terça-feira, 11 de agosto de 2026

Ó fulgor da luz eterna, espelho sem defeito! Ó Sabedoria Divina!

                                             

Ó fulgor da luz eterna, espelho sem defeito!
Ó Sabedoria Divina!

Celebramos, no dia 11 de agosto, a Memória de Santa Clara, e oportuna é a sua carta escrita a Santa Inez de Praga, em que convida-nos a contemplar, como num espelho: a ditosa pobreza, a santa humildade e indizível caridade. Uma vez contempladas, o empenho em viver.

“Feliz a quem foi dado participar do sagrado convívio de forma a aderir com todas as veras do coração Àquele cuja beleza as santas multidões dos céus admiram sem cessar. Sua ternura comove; Sua contemplação fortalece; Sua benignidade cumula; Sua suavidade satisfaz; Sua lembrança ilumina docemente; Seu odor revitaliza os mortos e Sua gloriosa visão encherá de gozo os habitantes da Jerusalém do alto. Ele é o esplendor da eterna glória, fulgor da luz eterna, espelho sem defeito (Sb 7,26).

Olha todos os dias neste espelho, ó rainha, esposa de Jesus Cristo, e contemple sempre n’Ele tua face... Neste espelho refulgem a ditosa pobreza, a santa humildade e a indizível caridade, como poderás contemplar pela graça de Deus, no espelho todo. Quero dizer: vê no começo do espelho a pobreza d’Aquele que foi posto no presépio, envolto em faixas. Ó admirável humildade, ó estupenda pobreza! O Rei dos Anjos, o Senhor do céu e da terra é deitado numa Manjedoura!

No centro do espelho, considera a humildade, quando não a ditosa pobreza, os inúmeros sofrimentos e penas que suportou pela redenção do gênero humano.

No fim deste espelho, contempla a indizível caridade que O levou a sofrer mesmo lenho da Cruz e nele morrer a mais ignominiosa das mortes. Este espelho, posto no lenho da Cruz, aos que passavam para ver estas coisas advertia:

Ó vós todos que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor igual à minha dor (Lam 1,12)... Correrei sem parar, até que me introduzas em Tua adega, Teu braço esquerdo ampare minha cabeça e Tua direita me abrace feliz e que me beije com Teu ósculo de suprema felicidade (cf. Ct 2, 4-6). Entregue a esta contemplação...”

Oremos:

Senhor, que meus irmãos e irmãs possam também contemplar em meu rosto o Vosso, e em minha vida a Vossa presença, acompanhada de toda atitude de pobreza, humildade e caridade.

Senhor, Te pedimos por todos que trabalham na televisão, para que tendo Santa Clara como padroeira, sejam autênticos comunicadores do amor e da verdade, no vínculo indissolúvel da caridade.

Senhor, que a TV, bem usada, presente em milhões de lares, leve um pouco da imprescindível Luz Divina.

Senhor, que também eu seja introduzido e mergulhado na adega que oferece o melhor e abundante Vinho da plenitude, da alegria, da vida, do amor: Teu Sagrado Coração.

Senhor abraça-me, seduze-me.
Coração seduzido, 
em Ti confiante...
A vida tem
 um novo terno e eterno sentido.
 Amém!

Graça, gratidão e gratuidade

                                                      

Graça, gratidão e gratuidade

É sempre tempo favorável para aprofundarmos a importância da Bíblia em nossa vida; ela que é fonte de água cristalina que sacia nossa sede de vida nova, de amor, de paz, de justiça.

Ela é o indispensável Alimento para que vivamos com ardor e paixão a vocação de Deus recebida como dom.

De inúmeros e diferentes modos, Deus nos chamou ao amor, e renovamos, permanentemente, nossa resposta a este chamado.

Pela vocação que o Senhor nos concedeu, por Sua Palavra, que ressoa no mais profundo de nossa alma, pelas graças que copiosamente nos cumula, ainda que sem méritos nossos, e ainda que não o percebamos, é preciso diante d’Ele nos colocar em atitude de gratidão e gratuidade.

