Ressurreição

“Quando meditamos, ó Cristo, nas maravilhas que tiveram lugar neste dia de Domingo da Tua Santa Ressurreição, dizemos: Bendito o dia de Domingo, porque nele teve início a criação […] a Salvação do mundo […] a renovação do gênero humano […]. 

Foi nesse dia que o céu e a terra se congratularam e que todo o universo se encheu de luz. Bendito o dia de Domingo, porque nele foram abertas as portas do paraíso, para que Adão e todos os deportados nele entrassem sem temor”. (1)

 

(1)Fanqîth, Ofício sírio-antioqueno – Vol. 6, 1ª parte do verão, p.193b.– citado no Catecismo da Igreja Católica n. 1167

 

A terceira aparição do Ressuscitado (IIIDTPC)

                                                                

A terceira aparição do Ressuscitado

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de João (Jo 21,1-14) sobre a terceira aparição do Ressuscitado.

Sua presença e ação seio da comunidade, que dá coragem, confiança e garante a esperança vitoriosa e a pesca frutuosa, plena de êxito.

A missão da comunidade dos que creem é testemunhar e concretizar a missão de Jesus Ressuscitado, que tem garantia de êxito, pois conta com a Sua presença, Sua Palavra e Seu Pão em cada Eucaristia celebrada.

Crer em Sua presença é escrever uma história de amor em nosso cotidiano, para além de nossas debilidades e fraquezas, como assim nos falou o Papa São João XIII:

Não basta ser iluminados pela fé e inflamados pelo desejo do bem para impregnar de princípios sadios uma civilização... é necessário inserir-se em suas instituições” (Pacem in Terris, 148).

Esta presença somente é reconhecida por quem ama, fazendo de sua vida doação e serviço, assim como fez Jesus, fazendo-nos passar da noite do fracasso para o amanhecer do êxito da vitória.

A escuridão da noite e da morte foi iluminada na madrugada da Ressurreição. As aparentes derrotas preanunciaram a vitória! Com Jesus nossa pesca será abundante!

Reflitamos:

- De que modo estamos realizando a missão do Ressuscitado a nós confiada no dia de nosso Batismo?
- Quais são os sinais da presença do Ressuscitado em nossa comunidade?

- Quais são as dificuldades, oposições que enfrentamos no testemunho do Cristo Ressuscitado?
- De que modo somos “pescadores de homens do mar do sofrimento e da escravidão”?

- Quais são as forças que renovam e nutrem a nossa esperança?

É Páscoa! 
Ele está em nosso meio. 
“Alegremo-nos e n’Ele exultemos”. 
Amém. Aleluia! Aleluia!

Páscoa: Recomeçar com a presença do Ressuscitado (IIIDTPC) (10/04)

                                                         

Páscoa: Recomeçar com a presença do Ressuscitado

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de São João (Jo 21,1-19), sobre a terceira aparição do Ressuscitado junto ao mar de Tiberíades.

Esta passagem evoca o primeiro encontro dos discípulos com Jesus, quando foram chamados a deixar tudo para se tornarem pescadores de homens, dando início a tempos novos.

Também contemplamos a profissão de alguns dos discípulos do Mestre, humildes pescadores, depois de uma noite de trabalho infrutífero, com a aparição do Senhor que garante êxito total e abundante.

A rede superlotada de 153 grandes peixes simbolizava a humanidade toda a qual eles deveriam apresentar a Proposta do Reino, porque a Salvação de Jesus deve ser comunicada a todos os povos, a todas as nações.

Enviados para o mar do mundo para atrair a muitos pela mensagem de Jesus, pois somente n’Ele, com Ele a humanidade encontra sentido para a vida.

Oremos:

Senhor, 
diante das dificuldades, 
quantas vezes sentimos se esvaírem as forças, 
num enfraquecimento que nos faz perder o rumo 
e a motivação que possuíamos.
Não foi diferente com Pedro e os demais discípulos, que, 
desanimados, quiseram voltar à vida de pescadores de peixes.

Senhor, 
também nós, muitas vezes queremos voltar à vida
da imaturidade na fé, recuando, 
desistindo da caminhada, 
do carregar da cruz cotidiana.

