“Não podemos desanimar”, concluiu Dom Edmilson em sua Homilia, pois cremos na Vitória do Cristo Ressuscitado. Temos uma fé Pascal: “Não podemos desanimar”.
terça-feira, 25 de março de 2025
“Não podemos desanimar” (25/03)
“Não podemos desanimar”, concluiu Dom Edmilson em sua Homilia, pois cremos na Vitória do Cristo Ressuscitado. Temos uma fé Pascal: “Não podemos desanimar”.
segunda-feira, 24 de março de 2025
E agora me digam... João, Pedro e Maria (29/06)
E agora me digam... João, Pedro e Maria
Sob uma árvore,
sol escaldante, cansaço me consumiu forças do caminho.
Uma parada para
refletir sobre o Mistério da fé na Ressurreição do Senhor.
Hipotético
diálogo com Maria Madalena, Pedro e o discípulo Amado, João.
Maria Madalena, não houvesse o
Senhor Ressuscitado, como se sentiria?
- “Meus sonhos
teriam sido com Ele enterrados. Para sempre lembraria de Suas palavras que me
deram razão para novo viver. Não teria muito a fazer.
Apenas memória
de alguém que teria passado e para sempre ficado em minha vida.
Mas não, Ele
Ressuscitou, eu creio, vive para sempre quem tanto amei, e não posso d’Ele
deixar de falar, como assim o fiz ao correr ao encontro dos discípulos (cf. Jo
20,1-21).
Senti que era
apenas o começo de minha missão, em resposta d’Aquele que ocupou o mais
profundo das entranhas de meu coração, com Seu olhar de ternura, acolhida e
Palavra que nos liberta de todos os espíritos (tinha sete - totalidade).
Quem mais poder
tem que o meu Senhor? Amém. Aleluia!”
João, você, o discípulo amado, não houvesse o Senhor Ressuscitado, como se sentiria?
“Ficariam as
lembranças dos sinais que vi com meus olhos. Recordaria aquele momento
memorável quando reclinei em Seu peito, em expressão de afeto e sincera
amizade.
Lembraria também
do Tabor, como momento memorável, mas uma página apenas para ser lembrada. (Mt
17,1-9).
Reviveria a
tragicidade daquele momento aos pés da cruz com Sua Mãe, quando a me confiou
como Mãe (cf. Jo 19,25-34).
Faria como me
pediu, mas sem a compreensão de Suas Palavras e de Seu cuidado com o rebanho,
que não pereceria sem pastores, tão pouco, sem uma Mãe, Maria, com quem pude
compartilhar alguns memoráveis momentos.
Mas não! Ele
Ressuscitou! Não pude guardar contido e escondido todo amor que por Ele senti,
pois ninguém ama como Ele ama, e é este amor que haveremos de viver e
testemunhar, pois tão somente quem ama conhece a Deus, e viverá na Verdade e na
Luz, que é Ele próprio. Amém. Aleluia!”
Pedro, não houvesse o Senhor
Ressuscitado, como se sentiria?
“Irreversivelmente
condenado ao peso da consciência culposa de tê-Lo, por três vezes o negado,
ainda que o conhecesse, e com Ele vivesse.
Teria sem Ele
outras vezes, insucessos de pescas frustradas com redes vazias.
Não creria mais
em minhas confissões de fidelidade e perseverança, de modo que nem em meus
projetos poderia dar crédito.
Teria o
sentimento de renegação, impossível de ser curado, permanecendo para sempre não
somente as cicatrizes da negação, mas a vergonha e mediocridade criado raízes
para sempre, irreversivelmente vivas, em meu coração.
Mas não. Ele
Ressuscitou. Minhas chagas de traição, pelas Chagas Gloriosas, foram curadas.
Ele me deu a
possibilidade de viver a compunção de meu pecado, e as lágrimas vertidas na
face, também puderam lavar as máculas que teimavam permanecer para sempre em
minha alma.
Como houvera
feito tríplice negação, antes de o galo cantar, como Ele dissera, tive a graça
de declarar, da mesma forma, de modo tríplice, por Ele, meu amor - “Senhor, Tu
sabes tudo. Tu sabes que Te amo” (cf. Jo 21, 15-19)
E agora, “pescador de homens” que me fez, cumpro a missão por Ele a mim confiada. As chaves em minhas mãos, peregrinando na esperança de que possa corresponder ao que Ele espera de mim, com a presença do Espírito Santo, a nós comunicado. Amém.
domingo, 23 de março de 2025
A necessária conversão na fidelidade a Jesus Cristo
A
necessária conversão na fidelidade a Jesus Cristo
Reflexão
à luz do Comentário do Evangelho de São João, escrito por São Cirilo de
Alexandria (séc. V).
