sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Presbítero: graça e missão

                                                       

Presbítero: graça e missão
 
“Irmãos, cuidai cada vez mais de confirmar a vossa vocação e eleição. Procedendo assim, jamais tropeçareis. Desta maneira vos será largamente proporcionado o acesso ao reino eterno de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo” (2Pd 1,10-11)
 
Reflexão sobre o Ministério Presbiteral à luz das passagens bíblicas do Livro do Levítico (Lv 13,1-2.44-46) e do Evangelho de Marcos  (Mc 1,40-45).
 
Acometido pela lepra, a pessoa vivia uma situação dramática; e esta enfermidade era utilizada para caracterizar todo tipo de sofrimento relativo à pele, que deforma a aparência da pessoa. Era o que havia de mais grave sobre “impureza”.
 
Reflitamos sobre como conceber o Ministério Presbiteral, para que seja a expressão da misericórdia divina.
 
Deus não exclui, ao contrário integra a todos na comunhão mais que querida. Esta foi a ação de Deus no Antigo e no Novo Testamento através da prática do Amor Encarnado, Jesus Cristo.
 
Jesus acolhe com Amor: toca, cura, liberta, renova, restaura, reintegra aquele homem acometido de terrível mal que o condenava como pecador, marginalizado, amaldiçoado, excluído, indigno, fora da Bênção de Deus, numa palavra, um pecador maldito.
 
A prática de Jesus confirma a lógica de Deus que não marginaliza ninguém, e bem diferente é a lógica humana, que de modo geral vai noutro sentido.
 
Jesus com Sua prática Se contrapõe àquilo que em nome de Deus cria mecanismos de rejeição, exclusão e marginalização.  Ele é a manifestação da compaixão, do Deus cheio de Amor.
 
O gesto de Jesus revela Amor e solidariedade. Com a cura do leproso, e outros sinais é a certeza de que o tempo se completou, o Reino de Deus se faz presente no meio dos homens, sem racismos, exclusões.
 
A cura do leproso é a chegada de um novo tempo inaugurado por Jesus, que toma para Si as dores e sofrimentos de toda a humanidade.
 
Note-se que o leproso curado ao ser enviado ao templo para confirmar a sua cura, imediatamente se põe a anunciar as maravilhas alcançadas.
 
Também o Apóstolo Paulo fez o caminho de conversão. De ser escolhido amado e enviado por Deus. Sua vida nos ensina que Jesus é modelo de obediência e entrega, e o tem como fonte de vida. Assim deve fazer todo cristão. Para o Apóstolo o amor por Jesus torna tudo relativo e Ele é a fonte da mais madura liberdade.
 
Paulo, pelo amor que tudo subordina, faz da própria vida um dom. Assim deve ser a vida do discípulo missionário do Senhor. Assim deve acontecer com todo aquele que se sente acolhido, amado, tocado, curado, perdoado, liberto pela ação misericordiosa de Deus: tornar-se um alegre discípulo missionário do Reino.
 
Na passagem do Evangelho, vemos que no mesmo instante que foi curado, pelo poder curador de Deus, através de  um simples contato humano, que se trata, no entanto, de um gesto corajoso do Filho de Deus para restituir a vida a um homem desesperado.
 
Este gesto servirá de testemunho, pois o leproso curado não poderá calar o amor que lhe restituiu a vida.
 
Da mesma forma, todo o Presbítero, é por excelência o homem que experimentou o particípio do Amor de Deus e é chamado para prolongar tantas maravilhas em infinitivos infinitos.
 
O Padre é alguém que foi chamado por Deus; acolhido, escolhido, amado, curado, tocado, formado, ordenado, consagrado, enviado...
 
Assim foi como acolhido, acolher cada irmão e irmã, sem nenhuma discriminação ou preferência para ajudar o Povo de Deus a perceber o quanto também Deus os escolheu para produzir frutos saborosos nesta Vinha que é a própria Igreja, com podas necessárias, como bem nos fala o Evangelho de São João (Jo 15).
 
