quarta-feira, 5 de março de 2025

A Quaresma e as Virtudes Cardeais

A Quaresma e as Virtudes Cardeais

Para fazermos progressos ainda maiores neste Tempo da Quaresma, assim como em todo o tempo, apresento, conforme Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 1805-1809), as quatro virtudes que desempenham um papel como de uma dobradiça.

As virtudes da prudência, da justiça, da fortaleza e da temperança denominam-se “cardeais”, pois todas as outras se agrupam em torno delas.

Aparecem em numerosas passagens da Sagrada Escritura, e uma delas, encontramos no Livro da Sabedoria (Sab 8,7): “Se alguém ama a justiça, o fruto dos seus trabalhos são as virtudes, porque ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza” (Sb 8, 7).

Vejamos as quatro virtudes:

Prudência: é a virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o atingir. “O homem prudente vigia os seus passos” (Pr 14, 15);  Sede ponderados e comedidos, para poderdes orar” (1 Pd 4, 7).

A prudência não pode ser confundida com a timidez ou o medo, a duplicidade ou dissimulação, e é também chamada de “auriga virtutum – condutor das virtudes”, porque guia as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida.

Para Santo Tomás e Aristóteles, ela é a reta norma da ação, de modo que, o juízo da consciência é guiado pela prudência, e assim a pessoa prudente decide e ordena a sua conduta segundo este juízo.

Graças à virtude da prudência, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e ultrapassamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar.

Justiça: é a virtude moral que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido.

A justiça para com Deus chama-se “virtude da religião”, em relação aos homens, ela leva ao respeito dos direitos de cada qual e a estabelecer, nas relações humanas, a harmonia que promove a equidade em relação às pessoas e ao bem comum.

O homem justo, tantas vezes evocado nos livros santos, distingue-se pela retidão habitual dos seus pensamentos e da sua conduta para com o próximo – “Não cometerás injustiças nos julgamentos. Não favorecerás o pobre, nem serás complacente para com os poderosos. Julgarás o teu próximo com imparcialidade’ (Lv 19, 15); “Senhores, dai aos vossos escravos o que é justo e equitativo, considerando que também vós tendes um Senhor no céu” (Cl 4, 1).

Fortaleza: é a virtude moral que, no meio das dificuldades, assegura a firmeza e a constância na realização do bem.

Torna firme a decisão de resistir às tentações e de superar os obstáculos na vida moral, dando a capacidade para vencer o medo, mesmo da morte, e enfrentar a provação e as perseguições.

Ela dispõe a pessoa para ir até à renúncia e ao sacrifício da própria vida, na defesa de uma causa justa – “O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória” (Sl 118, 14); “No mundo haveis de sofrer tribulações: mas tende coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16, 33).

Temperança: é a virtude moral que modera a atração dos prazeres e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados.

Ela garante o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade.

Deste modo a pessoa prudente orientará para o bem os apetites sensíveis, guardando uma sã discrição e não se deixará arrastar pelas paixões do coração.

No Antigo Testamento é muitas vezes louvada – “Não te deixes levar pelas tuas más inclinações e refreia os teus apetites” (Sir 18, 30).

No Novo Testamento, é chamada “moderação’, ou “sobriedade” – Devemos “viver com moderação, justiça e piedade no mundo presente” (Tt 2, 12).

Finaliza com uma citação de Santo Agostinho, que sintetiza tudo quanto se disse:

“Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder [...], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)” .

Deste modo, nossa vida, conduzida pelas virtudes cardeais, nos fortalecerá os passos no frutuoso caminho penitencial de conversão, de reconciliação com Deus e com os irmãos.

Tão somente assim, participaremos da construção de uma autêntica cultura de vida e de paz, vendo no outro o nosso irmão: Vós sois todos irmãos!” (Mt 23,8).

A autenticidade da religião cristã

 


A autenticidade da religião cristã
 
Uma religião verdadeira e agradável a Deus pressupõe o contínuo esforço de conversão, para que tenhamos pureza de coração, pois como o próprio Senhor disse: “somente os puros de coração verão a Deus” (Mt 5,8).
 
