segunda-feira, 4 de maio de 2026

Em poucas palavras...

                                                


Os sinais de Deus na evangelização

“Descobrir os sinais que possam falar de Deus ao ateu de hoje é o grande problema da evangelização e da reflexão teológica.

Num mundo secularizado, o sinal será talvez o de uma Igreja despojada, pobre, a inteiro serviço do homem, purificada de todo conceito demasiado materialista de Deus...

Poderão ser sinais os cristãos engajados na construção de uma cidade mais humana e fraterna, pacífica e justa.” (1)

 

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem dos Atos dos Apóstolos (At 14,5-18) - p. 427

“Não esqueçais o coração”

                                             


“Não esqueçais o coração”

Na conclusão da Mensagem para o LIX Dia Mundial das Comunicações 2025, o Papa Francisco nos apresentou preciosas pistas para que cuidemos do coração, ou seja, da vida interior, diante de vertiginosas conquistas da técnica:

“Sede mansos e nunca esqueçais o rosto do outro; 

falai ao coração das mulheres e dos homens ao serviço de quem desempenhais o vosso trabalho.

Não permitais que as reações instintivas guiem a vossa comunicação. 

Semeai sempre esperança, mesmo quando é difícil, quando custa, quando parece não dar frutos.

Procurai praticar uma comunicação que saiba curar as feridas da nossa humanidade.

Dai espaço à confiança do coração que, como uma flor frágil mas resistente, não sucumbe no meio das intempéries da vida, mas brota e cresce nos lugares mais inesperados: na esperança das mães que rezam todos os dias para rever os seus filhos regressar das trincheiras de um conflito; na esperança dos pais que emigram, entre inúmeros riscos e peripécias, à procura de um futuro melhor; na esperança das crianças que, mesmo no meio dos escombros das guerras e nas ruas pobres das favelas, conseguem brincar, sorrir e acreditar na vida.

Sede testemunhas e promotores de uma comunicação não hostil, que difunda uma cultura do cuidado, construa pontes e atravesse os muros visíveis e invisíveis do nosso tempo.

Contai histórias imbuídas de esperança, tomando a peito o nosso destino comum e escrevendo juntos a história do nosso futuro.

Tudo isto podeis e podemos fazê-lo com a graça de Deus, que o Jubileu nos ajuda a receber em abundância. Por isto, rezo por cada um de vós e pelo vosso trabalho, e vos abençoo.” Amém. Aleluia!

Vem, Espírito da Verdade!

                                                     

Vem, Espírito da Verdade!

Sejamos iluminados pelo Tratado sobre a prescrição dos hereges, escrito pelo Presbítero Tertuliano (séc. III), em que nos apresenta a Missão de Jesus confiada aos Apóstolos, conduzidos pelo Espírito Santo na pregação como “enviados” que foram.

“Cristo Jesus, nosso Senhor, durante a Sua vida terrena, ensinou quem era Ele, quem tinha sido desde sempre, qual era a vontade do Pai que vinha cumprir e qual devia ser o comportamento do homem.

Ensinava estas coisas ora em público, diante de todo o povo, ora em particular, aos seus discípulos. Dentre estes escolheu doze para estarem a Seu lado, e que destinou para serem os principais mestres das nações.

Quando, depois da Sua Ressurreição, estava prestes a voltar para o Pai, ordenou aos onze – pois um deles se havia perdido – que fossem ensinar a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Imediatamente os Apóstolos (palavra que significa “enviados”) chamaram por sorteio a Matias como duodécimo para ocupar o lugar de Judas, segundo a profecia contida num salmo de Davi. Depois de receberem a força do Espírito Santo com o dom de falar e de realizar milagres, começaram a dar testemunho da fé em Jesus Cristo na Judeia, onde fundaram Igrejas; partiram em seguida por todo o mundo, proclamando a mesma doutrina e a mesma fé entre os povos.

Em cada cidade por onde passaram, fundaram Igrejas, nas quais outras Igrejas que se fundaram e continuam a ser fundadas foram buscar mudas de fé e sementes de doutrina. Por esta razão, são também consideradas apostólicas, porque descendem das Igrejas dos Apóstolos.

Toda família deve ser necessariamente considerada segundo sua origem. Por isso, apesar de serem tão numerosas e tão importantes, estas Igrejas não formam senão uma só Igreja: a primeira, que foi fundada pelos Apóstolos e que é origem de todas as outras.

Assim, todas elas são primeiras e apostólicas, porque todas formam uma só. A comunhão na paz, a mesma linguagem da fraternidade e os laços de hospitalidade manifestam a sua unidade. Estes direitos só têm uma razão de ser: a unidade da mesma tradição sacramental.

Se quisermos saber o conteúdo da pregação dos Apóstolos, e, portanto, aquilo que Jesus Cristo lhes revelou, é preciso recorrer a estas mesmas Igrejas fundadas pelos próprios Apóstolos e às quais pregaram quer de viva voz, quer por seus escritos.

O Senhor realmente havia dito em certa ocasião: ‘Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora’; e acrescentou: ‘quando, porém, vier o Espírito da Verdade, Ele vos conduzirá à plena verdade’ (Jo 16,12-13).

Com estas palavras revelou aos Apóstolos que nada ficariam ignorando, porque prometeu-lhes o Espírito da Verdade que os levaria ao conhecimento da plena verdade. E, sem dúvida alguma, esta promessa foi cumprida, como provam os Atos dos Apóstolos ao narrarem a descida do Espírito Santo”.

Como precisamos do Espírito da Verdade na condução da Igreja, sobretudo quando o mundo vive momentos difíceis, marcados por uma crise de múltiplas expressões: planetária, econômica, social, política, moral, ética, familiar, existencial, religiosa, de valores, etc.

Supliquemos:

Vem, Espírito da Verdade:
- para nos levar ao conhecimento da plena verdade;
- para compreendermos o mundo complexo em que vivemos;
- para nos ajudar a perceber os sinais da ação e da presença divina;
- para nos conduzir por caminhos que não nos lance em precipícios.

Vem, Espírito da Verdade:
- para nos assistir nos sagrados compromissos com o Reino de Deus;
- para anunciar e testemunhar a Palavra do Verbo que Se fez Carne;
- para revigorar nosso sagrado compromisso de discípulos missionários: ser sal da terra e luz do mundo, como graça divina e resposta nossa.

Vem, Espírito da Verdade para:

- Resplandecer Vossa luz onde a “escuridão” se faz presente;
- Não sermos seduzidos pelas mentiras que nos escravizam;
- Não nos prendermos em correntes que nos roubem a liberdade;
- Não somarmos com os que em nada mais creem e nada esperam.

Oremos:

“Ó Deus eterno e onipotente, que nestes dias Vos mostrais tão generoso, dai-nos sentir mais de perto o Vosso amor paterno para que, libertos das trevas do erro, sigamos com firmeza a luz da verdade. Por N.S.J.C. Amém

PS: Oportuno para reflexão da passagem do Evangelho de São João (Jo 15,26-16,4a)

Correspondamos à fidelidade e ao amor de Deus

                                     


Correspondamos à fidelidade e ao amor de Deus

Como discípulos missionários do Senhor, reflitamos sobre o batismo, o acontecimento capital de nossa vida, o grande milagre da nossa vida, que antes de ser um compromisso com a Trindade Santa, é sempre um ato de amor para com a humanidade, à luz da passagem do Livro do Êxodo (Ex 14,5-18) – “Saberão que Eu sou o Senhor, quando Eu for glorificado às custas do Faraó” (cf. Ex 15,17).

Oremos

Senhor Deus, pusestes à prova o Vosso povo, que começou a sequência de infidelidades, mas jamais o abandonastes, porque é próprio de quem ama, não abandonar o amado.

Por amor, quisestes levá-lo à liberdade, mas fostes esquecido, e à infidelidade respondestes com fidelidade, pois tendes uma Palavra somente, e jamais a retirais, pois irrevogável.

Senhor Deus, contemplo a história do êxodo como a história de nossa libertação e de renovada escravidão; uma história de fidelidade e infidelidade, atos de obediência e rebeldia, em que esperais sempre retorno e pronto a nos acolher.

Senhor, Deus, que viveis em comunhão com Filho e o Espírito Santo, nós Vos glorificamos e damos graças, pois pelo Batismo nos concedeis a graça de nos tornarmos cristãos, membros ativos de uma Igreja Sinodal, caminhando sempre juntos, a serviço do Vosso Reino. Amém.

 

Fonte: Missal Cotidiano - Editora Paulus – p.1046

Resquiescat in pace - Descanse em paz!

                                          


Resquiescat in pace  - Descanse em paz!

O sol escondido sob as nuvens, dia sombrio, como ficaram os dias sem você, desde quando partiu, e meus olhos nadam em lágrimas vertentes.

Hoje, uma lembrança com misto de tristeza suave e dilacerante me consome, e volto meus olhos para o passado, procurando preencher o vácuo que você deixou, que por vezes parece impreenchível.

Não fosse a fé na ressurreição da carne, ficaria apenas a sombra do túmulo, eterna sombra da morte; eterno descanso; ocaso sem esperança; derradeira pulsação da vida, sem desabrochar na outra margem.

Não fosse a fé na ressurreição da carne, aquele momento supremo da vida, seria um eterno sábado; o véu da morte ficaria para sempre posto, e não reconheceríamos os sinais do Ressuscitado, “os panos dobrados e colocados à parte” desde aquela memorável madrugada (cf. Jo 20, 7).

Mas creio na ressurreição da carne, e a morte é o descansar no regaço do Senhor; o dormir o sono da noite, sem horas após o último suspiro e o cerrar dos olhos à luz; o sentimento do frio pelas asas da morte a roçar a fronte; o fugir dos últimos lampejos da vida.

RIP – Resquiescat in pace – Descanse em paz amigo/a. Que o Senhor se compadeça de sua alma e o tenha para sempre em Sua glória, até que um dia também faça a necessária e derradeira passagem e viveremos o epílogo da eternidade e comunhão na glória dos céus, com os anjos e santos. Assim creio. Assim espero. 

Tenho que seguir em frente, lembrando com carinho de cada momento que vivemos; cada sorriso compartilhado; cada lágrima enxugada; cada dificuldade superada...

Descanse em paz! O brilho do Sol nascente vem nos iluminar, até que um dia possamos nos céus nos encontrar. Amém.

Em poucas palavras... (VIDTPA)

                                          


Jesus promete a vinda do Espírito Santo

“Só quando chega a Hora em que vai ser glorificado, é que Jesus promete a vinda do Espírito Santo, pois a sua morte e ressurreição serão o cumprimento da promessa feita aos Apóstolos (Jo 14,16-17.26).

O Espírito da verdade, o outro Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus O enviará de junto do Pai, porque do Pai procede.

O Espírito Santo virá, nós O conheceremos, Ele ficará conosco para sempre, habitará conosco; há de ensinar-nos tudo, há de lembrar-nos tudo o que Cristo nos disse e dará testemunho d'Ele; conduzir-nos-á à verdade total e glorificará a Cristo. Quanto ao mundo, confundi-lo-á em matéria de pecado, de justiça e de julgamento.”(1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 729

 

Em poucas palavras... (VIDTPA)

                                                  


 

Vinde Espírito Santo...

“A forma tradicional de pedir o Espírito é invocar o Pai, por Cristo, nosso Senhor, para que nos dê o Espírito Consolador (Lc 11,13). Jesus insiste nesta petição em seu nome no próprio momento em que promete o dom do Espírito de verdade (Jo 14,17; 15,26; 16,13).

Mas, também é tradicional a oração mais simples e mais direta: «Vinde, Espírito Santo». Cada tradição litúrgica desenvolveu-a em antífonas e hinos:

«Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor» (Sequência de Pentecostes).

«Rei celeste, Espírito consolador, Espírito da verdade, presente em toda a parte e tudo enchendo, tesouro de todo o bem e fonte da vida, vem, habita em nós, purifica-nos e salva-nos, Tu que és Bom!» (Liturgia Bizantina).(1)

   (1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2671

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