Assim como foi por Deus amado, é o Ministro do Amor por excelência. Se não comunicar e não testemunhar o amor está condenado a viver um Ministério sem vida, alegria, sabor, graça e sentido.
 
Assim como foi curado, e o é todos os dias, em cada Eucaristia é o Ministro da cura de tantos males que roubam a alegria e a vida do rebanho a ele confiado.  Ministro da cura por excelência, Ministro da cura porque comunicador da vida nova do Espírito.
 
Assim como foi tocado um dia por um amor em forma de chama, deve a todos tocar, com sua palavra e gestos, a vida de cada membro da comunidade. Não poderá ser o gélido toque de quem não crê; nada espera e não ama de verdade, sem nenhum outro interesse a não ser o pleno cumprimento da Lei.
 
Teve a graça de ser formado, teve a graça de aprofundar a sabedoria como saber, soma de conhecimentos, mas tem que ser formado na sabedoria como sabor; sabor de vida, ternura, dignidade, perdão, paz, fraternidade, comunhão. Há a sabedoria do saber, mas há a sabedoria do sabor, na qual os pequenos são preciosos mestres.
 
Com o Sacramento da Ordem não pode ter nenhuma tentação de prestígio, poder, sucesso, riqueza. 
 
Contempla o Amor de Deus que a todos acolhe sem excluir ninguém do Seu convívio, da Sua bondade, e deste modo, é ordenado para arrebanhar, conduzir, santificar, ensinar, governar. 
 
Deve conduzir o rebanho para verdes pastagens, como homem do Banquete Eucarístico e da Palavra que fortalece, orienta e ilumina.
 
Como consagrado e enviado tem uma missão especial: é enviado para comunicar a semente do Verbo; espalhar Boa Nova do Evangelho em tantos corações; Enviado para que ensine e ajude a humanidade a viver tudo o que Jesus nos ensinou (Mc 16, 19)
 
Assim fez Jesus para com o leproso, assim haverá de fazer todo discípulo Seu, e de modo especial aquele a quem Ele chamou para ser Presbítero de Sua Igreja.
 
Deste modo, o Presbítero é para toda a comunidade um alegre testemunho de quem foi também por Deus amado e curado, e a comunidade vendo assim o presbítero, também se sentirá amada e encorajada a fazer o mesmo caminho, celebrando devotamente a Eucaristia.
 
Ele é alguém que se sente amado para amar muito mais do que para ser amado, na mais bela e fecunda expressão do Mandamento que nosso Senhor nos deixou: amar a Deus e ao próximo como Ele nos amou.
 


A supremacia da caridade na fidelidade a Cristo Jesus!

                                                    

A supremacia da caridade na fidelidade a Cristo Jesus!

O Bem-aventurado Isaac, abade do mosteiro de Stella (Séc. XII), em um de seus Sermões nos exorta à prática da caridade, que é a essência de nossa vida cristã e nos configura com a fonte da Caridade: Jesus.

“Por que, irmãos, somos tão pouco solícitos em buscar ocasiões de salvação uns para os outros?

Tão pouco cuidadosos em mais ajudarmo-nos mutuamente onde a necessidade for maior em carregar os fardos dos irmãos?

O Apóstolo a isto nos exorta dizendo: Carregai os fardos uns dos outros e cumprireis assim a lei de Cristo; e em outro lugar: Suportando-vos reciprocamente na caridade. É esta, na verdade, a lei de Cristo.

Se há em meu irmão – seja por indigência seja por fraqueza corporal ou de educação – alguma coisa de incorrigível, por que não a suporto com paciência, e não a levo de bom grado?

Pois está escrito: Seus filhos serão levados aos ombros e consolados no regaço? Não será porque me falta aquela caridade que tudo sofre, que é paciente para suportar e benigna para amar?

Certamente esta é a lei de Cristo, d'Ele que assumiu verdadeiramente nossas enfermidades pela paixão e suportou nossas dores pela compaixão, amando os que carregava, carregando os que amava.

Quem ataca o irmão em necessidade, quem põe armadilhas de qualquer tipo à sua fraqueza, está, sem dúvida alguma, sujeito à lei do demônio e a obedece.