Realizai, Senhor, mais uma vez, 
o milagre da Pesca Milagrosa, 
como naquele amanhecer inesquecível, 
depois de uma noite inteira marcada pelo fracasso, 
simbolizado pelas redes vazias.

Ajudai-nos, Senhor, 
que não mais pescadores de peixes somos, 
mas pescadores de homens e mulheres 
das águas turvas e agitadas do cotidiano, 
para que tenham vida plena e abundante.

Senhor, 
agi em nossas vidas, 
para que o Mistério Pascal não se reduza apenas à celebração, 
sem a necessária e intrínseca relação da fé com a vida, 
mas um processo contínuo e ininterrupto de maturação, 
a fim de que possamos crescer cada vez mais na fé, 
e um dia atingir a Vossa estatura, 
como tão bem expressou e fez o Apóstolo Paulo,
em total fidelidade a Vós (Ef 4,13).

Ajudai-nos, Senhor, 
com a Vossa presença e o poder de Vossa Palavra, 
a começar e recomeçar sempre, 
reavivando no coração a chama do primeiro amor, 
retomando com renovado ardor
o  caminho de serviço ao Reino.

Ajudai-nos, Senhor,  a superar sempre 
o aparente abandono e decepção da Vossa Morte na Cruz, 
que é para nós o sinal de vitória, 
de que a vida venceu a morte, 
pois o Pai Vos Ressuscitou 
e Vos introduziu na mais perfeita comunhão Trinitária 
com o Santo Espírito, 
e assim, que nos gloriemos tão somente em Vossa Cruz (Gl 6, 14).
Amém. 
Aleluia! Aleluia! 

Em poucas palavras... (IIIDTPC)

           




                                          Ligar de desligar

“Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: «Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra será desligado nos céus» (Mt 16, 19). O «poder das chaves» designa a autoridade para governar a Casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, o «bom Pastor» (Jo 10, 11), confirmou este cargo depois da sua ressurreição: «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21, 15-17).

O poder de «ligar e desligar» significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos Apóstolos e particularmente pelo de Pedro, o único a quem confiou explicitamente as chaves do Reino.”(1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 553

Crer no Ressuscitado e amá-Lo até as últimas consequências! (IIIDTPC)

                                                            

Crer no Ressuscitado e amá-Lo até as últimas consequências! 

A Liturgia do terceiro Domingo da Páscoa nos convida a refletir sobre a presença e centralidade do Ressuscitado no seio da comunidade, e sobre a sua missão 
como testemunha D’Ele que vive e reina em nosso meio.
Testemunhar Aquele que foi imolado, morto, agora Ressuscitado, glorificado, vitorioso, exaltado e sentado à direita de Deus Pai.
Crer em Sua presença, confiar em Sua Palavra, por Ela ser guiado, celebrar com Ele o Mistério da Sua Vida na Eucaristia, amá-Lo até as últimas consequências, enfrentando toda e qualquer forma de oposição e perseguição, em obediência incondicional à vontade de Deus... Somente assim enviados o seremos e “pescas abundantes” teremos.
Quem ama, reconhece a presença do Ressuscitado e faz de sua vida doação e serviço: eis a Lógica Divina que é infinitamente superior à lógica humana... 
Uma coisa é essencial para acontecer o Reino: Que haja amor!
O êxito da missão é garantido pela Sua presença e Sua Palavra, pelo Pão da Eucaristia que celebramos.
A presença e intimidade aprofundada com o Ressuscitado dão coragem, confiança para o necessário testemunho.
Enviados somos para resgatar a humanidade do mar do sofrimento e da escravidão, nisto consiste sermos “pescadores de homens”: a salvação é universal e total.
Ilustrando, o Evangelho fala em pesca de 153 espécies de peixes, a totalidade conhecida naquele tempo... Além de curioso sentido dos números: 10 + 7 = 17... Totalidade, plenitude; além da somatória de 1 a 17 totalizar 153, novamente a totalidade da salvação. 
Universal porque destinada a todos os povos, total porque abarca nossa totalidade existencial: corpo e alma, material e espiritual.
Ninguém pode ficar excluído do plano de salvação e comunhão divina. Crer na presença do Ressuscitado é escrever uma história de amor em nosso cotidiano, para além de nossas debilidades e fraquezas.
A Sua presença nos faz passar da noite do fracasso para o amanhecer da vitória. As aparentes derrotas preanunciam a vitória!
Os desafios da ação pastoral não podem sufocar e suplantar o dinamismo da nossa evangelização.
O aparente cansaço encontrará no Senhor repouso e revigoramento, porque Ele sempre vem ao nosso encontro como uma Suave Brisa Divina! 
A escuridão da noite e da morte foi iluminada na madrugada da Ressurreição!
Quanto mais amamos mais revigorados o seremos e mais a Luz do Ressuscitado resplandecerá.
Com Jesus nossa pesca será abundante! Seremos comunidade fecunda, cheia de vida e de amor...
Eis um sonho que nos acompanha e se renova a cada instante no coração de quem crê:

Um novo céu e uma nova terra,
Uma realidade a ser escrita,
Uma história a ser vislumbrada no horizonte presente, alargando na eternidade!

É Páscoa!
Ele está em nosso meio!
Alegremo-nos e N’Ele exultemos.
Aleluia!

O Encontro com o Amado Jesus (IIIDTPC)

                                                               


O Encontro com o Amado Jesus
 
Com o coração transbordando com a alegria Pascal como rezamos no Prefácio das Missas neste tempo, retomemos a reflexão de São Pedro Crisólogo (séc. V) sobre a força do amor que tudo move, tudo motiva; amor que leva ao desejo maior, a contemplação da face divina:
 
Quanto maior nosso amor por Cristo, mais indiviso nosso coração será! Somente pela Paixão pelo Reino nos consumiremos, maior amor vivenciaremos e testemunharemos carregando no coração o ardente desejo de ver a Deus.
 
Isto é possível se percorremos o Itinerário Quaresmal com Oração, Jejum e Esmola, se tivemos a coragem de rever os passos, atitudes, pensamentos e sentimentos, agora podemos contemplar e testemunhar a presença e ação do Ressuscitado, pois Ele ainda ontem nos falou na Missa: “Vós sois testemunhas disso” (Lc 24, 48).
 
Para que vivamos uma fidelidade a Cristo e a Sua Igreja cada vez mais verdadeira e mais profunda, há uma exigência indispensável e irrenunciável:
 
Que todos tenhamos o coração seduzido pelo Amor de Deus, em intensa relação de apaixonamento por Cristo, e indiviso, porque enriquecidos e fortalecidos pela presença do Espírito Santo.
 
As palavras tão inflamadas de amor do Bispo nos encoraja para a necessária travessia do mar da vida, ao encontro do Senhor que vem ao nosso encontro.
 
Urge o esvaziamento do coração de tudo aquilo que ocupe o lugar do Sumamente Essencial: o Amor de Deus, manifestado de modo indescritível em Jesus Cristo, no Mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição.
 
Vivamos intensamente o Itinerário pascal.
 
 -Consumir-se pelo Verdadeiro Amor, Jesus, que veio, vem e virá, pois não há desejo mais ardente. Amém. Aleluia!
 
 
(1) Liturgia das Horas - Volume I - páginas 199/200
 
PS: oportuno para reflexão da passagem do Livro  do Gênesis (Gn 6,5-8; 7,1-5.10), sobre o acontecimento do dilúvio, em que Deus promete exterminar da face da terra o homem por Ele criado, pois Deus, que nos criou por amor, não desiste de nós.

Em poucas palavras... (IIIDTPC)

 


Liturgias terrestre e celeste

«Na liturgia da terra, participamos, saboreando-a de antemão, na liturgia celeste, celebrada na cidade santa de Jerusalém, para a qual nos dirigimos como peregrinos e onde Cristo está sentado à direita de Deus, como ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo; com todo o exército da milícia celestial, cantamos ao Senhor um hino de glória; venerando a memória dos santos, esperamos ter alguma parte e comunhão com eles; e aguardamos o Salvador, nosso Senhor Jesus Cristo, até que Ele apareça como nossa vida e também nós apareçamos com Ele na glória» (1).

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1090 – citação da SC 8 e LG 50.

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