sábado, 22 de março de 2025

O caminho quaresmal...(IIIDTQC)

                                                       

O caminho quaresmal...

É Tempo da Quaresma, Tempo favorável de nossa conversão.
Tempo favorável de nossa santificação, salvação,
Acolhendo a graça e a misericórdia divina sem hesitação.

Caminho que iniciamos com o Senhor no deserto,
Vencendo as tentações sedutoras do Maligno,
Pela Palavra e presença divina fortalecidos.

A Montanha Sagrada também subimos,
Para contemplar e ouvir o Amado Filho Glorioso,
Para que jamais esqueçamos que a glória celestial passa pela Cruz.

Descemos para a planície do cotidiano,
Onde os fatos e a história nos desafiam
A superar toda esterilidade. É Tempo de conversão!

Tempo do Silêncio Orante, de passos firmes dar,
Contemplando Cristo Jesus, e a Ele configurados,
A cruz, com coragem e fidelidade, carregar.

Tempo de viver com o Senhor intensamente cada instante,
Correspondendo sempre mais ao Seu indizível Amor;
Morrendo com Ele, para com Ele também Ressuscitar. Amém.

Bendito seja Deus pela água… (22/03)

                                                         

Bendito seja Deus pela água…

Hoje, Dia Mundial da Água, cabe a nós sem nenhuma possibilidade de omissão, por uma espiritualidade bíblica e ecológica resgatar a beleza da criação, onde a água é elemento vital e perpassa toda a Sagrada Escritura.

Retomo uma Oração que não deve ficar guardada em nossos arquivos, mas que seja sempre forte apelo de conversão para que este bem tão precioso jamais nos falte e também às gerações futuras.

Oração da Campanha da Fraternidade – 2004

"Bendito sejais, ó Deus Criador, pela água, criatura Vossa,
Fonte de vida para a Terra e os seres que a povoam.
Bendito sejais, ó Pai Providente, pelos rios e mares imensos,
pela bênção das chuvas, pelas fontes refrescantes
e pelas águas secretas do seio da terra.

Bendito sejais, ó Deus Salvador, pela água feita vinho em Caná,
pela bacia do lava-pés e pela fonte regeneradora do Batismo.
Perdoai-nos, Senhor Misericordioso,
pela contaminação das águas, pelo desperdício e pelo egoísmo
que privam os irmãos desse bem tão necessário à vida.

Dai-nos, ó Espírito de Deus, um coração fraterno e solidário,
para usarmos a água com sabedoria e prudência
e para não deixar que ela falte a nenhuma de Vossas criaturas.
Ó Cristo, Vós que também tivestes sede,
ensinai-nos a dar de beber a quem tem sede.

E concedei-nos com fartura a Água Viva
que brota de Vosso Coração e jorra para a Vida Eterna.
Amém.”

Bendito seja Deus pela água, 
e que ela não falte para milhões de irmãs e irmãos nossos.

sexta-feira, 21 de março de 2025

Quaresma: cuidemos melhor da vinha do Senhor (06/03)

                                                               

Quaresma: cuidemos melhor da vinha do Senhor 

Na Liturgia da segunda Sexta-feira da Quaresma, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-43.45-46), e refletimos sobre a Vinha, que é a imagem do Povo de Deus, e dos frutos que devemos produzir: amor, paz, justiça, bondade e misericórdia.

O Senhor espera encontrar frutos abundantes em nossa vida, porque muito nos foi dado. Mas, como batizados, se não produzirmos os frutos por Deus esperados, frustrando Sua esperança, Ele tirará de nós a Vinha e a confiará a outros. Grande é, portanto, a nossa responsabilidade.

Muito antes, o Profeta Isaías, que exerceu o seu ministério em Jerusalém por um longo período, nos remete à reflexão sobre a Vinha.

Após uma fase mais tranquila, deparou-se com uma realidade marcada pela exploração dos empobrecidos, contrastando com o fausto cultural, incoerente e mentiroso, porque não era resultado de verdadeira adesão a Javé e Seu projeto de vida plena para todos. 

Falando do Povo como Vinha, o Profeta (Is 5,1-7) a compara à esposa que deixou de ser fiel e se converteu numa prostituta (Is 1,21-26). É preciso superar a infidelidade à Aliança voltando-se para Deus.   

Ele se apropria da imagem da Vinha como que de uma “cantiga de amor”, como recurso para a transmissão da mensagem que Deus lhe confiou, a fim de que resgate o povo a que pertence, em total e incondicional fidelidade ao Pai que não se cansa de amar, perdoar e libertar Seu povo. É próprio do Amor de Deus não se cansar e não desistir da nossa salvação.  