Reflitamos:

Graça de Deus: 
Viver em comunidade, numa Paróquia, é graça de Deus para aprofundarmos amizades a serem celebradas e nutridas sobre o altar do Senhor; o bem querer de Deus para com todos nós, e em muitos momentos, nos enriquecem por Sua graça: Eucaristias, procissões, Sacramentos, momentos de espiritualidade. Graça que é força, ternura, carinho, presença amorosa que nos assegura firmeza no caminhar. Em nenhum momento Deus Se faz ausente, pois Ele ama, cuida, vela e zela por todos aqueles que são Seus.

Gratidão a Deus: 
Pela história que podemos escrever, participando de uma Paróquia; acolhida a novos agentes, somada à perseverança de outros; acolhida do sopro de Deus, que nos convida a abertura ao novo, a lançar redes em águas mais profundas (Lc 5,1-11), sendo uma Igreja em saída. Gratidão a Deus pela partilha das alegrias e tristezas, angústias e esperanças, saúde e doença. Participar de momentos expressivos como nascimentos e mortes fracassos e vitórias.

Gratuidade para com Deus: 
Gratuidade vivenciada em pequenos e grandes gestos de amor quando a comunidade se reúne; nas diversas atividades dos Agentes de Pastoral. Gratuidade que amadurece a fé; nutre a esperança e exercita a caridade. Gratuidade vivida a partir da experiência-vivência de um Deus que é Amor. Amor gratuitamente vivenciado é a imitação do amor de Deus que tanto nos amou, a ponto de entregar Seu Filho, para que crendo n’Ele tenhamos a vida eterna (Jo 3,16).

Roguemos a Deus, para que nosso coração seja inspirado pela brisa do Espírito Santo de Deus, e nossa alma seja ferida com o fogo da caridade, para que possamos crescer, abundantemente, no amor recíproco e para com todos.

Na vigilância, confiança e esperança de um novo céu e nova terra, sejamos impulsionados para novos e mais vastos horizontes, empenhando-nos em nossos trabalhos pastorais, revigorados no Altar da Eucaristia. A comunidade que evangeliza também se evangeliza rompendo as barreiras.

Seja o nosso coração confirmado na santidade, sem defeito aos olhos de Deus, e com o salmista rezemos:

“Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde Ele mora... como é grande o nosso Deus!” (Sl 47,2.15).

Maria nos ensina o caminho para o céu (Assunção de Nossa Senhora)

                                                            

Maria nos ensina o caminho para o céu

Celebramos, no dia 15 de agosto, a Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria, um dos dogmas da Igreja, decretado por Pio XII em 1950.

Na passagem da primeira Leitura (Ap 11,19; 12,1.3-6a.10ab), contemplamos Maria como imagem da Igreja, que  tem a missão de, mesmo na dor, no Mistério Pascal, gerar um mundo novo.

Por isto, Maria participa da vitória de Cristo sobre todo o mal e sobre a própria morte.

Maria assunta é a figura da Igreja, tanto a celestial, como a que caminha gerando a luz de Cristo para o mundo, prefigurando a vitória final com Cristo, por Ele e n’Ele.

O Dragão mencionado é o símbolo do mal, do poder do mundo, e a mulher representa o Povo de Deus, a Assembleia reunida para a Eucaristia. Há a anteposição de Cristo a Satanás.

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 15, 20-26.28), Jesus é o novo Adão e Maria é a nova Eva, sinal de esperança para toda a humanidade. 

Reconhecemos o lugar eminente  da Mãe de Deus no grande movimento da Ressurreição do Senhor.
Na passagem do Evangelho (Lc 1,39-56), contemplamos Maria cheia do Espírito Santo, Ela que é a primeira comunicadora de palavras de fé e esperança – “doravante todas as gerações me chamarão de bendita...”. É o cântico da esperança dos pobres e humildes...

No Magnificat, temos a certeza de nossa vitória também: disponibilidade, serviço, confiança, alegria, esperança, humildade, sonhos e compromissos com o Reino renovados.

Maria proclama que Deus cumpriu uma tríplice derrubada de situações humanas falsas, restaurando a humanidade na salvação:

No campo religioso, a derrubada da autossuficiência humana, da soberba; no campo político, a derrubada dos poderosos e a exaltação dos humildes; no campo social, a despedida dos ricos e a promoção da verdadeira partilha, solidariedade e fraternidade.