Na passagem Carta de São Tiago, (Tg 1,17-18.21-22.27), refletimos sobre a inseparável relação entre fé e obras. 
 
A fidelidade aos ensinamentos de Cristo nos compromete com o próximo (representado na figura do órfão e da viúva). E nisto consiste a verdadeira religião, pura e sem mancha: solidariedade vivida e vigilância, para não se contaminar com os contravalores que o mundo apresenta.
 
É necessária a superação da frieza, do legalismo e do ritualismo religioso, procurando viver uma Religião comprometida com o Reino por Jesus inaugurado.
 
O autor da Carta nos exorta a não sermos meros ouvintes da Palavra, mas praticantes da mesma, não nos enganando a nós mesmos.
 
A Palavra de Deus quer encontrar no coração humano a frutuosa acolhida, portanto, há um itinerário da Palavra: acolher, acreditar, anunciar e testemunhar a Palavra de Deus, que nos garante vida e felicidade plena.
 
A verdadeira religião não vive de aparências, e exige de cada crente uma sólida e forte estrutura para suportar o peso da cruz, a coragem do testemunho, a coerência de vida, o esforço contínuo de conversão, a solidariedade constante, caminho que não tem volta e tem apenas um destino: o céu.
 
É preciso dedicar mais tempo à Palavra de Deus, em frutuosa oração e reflexão, que fará brotar novas atitudes e compromissos com Deus e Seu Projeto para a Humanidade.
 

PS: Fonte de pesquisa - www.Dehonianos.org/portal
 

A Penitência agradável ao Senhor

                                                    

A Penitência agradável ao Senhor

“Convertamo-nos sinceramente ao Seu amor.
Abandonemos as obras más, a discórdia
 e a inveja que conduzem à morte.”

Com a Quarta-Feira de Cinzas, iniciamos com toda Igreja o Tempo Quaresmal, em que somos convidados a fazer Penitência, numa sincera preparação para a Páscoa do Senhor, como a manifestação da alegria da Vitória da Vida sobre a Morte.

Neste sentido, a Carta do Papa São Clemente I (séc. I) é muito oportuna, para que encontremos luzes neste caminho de Penitência, como nos ensina a Tradição da Igreja:

“Fixemos atentamente o olhar no Sangue de Cristo e compreendamos quanto é precioso aos olhos de Deus, Seu Pai, esse Sangue que, derramado para nossa salvação, ofereceu ao mundo inteiro a graça da Penitência.

Percorramos todas as épocas do mundo e verificaremos que em cada geração o Senhor concedeu o tempo favorável da Penitência a todos os que a Ele quiseram converter-se.

Noé proclamou a Penitência, e todos que o escutaram foram salvos. Jonas anunciou a ruína aos ninivitas, mas eles, fazendo penitência de seus pecados, reconciliaram-se com Deus por suas súplicas e alcançaram a salvação, apesar de não pertencerem ao povo de Deus.

Inspirados pelo Espírito Santo, os ministros da graça de Deus pregaram a Penitência. O próprio Senhor de todas as coisas também falou da Penitência, com juramento: Pela minha vida, diz o Senhor, não quero a morte do pecador, mas que mude de conduta (cf. Ez 33,11); e acrescentou esta sentença cheia de bondade: Deixa de praticar o mal, ó Casa de Israel! Dize aos filhos do meu povo: 'Ainda que vossos pecados subam da terra até o céu, ainda que sejam mais vermelhos que o escarlate e mais negros que o cilício, se voltardes para mim de todo o coração e disserdes: 'Pai', Eu vos tratarei como um povo santo e ouvirei as vossas súplicas' (cf. Is 1,18; 63,16; 64,7; Jr 3,4; 31,9).

Querendo levar à penitência todos aqueles que amava, o Senhor confirmou esta sentença com Sua vontade todo-poderosa.

Obedeçamos, portanto, à Sua excelsa e gloriosa vontade. Imploremos humildemente Sua misericórdia e benignidade. Convertamo-nos sinceramente ao Seu Amor. Abandonemos as obras más, a discórdia e a inveja que conduzem à morte.