O Profeta/Poeta brinca com as sonoridades e com o ritmo, em alternância de sons doces de canções de amor e a aspereza das canções de trabalho.  Mas num momento ápice o cântico se transforma em queixa e grito pela justiça, numa interpelação direta de seus interlocutores para que cessem os gritos de horror que procedem dos empobrecidos que são como os frutos selvagens de que fala o Profeta/Poeta. 

Estes frutos são as injustiças, arbitrariedades, violência e sangue dos inocentes e, consequentemente, a não defesa do direito dos pobres. Deste modo, a imagem da vinha e seus frutos amargos é a mais perfeita expressão da imagem do povo infiel a Deus, que multiplica o número dos sofredores. De outro lado, o Profeta é incansável em proclamar o amor de Deus que nos ama para nos transformar, de modo que, transformados por Seu amor, amemos nosso próximo. 

Reflitamos: 

- De que modo correspondemos ao amor de Deus?

- Produzimos frutos de tolerância, misericórdia, bondade e compreensão? 

- Nossas Missas e Celebrações têm nos levado a inadiáveis compromissos com a vida dos mais necessitados?

- Quais são as implicações concretas de nossos cultos e louvores? 

Voltando à passagem do Evangelho, que nos apresenta como cenário Jerusalém, temos a presença dos opositores de Jesus que O levarão à prisão, julgamento, condenação e morte. Jesus está plenamente consciente do destino que lhe está reservado. 

Jesus enfrenta os dirigentes de Seu tempo (aqueles que detêm os poderes políticos, religiosos, econômicos e ideológicos); sabe que será condenado implacavelmente, porque não acolherão a Boa-Nova do Reino que veio inaugurar. 

A Parábola contada por Jesus é riquíssima em simbolismos: 

- A Vinha é Israel, o Povo de Deus;

- O Dono da Vinha é o próprio Deus;

- Os vinhateiros homicidas são os líderes religiosos;

- Os servos assassinados são os Profetas que Deus havia enviado; 

- O Filho assassinado é o próprio Jesus. 

Com a Parábola, Jesus insiste na necessidade de se produzir os frutos do Reino, vivendo na radicalidade à Sua proposta. 

Reflitamos: 

-  Qual é o nosso compromisso com o Reino?

-  Quais os frutos que estamos produzindo na nossa vida, dentro e fora da Igreja com o nosso agir?

-  Como temos assumido a missão de trabalhar na Vinha do Senhor? 

-  É muito simples condenar os vinhateiros homicidas, mas o que fazemos com o Mandamento da Lei de Deus, que se resume no amor a Deus e ao próximo? 

-  Escutamos os mensageiros que nos foram enviados por Deus?     

-  O que precisa ser transformado em nossa vida, para que produzamos frutos mais saborosos e abundantes possamos multiplicar? 

Trilhando o itinerário quaresmal, reflitamos sobre a nossa missão; revendo o quanto é decisivo e fundamental o trabalho na Vinha do Senhor. 

Ao chamar os Seus para que O seguisse, Jesus lhes dá uma missão precisa: anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28, 19; Lc 24, 46-48). Por isso, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de Sua missão, ao mesmo tempo em que o vincula como amigo e irmão.  

Deste modo, “Cumprir essa missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da Vocação mesma” (Aparecida, n.144). 

Neste sentido, apropriadas são as palavras do Apóstolo Paulo: “Irmãos ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor; é o que deveis ter no pensamento” (Fl 4,8). 

Eis a nossa Missão: como batizados, trabalhar com alegria,  amor e fidelidade na Vinha do Senhor. 

Oremos: 

“Pai justo e misericordioso, que velas incessantemente
sobre a Vossa Igreja, não abandoneis a Vinha que à
 Vossa direita plantou: continuai a cultivá-la e a
enriquecê-la de servos missionários escolhidos,
para que, enxertada em Cristo, verdadeira Videira,
 produza frutos abundantes de Vida Eterna.
 Amém”!



PS: apropriado para aprofundamento da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 12,1-12)

Cuidar da vinha, frutos saborosos produzir(06/03)

                                                    

Cuidar da vinha, frutos saborosos produzir

A Evangelização é a vocação própria da Igreja

Na Liturgia da 2ª Sexta-feira da Quaresma, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-43.45-46).

A Sagrada Escritura nos fala da vinha como a imagem do Povo de Deus, e do Seu desejo de que frutos produzamos: amor, paz, justiça, bondade e misericórdia.

