quinta-feira, 6 de março de 2025
A onipotente misericórdia divina
Oração ao Criador (Papa Francisco)
Oração ao Criador (Papa Francisco)
“Senhor e Pai da humanidade,que criastes todos os seres humanos com a mesma dignidade,infundi nos nossos corações um espírito fraterno. Inspirai-nos o sonho de um novo encontro,de diálogo, de justiça e de paz.Estimulai-nos a criar sociedades mais sadias e um mundo mais
digno,sem fome, sem pobreza, sem violência, sem guerras. Que o nosso coração se abraa todos os povos e nações da terra,para reconhecer o bem e a belezaque semeastes em cada um deles,para estabelecer laços de unidade, de projetos comuns,de esperanças compartilhadas. Amém.” (1) Papa Francisco – Encíclica “Fratelli tutti” – 2020 - n.287
“O amor é o cumprimento perfeito da Lei.”
Em nossa experiência cristã somente o amor é essencial, e as demais coisas são secundárias:
“Na vida de fé, quem não avança, recua”
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”
"Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei”
Gostar de mais ou amar menos?
Demos um passo naquilo que há de mais essencial no ser cristão: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Amar, capacidade inata à pessoa humana, pois o amor é por Deus plantado como semente em nosso coração, antes mesmo de nascermos.
Deste modo é preciso mais do que gostar demais, ou amar menos, amar muito mais, para que sejamos misericordiosos como o Pai (Lc 6,36):
Em primeiro lugar, amar mais nas famílias:
A família é o “berço das vocações e santuário da vida”, é o espaço para se aprender, não apenas, “gostar demais, mas amar mais e muito mais…” Sem dúvida a família é uma eterna escola do mandamento do amor. Se quisermos transformar o mundo, jamais poderemos nos esquecer de buscar e promover tudo aquilo que for possível, para que a família venha a dar esta contribuição e que ela seja uma escola do amor, dos princípios vitais e amadurecimento de necessárias virtudes…
Amar mais nos centros de decisões políticas do mundo:
Gosta-se demais do capital, do lucro, do poder, do aparente êxito do neoliberalismo (aparente, pois vai se criando um abismo cada vez maior e problemas sociais assustadores, dezenas de conflitos e guerras todos os dias, processo dilacerador de exclusão e empobrecimento). É preciso amar mais as pessoas, imagem e semelhança de Deus, o Novo Mandamento de Nosso Senhor…
Nos 3 Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário):
De modo geral, os que dirigem a nação, gostam demais do atual modelo econômico, curvando-se à cartilha do neoliberalismo mundial e ao processo de globalização, que em si, não é todo ruim.
Péssimo é quando não se globaliza a riqueza, a fraternidade, a solidariedade, os bens da criação, as riquezas das culturas.
É preciso amar mais, globalizar concretamente o amor em leis que não privilegiem alguns poucos e condenem milhões a um irrisório salário, que não permite dignas condições de vida.
Nos Palácios do Governo dos Estados, nas Prefeituras, nas Câmaras:Seria tão diferente se gostassem menos dos privilégios, das mazelas, das falcatruas.
Se amassem mais o povo, com significativos investimentos na educação, na saúde, no lazer, no pão nosso de cada dia.
Se concretizado o Novo Mandamento do Amor não haverá mais corrupção, desvio de verbas, mas sim a legítima aplicação dos impostos pagos pelo povo, com sábia resposta para a suspensão da violência, bem como suas causas.
Amar mais nos meios de comunicação:
É preciso não gostar de mentiras, das ilusões, da imposição de valores que atentam contra a vida (aborto, pena de morte, destruição da família, falso conceito de liberdade…).
É preciso amar mais nos meios de comunicação, semeando a verdade do Evangelho, anunciando e denunciando, não se contentando em ocupar espaço na mídia para apenas músicas e danças, sem nenhuma alteração do quadro social em que nos encontramos… canta-se e dança-se na mídia, enquanto ela quiser; enquanto não afetar os interesses dos grandes; quando se assegura alguns pontos no ibope…
Na escola, no trabalho, nos movimentos populares, partidos e sindicatos, nas ruas e estradas, em todo e em qualquer lugar… De fato, não basta gostar demais! É preciso amar mais. Quem ama percebe no colega de escola, de trabalho, a presença de Deus; vê no outro um templo do Espírito Santo. E, quanto mais amarmos, mais iremos entender e falar a linguagem de Deus: “o amor”. Só quem ama conhece a Deus e guarda os Seus Mandamentos, nos lembra o querido São João em sua primeira Carta na Bíblia (cf. 1Jo 4,7-8).
Que todos nos esforcemos em não apenas gostar das pessoas, mas amar evangelicamente o próximo!
“O meu Mandamento é este: Amem-se uns aos outros, assim como Eu amei vocês.” (Jo 15,12).
Como cristãos, temos também um longo caminho a percorrer, incansavelmente!
Sejamos eternos aprendizes na “Escola do Amor”: A família e a Igreja, da qual começamos a fazer parte pelo Batismo.
Quanto mais belos aprendizes e praticantes do Mandamento Maior, mais crível será a nossa fé, mais alicerçada a nossa esperança, mais ardor e esplendor ver-se-ão em nossas ações como expressão da genuína caridade.
Quaresma: as tentações do Maligno (IDTQB)
Retomemos a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 1,15), em que Jesus é levado pelo Espírito para o deserto, e lá foi tentado por Satanás, por quarenta dias.
Reflitamos sobre a vitória de Jesus sobre Satanás:
- Com Jesus, somos mais que vencedores (cf. Rm 8,37):
“Pois não há, amadíssimos, atos de virtude sem a experiência das tentações, nem fé sem prova, nem combate sem inimigo, nem vitória sem batalha”. (Papa São Leão Magno – séc. V)
Cinjamos nossos rins com a verdade, revistamos a couraça da justiça e tenhamos os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
Tenhamos como proteção constante, o escudo da fé, coloquemos o capacete da Salvação e com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, e tão somente assim, venceremos as propostas sedutoras do Maligno (cf. Ef 6,10-20).
- Peregrinar pelo deserto com Jesus:
“Com efeito, nossa vida, enquanto somos peregrinos neste mundo, não pode estar livre de tentações, pois é através delas que se realiza nosso progresso e ninguém pode conhecer-se a si mesmo sem ter sido tentado.
Ninguém pode vencer sem ter combatido, nem pode combater se não tiver inimigo e tentações”. (Santo Agostinho – séc. V)
- Quaresma: vençamos as tentações (Catecismo da Igreja Católica – nn. 539-540):
“A vitória de Jesus sobre o tentador, no deserto, antecipa a vitória da Paixão, suprema obediência do Seu amor filial ao Pai (...)
(...) Todos os anos, pelos quarenta dias da Grande Quaresma, a Igreja une-se ao Mistério de Jesus no deserto”.
Continuemos, também, nosso itinerário Quaresmal, vivendo nosso tempo de deserto, vencendo as tentações do Maligno: ter, poder e ser (acúmulo, domínio e prestígio, respectivamente).
Urge que sejamos iluminados pelas reflexões acima, nutridos pela Palavra e revigorados pela Eucaristia, para que, vivendo intensamente a Quaresma, configurados e unidos a Jesus no Mistério de Sua Paixão e Morte, possamos celebrar o coração da Liturgia, a Sua Páscoa, exultantes de alegria e o Aleluia ressoará mais forte.
PS: Apropriadas para as passagens do Evangelho de Mateus (Mt 4,1-11 e Lucas (Lc 4.1-13)
Quaresma: a prática da misericórdia nos faz fraternos (23/03)
Somente o amor na simplicidade e na gratuidade nos eterniza. Quem vive a misericórdia, o amor, a solidariedade ativa não tem motivo para temer o julgamento final (Tg 2,12-13).
e somos movidos pela fé na Ressurreição.
A solidariedade, a fraternidade, o amor à vida,
a paixão pelo Reino nos consome,
e nos sentimos fascinados por Sua Palavra,
em nosso pregar e viver,
naqueles que nos ouvem.