Sejamos humildes de coração, irmãos, evitando toda espécie de vaidade, soberba, insensatez e cólera, para cumprirmos o que está escrito. Pois diz o Espírito Santo: Não se orgulhe o sábio em sua sabedoria, nem o forte com sua força, nem o rico em sua riqueza; mas quem se gloria, glorie-se no Senhor, procurando-O e praticando o direito e justiça (cf. Jr 9,22-23; I Cor 1,31).

Antes de mais nada, lembremo-nos das Palavras do Senhor Jesus, quando exortava à benevolência e à longanimidade: Sede misericordiosos, e alcançareis misericórdia; perdoai, e sereis perdoados; como tratardes o próximo, do mesmo modo sereis tratados; dai, e vos será dado; não julgueis, e não sereis julgados; fazei o bem, e ele também vos será feito; com a medida com que medirdes, vos será medido (cf. Mt 5,7; 6,14; 7,1.2).

Observemos fielmente este Preceito e estes Mandamen­tos, a fim de nos conduzirmos sempre, com toda humildade, na obediência às Suas Santas Palavras. Pois eis o que diz o texto sagrado: Para quem hei de olhar, senão para o manso e humilde, que treme ao ouvir minhas Palavras? (cf. Is 66,2).

Tendo assim participado de muitas, grandes e gloriosas ações, corramos novamente para a meta que nos foi proposta desde o início: a paz. 

Fixemos atentamente nosso olhar no Pai e Criador do universo e desejemos com todo ardor Seus dons de paz e Seus magníficos e incomparáveis benefícios.”
  
Com esta Carta somos exortados aos sinceros compromissos que o caminho da Penitência, dando os primeiros passos no caminho quaresmal, empenhados na prática da Oração, Jejum e Penitência.

Deste modo, o Tempo da Quaresma não será apenas de quarenta dias de empenho nesta prática, mas consiste num tempo de acolhida da graça divina, um momento favorável e fecundo de Salvação.

A acolhida da graça nos vem da contemplação, do recolhimento silencioso diante de Deus, numa busca sincera de conversão a caminho da Salvação. Amém!

Quaresma: Tempo forte de Oração (continuação)

Quaresma: Tempo forte de Oração
                                     
A Oração, como diálogo, implica abertura, recolhimento, silêncio, escuta, confiança, intimidade...

Muito mais que de oração falar, é a prática da mesma realizar...

Falar de Oração ou colocar-se em Oração? Indubitavelmente a segunda opção...

Vivendo intensamente a Oração nossas atitudes serão portadoras de um tempero novo: o sal do Amor de Deus.

Somente assim nossas obras a Ele tornar-se-ão agradáveis. A Oração contínua, confiante, persistente, acompanhada da atitude de humildade, permitirá que nossas obras se tornem agradáveis ao Senhor.

Não basta fazer algo, é preciso fazer com amor, nutrido pela oração, que é a expressão de nossa amizade sincera com Deus.

Sendo ela a luz da alma, se nos pusermos em constante atitude de oração não saberemos o que venha a ser escuridão, porque, por Deus, iluminados seremos.

Sendo Ele, a luz do mundo, prometeu que todo aquele que o seguir não caminhará nas trevas, mas terá a luz da vida...

A alma nos eleva até os céus e nos une perfeitamente ao Senhor, em perfeita comunhão.

Ser elevado aos céus diante do Senhor, num encontro de amor e ternura.

Sentir-se, por Ele, acolhido, amparado, acariciado, protegido, saborear Sua divina e amorosa companhia. Creio não haver outro jeito de sentir a presença de Deus...

A Oração como mensageira, uma venerável mensageira que nos coloca na presença de Deus.

Sentir-se-á distante de Deus, ou sentirá Sua ausência quem não se puser em atitude de Oração.

Deus nos deixou a Oração como forma de estarmos em perfeita sintonia e comunicação com Ele.

As páginas bíblicas têm inumeráveis passagens em que Ele Se revela sempre pronto, solícito aos nossos clamores, quer no Antigo Testamento como no Novo...

