quarta-feira, 5 de março de 2025

Campanha da Fraternidade 2023: juntos e solidários na superação da fome (2023)

 


Campanha da Fraternidade 2023: juntos e solidários na superação da fome

Com a Quaresma deste ano, iniciamos, também, no Brasil, mais uma Campanha da Fraternidade, e somos convidados a refletir sobre a triste e pecaminosa realidade da fome que vivemos em nosso país.

Também somos exortados a vivenciar a misericórdia do Pai, repartindo o pão com os necessitados, fortificando nosso espírito fraterno, bebendo da genuína fonte do Evangelho, com atitude de penitência, fazendo-nos progredir na conversão e na prática da misericórdia.

Favorecendo este caminho, a Campanha nos apresenta como tema: “Fraternidade e Fome”, e o lema: - “Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mt 14,16).

É oportuno lembrar que já tivemos duas Campanhas da Fraternidade sobre este problema crucial.

A primeira, em 1975, com o tema: “Fraternidade é repartir”, e o lema: “Repartir o pão”; e a segunda, em 1985 com o tema “Fraternidade e Fome”, e o lema: “Pão para quem tem fome”.

Embora nosso país seja considerado o celeiro do mundo, carrega uma grande contradição: a fome é real e atinge, hoje, cerca de 33,1 milhões de brasileiros.

Deste modo, um dos grandes objetivos da Campanha da Fraternidade é despertar a solidariedade nos fiéis e na sociedade, procurando caminhos de solução e superação, à luz do Evangelho, como expressão viva das virtudes que nos movem: fé, esperança e caridade, em perfeita sintonia e comunhão com as preocupações do Papa Francisco, em vários momentos expressas.

Exorto que vivenciemos a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, acolhendo e aprofundando nossas reflexões nos diversos âmbitos da Igreja e fora dela.


PS: Escrito em fevereiro de 2023

Campanha da Fraternidade (2023)

 


Campanha no momento, compromisso sempre!
 
A Igreja no Brasil realiza mais uma Campanha da Fraternidade, com uma proposta extremamente atual e de importância indiscutível.
 
Tema: “FRATERNIDADE E FOME”
Lema: Dai-lhes vós mesmos de comer!” (Mt 14,16)
 
Exorto que nos empenhemos em acompanhar, refletir e ajudar a desenvolver esta Campanha, que não se encerra, como se diz, indevidamente, com a Páscoa.
 
Oração da Campanha da Fraternidade 2023 - CNBB

PAI de bondade, ao ver a multidão faminta, Vosso FILHO encheu-Se de compaixão, abençoou, repartiu cinco pães e dois peixes e nos ensinou: “dai-lhes vós mesmos de comer”.


Confiantes na ação do ESPÍRITO SANTO, nós Vos pedimos:

INSPIRAI-NOS o sonho de um mundo novo, de diálogo, justiça, igualdade e paz;

AJUDAI-NOS a promover uma sociedade mais solidária, sem fome, pobreza, violência e guerra;

LIVRAI-NOS do pecado da indiferença com a vida.


Que MARIA, nossa mãe, interceda por nós para acolhermos Jesus Cristo em cada pessoa, sobretudo nas abandonadas, esquecidas e famintas. AMÉM!



PS: Riquíssimo material da CF/2023, o leitor poderá encontrar acessando a página da CNBB:

https://campanhas.cnbb.org.br/campanha/campanha-da-fraternidade-2023

Síntese da Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2023


 

Síntese da Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2023

A Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2023 tem como título “A Ascese quaresmal, itinerário sinodal”.

O Papa nos exorta para que vivamos a Quaresma, subindo com Jesus ao Monte da Transfiguração, para que façamos a experiência do Seu esplendor divino e, fortalecidos na fé, prossigamos o caminho com Ele, glória do Seu povo e luz das nações, sem descuidar dos compromissos ordinários, compromissos cotidianos.

Esta exortação ele o faz a partir da passagem da Transfiguração de Jesus, narrada pelos Evangelistas Mateus, Marcos e Lucas, e que ouvimos no 2º Domingo da Quaresma- “Quaresma somos convidados a subir «a um alto monte» juntamente com Jesus, para viver com o Povo santo de Deus uma particular experiência de ascese.”.

Esta ascese quaresmal consiste num empenho, sempre animado pela graça, no sentido de superar as nossas faltas de fé e as resistências em seguir Jesus pelo caminho da cruz – “É preciso pôr-se a caminho, um caminho em subida, que requer esforço, sacrifício e concentração, como uma excursão na montanha.”.

No decorrer da Mensagem aprofunda a relação necessária entre a ascese quaresmal e a experiência sinodal – “À semelhança da subida de Jesus e dos discípulos ao Monte Tabor, podemos dizer que o nosso caminho quaresmal é «sinodal», porque o percorremos juntos pelo mesmo caminho, discípulos do único Mestre...”.

Embora o processo sinodal possa se apresentar árduo e por vezes podemos até desanimar, não podemos desistir, pois “...aquilo que nos espera no final é algo, sem dúvida, maravilhoso e surpreendente, que nos ajudará a compreender melhor a vontade de Deus e a nossa missão ao serviço do seu Reino...”.

Para trilharmos este caminho ascético quaresmal e, de modo semelhante, o sinodal, que tem como meta uma transfiguração, pessoal e eclesial, o Papa nos propõe percorrer duas “veredas” para que subamos com Jesus e cheguemos com Ele à meta.

A primeira: escutar Jesus - diz respeito à ordem que Deus Pai dirige aos discípulos no Tabor, enquanto estão a contemplar Jesus Transfigurado. A voz da nuvem diz: «Escutai-O» (Mt 17, 5). O Senhor nos fala na Palavra de Deus proclamada pela Igreja na Liturgia; nos irmãos, sobretudo nos rostos e vicissitudes daqueles que precisam de ajuda; a escuta de Cristo passa também através da escuta dos irmãos e irmãs na Igreja.

A segunda – não se refugiar numa religiosidade feita de acontecimentos extraordinários, de sugestivas experiências, levados pelo medo de encarar a realidade com as suas fadigas diárias, as suas durezas e contradições.” – “Ao ouvir a voz do Pai, «os discípulos caíram com a face por terra, muito assustados. Aproximando-Se deles, Jesus tocou-lhes dizendo: “Levantai-vos e não tenhais medo”. Erguendo os olhos, os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém» (Mt 17, 6-8).”

É preciso viver a Quaresma que se orienta para a Páscoa: o «retiro» não é um fim em si mesmo, mas prepara-nos para viver – com fé, esperança e amor – a paixão e a cruz, a fim de chegarmos à ressurreição.

Da mesma forma, o percurso sinodal deve ser vivido, sempre a caminho, e a Palavra de Jesus nos é dirigida «Levantai-vos e não tenhais medo», de modo que é preciso que desçamos à planície e que a graça experimentada nos sustente para sermos artesãos de sinodalidade na vida ordinária das nossas comunidades, conclui o Papa, contando com a ajuda do Espírito Santo neste propósito: viver a ascese quaresmal, num itinerário sinodal.

 

PS: Desejando, leia a mensagem na integra: https://www.vatican.va/content/francesco/pt/events/event.dir.html/content/vaticanevents/pt/2023/2/17/messaggio-quaresima.html

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma – 2022 – (síntese)


 

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma – 2022 – (síntese)

 

“Não nos cansemos de fazer o bem”

(Gl 6,9)

 

A mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2022 tem como motivação bíblica a passagem da Carta de Paulo aos Gálatas: - «Não nos cansemos de fazer o bem; porque, a seu tempo colheremos, se não tivermos esmorecido. Portanto, enquanto temos tempo, pratiquemos o bem para com todos» (Gl 6, 9-10a), lembrando-nos a imagem que Jesus também muito prezava (cf. Mt 13).

