sábado, 30 de agosto de 2025
Ser Catequista
Ser Catequista à luz das sete parábolas do Senhor
Ser Catequista à luz das sete parábolas do Senhor
“Naquele dia, saindo Jesus de casa, sentou-Se à beira-mar. Em torno d’Ele reuniu-se uma grande multidão. Por isto, entrou num barco e sentou-Se, enquanto a multidão estava em pé na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas.” (Mt 13,1-3).
Sete Parábolas saíram dos lábios do Senhor, e chegam aos nossos ouvidos e nas entranhas do coração, que tão somente Deus pode conhecer plenamente.
Sete Parábolas: do semeador, sua Palavra e nosso coração; do joio e do trigo; do grão de mostarda; do fermento na massa; do tesouro escondido; da pérola preciosa e da rede lançada ao mar (Mt 13,3-50).
Nisto consiste a missão do(a) Catequista: acolher a Palavra, a melhor semente no próprio coração; e discípulo missionário do Divino Semeador, Jesus; e, também, no coração dos catequizandos, a semente da Palavra lançar, na esperança da acolhida em férteis terrenos do chão do coração, com os frutos a produzir, por Deus sempre esperados.
Perseverança e paciência ao lançar as sementes do bem, do amor e da verdade, com ousadia e coragem ainda que o inimigo venha semear as sementes do mal, do ódio, da mentira e da pseudofelicidade, pois a autêntica, somente Ele, o Senhor, pode nos alcançar.
Catequese é como um grão de mostarda: ainda que pareça tão pequena e insignificante, pela graça de Deus, faz crescer e florescer, frutos produzir, ainda que não os vejamos e os frutos não saboreemos, mas outros com certeza o farão.
Catequese, fermento que leveda a massa: fermento do amor que faz toda a diferença: tão somente o amor é capaz de gerar o novo em cada um e em cada uma de nós. Há que se apresentar e levedar a humanidade com o eterno fermento do amor que jamais acabará, tão pouco jamais passará (1Cor 13).
Tesouro encontrado e a pérola preciosa de nossa vida é o Senhor Jesus, com a Sua Palavra, Pessoa , e com Ele, a alegria do Reino de Deus entre nós presente. Por este tesouro e pérola, nossas renúncias nada são, ainda que muito o façamos, incomparável valor, por isto tão somente este Tesouro e Pérola fazem nosso coração crepitar com chamas eternas de amor.
Ser catequista é lançar as redes, sem medo, nas águas mais profundas (Lc 5,1-11), para resgatar do mar da vida homens e mulheres, para que entrem na comunhão com o Senhor, do Reino parte façam, e o coração transborde de alegria.
Catequista, acolha as palavras do Senhor ao final das sete Parábolas:
"Entendestes todas essas coisas?’ Responderam-lhe: ‘Sim”. Então lhes disse: ‘Por isso, todo escriba que se tornou discípulo do Reino dos Céus é semelhante ao proprietário que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.” (Mt 13,51).
Ser Catequista é, com a presença e ação do Espírito, rezar e viver da Palavra de Deus, em permanente leitura, meditação, oração, contemplação, colocando-se como barro na mão do oleiro, porque imperfeitos e inacabados todos o somos, para que mais imagem e semelhança de Deus o sejamos. Amém.
Catequista: comunicar a Palavra do Amado
Catequista: dom, graça e missão
A Catequese da Vida Nova em Cristo
A Catequese da Vida Nova em Cristo
À luz do parágrafo número 1697 do Catecismo da Igreja Católica, reflitamos sobre a necessária catequese em nossas comunidades.
