sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Presbítero: graça e missão
Presbítero: graça e missão
A supremacia da caridade na fidelidade a Cristo Jesus!
Dez indicações à luz da Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais (2020)
Tempo de promover a concórdia e a paz
Tempo de promover a concórdia e a paz
“Suportemos as fraquezas dos menos
fortes” (cf. Rm 15,1-3)
Reflexão à luz da passagem da
Carta do Apóstolo Paulo aos Romanos:
“Nós que temos convicções firmes devemos
suportar as fraquezas dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação. Cada
um de nós procure agradar ao próximo para o bem, visando a edificação. Com
efeito, Cristo também não procurou a Sua própria satisfação, mas, como está
escrito: ‘Os ultrajes dos que te ultrajavam caíram sobre mim’”. (Rm 15,1-3) Todos nós já tivemos oportunidade
de viver esta realidade: uma ação impiedosa, um ato pensado e realizado por
alguém, quase ou mesmo roubando nossa serenidade. E isto pode ser no âmbito da
comunidade, bem como em todos os níveis de relacionamentos. Eis o grande desafio: “suportar as fraquezas dos menos fortes e
não buscar a nossa própria satisfação”. Jamais podemos perder de vista
nossa missão de “edificar” a comunhão, a fraternidade, sobretudo porque somos
discípulos missionários do Senhor, que nos deu a mais bela lição pelo Mistério
de Sua Vida, Paixão e Morte, como nos fala o Apóstolo. Não é um caminho fácil a ser
percorrido, e está explícito no Sermão da Montanha (Mt 5,1-12a), que nos exorta
a viver a mansidão e promover a paz, suportando, se houver, calúnias, difamação
e perseguições por causa do nome de Jesus e do Evangelho, que cremos,
anunciamos e testemunhamos. Vivendo em comunidade, somos
desafiados a dar razão de nossa fé e esperança, sem jamais faltar com a
caridade que jamais passará, e é exatamente nestes momentos e situações, o apóstolo
nos exorta a “suportar as fraquezas
dos menos fortes e não buscar a nossa própria satisfação”. Urge a edificação da unidade, um
grande desafio para nossa fé e testemunho: - “Agradar ao próximo para o bem, visando a edificação”. E isto
somente se torna possível, se tivermos como modelo o próprio Cristo “que não procurou a Sua própria
satisfação”, fazendo cair sobre Si os ultrajes todos, ainda que não
merecidos, por amor de nós, quando ainda pecadores. Deste modo, é sempre tempo crescer
na espiritualidade cristã e: - Suportar as fraquezas dos menos
fortes;- Edificar a unidade, movidos
pelas virtudes divinas;- Ter os mesmos sentimentos,
pensamentos e atitudes de Jesus.
Oremos: "Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-Vos
de todo o coração, e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por
N.S.J.C. Amém" (1) (1) “Oração do Dia”
- IV domingo do Tempo Comum (ano A)
Rezando com os Salmos - Sl 132 (133)
O amor e a comunhão fraternas
“–1 Vinde e vede como é
bom, como é suave
os irmãos viverem juntos bem unidos!
–2 É como um óleo perfumado na cabeça,
que escorre e vai descendo até à barba;
– vai descendo até à barba de Aarão,
e vai chegando até à orla do seu manto.
–3 É também como o orvalho do Hermon,
que cai suave sobre os montes de Sião.
– Pois a eles o Senhor dá Sua bênção
e a vida pelos séculos sem fim.”
Com o Salmo
132(133) contemplamos e rezamos pela alegria da união fraterna, e fazemos
ressoar as palavras do Evangelista – “Amemo-nos uns aos outros, porque o
amor vem de Deus” (1Jo 4,7).
“Salmo de
romaria. A alegre experiência de uma vida fraterna e solidária, num clima de
paz e serenidade, é comparável ao perfume que atrai e ao orvalho que gera uma
vida nova.” (1)
Renovemos,
como Igreja, a graça de continuar a missão confiada por Jesus, ou seja, proclamar
e testemunhar o Evangelho em todos os lugares e em todos os tempos, com a marca
fundamental e que nos identifica como cristãos: o testemunho do amor.