Sejamos então compassivos uns pelos outros, amantes da fraternidade, pacientes com as fraquezas, perseguidores dos vícios.

Toda vida que se preocupa sinceramente com o amor de Deus e, por Ele, com o amor do próximo, é mais aprovada por Deus, sejam quais forem suas observâncias ou seus usos religiosos.

A caridade é aquela em vista da qual tudo se deve fazer ou não fazer, mudar ou não mudar. É ela o princípio e o fim que devem regular tudo.

Nada é culpável quando feito por ela e em conformidade com ela. Oxalá ela nos seja concedida por Aquele a quem não podemos agradar sem ela, pois sem Ele nada absolutamente podemos, Ele que vive e reina, Deus, pelos séculos infindos. Amém.” (1)

Como vemos, a supremacia da caridade deve definir nossos princípios e atitudes, a fim de que nossa conduta nos assegure passos firmes na construção de laços mais fraternos, para que um dia possamos viver o amor em plenitude nos céus.

A credibilidade de uma comunidade é diretamente proporcional ao amor que ela vive. Mesma credibilidade devemos incansavelmente buscar, correspondendo ao incansável amor de Deus.

Urge amadurecer na prática da verdadeira caridade, em todos os âmbitos da vida, reconhecendo que quanto mais a vivenciarmos, mais configurados a Cristo o seremos.

Prescindir da caridade é prescindir do próprio Deus, que é fonte inexaurível da caridade, e assim, com este distanciamento, frutos amargos colhidos.

Oremos:

Ó Deus, Vós que sois, desde sempre, a Suprema Caridade, chama de amor inextinguível, eternamente inflamável, fortalecei-nos na prática do amor evangélico, incansável, para que assim, Convosco, novo mundo possamos recriar. Por N.S. J. C. Amém.

(1) Liturgia das Horas - Volume I Tempo Comum - pp.169-170

Dez indicações à luz da Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais (2020)


Dez inspirações à luz da mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais – 24 de maio de 2020

1 – Ter como livro fundamental de nossa ação evangelizadora: a Sagrada Escritura: “A Bíblia é a grande história de amor entre Deus e a humanidade”.

2 – Aprofundar o conhecimento, intimidade com o Senhor Jesus, Aquele que encontramos e mudou nossa vida, deu novo sentido e alargou nossos horizontes.

3 – Deixar-se guiar e ser iluminado pelo Espírito Santo, para escrever novas linhas na história como pessoa, família, Igreja e sociedade – “Vinde Espírito Santo...”.

4 – Conhecer a história dos Santos da Igreja, bem como das suas contribuições: textos, catequeses, homilias, Sermões - histórias que perfumam de Evangelho”.

5 – Aprofundar sobre a Sabedoria da Tradição da Igreja: Documentos, Concílios, Exortações, Catecismo da Igreja Católica, Cartas, Mensagens.

6 –  Conhecer e valorizar a história pessoal e de todos que nos antecederam – não permitir a perda a Memória, bem como também de nossas comunidades, pastorais, lutas, vitórias e conquistas - Vós sois uma carta de Cristo, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações” (2 Cor 3, 3).

7 – Utilizar os Meios de Comunicação Social na evangelização com sabedoria para proclamar oportuna e importunamente a Palavra de Deus, sem jamais deixar de lado o encontro pessoal, o convívio, a proximidade (quando pudermos voltar à normalidade).

8 – Criticidade diante de “storytelling”, que seduzem e nos desviam da Verdade que é o próprio Jesus, e valorizar as histórias boas, sadias e edificantes.

9 – Necessário um “antivírus” pessoal para não se influenciar por “deepfakes”, que vendem mentiras, e por vezes, mentiras sofisticadas como verdades; ler bons livros, ver bons filmes, músicas.

10 – Aprender e contar com Maria, que “desatou os nós da vida com a força suave do amor” – e rezar a oração que o Papa nos apresentou nesta Mensagem, bem como divulgá-la – Nossa Senhora da Comunicação – Padroeira da Pascom, Rogai por nós!