Aprendamos com Maria os caminhos da Oração, pois ela guardava e meditava tudo em seu coração: os acontecimentos do nascimento e da infância de Jesus, tantos outros momentos citados no Evangelho e, sobretudo, o Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

É preciso que ponhamos os nossos passos nos passos de Maria, e com ela também digamos a Deus que tudo seja feito em nós segundo a Sua Palavra.

Se na visitação Maria leva Jesus ao mundo, na sua dormição/Assunção, é Jesus quem a leva junto de Si e a contempla com a coroa da glória.

A meditação do Magnificat nos ensina a rezar por Maria, com Maria e como Maria. A autêntica devoção Mariana nos leva a Jesus, porque ela foi levada por Ele. 

Deste modo, se levarmos a Boa-Nova de Jesus ao mundo, também por Ele seremos levados à glória dos céus.

É sempre oportuno e enriquecedor refletir sobre os “três segredos” da felicidade que Maria nos revela, e o quanto ela é a perfeita realização das virtudes teologais:

FÉ: - “Eis a serva do Senhor” – o segredo da fé sem falha, em perfeita conformidade à vontade divina;

ESPERANÇA - “Nada é impossível a Deus” – incondicional confiança em Deus em tudo e em todos os momentos, favoráveis ou adversos;

CARIDADE - “Maria pôs-se a caminho apressadamente” – a caridade e a disponibilidade missionária para servir e comunicar o Amor e a presença de Deus.

Maria continua sendo a figura exemplar para todo o cristão porque vive em plenitude uma vida normal. 

A sua vida simples, marcada pela generosidade, no silêncio, são ensinamentos para que vivamos a fé em nossos ambientes, “fazendo extraordinariamente bem aquelas coisas ordinárias de nossa vida”.

Concluo com uma profissão de fé:
Cremos que Maria foi acolhida na glória celeste por Jesus Ressuscitado, que está sentado à direita do Pai, e sobre a cabeça de Sua mãe coloca a coroa de doze estrelas. 

Cremos que, com a Assunção de Maria, se dá o nascimento para a plenitude da vida, associada à Ressurreição de Jesus. 


Cremos que Deus quis que Jesus tivesse Sua Mãe junto de Si para ficar bem perto de nós, numa grande comunhão e desejável proximidade.

Cremos que, no coração de Maria, as coisas do Céu encontraram pleno espaço. Sendo assim, como no céu não ter e não encontrar espaço para sua totalidade: corpo e alma?

Cremos que Maria no céu é glorificada, e esta também deve ser a nossa meta. Imitemos suas virtudes para adorarmos em Espírito e Verdade o seu Filho, fazendo tudo o que Ele nos disser (Jo 2,5). Amém.

“Ave Maria, cheia de graça...”

A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus

                                                   


A Assunção de Nossa Senhora: Maria é levada de corpo e alma aos céus
                                                             
A Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus aponta o nosso destino: glorificação, ressurreição, participação na plenitude do amor de Deus, e cremos que ela foi a primeira, pois quis Deus tê-la junto de Seu Filho, que reina sobre todos e sobre o universo.
 
Trata-se de um dogma: Maria foi levada de corpo e alma aos céus. Um Dogma definido pelo Papa Pio XII em 1950, e deste modo, cremos que no coração de Maria, encontravam-se as maravilhas dos céus, e hoje ela está inteiramente no céu.
A glorificação de Maria nos céus é a sua participação na plenitude da alegria de Deus. E, também nos anuncia que fomos predestinados à santidade e à felicidade, que começa no tempo presente e se consuma na eternidade, na glória de Deus.
 
Quem, a exemplo de Maria, luta pelo bem, pela justiça, solidariedade, concórdia tem como garantia o prêmio da eternidade?
 
Uma autêntica devoção a Nossa Senhora leva-nos a experimentar a proteção divina; empenho constante de acolher e corresponder à graça divina, que não nos dispensa de compromissos concretos: prática do Mandamento do amor; rejeição à corrupção e toda forma de pecado;  vivência de valores éticos; conduta fraterna contra toda lógica de exclusão promovendo a inclusão e a comunhão.
 
Como Maria, sonhamos, queremos e nos comprometemos com um mundo novo livre de toda soberba (Deus é o absoluto); o poder é expressão de serviço (poderosos são derrubados); a partilha e a solidariedade são nossas marcas (os pobres são saciados).
 