Inicia ressaltando a Quaresma como tempo favorável de renovação, pessoal e comunitária, que nos conduz à Páscoa de Jesus Cristo morto e ressuscitado.

Um tempo propício para semear o bem, tendo em vista uma colheita, acompanhado do convite à conversão, da mudança de mentalidade, de tal modo que a vida encontre a sua verdade e beleza, menos no possuir do que no doar, menos no acumular do que no semear o bem e partilhá-lo com o próximo, pois tão somente semeando para o bem do próximo que participaremos da magnanimidade de Deus.

Durante a Quaresma, somos chamados a responder ao dom de Deus, como Seus cooperadores (1 Cor 3,9), acolhendo a Sua Palavra «viva e eficaz» (Hb 4, 12), e esta escuta assídua da Palavra de Deus faz maturar uma pronta docilidade à sua ação (cf. Tg 1, 19.21), que torna fecunda a nossa vida.

Quaresma como tempo favorável para semear o bem para os outros, libertando-nos das lógicas mesquinhas do lucro pessoal e confere à nossa atividade a respiração ampla da gratuidade, inserindo-nos no horizonte maravilhoso dos desígnios benfazejos de Deus.

A fé no Cristo Ressuscitado dá nos coragem de sermos como o grão de trigo que morre para não ficar só e produzir muitos frutos (cf. Jo12,24) – “Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram» (1 Cor 15, 19-20), para que quantos estiverem intimamente unidos a Ele no amor, «por uma morte idêntica à Sua» (Rm 6, 5), também estejam unidos à Sua ressurreição para a vida eterna (cf. Jo 5, 29): «então os justos resplandecerão como o sol, no Reino do Seu Pai» (Mt 13, 43)”.

Desenvolve a mensagem com insistente apelo para que «não nos cansemos de fazer o bem» - “...A Quaresma chama-nos a repor a nossa fé e esperança no Senhor (cf. 1 Pd 1, 21), pois só com o olhar fixo em Jesus Cristo ressuscitado (cf. Hb 12, 2) é que podemos acolher a exortação do Apóstolo: «Não nos cansemos de fazer o bem» (Gl 6, 9)”.

Da mesma forma, exorta-nos, para que não nos cansemos de rezar. Jesus ensinou que é necessário «orar sempre, sem desfalecer» (Lc 18, 1) – “Se a pandemia nos fez sentir de perto a nossa fragilidade pessoal e social, permita-nos esta Quaresma experimentar o conforto da fé em Deus, sem a qual não poderemos subsistir (cf. Is 7, 9). No meio das tempestades da história, encontramo-nos todos no mesmo barco, pelo que ninguém se salva sozinho; mas sobretudo ninguém se salva sem Deus, porque só o mistério pascal de Jesus Cristo nos dá a vitória sobre as vagas tenebrosas da morte.” 

Também não podemos nos cansar de extirpar o mal da nossa vida, com a prática do jejum corporal, a que nos chama a Quaresma, fortalecendo o nosso espírito para o combate contra o pecado.

Deste modo, não nos cansemos de pedir perdão no sacramento da Penitência e Reconciliação, sabendo que Deus nunca Se cansa de perdoar, lembra o Papa.  

Não nos cansemos de fazer o bem, acompanhado da vivência da operosa caridade para com o próximo, na prática da esmola, dando com alegria (cf. 2 Cor 9, 7):  - “Se é verdade que toda a nossa vida é tempo para semear o bem, aproveitemos de modo particular esta Quaresma para cuidar de quem está próximo de nós, para nos aproximarmos dos irmãos e irmãs que se encontram feridos na margem da estrada da vida (cf. Lc 10, 25-37)”.

Ainda mais, o Papa afirma – “A Quaresma é tempo propício para procurar, e não evitar, quem passa necessidade; para chamar, e não ignorar, quem deseja atenção e uma boa palavra; para visitar, e não abandonar, quem sofre a solidão. Acolhamos o apelo a praticar o bem para com todos, reservando tempo para amar os mais pequenos e indefesos, os abandonados e desprezados, os discriminados e marginalizados (cf. Enc. Fratelli tutti, 193)”.