Tempo de promover a concórdia e a paz

         


                       Tempo de promover a concórdia e a paz
 
     “Suportemos as fraquezas dos menos fortes” (cf. Rm 15,1-3)
 
Reflexão à luz da passagem da Carta do Apóstolo Paulo aos Romanos:

“Nós que temos convicções firmes devemos suportar as fraquezas dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação.
 
Cada um de nós procure agradar ao próximo para o bem, visando a edificação. Com efeito, Cristo também não procurou a Sua própria satisfação, mas, como está escrito: ‘Os ultrajes dos que te ultrajavam caíram sobre mim’”. (Rm 15,1-3)
 
Todos nós já tivemos oportunidade de viver esta realidade: uma ação impiedosa, um ato pensado e realizado por alguém, quase ou mesmo roubando nossa serenidade.
 
E isto pode ser no âmbito da comunidade, bem como em todos os níveis de relacionamentos.
 
Eis o grande desafio: “suportar as fraquezas dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação”.
 
Jamais podemos perder de vista nossa missão de “edificar” a comunhão, a fraternidade, sobretudo porque somos discípulos missionários do Senhor, que nos deu a mais bela lição pelo Mistério de Sua Vida, Paixão e Morte, como nos fala o Apóstolo.
 
Não é um caminho fácil a ser percorrido, e está explícito no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12a), que nos exorta a viver a mansidão e promover a paz, suportando, se houver, calúnias, difamação e perseguições por causa do nome de Jesus e do Evangelho, que cremos, anunciamos e testemunhamos.
 
Vivendo em comunidade, somos desafiados a dar razão de nossa fé e esperança, sem jamais faltar com a caridade que jamais passará, e é exatamente nestes momentos e situações, o apóstolo nos exorta a “suportar as fraquezas dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação”.
 
Urge a edificação da unidade, um grande desafio para nossa fé e testemunho: - “Agradar ao próximo para o bem, visando a edificação”.
 
E isto somente se torna possível, se tivermos como modelo o próprio Cristo “que não procurou a Sua própria satisfação”, fazendo cair sobre Si os ultrajes todos, ainda que não merecidos, por amor de nós, quando ainda pecadores.
 
Deste modo, é sempre tempo crescer na espiritualidade cristã e:
 
- Suportar as fraquezas dos menos fortes;
- Edificar a unidade, movidos pelas virtudes divinas;
- Ter os mesmos sentimentos, pensamentos e atitudes de Jesus.
 

Oremos:
 
"Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-Vos de todo o coração, e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por N.S.J.C. Amém" (1)
 
(1) “Oração do Dia” - IV domingo do Tempo Comum (ano A)
 

Rezando com os Salmos - Sl 132 (133)

 


O amor e a comunhão fraternas

“–1 Vinde e vede como é bom, como é suave
os irmãos viverem juntos bem unidos!

–2 É como um óleo perfumado na cabeça,
que escorre e vai descendo até à barba;
– vai descendo até à barba de Aarão,
e vai chegando até à orla do seu manto.

–3 É também como o orvalho do Hermon,
que cai suave sobre os montes de Sião.
– Pois a eles o Senhor dá Sua bênção
e a vida pelos séculos sem fim.”

Com o Salmo 132(133) contemplamos e rezamos pela alegria da união fraterna, e fazemos ressoar as palavras do Evangelista – “Amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus” (1Jo 4,7).

“Salmo de romaria. A alegre experiência de uma vida fraterna e solidária, num clima de paz e serenidade, é comparável ao perfume que atrai e ao orvalho que gera uma vida nova.” (1)

Renovemos, como Igreja, a graça de continuar a missão confiada por Jesus, ou seja, proclamar e testemunhar o Evangelho em todos os lugares e em todos os tempos, com a marca fundamental e que nos identifica como cristãos: o testemunho do amor.

Vivendo o Mandamento do Amor que Ele nos deixou, damos à nossa vida e à vida da Igreja, matizes Pascais, até que um dia possamos vislumbrar o novo céu e a nova terra, firmados numa sólida fé, firme esperança e vivificante caridade, porque movidos pelo Espírito de Deus que nos assiste e nos conduz nos caminhos da história.