Através dela, é fundamental que se revele com clareza e alegria as exigências do caminho de Cristo, uma vez que catequese não é um ponto de chegada, mas sempre um caminho, a fim de que vivamos uma catequese da Vida Nova no Senhor (Rm 6,4)
Retomemos as oito características fundamentais de uma catequese, que o Catecismo nos apresenta:
a) uma catequese do Espírito Santo, que é o Mestre interior da vida segundo Cristo, o doce hóspede e amigo que inspira, guia, retifica e fortalece esta vida segundo Cristo;
b) uma catequese da graça, pois é pela graça que somos salvos e por ela que as nossas obras podem ser frutuosas para a vida eterna;
c) uma catequese das bem-aventuranças, porque o caminho de Cristo se resume nelas e é o único caminho da felicidade eterna aspirado por todos nós;
d) uma catequese do pecado e do perdão, porque, reconhecendo-nos como pecadores, podemos conhecer a verdade sobre nós mesmos, para a condição de um procedimento justo, e somente com a oferta do perdão, tornamo-nos capazes de suportar a verdade do reconhecimento de nossa condição pecadora;
e) uma catequese das virtudes humanas, que nos possibilita a apreensão da beleza e o atrativo das retas disposições para o bem;
f) uma catequese das virtudes cristãs da fé, esperança e caridade, tendo como inspiração os exemplos dos santos e santas;
g) uma catequese do duplo Mandamento da caridade exposto no decálogo: o amor a Deus e ao próximo, inseparavelmente;
h) uma catequese eclesial, porque é nas múltiplas permutas dos “bens espirituais” na “comunhão dos santos”, que a vida cristã pode crescer, desenvolver-se e comunicar-se.
Como podemos perceber, há um longo caminho a ser feito em nossas comunidades, a fim de que tenhamos uma catequese renovada, com estas características tão bem apresentadas no Catecismo da Igreja Católica.
Ainda mais se considerarmos o tempo presente, com as dificuldades dos encontros presenciais, a participação ativa, consciente e piedosa nas Celebrações Eucarísticas.
Urge que passemos da Catequese de tão apenas conhecimento teórico da doutrina, quando acontece, para uma catequese de inspiração catecumenal, que aponta sempre o horizonte em contínuo processo de formação na Doutrina, acompanhado pela vivência desta.
Não obstante as inúmeras dificuldades, é preciso que nos empenhemos para que estas características da Catequese sejam vividas, e formemos comunidades de homens e mulheres que vivam n’Ele, Jesus Cristo, a Vida Nova que nos foi concedida pela graça do Sacramento do Batismo, a fim de que sejamos sal da terra e luz do mundo, vivendo uma espiritualidade, essencialmente eucarística.
“Cristo está no coração da Catequese”
“Cristo está no coração da Catequese”
O Catecismo da Igreja Católica, nos parágrafos 426/429, nos apresenta uma Pessoa no coração da Catequese, que é Jesus de Nazaré, o Filho único do Pai, que sofreu e morreu por nós, e que agora ressuscitado, vive conosco para sempre.
Na catequese, portanto, é Cristo, o Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado; e tudo o mais se diz referência a Ele.
Deste modo, segundo o Catecismo, catequizar consiste em:
- revelar, na Pessoa de Cristo, todo o desígnio eterno de Deus;
- procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizados;
- levar à comunhão com Jesus Cristo, pois, somente Ele pode levar ao amor do Pai, no Espírito, e fazer-nos participar na vida da Santíssima Trindade.
Ainda, segundo o Catecismo, é tão somente Cristo que ensina, e nós somos porta-vozes. Deste modo, o/a catequista precisa:
- procurar o conhecimento de Jesus Cristo;
- aceitar perder tudo para ganhar Cristo e encontrar-se n'Ele e conhecê-Lo;
- crer na força da Sua ressurreição e participar na comunhão com os Seus sofrimentos;
- conformar-se com Ele na morte, na esperança de chegar a ressuscitar dos mortos (Fl 3, 8-11);
- fazer brotar em si o desejo de anunciar Jesus Cristo, evangelizando e levando os outros ao sim da fé n’Ele;
- conhecer o Símbolo da fé (Creio) e as verdades nele contidas.
Supliquemos a Deus o fortalecimento de nossos/as catequistas na graça desta missão, sempre assistidos e conduzidos pela ação do Espírito Santo.
Ser Catequista: cativar e cultivar





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