quarta-feira, 26 de março de 2025
Abri, Senhor, os olhos de minha alma e os ouvidos do meu coração (Oração)
Rezando a partir da gramática
Todos ansiamos pela liberdade
Sinais de esperança
Sinais de esperança
A passagem bíblica do Livro do Gênesis descreve o fim do dilúvio e o recomeço com Noé, que permaneceu por quarenta dias na arca, (Gn 8,6-13.20-22).
Para certificar-se, Noé solta primeiramente um corvo, depois uma pomba, por três vezes; sendo que na primeira nada traz consigo, enquanto na segunda traz no bico um rebento novo de oliveira. Somente na terceira, a pomba não mais retorna, em sinal de que as águas haviam cessado de cobrir a terra.
A partir da fé destes envios narrados na passagem, lemos no Lecionário Comentado:
“Qualquer crente, consciente de que o seu coração está inclinado para o mal ‘desde sempre’, aceita experimentar a bondade e o amor de Deus gradualmente, tendo em conta os sinais de estagnação e de fadiga (o corvo), na esperança de não só poder encontrar os sinais de misericórdia de Deus, mas também de conseguir voar rumo à liberdade, à plenitude da vida (pomba).” (1)
Enriquece-nos o Comentário da Liturgia Diária:
“O relato traz a simbologia de um tempo ainda sombrio (corvo) para a humanidade e a perspectiva de um horizonte de esperança (pomba). O ramo de oliveira sinaliza que a vida é sempre um recomeço.” (1)
De fato, o retorno da pomba no segundo momento, sinaliza para todos os seres humanos um símbolo de paz e de reconciliação. Quanto à terceira e última vez, ao não retornar, é porque a pomba se encontra livre para voar em direção à liberdade e à vida.
Também nós precisamos de sinais de esperança, e Deus nos apresenta, e quer que alcemos voos para liberdade e à vida, confiantes em Sua presença, de tal forma que podemos contar com a sua proteção e misericórdia.
Reflitamos:
- Quais os dilúvios em nossa história que, por vezes, parecem ser o fim de tudo?
- Quais são os sinais de esperança que contemplamos nas páginas de nossa história?
- O que fazer neste Tempo Jubilar, para que seja um tempo de graça, reconciliação e um novo começo em todos os âmbitos de nossa vida?
Vivamos a graça do Jubileu (2025), promovido pela Igreja, que tem como tema: – “Peregrinos de Esperança”.
Seja para todos nós o começo de um novo tempo, e como peregrinos de esperança, renovemos os sagrados compromissos com o Reino, em maior e fecunda fidelidade à vontade divina, pois é próprio do amor de Deus vir ao nosso encontro, construindo relações mais humanas, justas e fraternas.
(1) Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – 2010 – pág. 284-285
(2)Liturgia Diária – Editora Paulus – pág. 89
Tempo de esperança
Tempo de esperança
Vivemos momentos dificílimos, marcados pela pandemia que abalou o mundo todo, e esta mensagem do Profeta Jeremias nos fortalece na viva esperança, para que continuemos trilhando nosso caminho de fé, na prática da caridade ativa, e escrevamos novas páginas da história, conforme os desígnios de Deus.
A passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 31,7-9), nos apresenta uma mensagem de conversão e fidelidade a Deus.
Jeremias é um profeta crítico das injustiças sociais, da infidelidade e do abandono que o povo faz em relação a Deus e à Sua Aliança, confiando em alianças passageiras e externas, em poderes que passam.
Apresenta-nos, também, uma mensagem de esperança de um novo recomeço, que é iniciativa de Deus e resposta do Povo.
Deus caminha conosco e nos conduz pela mão. Não estamos sós. De modo que, nos momentos mais dramáticos da caminhada histórica de Israel Deus está presente conduzindo à liberdade e à vida plena.
Ele mesmo, por amor, reunirá, conduzirá e fará com que o povo volte à sua terra para recomeçar, após duro tempo de sofrimento e exílio. Deus é sensível, atento e cuida do Seu povo com Amor de Pai.
Com Deus supera-se todo olhar de pessimismo, com a possibilidade de um futuro melhor, pois Ele nos ama e caminha conosco, não Se faz indiferente à nossa história e está sempre pronto para perdoar, e nos reconciliar consigo, porque é um Deus de suprema e infinita misericórdia.
Deste modo, terrorismo, crimes ambientais, dificuldades econômicas, doenças, pandemias, fome, miséria, falta de princípios éticos, banalização da vida, violação de sua sacralidade, jamais terão a última palavra, e Deus sempre nos concederá a possibilidade de um novo olhar, uma nova realidade, pois está conosco na reconstrução de novos caminhos, novas linhas da história.
Que o Senhor nos conceda estes olhares confiantes e esperançosos, iluminados pela Sua Divina Palavra e nutridos pelo Seu Corpo e Sangue na Santíssima Eucaristia, assistidos pelo Espírito Santo que nos acompanha e nos ilumina em todos os momentos.