Cremos que Maria adentrando na glória de Deus, passando pela porta da eternidade, espera-nos, como Mãe amantíssima, a cada um de nós de braços abertos.
                                        
Que um dia possamos ser acolhidos por Maria na porta da eternidade, no céu, e o que ora cantamos se torne uma realidade: “Com minha Mãe estarei na santa glória um dia, junto a Virgem Maria, no céu triunfarei. No céu, no céu com minha Mãe estarei...”
 

Aprendamos com Maria a construir a cultura da paz e da vida!

                                                         


Aprendamos com Maria a construir a cultura da paz e da vida! 

Como buscar caminhos para construir a verdadeira paz sem ter Maria como inspiração? 

Quem melhor do que Ela, que é para nós a aurora de um mundo novo, para nos ensinar a promover a paz: acolhendo, celebrando, testemunhando...

O amadurecimento da espiritualidade Mariana nos leva incondicionalmente a maior fidelidade a Jesus e à vivência e testemunho de Seu Evangelho.

Construir a paz exige também rever nossa atitude de acolhida da vida e do outro com amor, sendo esta por excelência a identidade dos seguidores de Jesus e devotos de Maria. 

Ao celebrar com alegria nossos encontros eucarísticos, fazendo de toda nossa vida um Mistério Pascal de Morte e Ressurreição, eucaristizada no Altar do Senhor, a consequência é o testemunho corajoso da fé, não deixando apagar nossa chama profética, sendo sal e luz no coração do mundo, consequentemente contribuindo para que a paz seja conquistada. 

Com Maria aprendemos que é sempre tempo favorável de conversão (pessoal, familiar, comunitária e social) na solidificação da cultura da paz, sem  desperdiçarmos a graça em nós derramada por Deus, por meio de Seu Filho na força e ação do Espírito. 

Vivendo uma devoção Mariana autêntica, a compaixão e a solidariedade tornar-se-ão fortes marcas de todos nós. É sempre tempo de mudança, de crescimento espiritual, de vivermos intensamente nosso Batismo. 

A barca da Igreja terá o sopro do Espírito em suas velas para ir ao encontro a tantas e incontáveis realidades que clamam por justiça.

Confiantes, peçamos a intercessão de Maria: 

Ó Maria, aurora de um mundo novo, vem nos ensinar a construir a cultura da paz e da vida que seu Filho inaugurou e não teve medo de a nós confiar. Amém.

“Salve Rainha, Mãe de misericórdia...”

“Deus fez de ti escada luminosa”

                                                       


“Deus fez de ti escada luminosa”

“Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!”

Um Hino rezado pela Igreja nas Vésperas da Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus, de corpo e alma, um dos dogmas da Igreja:

Nova estrela do céu, gáudio da terra,
ó Mãe do Sol, geraste o Criador:
estende a tua mão ao que ainda erra,
levanta o pecador.

Deus fez de ti escada luminosa:
por ela o abismo galga o próprio céu;
dá subirmos contigo, ó gloriosa,
envolva-nos teu véu!

Os anjos apregoam-te Rainha,
e apóstolos, profetas, todos nós:
no mais alto da Igreja estás sozinha,
da Divindade após.

Louvor rendamos à Trindade eterna,
que a ti como Rainha hoje coroa.
Toma o teu cetro, pois, reina e governa,
Mãe que acolhe e perdoa!”

“Deus fez de ti escada luminosa”, Amantíssima Mãe Maria;

Ninguém melhor para nos ensinar o caminho para os céus,

Pois viveste plenamente para Deus e a Sua divina vontade,

E por isto, foste preservada da mancha do pecado original. 

 

És a Imaculada Conceição, e nos ensina a buscar

 e ter pureza de coração para vermos a Deus:

“Bem-aventurados os puros de coração,

Porque verão a Deus”, disse teu Amado Filho.

 

Bendita és tu entre as mulheres, Mãe do Redentor.

E és a bendita escada luminosa que conduz para o alto,

Onde Deus habita, e enquanto peregrinamos aqui, por um tempo,

Incansáveis na busca das coisas do alto (Cl 3,1-4),

 

És escada luminosa que conduz para o alto,

Contigo aprendemos a galgar degrau por degrau,

Carregando nossa cruz cotidiana, com suas renúncias,

Vivendo as virtudes divinas que nos movem: fé, esperança e caridade.