Neste Tempo da Quaresma, como convictos e corajosos discípulos missionários, renovamos a confiança em Deus e a fidelidade à missão que ele nos confiou por meio do Seu Filho, em comunhão com o Espírito que nos conduz.

É missão da Igreja buscar caminhos para concretizar sua missão essencial que é evangelizar, como nos falou o Apóstolo Paulo: "Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho" (1Cor 9,16).

Assim compreendamos a essência da Igreja, que existe para pregar e ensinar; ser o canal do dom da graça; reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na Santa Missa, que é o memorial da Sua morte e gloriosa Ressurreição.

De fato, esta missão deve acontecer em meio às amplas e profundas mudanças da sociedade atual, o que a torna ainda mais urgentes.

Para responder a este e outros desafios, a Igreja deve começar por evangelizar a si mesma, para conservar o frescor, o alento e a força para anunciar o Evangelho, como exortou o Concílio Vaticano II: a Igreja se evangeliza por uma conversão e renovação constantes, a fim de evangelizar o mundo com credibilidade, como sinal e instrumento do Reino.

Na “Evangelii Gaudium”, o Papa Francisco diz de modo muito apropriado: “Uma Igreja em saída”, ou seja, “uma comunidade de discípulos missionários que ‘primeireiam’, que se envolvem, que acompanham, que frutificam e festejam... ela sabe ir à frente, sabe tomar a iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos. Vive um desejo inexaurível de oferecer misericórdia, fruto de ter experimentado a misericórdia infinita do Pai e a sua força difusiva” (n. 24).

Nisto consiste o cuidado e cultivo da vinha do Senhor, que Ele mesmo nos confiou para produzirmos os frutos do Reino de Deus, em maior sintonia e fidelidade à Sua vontade, que nos é anunciada em cada encontro, e de modo especial em cada Ceia Eucarística, em comunidade, alimentados pelo Pão da Palavra, da Eucaristia e da Caridade, com a seiva do amor do Espírito Santo.

Neste processo de conversão, para que sejamos uma “Igreja em saída”, são inesgotáveis os caminhos que podemos trilhar, na concretização de nossos Planos Pastorais com suas inúmeras atividades, dentro e fora da Igreja, com seus inúmeros desafios.

Renovemos a graça de dar razão de nossa esperança, numa fé mais sólida, e caridade ativa, que torne o mundo mais justo e fraterno, sem fincar âncoras no já conhecido, lançando as redes em águas mais profundas (Lc 5,1-11).

Supliquemos para que Maria, a Mãe da Igreja, a perfeita discípula missionária do Senhor, através da qual Deus nos enviou e nos concedeu o mais Belo e Bendito Fruto da Vinha, Jesus Cristo, nosso Salvador, nos acompanhe e nos incentive com sua materna presença, para que não percamos jamais o ardor missionário de anunciar a Boa-Nova do Evangelho do Seu Amado Filho.

quinta-feira, 20 de março de 2025

Lázaro é o próprio Cristo Crucificado nos crucificados de cada tempo! (12/03)

                                                         


Lázaro é o próprio Cristo Crucificado nos crucificados de cada tempo!

A Liturgia da quinta-feira da 2ª semana da Quaresma nos apresenta a Parábola do rico e do pobre Lázaro (Lc 16, 19-31).

O Papa Bento XVI, em seu Livro “Jesus de Nazaré”, muito nos enriquece com sua reflexão, em que destaco alguns pontos essenciais, sobre a passagem da Parábola:

Inicialmente,  o Papa nos fala sobre a essência da mensagem da Parábola do Lázaro (que quer dizer Deus é nosso auxílio); o apelo para o amor e a responsabilidade para com nossos irmãos empobrecidos, tanto no nível menor de nossas ações cotidianas, como em nível mundial:

“Também nesta história se encontram diante de nós duas figuras contrastantes entrei si: o rico, que se regala no seu bem-estar, e o pobre, que nem sequer pode apanhar as migalhas que os ricos dissipados atiram da mesa – segundo os costumes de então, pedaços de pão com os quais purificavam as mãos e que depois atiravam para fora. Os Padres da Igreja classificaram em parte também esta Parábola segundo o esquema dos dois irmãos e aplicaram-na à relação de Israel (o rico) e da Igreja (o pobre Lázaro)...

Na realidade, o Senhor quer com esta história justamente nos introduzir no processo do ‘despertar’, que está sedimentado nos Salmos. Não se trata aqui de uma condenação barata da riqueza ou dos ricos nascida da inveja...

E assim devemos, mesmo isso não estando no texto, dizer, a partir dos Salmos, que o libertino rico era já neste mundo um homem de coração vazio, que queria na sua devassidão apenas abafar o vazio, que já constava no aquém.

