sexta-feira, 31 de julho de 2026

Em poucas palavras...

 


A essência da religião

“A palavra do profeta é, entretanto, um convite a viver a essência da religião: a conversão interior (v.3) e a observância da Lei (v.4) e da Palavra de Deus (v.5) são os elementos determinantes de uma nova presença benévola de Javé entre o seu povo.” (1)

(1)        Comentário Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1092 – passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 26,1-9)

 

Em poucas palavras...

 


Não procuremos a glória externa

“O Evangelho nos ensina que seguir a Cristo é procurar não a glória externa, mas a claridade interior: que Jesus foi rejeitado porque se mostrava ‘um dentre os outros’.

Mas é exatamente nestes que Ele passa ao nosso lado e quer ser reconhecido (Mt 25,35-45)...

Diz-se: não há mais milagres porque são impossíveis; Jesus mostra que eles não existem porque não existe fé.” (1)

 

 

(1)Comentário Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1094 – passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,54-58).

Milagres: o que diz a Igreja Católica?

                                                                  

Milagres: o que diz a Igreja Católica?

Vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja sobre os milagres:

“A Bíblia é riquíssima em passagens nas quais Jesus acompanha suas palavras com numerosos "milagres, prodígios e sinais" (At 2,22) que manifestam que o Reino está presente nele. Os milagres atestam que Jesus é o Messias anunciado.

Os sinais operados por Jesus testemunham que o Pai o enviou. Convidam a crer nele. Aos que a Ele se dirigem com fé, concede o que pedem. Assim, os milagres  fortificam a fé nAquele que realiza as obras de seu Pai: testemunham que Ele é o Filho de Deus. Eles podem também ser "ocasião de escândalo". Não se destinam a satisfazer a curiosidade e os desejos mágicos, especulações vãs” (§547/8).

“O motivo de crer não é o fato de as verdades reveladas aparecerem como verdadeiras e inteligíveis à luz de nossa razão natural. Cremos "por causa da autoridade de Deus que revela e que não pode nem enganar-se nem enganar-nos". "Todavia, para que o obséquio de nossa fé fosse conforme à razão, Deus quis que os auxílios interiores do Espírito Santo fossem acompanhados das provas exteriores de sua Revelação. Por isso, os milagres de Cristo e dos santos, as profecias, a propagação e a santidade da Igreja, sua fecundidade e estabilidade "constituem sinais certíssimos da Revelação, adaptados à inteligência de todos", "motivos de credibilidade" que mostram que o assentimento da fé não é "de modo algum um movimento cego do Espírito" (§156).

Em síntese, a Igreja nos permite dizer que muitos fatos podem ser explicados à luz da razão natural e outros não, porque se devem a autoridade de Deus, que se manifesta em sinais que ultrapassam toda e qualquer racionalidade, expressando-se como graças divinas que trazem em si a revelação de quão imensurável é o Seu Amor por nós.

O que aos nossos olhos e razão parece ser impossível para Deus não é. Não temos o poder de enquadrar a força divina, e Seu poder ultrapassa toda possibilidade de racionalização, quantificação.

Certamente o leitor já presenciou transformações, curas e outros fatos que a ciência não soube explicar. Mas quem disse que a ciência tem que tudo explicar? Pela fé somos e podemos muito mais do que possamos pensar, porque ela é força que nos move no romper de barreiras aparentemente intransponíveis.

Bem exclamou o Senhor aos Apóstolos– “Se vocês tivessem fé do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a esta amoreira: Arranque-se daí e plante-se no mar. E ela obedeceria vocês” (Lc 17,6).

Portanto, por menor que seja a fé,
se acrisolada no fogo da caridade,
faz reacender a esperança de que a Ação Divina
se multiplicará e os milagres como
Graça Divina se tornarão imensuráveis.

Em poucas palavras...

                                                   


Palavras, milagres, prodígios e sinais feitos por Jesus

“Jesus acompanha as suas palavras com numerosos «milagres, prodígios e sinais» (At 2,22), os quais manifestam que o Reino está presente n'Ele. Comprovam que Ele é o Messias anunciado (Lc 7,18-23).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 547

O valor sagrado do trabalho humano

 


                       O valor sagrado do trabalho humano
 
               “O trabalho humano como participação na obra do Criador"
 
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,54-58), sobre a sacralidade do trabalho, desde o princípio.
 
Voltemos à passagem do Livro do Gênesis (Gn 1,26-2,3), onde encontramos o Projeto de Deus Criador: que o homem e a mulher continuem a obra da criação, através de seu trabalho.
 
Pelo trabalho humano, há um prolongamento e aperfeiçoamento da obra do Criador. Deus não concluiu a Sua obra, nos permitindo continuá-la, através das atividades humanas, dentre elas destaca-se o trabalho.
 
O mundo está em contínuo processo de criação, como Obra prima de Deus. É fato que muitas vezes o trabalho foi apresentado como maldição, fruto da desobediência - uma espécie de penalidade.
 
O Magistério tem ensinado, nos últimos tempos que esta concepção é errônea (sobretudo com o Papa Leão XIII - Encíclica “Rerum Novarum”, até os dias de hoje com o Papa Leão XIV)
 
Na passagem do Evangelho mencionada, contemplamos Cristo que foi trabalhador, filho de operário: São José.
 
Trabalhando com Suas mãos, participou ativamente da vida de Seu tempo. Com Sua encarnação e atividade testemunhou a santificação pelo trabalho.
 
Sim, verdadeiramente, o trabalho deve ser caminho de santificação, pois é cocriar o mundo. O trabalho deve ser visto como Bênção e não maldição.
 
A Sagrada Família foi a Escola onde aprendemos a beleza da lição do trabalho humano, com tão belos Mestres: Jesus, Maria e José...
 
Hoje, muitos são os sinais que clamam por justiça no mundo do trabalho: desemprego, insegurança no mundo do trabalho; falta de perspectivas para os jovens, trabalho infantil, perda da seguridade social, etc.
 
- O que é possível propor como espiritualidade para o mundo do trabalho?
 
A Igreja nos propõe caminhos:
 
-  Solidariedade;
-  Manifestações coletivas em prol da vida;
 
- Trabalho como vocação;
- Trabalho como prolongamento da obra do criador; bem como do seu aperfeiçoamento;
 
-  O trabalho como caminho de santidade;
-  O resgate do Domingo como Dia do Senhor e de encontro pessoal com Deus, com a família e amigos.
 
Quanto à comunidade política junto ao Estado deve:
 
- Assegurar o exercício dos deveres e direitos para que haja dignidade no mundo do trabalho;
-  Garantir trabalho e salário justo para todos;
- Garantir a seguridade social para todos.
 
Que o trabalho não sirva apenas para a multiplicação do lucro de alguns, mas assegure o bem comum. Enfim, que o trabalho seja para o homem e não o homem para o trabalho.
 
Celebrar a Eucaristia é:


- Colocar no Altar de Deus nossa existência: angústias e esperanças; cansaço e suor, sonhos e pesadelos; toda atividade humana, como o trabalho do dia a dia.
- Colocar em Deus a confiança de um dia alcançar um emprego, uma nova perspectiva na realidade em que se vive.
 
Urge que como Igreja, sejamos uma presença evangelizadora no vasto e complicado mundo da política, da economia, da cultura e em todos os níveis da vida.
 
Que Deus nos conceda a graça do trabalho, para que sejamos cocriadores, trilhando o caminho de santificação, e finalizando, fiquemos com as palavras de Santo Agostinho:
 
“O Amor à verdade busca o descanso.
A necessidade do amor acolhe o trabalho justo...
Quando o amor e a verdade se encontram:
Vida, trabalho e dignidade também celebram
um doce encontro e a vida fica bem mais
perto de tudo aquilo que Deus espera:
Crescei, multiplicai-vos e dominai a terra". Amém.
 

 
PS:  Reflexão oportuna para a 17ª sexta-feira do Tempo Comum e também par ao dia 1º de Maio celebraremos o Dia Internacional do Trabalho, e todos trabalhadores e trabalhadoras têm São José Operário como Padroeiro, cuja Festa Litúrgica foi instituída pelo Papa Pio XII em 1955.
 
 

Em poucas palavras... (Santo Inácio de Loyola)

 


Oração de Santo Inácio de Loyola
 
“Tomai, Senhor, e recebei
toda a minha liberdade,
a minha memória também.
 
O meu entendimento
e toda a minha vontade.
 
Tudo o que tenho e possuo,
Vós me destes com amor.
 
Todos os dons que me destes,
com gratidão Vos devolvo;
disponde deles, Senhor,
 segundo a Vossa vontade.
 
Dai-me somente
o Vosso amor, a Vossa graça.
 
Isto me basta,
nada mais quero pedir!
Amém.” (1)

 

(1)        Santo Inácio de Loyola, Memória celebrada dia 31 de julho.

"Buscar primeiro o Reino de Deus” Que bela e maravilhosa Missão!

                                                       

"Buscar primeiro o Reino de Deus”
Que bela e maravilhosa Missão!

Como nos preocupamos com as exigências do dia a dia, muitas vezes sem colocar em primeiro lugar a busca pelo Reino de Deus, confiando no Senhor.

Esta é a essência da mensagem da Liturgia da Palavra do 8º. Domingo do Tempo Comum (ano A).

O Profeta Isaías, na primeira Leitura (Is 49, 14-15), nos ensina que Deus nunca nos abandona, mas nos trata com verdadeiro amor de mãe:

“Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, Eu não te esqueceria nunca.”

Com esta belíssima comparação, o Profeta nos fala de Deus tomando a imagem do amor maternal: amor instintivo, avassalador, eterno, gratuito e incondicional, mas elevado ao grau infinito. Elevado à enésima potência tendendo ao infinito, se matematicamente pudéssemos dizer...

O Profeta, homem da confiança e esperança, é aquele que ajuda o Povo de Deus a perceber a presença divina em Sua aparente ausência, despertando para resposta amorosa a Ele. Ajuda o Povo de Deus a perceber a face oculta de Deus revelada na ternura, misericórdia, compaixão...

Relacionar-se e corresponder a este Deus, somente assim o futuro tornar-se-á promissor... O Profeta, com a Palavra Divina em seus lábios, faz reacender a chama que não fumega no coração daquele que crê. Sempre precisamos de Profetas assim.

Quando tudo parece mais nada, há alguém que nos aponta o Todo Poderoso, Onipotente, Aquele que para o qual nada é impossível: “Tudo podemos n’Aquele que nos fortalece”, nos dirá mais tarde o Apóstolo Paulo ( Fl 4,13).

Esse mesmo Apóstolo na segunda Leitura (1Cor 4, 1-5), fala da autenticidade de seu Ministério, de “simples operário de Cristo e administrador dos Mistérios de Deus”, o qual exerce com muita fidelidade, com os olhos fixos no essencial que é a proposta de salvação/libertação que Jesus veio realizar. Somos apenas veículos desta mensagem, imprescindíveis porque assim Deus o quis.

O Evangelista Mateus (Mt 6, 24-34) nos revela que Jesus ensina a darmos o devido valor às coisas, colocando Deus em primeiro lugar: “Não podeis servir a Deus e a riqueza”.

E também convida a nos abandonarmos completamente à Providência de Deus: “Não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis.”

Não entendamos confiança como sinônimo de passividade ou de comodismo: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.”

Insisto, a Ação Divina não dispensa a ação humana, muito pelo contrário, eleva-a como possibilidade de participação na construção do Reino. Haverá responsabilidade e graça tão belas quanto essas?

Quanto maior for nossa confiança em Deus, tanto mais cresce nossa responsabilidade. Também poderemos dizer que a responsabilidade é diretamente proporcional à confiança que temos em Deus.

Santo Inácio de Loyola diz de forma límpida e contundente: “devemos confiar como se tudo dependesse de Deus e nos empenhar como se tudo dependesse de nós.”.

“Buscar o Reino de Deus” com absoluta confiança em Deus, como meros instrumentos, veículos de Sua Mensagem. Lembremo-nos que continuamos a refletir o desdobramento das Bem Aventuranças, a Missão de ser Sal e Luz (Capítulos 5 e 6 de Mateus).

Sendo assim, concluindo, podemos afirmar que ser Discípulo do Senhor é ter encontrado uma Pessoa que mudou nossa vida, e que ela só tem sentido e conteúdo quando em relacionamento contínuo e íntimo, renovado no Banquete da Eucaristia.

É preciso trilhar o caminho da santidade empenhados na construção do Reino, com total confiança em Deus e em Sua força, com disponibilidade, fidelidade, alegria e com muito amor a fim de que correspondamos ao Amor Divino que jamais nos falta.

Somente assim comunicaremos luz da Fonte de Luz nas mais diversas situações obscuras, nas "cavernas sombrias e escuras" da existência.

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