Se quisermos falar com Deus (e sempre haveremos de querer), Ele é solícito em nos ouvir; se descobrirmos que a Oração não é mera repetição de palavras, tão pouco um monólogo em que apenas nós falamos, não deixando nem dando tempo para que Deus possa falar, a multiplicaremos largamente.

A Oração como diálogo com Deus, luz de nossa alma, abraço divino, sal que dá gosto a tudo que fazemos, há de ser e é tão necessária quanto o ar que respiramos.

Respiramos para a não morte biológica. Oramos para além da não morte biológica. Oramos para a vida espiritual, acompanhada da alegria e da vida em plenitude! Oramos para oxigenar a alma e reencantar a vida! Oramos porque d’Ele precisamos.

Oramos porque aprendemos que a Oração, como diálogo com Deus, é imprescindível para maiores acertos, menos devaneios; mais coragem para a vida, menos receios...

Oramos porque a Deus amamos, simplesmente!

Quaresma: transformados pela misericórdia divina

Quaresma: transformados pela misericórdia divina

A Carta do Apóstolo Paulo a Timóteo aborda três temas:

- A organização da comunidade;
- Como viver a fé e combater as heresias;
- A vida cristã dos fiéis.

Na breve passagem da Carta de Paulo a Timóteo (1 Tm 1,12-17), temos retratado pelo Apóstolo o seu ministério  e os efeitos da misericórdia de Deus em sua vida.

Deste modo, ele vê seu ministério como ação da misericórdia e da magnanimidade divinas.

Este Deus misericordioso que Paulo conheceu e testemunhou, e que também devemos conhecer e testemunhar, e com isto, somos convidados a tomar consciência do Amor que Deus a todos oferece, sem exceção, sejam quais forem as faltas cometidas.

Como o Apóstolo, viver a gratidão para com o Amor de Deus, que é irrestrito e incondicional, e questionar qual o amor que vivemos para com Deus e para com o nosso próximo.

Vivendo intensamente este Tempo favorável de nossa Salvação, façamos progressos maiores ainda, reconhecendo nossos pecados e os confessando, acompanhando de sincero arrependimento e compromisso de multiplicar novas posturas, conduzidos por novos sentimentos e pensamentos.

Abramos nosso coração ao Coração Misericordioso de Deus, que sempre pronto está para nos acolher, amar e nos perdoar e nos conceder uma nova oportunidade, como assim o fez Jesus Cristo, por meio do Seu Espírito, que nos foi enviado para remissão de nossos pecados.

Vivamos uma santa Quaresma e Campanha da Fraternidade

 


Vivamos uma santa Quaresma e Campanha da Fraternidade

 
Como Igreja, com a Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o Tempo da Quaresma, tempo favorável de graça e salvação, para todos que se põem a caminho com o Senhor.
 
Quaresma vem do latim: quadragésima, e lembra, sobretudo, os quarenta anos do Povo de Deus no deserto e os quarenta dias do Senhor, também no deserto, sofrendo as tentações do maligno do ter (acúmulo), ser (prestígio) e poder (domínio).
 
É um tempo de quarenta dias vividos na proximidade do Senhor, na entrega a Ele, e com ele podermos vencer estas tentações, perfeitamente configurados ao Seu Mistério de Vida, Paixão, Morte e Ressurreição.
 
A Liturgia da Palavra, neste itinerário quaresmal rumo à Páscoa, nos propõe tomar consciência de nossos pecados, em fecunda penitência (como nos ensina a Igreja, que ela seja interna e individual, mas sobretudo externa e social), na prática dos exercícios quaresmais: esmola, oração e jejum (Mt 6, 1-18).
 
Entretanto, essas ações exigem que tenhamos coragem para caminhar com o Senhor, sofrer com Ele no Mistério de Sua Paixão e Morte, morrer com Ele, não fugir do Calvário e da Cruz, e com Ele ressuscitar, mistério da fé que professamos e que nos encoraja a combater o bom combate, sem jamais vacilar na fé, esmorecer na esperança e esfriar na caridade.
 