Vivendo o
Mandamento do Amor que Ele nos deixou, damos à nossa vida e à vida da Igreja,
matizes Pascais, até que um dia possamos vislumbrar o novo céu e a nova terra,
firmados numa sólida fé, firme esperança e vivificante caridade, porque movidos
pelo Espírito de Deus que nos assiste e nos conduz nos caminhos da história.
Concluímos
com as palavras de Tertuliano (séc. III) - “Vede como se amam." Amém.
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 842
Rezando com os Salmos - SL 131 (132)
O Senhor é fiel às Suas promessas
“–1 Recordai-Vos, ó Senhor,
do rei Davi
e de quanto vos foi ele dedicado;
–2 do juramento que ao Senhor havia feito
e de seu voto ao Poderoso de Jacó:
–3 'Não entrarei na minha tenda, minha casa,
nem subirei à minha cama em que repouso,
–4 não deixarei adormecerem os meus olhos,
nem cochilarem em descanso minhas pálpebras,
–5 até que eu ache um lugar para o Senhor,
uma casa para o Forte de Jacó!'
–6 Nós soubemos que a arca estava em Éfrata
e nos campos de Iaar a encontramos:
–7 Entremos no lugar em que Ele habita,
ante o escabelo de Seus pés o adoremos!
–8 Subi, Senhor, para o lugar de Vosso pouso,
subi Vós, com vossa arca poderosa!
–9 Que se vistam de alegria os Vossos santos,
e os Vossos sacerdotes, de justiça!
–10 Por causa de Davi, o Vosso servo,
não afasteis do vosso Ungido a Vossa face!
–11 O Senhor fez a Davi um
juramento,
uma promessa que jamais renegará:
– 'Um herdeiro que é fruto do teu ventre
colocarei sobre o trono em teu lugar!
–12 Se teus filhos conservarem minha Aliança
e os preceitos que Lhes dei a conhecer,
– os filhos deles igualmente hão de sentar-se
eternamente sobre o trono que te dei!'
–13 Pois o Senhor quis para si Jerusalém
e a desejou para que fosse Sua morada:
–14 'Eis o lugar do meu repouso para sempre,
eu fico aqui: este é o lugar que preferi!'
–15 'Abençoarei suas colheitas largamente,
e os seus pobres com o pão saciarei!
–16 Vestirei de salvação seus sacerdotes,
de alegria exultarão os seus fiéis!'
–17 'De Davi farei brotar um forte Herdeiro,
acenderei ao meu Ungido uma lâmpada.
–18 Cobrirei de confusão seus inimigos,
mas sobre ele brilhará minha coroa!'”
Com o Salmo
131(132) contemplamos as promessas do Senhor à casa de Davi, como também
podemos ver na passagem do Evangelho de São Lucas – “O Senhor Deus lhe dará
o trono de seu pai Davi” (cf. Lc 1,32):
“Salmo de
Romaria, recordando a promessa do rei Davi, de preparar uma morada estável para
Deus, e a dupla promessa de Deus, de manter no trono a dinastia de Davi, e
fixar no monte Sião a sua morada.” (1)
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 841
Rezando com os Salmos - Sl 130 (131)
Confiança e Serenidade necessárias
“Jesus, manso e humilde coração,fazei nosso coração semelhante ao Vosso”
“–1 Senhor, meu coração não
é orgulhoso,
nem se eleva arrogante o meu olhar;
– não ando à procura de grandezas,
nem tenho pretensões ambiciosas!
–2 Fiz calar e sossegar a minha alma;
ela está em grande paz dentro de mim,
– como a criança bem tranquila, amamentada
no regaço acolhedor de sua mãe.
–3 Confia no Senhor, ó Israel,
desde agora e por toda a eternidade!”
Com O Salmo
130(131) expressamos nossa confiança filial em Deus e n’Ele repousamos
confiantes e serenos:
“Salmo de
romaria. Num ato de entrega confiante a Deus, o salmista se comprara com uma
criança que confia plenamente na sua mãe.” (1)
Cremos na Palavra
de Jesus alcança as entranhas mais profundas de nossa alma e coração: “Vinde
a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e
Eu vos darei descanso” (Mt 11,28).
De fato, somente
Jesus pode nos oferecer o verdadeiro “descanso”, porque é “manso
e humilde de coração” (Mt 11,29), e nos oferece os distintivos, que
haveremos de carregar e viver, para que o mundo O reconheça e O veja em nós: a
Cruz e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo. Amém.
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p.841





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