 

Amantíssima Mãe Maria, escada luminosa para a eternidade,

Como está difícil o momento que vivemos, em todos os âmbitos,

Quão prolongada noite escura por que passamos,

Mas contigo, cremos que a Luz de Deus brilhará mais forte.

 

És a escada luminosa que nos aponta nosso desejado destino:

Um dia contemplar tua presença, na glória dos céus,

Rainha dos céus, vivendo na pleníssima comunhão de amor

Da Trindade Santa do Pai, o Espírito e  teu Amado Filho. Amém. 

O Dogma da Assunção de Maria ao céu (parte I)

                                                    


O Dogma da Assunção de Maria ao céu: Com Maria, um dia, no céu possamos estar!     
                                                             
Trata-se do Dogma definido pelo Papa Pio XII em 1950: Maria foi elevada de corpo e alma ao céu.

No coração de Maria, encontravam-se as maravilhas dos céus, e hoje ela está inteiramente no céu.

A Festa da Assunção aponta o nosso destino: glorificação, ressurreição, participação na plenitude do amor de Deus. Ela foi sem dúvida a primeira.

Quis Deus tê-la junto de Seu Filho, que reina sobre todos e sobre o universo.

Inspirado no artigo de D. Luciano Mendes de Almeida (FSP 20/08/06), faço alguns apontamentos e reflexões acrescidas:

A glorificação de Maria nos céus é a sua participação na plenitude da alegria de Deus. E, também nos anuncia que fomos predestinados à santidade e à felicidade, que começa no tempo presente e se consuma na eternidade, na glória de Deus.

Quem, a exemplo de Maria, luta pelo bem, pela justiça, solidariedade, concórdia tem como garantia o prêmio da eternidade?

Maria no céu, para estar mais próxima e intimamente de nós, é ajuda constante em nossa luta e caminhada.

Uma autêntica devoção à Nossa Senhora leva-nos a experimentar a proteção divina; empenho constante de acolher e corresponder à graça divina, que não nos dispensa de compromissos concretos:

- Prática do Mandamento do amor;
- Rejeição à corrupção e toda forma de pecado;
- Vivência de valores éticos: viver a verdade e conquistar a liberdade;
- Conduta fraterna contra toda lógica de exclusão; promovendo a inclusão e a comunhão.

Esta mesma devoção nos coloca em atitudes compromissadas:

- Enfrentar a luta;
- Perseverar até o fim;
- Acreditar na esperança contra toda falta de esperança;
- Alegrarmo-nos e alegrarmos o mundo como presença caritativa de Deus.

Como Maria, sonhamos, queremos e nos comprometemos com um mundo novo:

- Livre de toda soberba (Deus é o absoluto);
- Poder como expressão de serviço (poderosos são derrubados);
- A partilha e a solidariedade são nossas marcas (os pobres são saciados).

Que o Magnificat cantado por Maria, este canto de alegria, confiança e esperança dos pobres, seja o nosso canto, e para cantá-lo,  imitemos em nossa vida as virtudes de Maria: humildade, disponibilidade, serviço, alegria, confiança, esperança, solidariedade, misericórdia...

Celebrando esta Festa, sejamos libertados de toda esterilidade devocional para sermos mais filhos de Maria, mais Eucarísticos, portanto, mais fraternos; experimentadores das alegrias do Reino inaugurado por Aquele que nos abre as portas da felicidade e da eternidade!

Cremos que Maria adentrando na glória de Deus, passando pela porta da eternidade, espera-nos, como Mãe amantíssima, a cada um de nós de braços abertos.
                                        
Na terra, num quase último ato de amor por nós, Jesus nos deu Sua Mãe como nossa Mãe; cremos que Ele no céu também a coloca de braços abertos para nos acolher na hora de nossa morte, para que alcancemos a incorruptibilidade, a glória da eternidade.

Que um dia possamos ser acolhidos por Maria na porta da eternidade, no céu. Amém!

O que ora se canta, torne-se uma realidade:

“Com minha Mãe estarei na santa glória um dia,
junto a Virgem Maria, no céu triunfarei.
No céu, no céu com minha Mãe estarei...”

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