domingo, 12 de julho de 2026
A Palavra de Deus: leitura e oração (XVDTCA)
A Palavra Divina e a fecundidade de nosso coração (XVDTCA)
Vós que conheceis a nossa vida, as nossas provações,
o perigo em que vivemos,
abri os nossos corações,
para que possamos acolher a Vossa Graça,
para não os subestimarmos,
para os prevenirmos,
A eficácia da Palavra Divina (XVDTCA)
Em poucas palavras... (XVDTCA)
Ser terra boa é o que importa
“A única
coisa que nos importa – comenta são João
Crisóstomo – é não sermos caminho, nem pedregal, nem cardos, mas terra boa
(...)
O coração
não seja caminho onde o inimigo arrebate, como o pássaro, a semente calcada
pelos transeuntes, nem pedregal onde a pouca terra faça germinar imediatamente
aquilo que o sol queimará, nem carrascal de paixões humanas e cuidados da vida.”
(1)
(1) Hablarcondios.org
Em poucas palavras... (XVDTCA)
O Espírito Santo: caminho único da oração
"Os métodos de meditação são tão diversos como os mestres espirituais.
Um cristão deve querer meditar com regularidade; doutro modo, torna-se semelhante aos três primeiros terrenos da parábola do semeador (Mc 4,4-7.15-19).
Mas um método não passa de um guia; o importante é avançar, com o Espírito Santo, no caminho único da oração: Cristo Jesus.”(1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2707.
Fecundemos nosso coração (XVDTCA)
Fecundemos nosso coração
Reflexão à luz da Parábola do Semeador à luz da passagem do Evangelho (Mt 13,1-9; Mc 4,1-9; Lc 8.4-15), sobre a centralidade da Palavra de Deus em nossa vida.
São palavras do Bispo e Doutor da Igreja, São João Crisóstomo (séc. V), que nos adverte para algo que é terrível e que pode acontecer com mais frequência que possamos pensar: o homem pode fechar-se à Palavra de Deus, recusá-la e, consequentemente, torná-la ineficaz, não produzindo, assim, os frutos maravilhosos que Deus espera e que poderiam ter sido multiplicados:
“É possível que a rocha se transforme em boa terra; que o caminho deixe de ser pisado e se converta também em terra fértil, e que os espinhos desapareçam e deixem crescer exuberantemente as sementes. E se não se opera em todos essa transformação, não é, certamente, por culpa do semeador, mas daqueles que não querem mudar”.
No mistério de acolhida da Palavra e no empenho de fazê-la brotar, multiplicar, quem na alma não deixa habitar o verme da preguiça e acomodação, por mais que tenha feito dirá que nada ainda fez, é o que nos leva a refletir São João da Cruz (séc. XVI):
“A alma que ama a Deus de verdade não deixa, por preguiça, de fazer o que pode´ para encontrar o Filho de Deus, o Seu Amado.E depois de ter feito tudo o que pode,não fica satisfeita e pensa que não fez nada”.
Oportunas as palavras do padre Antonio Maria Zacaria (séc. XVI): jamais, do Senhor, covardes e desertores o sejamos, em exortação a fim de que imitemos o Apóstolo Paulo:
“Nós que escolhemos um tão grande Apóstolo como guia e pai, e fazemos profissão de imitá-lo, esforcemo-nos para que a nossa vida seja expressão da sua doutrina e do seu exemplo. Pois não seria conveniente que, sob as ordens de tão insigne chefe, fôssemos soldados covardes e desertores, ou que sejam indignos os filhos de um tão ilustre pai.”
E Padre Antônio Vieira (séc.XVII) sobre esta passagem do Evangelho afirmava que a Palavra pode não dar fruto, mas dará sempre efeito: efeito de Salvação ou efeito de condenação!
É a mais pura e incontestável verdade, ninguém ficará neutro diante da Palavra do Senhor que escutou, ou a acolhe, dá fruto nela e acolhe a salvação, ou a rejeita, para ela se fecha e por causa dela se perde, lamentavelmente.
De fato, ser filho de Deus, discípulo missionário não é fugir dos confrontos, conflitos, sofrimentos e perseguição, e para tanto, é preciso que Deus nos conceda a maturidade para suportar as dores do parto, pois nisto consiste a vida no Espírito.
Assim é o ser cristão: viver em tensão para o futuro da humanidade e do universo em Deus. A natureza e a humanidade estão envolvidas neste processo de dar à luz o mundo novo. Podemos deste processo, audazes, corajosos protagonistas sermos, ou não.
Reflitamos:
Como acolhemos a semente da Palavra Divina?
Ao cair sobre o chão do nosso coração, que tipo de terra a Palavra encontra?
Estamos no tempo da acolhida e fecundação da Palavra, para que frutos produzamos, que outros comam, ainda que não vejamos os frutos e que deles não possamos saborear.
Em poucas palavras... (XVDTCA)
A necessária disposição da vontade
“A terra
boa, o semeador o mesmo e as sementes as mesmas; e no entanto, como é que uma
deu cem, outra sessenta e outra trinta?
Aqui a
diferença depende também daquele que recebe, mesmo onde a terra é boa, há muita
diferença entre uma parcela e outra.
Podeis ver
que a culpa não é do lavrador, nem da semente, mas da terra que a recebe; e não
por causa da natureza, mas da disposição da vontade.” (1)
(1)Sermão de
Santo Agostinho – hablarcondios.org






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