“Cristo
intercede por nós como homem de Deus, como reconciliador e mediador dos homens.
Ele é realmente nosso soberano e santíssimo pontífice que, oferecendo-Se por
nós, abranda com Suas súplicas o coração de Seu Progenitor. Ele é,
verdadeiramente, vítima e sacerdote, Ele é o mediador e o sacrifício imaculado,
o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo.
Certo
tipo e sombra da mediação de Cristo manifestada nos últimos tempos foi aquela
antiga mediação de Moisés; o pontífice da Lei prefigurou o pontífice que estava
acima da Lei. Os preceitos legais são realmente sombras da verdade. Por isso,
Moisés, o homem de Deus, e com ele o venerável Aarão, foram os eternos
mediadores entre Deus e a assembleia do povo, algumas vezes fazendo votos,
abençoando e oferecendo os sacrifícios legais e as oferendas pelo pecado
conforme estabelece a Lei; e, por fim, também apresentando ações de graças
pelos benefícios recebidos de Deus.
Cristo,
que nos últimos tempos brilhou como pontífice e mediador superando tipos e
imagens, roga certamente por nós como homem, porém derrama Sua bondade sobre
nós juntamente com Deus Pai enquanto Deus, distribuindo Seus dons aos que são
dignos. Isto é o que explicitamente nos ensina Paulo ao dizer: Eu vos desejo a graça e a paz de Deus nosso
Pai e do Senhor Jesus Cristo.
Portanto,
quem roga como homem é o mesmo que distribui dons como Deus. Sendo como é
pontífice santo, inocente e imaculado, oferece-Se a Si mesmo não por Sua
própria fragilidade - como ordena a lei dos sacerdotes -, mas pela salvação de
nossas almas. Tendo realizado isto uma só
vez por nossos pecados, advoga por nós diante do Pai. Ele é vítima de
propiciação por nossos pecados, não só pelos nossos, mas também pelos do mundo
inteiro, ou seja, por todos os que, mediante a Lei, seriam chamados
procedentes de toda nação e raça, à justiça e à santificação.” (1)
Adoremos
a Cristo, pontífice e mediador da Nova e Eterna Aliança, e firmemos nossos
passos no itinerário Quaresmal, em atitude penitencial.
Urge
que nos empenhemos viver o caminho de uma sincera e frutuosa conversão,
colocando em prática os exercícios quaresmais da oração, jejum e esmola (Mt
6,1-18).
Deste modo, oportuno que reconheçamos nossos pecados e nos
abeiremos do Sacramento da Penitência, para uma confissão e firmes propósitos
de viver uma religião autêntica e agradável a Deus, na fidelidade a Jesus
Cristo, como discípulos missionários Seus, conduzindo e orientando a nossa vida
pelo Espírito Santo. Amém.
(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pp. 316-317.
A Misericórdia Divina e a nossa conversão (IIIDTQC)
“Se não vos converterdes...” (IIIDTQC)
Em poucas palavras... (15/03)
“O Espírito Santo é a «água viva» ...”
“O Espírito Santo é a «água viva» que, no coração orante, «jorra para a vida eterna» (Jo 4,14).
É Ele quem nos ensina a recolhê-la na própria Fonte: Jesus Cristo. Ora, há na vida cristã mananciais onde Cristo nos espera para nos dar a beber o Espírito Santo.” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo 2652
Síntese da homilia crismal do Papa Francisco - 2024 (IIIDTQC)
Síntese da homilia crismal do Papa Francisco - 2024
Síntese da homilia
do Papa Francisco, na Missa crismal do dia 28 de março de 2024, na Basílica de
São Pedro-Roma.
Inicia retomando
a passagem proclamada na Missa, mais especificamente o versículo do Evangelho
de São Lucas - «Todos os que estavam na
sinagoga, tinham os olhos fixos n’Ele» (Lc 4, 20).
A partir do
caminho feito por Pedro, nos momentos da Paixão e Morte do Senhor e seu
protagonismo, como que num processo de reconhecimento de sua condição pecadora,
e afirmação de seu amor por Jesus, pouco mais tarde, para cumprir a missão pelo
Senhor confiada: “E, vindo para fora,
chorou amargamente» (Lc 22, 61-62). Os seus olhos acabaram inundados de
lágrimas que, brotando dum coração ferido, o libertaram de falsas certezas e
justificações. Aquele choro amargo mudou-lhe a vida.”
Na noite do renegamento,
Pedro deixou espaço às lágrimas da vergonha, às lágrimas do arrependimento. E
vai conhecer Jesus verdadeiramente, quando, «triste por Jesus lhe ter
perguntado, a terceira vez: “Tu és
deveras meu amigo?”», se deixará penetrar plenamente pelo olhar de Jesus.
Então, daquele «não O conheço»,
passará a dizer: «Senhor, Tu sabes tudo»
(Jo 21,17), afirma o Papa.
E assim, propõe
aos sacerdotes, uma reflexão sobre o tema da compunção, uma palavra “talvez insólita”, diz o Papa, mas ela evoca
o picar: a compunção é «uma aguilhoada no coração», um trespassamento que o
fere, fazendo brotar as lágrimas do arrependimento.
Ajuda-nos a
compreender sobre o que se trata a compunção:
- não é um
sentimento de culpa que nos lança por terra, nem uma série de escrúpulos que
paralisam, mas uma picada benéfica que queima intimamente e cura, pois o
coração, quando se dá conta do próprio mal e se reconhece pecador, abre-se,
acolhe a ação do Espírito Santo, como água viva que o muda a ponto de lhe
correrem as lágrimas pelo rosto.
Chorar por nós
próprios não significa, porém sentir pena de nós mesmos, nem tão pouco repassar
as injustiças sofridas para sentirmos pena de nós mesmos, pensando que não nos
deram o merecido e imaginando o futuro reservando-nos de contínuo apenas
surpresas negativas.
Deste modo, chorar
por nós próprios, afirma o Papa, é arrepender-nos seriamente de ter
entristecido a Deus com o pecado; reconhecer que diante d’Ele sempre estamos em
débito, nunca em crédito; admitir que se perdeu o caminho da santidade, não
tendo confiado no amor d’Aquele que deu a vida por nós.
Adverte-nos o
Papa, sobretudo os sacerdotes: “É olhar
para dentro de mim e sentir pesar pela minha ingratidão e inconstância; meditar
com tristeza nos meus fingimentos e falsidades; descer aos meandros da minha
hipocrisia, a hipocrisia clerical: amados irmãos, aquela hipocrisia na qual
escorregamos tanto… tanto. Tende cuidado com a hipocrisia clerical! Para em
seguida erguer o olhar para o Crucificado e deixar-me comover pelo seu amor que
sempre perdoa e eleva, que nunca deixa frustradas as esperanças de quem n’Ele
confia. Assim as lágrimas continuarão a cair, e purificam o coração.
A compunção
requer esforço, mas restitui a paz; um antídoto para a esclerocardia, aquela
dureza do coração frequentemente denunciada por Jesus (Mc 3, 5; 10, 5).
Convida (se
incluir) os sacerdotes para ver o quanto a compunção se faz presente, através
do exame de consciência e na oração.
A compunção bem
vivida, tem como característica a solidariedade -“ Um coração dócil, liberto pelo espírito das Bem-aventuranças, tende
naturalmente a sentir compunção pelos outros: em vez de se irritar e
escandalizar pelo mal feito pelos irmãos, chora pelos pecados deles. Não se
escandaliza.”
Considerando que
a compunção, mais do que fruto do nosso exercício, é uma graça e como tal deve
ser pedida na oração, o Papa faz duas recomendações: não olhar a vida e a vocação numa perspectiva
de eficiência e imediatismo, e a segunda, como consequência da primeira,
descobrir a necessidade de nos dedicarmos a uma oração que não seja obrigatória
e funcional, mas livre, calma e prolongada.
Finaliza convidando
os sacerdotes a voltarem para São Pedro e às suas lágrimas; bem como fazer suas
as palavras recitadas no silêncio ao Presidir a Santa Missa: «Em humildade e
contrição, sejamos recebidos por Vós, Senhor…» e ainda: «Lavai-me, Senhor, da
minha iniquidade, e purificai-me do meu pecado».
Retoma
a passagem no começo mencionada e do Profeta Isaías, «curar os quebrantados de
coração» (Is 61, 1): “Então, se o coração
se despedaçar, pode ser faixado e curado por Jesus. Obrigado, queridos
sacerdotes, obrigado pelo vosso coração aberto e dócil; obrigado pelas vossas
fadigas e obrigado pelo vosso pranto; obrigado porque levais a maravilha da
misericórdia – perdoai sempre, sede misericordiosos – e levai esta
misericórdia, levai Deus aos irmãos e irmãs do nosso tempo. Que o Senhor vos console, confirme e
recompense! Obrigado!”
Se desejar, acesse e confira a
homilia na integra:







