sexta-feira, 3 de julho de 2026

Em poucas palavras...

 


Gloriosas Santas Chagas do Senhor

“Como muitos soldados que olham para as feridas que receberam em batalha não como uma deformação, mas como um troféu de honra, assim também o Senhor expõe Suas chagas para provar que o amor é mais forte que a morte.

Suas cicatrizes tornar-se-iam como bocas eloquentes a interceder junto ao Pai Celestial: cicatrizes que Ele ostentaria no último dia para julgar os vivos e os mortos (Jo 5,19-30)...

As chagas que possui não são sinais de fraqueza, mas sim chagas gloriosas da vitória.” (1)

 

(1)Vida de Cristo – Fulton J. Sheen – Editora Molokai – 2024 – p. 943

Senhor Ressuscitado...

                                                   


Senhor Ressuscitado...

Abri, Senhor, as portas do meu coração.
Ficai no centro de minha vida.
Comunicai Vossa alegria imensurável,
Envolvei-me em Vosso abraço de ternura e paz.

Cresça em mim a fé em Vós, vivo, Ressuscitado.
Ó Cristo Senhor, contemplo Vossas Chagas gloriosas.
A fé em Vós, em Vosso Pai de Amor, quero testemunhar,
Contando com Vosso Espírito, na plena comunhão de amor.

Soprai, Senhor, sobre mim o Vosso Suave Espírito:
Para que eu tenha nova vida e vida plena, 
e seja sinal de esperança e instrumento de caridade,
por Vós mais que desejado, porque em mim confias.

Amém. Aleluia!

Concedei-nos, Senhor, os bens necessários!

                                                   

Concedei-nos, Senhor, os bens necessários!
 
Uma oração para auxiliar na renovação de nossa fidelidade ao Senhor, para segui-Lo com maior ardor e entusiasmo, à luz do texto do bispo e mártir São Cipriano (séc. III):
 
Oremos:

Senhor Jesus, que sejamos sempre sim à vontade do Pai,
Como fostes em todos os momentos e em tudo ao Vosso Pai,
Com a força e presença do Espírito que sobre Vós pousava.
 
Por isto, a Vó suplicamos que nos concedeis:
 
A humildade no comportamento, para não ofuscarmos a Vossa luz;
O respeito nas palavras, para que correspondam à retidão e coerência das ações,
A misericórdia nas obras, sem nada esperarmos em troca, simplesmente por amor;
 
A moderação nos costumes, sem jamais ofendermos os outros e sabendo tolerar o que for preciso;
A capacidade de conservar a paz com os nossos irmãos, fortalecendo os vínculos da amizade e concórdia;
Amarmos ao Senhor de todo o coração, enquanto Pai e temê-Lo enquanto Deus;
 
Nada preferir a Cristo, para correspondermos ao Seu Amor que nada preferiu a nós; 
O manter-nos inseparavelmente unidos ao Seu Amor, Mandamento maior de nossa vida;
Permanecermos junto à cruz, com fortaleza e confiança, sem choros e lamentos estéreis;
 
A serenidade para enfrentarmos os tormentos.
A constância na fé, para que nos mantenhamos firmes e intrépidos no carregar da cruz;
 
A confiança em Vossa força e presença no bom combate da fé,
Para que, passando pela morte, alcancemos a eternidade,
E recebamos de Vós a coroa da glória aos justos prometida,
E por nós ardentemente esperada. Amém.
 
PS: Fonte inspiradora: Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - p.225. 

A incredulidade de Tomé e a nossa, curai, Senhor

                                                         


A incredulidade de Tomé e a nossa, curai, Senhor

“Bem-aventurados os que creram sem terem visto”

Sejamos enriquecidos pelo Comentário sobre o Evangelho de São João Escrito por São Cirilo de Alexandria (séc. V): 

“Tomé, resistindo a crer em um primeiro momento, foi pronto na confissão, e em um instante foi curado de sua incredulidade. De fato, haviam transcorrido somente oito dias, e Cristo removeu os obstáculos da incredulidade ao mostrar-lhe as cicatrizes dos cravos e Seu lado aberto.

Após ter entrado milagrosamente através das portas fechadas - milagrosamente, já que todo corpo terreno e extenso busca uma entrada adequada ao mesmo, e para entrar requer um espaço em proporção à sua magnitude -, nosso Senhor Jesus Cristo com toda a espontaneidade descobriu Seu lado para Tomé e lhe mostrou as chagas impressas em Sua carne, confirmando, a propósito de Tomé, a fé de todos os crentes.

Somente de Tomé se diz que afirmou: Se não vejo em Suas mãos o sinal dos cravos, se não meto o dedo no furo dos cravos, e não meto a mão em Seu lado, não crerei. Porém, o pecado da incredulidade era, de certo modo, comum a todos, e sabemos que o entendimento dos demais discípulos não esteve livre de dúvidas, apesar de afirmarem a Tomé: Vimos o Senhor.

E como não acabavam de crer pela alegria, e continuavam atônitos, Cristo lhes disse: Tendes aqui algo para comer? Eles lhe ofereceram um pedaço de peixe assado e um pouco de mel. Ele o tomou e comeu diante deles. Vês como a dúvida da incredulidade não fez unicamente presa em Tomé, mas que este vírus atacou também o entusiasmo dos demais discípulos?

Portanto, a admiração tornava os discípulos lentos na fé. Mas, na realidade, para quem observa e vê, não existe desculpa alguma de incredulidade; por isso Tomé fez uma correta confissão quando disse: Meu Senhor e meu Deus!

Jesus lhe disse: Tomé, creste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto. Esta expressão do Salvador está cheia de uma singular providência e pode ser-nos de grande utilidade. Realmente, também nesta ocasião Cristo visava o bem de nossas almas, porque Ele é bom e quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, conforme está escrito. Tudo isso é digno de admiração.

Portanto, era mister tolerar com paciência as reservas de Tomé e aos outros discípulos que acreditavam que Ele era um espírito ou um fantasma, e, para oferecer ao mundo inteiro a credibilidade da fé, mostrar os sinais dos cravos e a chaga do lado e, também, se alimentar fora do que estava acostumado e sem necessidade nenhuma, a fim de eliminar completamente todo motivo de incredulidade naqueles que buscavam provas para sua própria utilidade.

Mas aquele que aceita o que não vê e crê ser verdade o que o doutor lhe comunica, este demonstra uma adesão fervorosa ao pregador. Por isso se declara bem-aventurado a todo aquele que assente com a fé mediante a pregação dos Apóstolos que, ao dizer de Lucas, foram testemunhas oculares das obras e ministros da palavra. A eles nós devemos obedecer, isto se realmente aspiramos à vida eterna e estimamos o que realmente vale habitar nas moradas eternas.” (1)

Vivendo o Tempo Pascal, temos a graça de renovar a nossa fé no Cristo Ressuscitado, presente e caminhando conosco, embora não O vejamos.

Com a ação e presença do Espírito Santo, seja renovada a alegria de sermos discípulos missionários do Senhor, caminhando na esperança de que um dia possamos contemplar a face de Deus, e de Seu Filho, Jesus Cristo Ressuscitado, sentado à Sua direita, e virá para julgar os vivos e os mortos, como professa a nossa fé

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - p. 346-347

Chagas/Pétalas

                                                           

“Tive suplício entre dois
Que não eram quem mostrava.
Morri como eles morreram,
Morto ainda me matavam...

Cinco pétalas que eu tinha
Em cinco Chagas abriram
Com uma lança depois
Meu Coração descobriram..."
(Fernando Pessoa)

Chagas/Pétalas

Ó impressionantes Chagas/Pétalas!

Chagas doloridas do Senhor
São como as mais belas pétalas,
Exalantes do mais belo Amor,
Morte cruenta que o mundo redimiu.

Contemplo silenciosamente,
à luz da poesia de Pessoa,
Mergulho em reflexões, deleitosamente,
Sobre as Santas Chagas do Redentor.

Nas asas do Espírito voo, medito, contemplo
As chagas expostas de um enfermo,
No qual Cristo Se faz presença
Para ser amado, pois é d’Ele seu templo.

Chagas/Pétalas, tantas do cotidiano,
Abertas, tão ardentes, clamantes,
À espera de quem as cure,
Sem indiferença aos gritos delirantes

Chagas/Pétalas, outras perfumadas,
Da vitória do Corpo Ressuscitado:
Cinco Chagas resplandecentes, vitoriosas
Do Filho tão amado, Glorificado.

Chagas/Pétalas com odores de alegria,
Que dos céus nos caem abundantes
Em famílias que vivem a ternura,
Valores outros mais do que edificantes.

Chagas/Pétalas de amores vivenciados,
Em compromissos com o Reino renovados,
Por um mundo mais justo e fraterno,
Por Deus, para nós desejado e sonhado.

Ó impressionantes Chagas/Pétalas!
Ora exalam perfumes deliciosos,
Ora nem tanto assim,

Porém, não fossem as Chagas do Crucificado,
Não haveria as Chagas do Ressuscitado!

“Bem-aventurados os que creram sem nunca terem visto”

                                                        

“Bem-aventurados os que creram sem nunca terem visto”

No 2º Domingo da Páscoa, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 20,19-31), na qual encontramos a profissão de fé feita por Tomé, diante da manifestação do Ressuscitado – “Meu Senhor e meu Deus”.

Vemos o itinerário da profissão de fé feito por Tomé, ausente na primeira vez em que Jesus apareceu aos Apóstolos, e depois, quando presente, faz a grande profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus”.

Tomé é proclamado bem-aventurado porque viu e tocou as Chagas gloriosas do Ressuscitado, e Jesus nos diz que felizes são aqueles que creram sem nunca terem visto, nem tocado.

Tomé toca exatamente onde nascemos e nos nutrimos: no coração de Jesus, do qual jorrou Sangue e Água: Batismo e Eucaristia.

Esta é uma mensagem essencialmente catequética, que nos convida a renovar hoje e sempre a nossa fé: somos felizes porque cremos sem nunca termos visto e nem tocado: a experiência vivida por Tomé não foi exclusiva das primeiras testemunhas do Ressuscitado, e pode ser vivida por todos os cristãos de todos os tempos.

Reflitamos:

- Creio na presença de Jesus Ressuscitado na vida da Igreja?
- Sinto a presença e ação do Ressuscitado em minha vida?
- Como testemunhamos a fé no Cristo vivo e Ressuscitado?

Oremos:

Deus todo-poderoso, concedei-nos que a exemplo do Apóstolo São Tomé, sejamos sempre sustentados por sua proteção 
e tenhamos a vida nova segundo o Espírito, 
vivendo a fé no Cristo que ele reconheceu como Senhor.
Nós Vos pedimos pelo mesmo Cristo e Nosso Senhor, 
na comunhão com o Espírito Santo. 
Amém. Aleluia!

Curai-me, Senhor, por Vossa Santa Chaga de Amor!

                                                           


Curai-me, Senhor, por Vossa Santa Chaga de Amor!

Senhor, em meu silêncio orante,
Coloco-me em Vossas mãos...
Sei que a Vida venceu a morte!
O Senhor Ressuscitou! Aleluia!

Sei que tudo posso n’Aquele que me fortalece (Fl 4,13)
Sei em quem pus minha vitoriosa confiança.
Sei que estais, silenciosamente, ao meu lado.
Sei que sois meu defensor, meu refúgio...

É  Páscoa! Não há mais lugar para o antigo inimigo.
Ele que inaugurou sua ação no Paraíso,
Pelo Filho Amado na Morte de Cruz foi vencido,
O veneno da serpente cedeu lugar ao Sangue Divinal.

É Páscoa! A luz se fez clara como o dia,
O medo foi vencido pela coragem Pascal,
A alegria invadiu e transbordou no coração dos discípulos...
E assim se fez: fomos curados, Senhor, por Vossa Santa Chaga de Amor!

Como os discípulos de Emaús eu Vos peço:
Ficai comigo, Senhor, e com Vossa Igreja!
Mais uma vez, minhas mãos estendo e suplico:
Curai-me, Senhor, por Vossa Santa Chaga de Amor!

Sei que sois minha rocha, minha fortaleza...
Sei que Vós tendes a última Palavra.

Sequemos nossas lágrimas!
Sejamos curados pelas Santas Chagas do Amor!

Amém. Aleluia!

Quem sou eu

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