Convida-nos a constância paciente do agricultor (cf. Tg 5, 7), e jamais desistir na prática do bem, dando um passo de cada vez, vivendo este tempo de conversão, buscando apoio na graça divina e na comunhão da Igreja.

Quaresma como tempo favorável à prática dos exercícios quaresmais: jejum, oração e esmola – “O jejum prepara o terreno, a oração rega, a caridade fecunda-o”.

Conclui convidando-nos a contar com a Virgem Maria, em cujo ventre germinou o Salvador e que guardava todas as coisas «ponderando-as no seu coração» (Lc 2, 19), contando com sua presença materna, para que tenhamos o dom da paciência, e neste tempo de conversão, venhamos a dar frutos de salvação eterna.

 

Se desejar, confira a mensagem na integra:  https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/20211111-messaggio-quaresima2022.html

Campanha da Fraternidade Ecumênica - 2021

 

Campanha no momento, compromisso sempre! 

A Igreja no Brasil realizou em 2021 a  5ª Campanha da Fraternidade Ecumênica, com uma proposta extremamente atual e de importância indiscutível. 

Tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”;
Lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14).
 

Que todos nós não meçamos esforços em acompanhar, refletir e ajudar a desenvolver esta Campanha que não se encerra, como se diz indevidamente, com a Páscoa. 

Oração da Campanha da Fraternidade - 2021- CNBB

Deus da vida, da justiça e do amor, Nós Te bendizemos pelo dom da fraternidade e por concederes a graça de vivermos a comunhão na diversidade.

Através desta Campanha da Fraternidade Ecumênica,
ajuda-nos a testemunhar a beleza do diálogo
como compromisso de amor, criando pontes que unem
em vez de muros que separam e geram indiferença e ódio.

Torna-nos pessoas sensíveis e disponíveis para servir a toda a humanidade, em especial, aos mais pobres e fragilizados, a fim de que possamos testemunhar o Teu amor redentor e partilhar suas dores e angústias, suas alegrias e esperanças, caminhando pelas veredas da amorosidade. Por Jesus Cristo, nossa paz, no Espírito Santo, sopro restaurador da vida. Amém.


PS: Riquíssimo material da CF/2021, o leitor poderá encontrar acessando a página da CNBB: www.cnbb.org.br

 

“Fraternidade e diálogo” (CF 2021)

 


“Fraternidade e diálogo”

A 5ª Campanha da Fraternidade Ecumênica (2021), proposta pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – tem como tema: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”; e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”  (Ef 2,14).

De modo especial, esta Campanha ressalta que defender a vida é responsabilidade de todos nós, assim como o cuidado da Casa Comum independe do Credo; a fome, a violência, o preconceito, ultrapassam as denominações religiosas.

Deste modo, somos convidados a dialogar com outras Igrejas, e como cristãos, que professam a fé em Jesus, podemos e devemos colaborar através do diálogo na construção da fraternidade, somarmos esforços em favor da vida. 

Deus é amor! Deus é Vida! O foco é o diálogo, a promoção da cultura da vida e da paz; o fortalecimento dos vínculos da fraternidade; a defesa da beleza e sacralidade da vida.  Portanto, somos desafiados a construir pontes, que nos aproximem e fortaleçam os vínculos de fraternidade, e jamais muros, que possam criar divisões, promover violências ou quaisquer outras coisas que firam a beleza e a dignidade da vida.


PS: Postado em 2021

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2021

 

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2021

 “Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e caridade”

 Motivação bíblica: “Vamos subir a Jerusalém...” (Mt 20, 18).

Na mensagem o Papa convida-nos a percorrer o caminho quaresmal que nos conduz às celebrações Pascais, em total comunhão com Jesus, no Mistério de Sua Paixão e Morte, pela Salvação do mundo; e a viver neste tempo de conversão, as virtudes divinas, na renovação da , obtendo a “água viva” da esperança, recebendo com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo.