Naturalmente esta Parábola, à medida que nos desperta, é ao mesmo tempo um apelo para o amor e para a responsabilidade que precisamos ter para com os nossos irmãos pobres, quer no plano da sociedade mundial, quer na pequenez do nosso cotidiano".

Outro ponto culminante é a exigência de sinais:

“A resposta de Abraão, bem como a resposta de Jesus, à exigência de sinais dos seus contemporâneos fora do mistério é clara: quem não acredita na Palavra da Escritura também não acreditará em alguém que venha do além...

Uma coisa é clara: o sinal de Deus para os homens é o Filho do Homem, é Jesus. E Ele o é profundamente no Seu Mistério Pascal, no Mistério da Morte e da Ressurreição. Ele mesmo é o ‘sinal de Jonas’. Ele, o Crucificado e o Ressuscitado, é o verdadeiro Lázaro: a Parábola, que é mais do que uma Parábola, convida-nos a acreditarmos e a seguirmos este grande sinal de Deus. Ele fala da realidade, da realidade mais decisiva da história em absoluto” . (P. 187-191)".

Esta Parábola nos convida a refletir e fortalecer nossos passos num caminho contínuo de conversão, para que nosso amor a Deus se expresse em real amor e compromisso com os Lázaros de cada tempo.

A solidariedade com os “Lázaros” deve ser a mais bela expressão de misericórdia entre nós vivida, para que misericordiosos como o Pai sejamos.

Em plena Quaresma, que esta Parábola acolhida, refletida nos ajude neste itinerário quaresmal de penitência e conversão, para que nosso amor a Deus se expresse em real amor e compromisso com os Lázaros de cada tempo.

As ações solidárias para com Lázaro haverão de ser frutos do esforço que fizermos, numa sincera abertura à graça divina, que nos é derramada abundantemente neste tempo, para que vivamos intensamente as três práticas que nos foram propostas na Quarta-feira de Cinzas: jejum, Oração e esmola.

Quaresma: amor expresso na compaixão com os “Lázaros” (05/03)

                                                      

Quaresma: amor expresso na compaixão com os “Lázaros”

Na quinta-feira da 2ª Semana do Tempo da Quaresma, ouvimos a  passagem do Evangelho de Lucas (Lc 16,19-31), que nos apresenta o banquete oferecido por um rico, e o pobre Lázaro, à porta, mendicante.

Reflitamos sobre o escândalo da riqueza construída à custa do sofrimento dos pobres, dos tantos “Lázaros”, à luz das palavras do Bispo São João Crisóstomo (séc. V), a fim de que cresçamos no amor e na fidelidade ao Senhor, com gestos de amor, partilha e solidariedade.

“O indigente está atormentado pela falta do necessário e se lamenta e levanta muitos acusadores e não deixa nenhuma rua sem percorrer, perseguido por sua miséria, sem ter onde passar a noite. 

Como conseguirá o infeliz dormir, atormentado pelo estômago, cercado pela fome, desprotegido quando vem o frio ou quando cai o aguaceiro?

Você sai limpo do seu banho, vestindo roupas claras, cheio de satisfação e euforia e se dirige a esplêndida mesa que lhe foi posta.

O outro, porém transtornado de frio e morto de fome, dá voltas e mais voltas pela praça pública, com a cabeça baixa e estendendo as mãos.

O infeliz já nem tem ânimo para se dirigir ao bem alimentado e bem descansado, pedindo-lhe o sustento necessário e muitas vezes se retira coberto de insultos”.

Muito antes, os "ais” do Profeta Amós foram dirigidos aos ricos, que viviam luxuosamente à custa do empobrecimento e sofrimento dos pobres.

A denúncia do Profeta Amós e a advertência do Sublime Mestre Jesus, ultrapassam o tempo, para que reconstruamos um novo tempo, sem miséria, dor, luto, fome e sofrimento...

Os nossos olhos, ouvidos e também o coração devem se abrir sempre na acolhida e fidelidade à Palavra, no amor, solidariedade e partilha com os “Lázaros” de cada tempo.

Os cães da Parábola e os “ais” do profeta devem ser interpelações mais que audíveis para todos nós, no amor de compaixão para a superação de relações de miséria e opressão.

As lições que aprendemos com esta Parábola:

- a eternidade somente será alcançada no amor que se traduza em partilha, solidariedade e sensibilidade com os clamores dos que mais precisam;

- a justiça deve ser compreendida como retidão em relação às pessoas, em relação ao nosso próximo;

- a piedade é a expressão da nossa relação de retidão para com Deus em estreita intimidade e fidelidade ao Bem Maior;

- nossa fé e a adesão a Jesus Cristo deve ser plena e incondicional;

- o amor vivido é a concretização de nossa fé e norma de comportamento em tudo e em todos os momentos;

- é preciso a perseverança e a capacidade de superação de conflitos internos e externos;

a mansidão é uma virtude que nos identifica como cristãos, e esta nos foi apresentada por Jesus no Sermão da Montanha.

Reflitamos:

- O que podemos fazer para superar brutal e pecaminosa situação de miséria e injustiça social que questiona nossa fé, esperança e caridade?
- O que fazer para superar a pecaminosa distância entre os ricos e os pobres de nosso tempo?

- Como reconstruir relações justas e fraternas em que a riqueza não será consequência do processo de empobrecimento do outro?
- Quais são nossas atitudes que clamam por conversão a fim de acolhermos Cristo nos “Lázaros” de hoje?

Deste modo, menos palavras diante de Deus, mas muita solidariedade e compromisso com os pobres, é o suprassumo da Liturgia nem celebrada e vivida.

Lembremos as palavras de Santo Antônio:

Cessem as palavras, falem as obras”, já nos disse Santo Antônio.

- Lázaro clama, qual a nossa resposta?
- Lázaro grita, qual a nossa escuta?
- Lázaro chora, como enxugamos seu pranto?
- Lázaro geme de dor, qual nosso bálsamo a oferecer?
- Lázaro tem pesadelos, como torná-los sonhos?
- Lázaro já “não é”, como ajudá-lo a ser?
- Lázaro não existe! Como não existe?!

“Lázaro" existe, e com ele: o apelo de nossa conversão e amor que se expressa em compaixão.

Quaresma é tempo favorável de crescermos na solidariedade e compromisso com os pobres.

Vejamos em cada “Lázaro”, não uma fonte de enriquecimento ou indiferença, mas como apelo de solidariedade, para que nossa fé seja mais  verdadeira, nossa esperança mais comunitária, a caridade visibilizada em ação solidária.

Que "Lázaro" não se decepcione conosco!

quarta-feira, 19 de março de 2025

Solenidade em louvor a São José, o esposo de Maria (19/03)

                                                          

Solenidade em louvor a São José, o esposo de Maria

Celebramos no dia 19 de março a Solenidade de São José, esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e patrono da Igreja, e a Liturgia da Palavra nos apresenta estas leituras: 2Sm 7, 4-5a.12-14a; Rm 4, 13.16-18.22; Mt 1, 16.18-21.24.

 
Reflitamos sobre a família como santuário da vida, uma pequenina Igreja doméstica, e empenhemo-nos para o fortalecimento da vocação da paternidade e na Santificação de nossas famílias.

Deste modo, a Família é o primeiro espaço indispensável para o aprendizado do valor Sagrado da Família, do aprendizado das opções que favorecem a vida para o amadurecimento da fé; o crescimento da esperança e o fortalecimento da caridade.

São José, esposo de Maria é um exemplo a ser imitado, porque foi um homem justo e piedoso; mestre de santidade; soube acolher os Mistérios de Deus e renunciou aos próprios projetos.

Também soube ler os segredos de Deus, vivendo intensamente a fidelidade à vontade de Deus, com coragem de assumir compromissos maiores.

São José foi guarda fiel do Salvador e providente da Sagrada Família.

Um modelo 
de coragem, e reconheceu na humanidade de Jesus, a Sua divindade.

Homem dos Mistérios gozosos, dolorosos, luminosos e gloriosos.

São José, o homem que enfrentou as noites escuras e hoje participa do esplendor de Deus. 

Ao lado de Maria, José acolheu e protegeu a Fonte da Vida e com o Redentor da Vida se comprometeu.

Eis um grande modelo a ser imitado por nós. Com ele podemos contar, pois está junto de Deus, na comunhão dos Santos.

Contemos com a sua intercessão junto ao Pai, por todos os pais e mães de nosso tempo e por todas as famílias.

Inspirados nos exemplos de São José, queremos nos comprometer com a promoção da dignidade e a defesa da sacralidade da vida. Amém.

Concluímos com a Oração a São José, do Papa Francisco:

“Salve, guardião do Redentor
e esposo da Virgem Maria!
A vós, Deus confiou o Seu Filho;
em vós, Maria depositou a sua confiança;
convosco, Cristo tornou-Se homem.
 
Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós
e guiai-nos no caminho da vida.
Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,
e defendei-nos de todo o mal. Amém”.


PS: Se desejar, acesse o link e confira a carta na integra:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/papa-francesco-lettera-ap_20201208_patris-corde.html

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