segunda-feira, 4 de maio de 2026
Enviai, Ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja
Presbíteros: construtores da esperança e pontes de paz
Presbíteros: construtores da esperança e pontes de paz
De 19 a 21 de maio de 2025, celebramos o Jubileu do Clero da Província de Diamantina, composta pelas arquidiocese de Diamantina, dioceses de Almenara, Araçuaí, Guanhães e Teófilo Otoni, com o tema – “Presbíteros, construtores de esperança”.
Éramos cinco bispos titulares e um bispo emérito, e aproximadamente duzentos presbíteros.
Retomo alguns pontos da homilia que fiz na missa do dia 20 de maio, na Basílica do Sagrado Coração, da arquidiocese de Diamantina, à luz da Palavra proclamada (At 14,19-28; Sl 144; Jo 14,27-31a), e do tema do encontro:
- Os presbíteros devem ser promotores da esperança e da verdadeira paz, que não deve ser entendida como ausência da cruz, mas que brota, paradoxalmente, da cruz vitoriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tão somente Ele pode nos comunicar o “Shalom” , a paz, dom divino que nos comunica confiança, serenidade, esperança para viver a graça do Ministério.
- Como os apóstolos mencionados na passagem da primeira leitura, devem viver a vocação num fecundo espírito de missionariedade; evangelizadores de uma Igreja em saída para as inúmeras periferias existenciais, que nos desinstalam e nos provocam a necessária conversão e disponibilidade.
Devem ser promotores da comunhão ministerial, com a mais expressiva ternura da fé, alegria do serviço e ardor da missão (cf. Dilexit nos – n. 88 – Papa Francisco), perfeitamente configurados a Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de graça da vocação a que foram chamados.
Oremos por toda a Igreja, e de modo intenso, por todos os presbíteros, para que renovem, sempre, a chama do primeiro amor (cf. 2 Tm 1,6-10), a fim de que sejam, portanto, construtores da esperança, edificando pontes de comunhão e paz – jamais muros de isolamento e separação; alegres discípulos missionários, e promotores da fecunda comunhão eclesial na mais enriquecedora diversidade de dons e ministérios, com a proteção de Maria, a Estrela da Evangelização. Amém. Aleluia!
Que vejam Cristo em nós!
Rezando com os Salmos - SL 113b (115)
“Não a nós, ó Senhor, não a nós...”
“=1 Não a
nós, ó Senhor, não a nós,
ao Vosso
nome, porém, seja a glória,
porque
sois todo amor e verdade!
–2 Por que
hão de dizer os pagãos:
'Onde está
o seu Deus, onde está?'
–3 É nos
céus que está o nosso Deus,
Ele faz
tudo aquilo que quer.
–4 São os
deuses pagãos ouro e prata,
todos eles
são obras humanas.
–5 Têm
boca e não podem falar,
têm olhos
e não podem ver;
–6 têm
nariz e não podem cheirar,
tendo
ouvidos, não podem ouvir.
=7 Têm
mãos e não podem pegar,
têm pés e
não podem andar;
nenhum som
sua garganta produz.
–8 Como
eles serão seus autores,
que os
fabricam e neles confiam.
–9 Confia,
Israel, no Senhor.
Ele é teu
auxílio e escudo!
–10
Confia, Aarão, no Senhor.
Ele é teu
auxílio e escudo!
–11 Vós
que o temeis, confiai no Senhor.
Ele é Vosso
auxílio e escudo!
–12 O
Senhor se recorda de nós,
o Senhor
abençoa seu povo.
– O Senhor
abençoa Israel,
o Senhor
abençoa Aarão;
–13
abençoa aqueles que o temem,
abençoa
pequenos e grandes!
–14 O
Senhor multiplique a vós todos,
a vós
todos, também Vossos filhos!
–15
Abençoados sejais do Senhor,
do Senhor
que criou céu e terra!
–16 Os
céus são os céus do Senhor,
mas a
terra ele deu para os homens.
–17 Não
vos louvam os mortos, Senhor,
nem
aqueles que descem ao silêncio.
–18 Nós,
os vivos, porém, bendizemos
ao Senhor
desde agora e nos séculos.”
O Salmo 113 B(115) é um louvor ao Deus verdadeiro:
“Ao contrário dos deuses pagãos inanimados, o Deus de Israel
vive, tem poder e bondade: abençoado e protege os que n’Ele confiam,.” (1)
Paulo na Carta aos Tessalonicenses faz uma exortação de
conversão ao Deus vivo e verdadeiro:
“Vós vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir
ao Deus vivo e verdadeiro” (1Ts 1,9).
Reconheçamos a grandeza de Deus e Ele elevemos cantos e louvores
e reconheçamos, como o salmista, nossa fragilidade e pequenez diante d’Ele e
repitamos:
“Não a nós, ó Senhor, não a nós. Ao Vosso nome, porém seja a
glória. Amém. Aleluia.”
(1)
Comentário da Bíblia
Edições CNBB – p. 826
PS: Este Salmo é
rezado quando proclamada a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 14,5-18).
Em poucas palavras...
Os sinais de Deus na evangelização
“Descobrir os sinais que possam falar de Deus ao ateu de hoje é o grande problema da evangelização e da reflexão teológica.
Num mundo secularizado, o sinal será talvez o de uma Igreja despojada, pobre, a inteiro serviço do homem, purificada de todo conceito demasiado materialista de Deus...
Poderão ser sinais os cristãos engajados na construção de uma cidade mais humana e fraterna, pacífica e justa.” (1)
(1) Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem dos Atos dos Apóstolos (At 14,5-18) - p. 427
“Não esqueçais o coração”
“Não esqueçais o coração”
Na conclusão da Mensagem para o LIX Dia Mundial das Comunicações 2025, o Papa Francisco nos apresentou preciosas pistas para que cuidemos do coração, ou seja, da vida interior, diante de vertiginosas conquistas da técnica:
“Sede mansos e nunca esqueçais o rosto do outro;
falai ao coração das mulheres e dos homens ao serviço de quem desempenhais o vosso trabalho.
Não permitais que as reações instintivas guiem a vossa comunicação.
Semeai sempre esperança, mesmo quando é difícil, quando custa, quando parece não dar frutos.
Procurai praticar uma comunicação que saiba curar as feridas da nossa humanidade.
Dai espaço à confiança do coração que, como uma flor frágil mas resistente, não sucumbe no meio das intempéries da vida, mas brota e cresce nos lugares mais inesperados: na esperança das mães que rezam todos os dias para rever os seus filhos regressar das trincheiras de um conflito; na esperança dos pais que emigram, entre inúmeros riscos e peripécias, à procura de um futuro melhor; na esperança das crianças que, mesmo no meio dos escombros das guerras e nas ruas pobres das favelas, conseguem brincar, sorrir e acreditar na vida.
Sede testemunhas e promotores de uma comunicação não hostil, que difunda uma cultura do cuidado, construa pontes e atravesse os muros visíveis e invisíveis do nosso tempo.
Contai histórias imbuídas de esperança, tomando a peito o nosso destino comum e escrevendo juntos a história do nosso futuro.
Tudo isto podeis e podemos fazê-lo com a graça de Deus, que o Jubileu nos ajuda a receber em abundância. Por isto, rezo por cada um de vós e pelo vosso trabalho, e vos abençoo.” Amém. Aleluia!