Concluímos com as palavras de Tertuliano (séc. III) - “Vede como se amam."  Amém.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 842

Rezando com os Salmos - SL 131 (132)

 




O Senhor é fiel às Suas promessas

“–1 Recordai-Vos, ó Senhor, do rei Davi
e de quanto vos foi ele dedicado;
–2 do juramento que ao Senhor havia feito
e de seu voto ao Poderoso de Jacó:

–3 'Não entrarei na minha tenda, minha casa,
nem subirei à minha cama em que repouso,
–4 não deixarei adormecerem os meus olhos,
nem cochilarem em descanso minhas pálpebras,
–5 até que eu ache um lugar para o Senhor,
uma casa para o Forte de Jacó!'

–6 Nós soubemos que a arca estava em Éfrata
e nos campos de Iaar a encontramos:
–7 Entremos no lugar em que Ele habita,
ante o escabelo de Seus pés o adoremos!

–8 Subi, Senhor, para o lugar de Vosso pouso,
subi Vós, com vossa arca poderosa!
–9 Que se vistam de alegria os Vossos santos,
e os Vossos sacerdotes, de justiça!
–10 Por causa de Davi, o Vosso servo,
não afasteis do vosso Ungido a Vossa face!

–11 O Senhor fez a Davi um juramento,
uma promessa que jamais renegará:
– 'Um herdeiro que é fruto do teu ventre
colocarei sobre o trono em teu lugar!

–12 Se teus filhos conservarem minha Aliança
e os preceitos que Lhes dei a conhecer,
– os filhos deles igualmente hão de sentar-se
eternamente sobre o trono que te dei!'

–13 Pois o Senhor quis para si Jerusalém
e a desejou para que fosse Sua morada:
–14 'Eis o lugar do meu repouso para sempre,
eu fico aqui: este é o lugar que preferi!'

–15 'Abençoarei suas colheitas largamente,
e os seus pobres com o pão saciarei!
–16 Vestirei de salvação seus sacerdotes,
de alegria exultarão os seus fiéis!'

–17 'De Davi farei brotar um forte Herdeiro,
acenderei ao meu Ungido uma lâmpada.
–18 Cobrirei de confusão seus inimigos,
mas sobre ele brilhará minha coroa!'”

Com o Salmo 131(132) contemplamos as promessas do Senhor à casa de Davi, como também podemos ver na passagem do Evangelho de São Lucas – “O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi” (cf. Lc 1,32):

“Salmo de Romaria, recordando a promessa do rei Davi, de preparar uma morada estável para Deus, e a dupla promessa de Deus, de manter no trono a dinastia de Davi, e fixar no monte Sião a sua morada.” (1)

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 841

Rezando com os Salmos - Sl 130 (131)

 


Confiança e Serenidade necessárias


“Jesus, manso e humilde coração,
fazei nosso coração semelhante ao Vosso”
 

“–1 Senhor, meu coração não é orgulhoso, 
nem se eleva arrogante o meu olhar;
– não ando à procura de grandezas, 
nem tenho pretensões ambiciosas!

–2 Fiz calar e sossegar a minha alma; 
ela está em grande paz dentro de mim,
– como a criança bem tranquila, amamentada 
no regaço acolhedor de sua mãe.

–3 Confia no Senhor, ó Israel, 
desde agora e por toda a eternidade!”

Com O Salmo 130(131) expressamos nossa confiança filial em Deus e n’Ele repousamos confiantes e serenos:

“Salmo de romaria. Num ato de entrega confiante a Deus, o salmista se comprara com uma criança que confia plenamente na sua mãe.” (1)

Cremos na Palavra de Jesus alcança as entranhas mais profundas de nossa alma e coração: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso” (Mt 11,28).

De fato, somente Jesus pode nos oferecer o verdadeiro “descanso”, porque é “manso e humilde de coração” (Mt 11,29), e nos oferece os distintivos, que haveremos de carregar e viver, para que o mundo O reconheça e O veja em nós: a Cruz e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo. Amém.


(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p.841

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