O caminho da pobreza e da privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa, que constituem nas condições apresentadas por Jesus para a nossa conversão e a sua expressão.

O testemunho da fé nos chama a acolher a Verdade que é Jesus, e a nos tornarmos Suas testemunhas diante de Deus e de todos os irmãos e irmãs.

A vivência do jejum, como experiência de privação, leva as pessoas que o praticam com simplicidade de coração a redescobrir o dom de Deus e a compreender a nossa realidade de criaturas que, feitas à sua imagem e semelhança, que n'Ele encontram plena realização.

A virtude divina da esperança, como “água viva”, permite-nos a continuidade do nosso caminho.

Apresenta-nos a figura da samaritana, a quem Jesus pedira de beber junto do poço, que não entende quando Ele lhe diz que poderia oferecer-lhe uma “água viva” que é o Espírito Santo” (cf. Jo 4, 10-12), que ele dará em abundância no Mistério Pascal e que infunde em nós a esperança que não desilude.

O tempo da Quaresma é feito para ter esperança, para voltar a dirigir o nosso olhar para a paciência de Deus, que continua a cuidar da sua Criação, não obstante nós a maltratarmos com frequência. 

A esperança também na reconciliação a que nos exorta São Paulo: “Reconciliai-vos com Deus” (2 Cor 5, 20), recebendo o perdão no Sacramento que está no centro do nosso processo de conversão, e nos torna propagadores do perdão, vivendo a Páscoa de fraternidade.

Motiva-nos para que estejamos mais atentos a dizer palavras de incentivo, que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam, em vez de palavras que humilham, angustiam, irritam, desprezam.

Deste modo, a oração é fundamental (cf. Mt 6,6), colocando-nos em segredo, diante do Pai da ternura, a fim de que tenhamos a inspiração e luz interior, que ilumina desafios e opções da nossa missão, para vivermos uma Quaresma com esperança em Jesus Cristo, como testemunhas do tempo novo em que Deus renova todas as coisas (cf. Ap 21, 1-6), “sempre dispostos a dar a razão da [nossa] esperança a todo aquele que [no-la] peça” (1 Pd 3, 15).

Em relação à virtude da caridade, deve ser vivida seguindo as pegadas de Cristo na atenção e compaixão em relação à cada pessoa, na mais alta expressão da fé e esperança.

Ela alegra-se ao ver o outro crescer, como também sofre quando o encontra na angústia: sozinho, doente, sem abrigo, desprezado, necessitado – “A caridade é o impulso do coração que nos faz sair de nós mesmos gerando o vínculo da partilha e da comunhão”, e como dom, dá sentido à nossa vida e nos compromete com quem se encontra na privação como membro da nossa própria família.

Portanto, o pouco, se partilhado com amor, nunca acaba, mas transforma-se em reserva de vida e felicidade (cf 1 Rs 17,7-16; Mc 6,30-44), e da mesma forma nossa esmola, pequena ou grande, se oferecida com alegria e simplicidade.

É preciso que se viva uma “Quaresma de caridade”, cuidando de quem se encontra em condições de sofrimento, abandono ou angústia por causa da pandemia de Covid-19, ressalta – “ofereçamos, juntamente com a nossa obra de caridade, uma palavra de confiança e façamos sentir ao outro que Deus o ama como um filho”. 

Vivamos a Quaresma como percurso de conversão, oração e partilha dos nossos bens, e assim cada etapa da vida será como um tempo para crer, esperar e amar.

Vivamos, deste modo, a que vem do Cristo vivo, a esperança animada pelo sopro do Espírito, e o amor cuja fonte inexaurível é o coração misericordioso do Pai.

Finaliza invocando o amparo de Maria, a Mãe do Salvador, fiel aos pés da Cruz e no coração da Igreja, com a sua solícita presença, e a bênção do Ressuscitado no caminho rumo à Luz Pascal.


PS: Se desejar, acesse e leia a mensagem na integra

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/lent/documents/papa-francesco_20201111_messaggio-quaresima2021.html


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