E neste Tempo da Quaresma, a Igreja no Brasil realiza, desde 1964, com gestos e compromissos concretos, a Campanha da Fraternidade que, em 2025, traz o tema: “FRATERNIDADE E ECOLOGIA INTEGRAL”, e o lema bíblico: "Deus viu que tudo era muito bom" (Gn 1,31).
 
Portanto, teremos a possibilidade de aprofundar os caminhos no compromisso com a vida e nossa Casa Comum, vivendo uma fecunda Quaresma, para bem celebrarmos a Páscoa do Senhor, e cantarmos, alegremente, o Aleluia.
 

Uma súplica à luz das virtudes cardeais

 


Uma súplica à luz das virtudes cardeais
 
Se alguém ama a justiça, o fruto dos seus trabalhos
são as virtudes, porque ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza” (Sb 8, 7).
 
Nesta Quaresma, seja nossa vida conduzida pelas virtudes cardeais, fortalecendo os passos no frutuoso caminho penitencial de conversão, de reconciliação com Deus e com os irmãos, e tão somente assim, participaremos da construção de uma autêntica cultura de vida e de paz, vendo no outro o nosso irmão: “Vós sois todos irmãos” (cf. Mt 23,8).
 
Oremos:
 
Senhor, como discípulos missionários Vossos, queremos viver intensamente o itinerário quaresmal, e  cada vez mais configurados a Vós, e com mesmos sentimentos (Fl 2,5), com as renúncias necessárias para carregar nossa cruz de cada dia.
 
Senhor, ajudai-nos em nosso aperfeiçoamento e crescimento espiritual, fazendo progressos ainda maiores neste Tempo da Quaresma, assim como em todo o tempo, orientando nossas vida e atitudes pelas virtudes cardeais da Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança.
 
Senhor, ajudai-nos a viver a virtude cardeal da Prudência, para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e escolher os justos meios de o atingir, pois “O homem prudente vigia os seus passos” (Pr 14, 15); e como nos falou Vosso Apóstolo -  “Sede ponderados e comedidos, para poderdes orar” (1 Pd 4, 7); e não permitais que confundamos a prudência com a timidez ou o medo, a duplicidade ou dissimulação.
 
Senhor, ajudai-nos a viver a virtude cardeal da  Justiça, com a firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhe é devido, no respeito dos direitos de cada pessoa e a estabelecer, nas relações humanas, e a harmonia que promove a equidade na promoção do  bem comum.
 
Senhor, ajudai-nos a viver a virtude cardeal da  Fortaleza, para que em meio às dificuldades, tenhamos firmeza e constância na realização do bem, resistindo  resistir às tentações, com o firme propósito de superação de todos os obstáculos, vencendo todo o medo, mesmo da morte, e enfrentar todas as provações e possíveis perseguições, com a confiança do Salmista - “O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória” (Sl 118, 14); e como nos falou Vosso Apóstolo -  “No mundo haveis de sofrer tribulações: mas tende coragem! Eu venci o mundo!” (Jo 16, 33).
 
Senhor, ajudai-nos a viver a virtude cardeal da  Temperança, a fim de que moderemos a atração dos prazeres, a fim de que tenhamos o equilíbrio no uso dos bens criados; com o domínio da vontade sobre os instintos, bem como desejos dentro dos limites da honestidade, não nos deixando conduzir pelas paixões do coração, conforme as Palavras do Apóstolo, vivamos com “...moderação, justiça e piedade no mundo presente” (Tt 2, 12).
 
Senhor, enviai Vosso Espírito para que aprendamos que “Viver bem é amar a Deus de todo o coração, com toda a alma e com todo o proceder [...], de tal modo que se lhe dedica um amor incorrupto e íntegro (pela temperança), que mal algum poderá abalar (fortaleza), que a ninguém mais serve (justiça), que cuida de discernir todas as coisas para não se deixar surpreender pela astúcia e pela mentira (prudência)”  (Santo Agostinho). Amém.
 
 
Fonte: Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 1805-1809),
 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG